Arquivo de Gestão - Ellux Consultoria https://elluxconsultoria.com.br/category/gestao/ A ellux é uma empresa de consultoria em gestão da sustentabilidade econômica, ambiental e social, gestão de riscos, de compliance e da qualidade. Tue, 11 Nov 2025 14:25:04 +0000 pt-BR hourly 1 Política de Segurança da Informação, Segurança Cibernética e Proteção à Privacidade e de Dados Pessoais https://elluxconsultoria.com.br/politica-seguranca-informacao-protecao-privacidade-dados-pessoais/ Wed, 17 Jul 2024 17:18:58 +0000 https://elluxconsultoria.com.br/?page_id=7251 [wp-svg-icons icon=”arrow-right” wrap=”i”] Segurança da informação, segurança cibernética e proteção da privacidade e dos dados pessoais A Ellux Consultoria tem o compromisso de zelar pela segurança da informação, segurança cibernética e proteção da privacidade e dos dados pessoais, com o objetivo de garantir a integridade, confidencialidade e disponibilidade das informações e de dados pessoais, bem

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[wp-svg-icons icon=”arrow-right” wrap=”i”] Segurança da informação, segurança cibernética e proteção da privacidade e dos dados pessoais

A Ellux Consultoria tem o compromisso de zelar pela segurança da informação, segurança cibernética e proteção da privacidade e dos dados pessoais, com o objetivo de garantir a integridade, confidencialidade e disponibilidade das informações e de dados pessoais, bem como minimizar riscos e incidentes, garantindo o cumprimento dos requisitos legais e outros requisitos.

A segurança da informação, segurança cibernética e proteção à privacidade e dados pessoais é de responsabilidade de todos os colaboradores, fornecedores, parceiros e terceiros que tenham acesso às informações e dados da organização. É de responsabilidade da diretoria implementar esta política, orientar os colaboradores e parceiros de negócio, e exercer a função de encarregados pelo tratamento de dados pessoais.

A sócia-diretora da Ellux Consultoria, Rosa Awram Epelbaum email: ellux@elluxconsultoria.com.br é nomeada como responsável encarregada pela gestão de segurança da informação, segurança cibernética e proteção à privacidade e dados pessoais.

A Ellux Consultoria buscará:
• Inventariar as informações e outros ativos associados, dados pessoais e seus propósitos, bem como os perfis de seus usuários;
• Classificar e rotular as informações, dados pessoais e outros ativos associados de acordo com o seu nível de confidencialidade, integridade, disponibilidade, sensibilidade e requisitos legais e outros aplicáveis, levando em consideração o risco/impacto envolvido;
• Definir regras para tratar as informações, dados pessoais e outros ativos associados, nas instalações da Ellux, nos clientes e em trabalho remoto, em dispositivos móveis e computadores, garantindo o cumprimento da legislação e outros requisitos, e direitos de propriedade intelectual;
• Informar ao titular de dados pessoais e obter o seu consentimento para executar o seu tratamento, conforme legislação e outros requisitos;
• Definir e manter regras e estruturas adequadas para controlar o acesso, incluindo os direitos de acesso e as informações de autenticação;
• Definir regras para proteção da informação e dados pessoais contra perdas, vazamento, destruição, falsificação, acesso/liberação não autorizado, uso não declarado e proteção contra ameaças de ataques;
• Documentar os acordos de confidencialidade com colaboradores, fornecedores e parceiros de negócio;
• Monitorar periodicamente a gestão de segurança da informação, segurança cibernética, proteção da privacidade e dos dados pessoais;
• Registrar e comunicar eventos, violações e incidentes, e manter plano para resposta, remediação e continuidade do negócio diante deles, bem como investigar e implementar ações corretivas e preventivas efetivas.

17 de Agosto de 2023

MICHEL EPELBAUM
Sócio-Diretor
Ellux Consultoria

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Estatísticas de Certificações ISO – 2020 para Normas de Sistemas de Gestão – Parte 1 https://elluxconsultoria.com.br/estatisticas-certificacoes-iso-2020/ https://elluxconsultoria.com.br/estatisticas-certificacoes-iso-2020/#comments Tue, 19 Oct 2021 15:41:52 +0000 https://elluxconsultoria.com.br/?p=6929 Design by Freepik Saíram “do forno” os novos dados da pesquisa anual de certificações nas principais normas de sistemas de gestão da ISO, referentes aos dados até 31/12/2020 (fonte: https://www.iso.org/the-iso-survey.html).  Nesta primeira parte do artigo trago um resumo das estatísticas de certificações. No site podem ser consultados dados mais detalhados das certificações acumuladas, região, país e

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Saíram “do forno” os novos dados da pesquisa anual de certificações nas principais normas de sistemas de gestão da ISO, referentes aos dados até 31/12/2020 (fonte: https://www.iso.org/the-iso-survey.html). 

Nesta primeira parte do artigo trago um resumo das estatísticas de certificações. No site podem ser consultados dados mais detalhados das certificações acumuladas, região, país e setor industrial.

Tabela 1 – Certificações mundiais por norma – DEZ/2020 (FONTE: ISO)

O atributo alt desta imagem está vazio. O nome do arquivo é ellux-consultoria-estatisticas-gerais.png

A ISO salientou que os dados foram consistentes com os de 2019, para a maioria dos países.

Na tabela 2 são apresentadas as variações percentuais das certificações por norma entre 2020 e 2019. Os números mostram que:

  • Houve aumento do total agregado de certificações nas várias normas entre 2019 e 2020 (18% em número de certificados, e 8,1% em número de sites certificados), muito em função do grande aumento das certificações pela ISO 45001;
  • O maiúsculo aumento das certificações pela ISO 45001 (saúde ocupacional e segurança) em relação a 2019 foi novamente o grande destaque da pesquisa – 393% em número de certificados, e 299% em número de sites certificados, adicionando mais de 150 mil certificados válidos e quase 190 mil sites certificados. Vale lembrar que esta norma sucede a OHSAS 18001, com grande número de empresas certificadas mundialmente, cujo esforço para adequação à nova ISO 45001 é muito menor do que a implementação de um sistema do zero.
  • As certificações pela ISO 37001 (antissuborno) foram a segundo colocada em termos do aumento de certificações: 137% em número de certificados, e 45% em número de sites certificados.
  • As normas ISO 9001 e ISO 14001, as primeiras a serem publicadas, tiveram uma expansão maior de sites certificados em 2020 frente a anos anteriores, principalmente a ISO 14001 (12%), explicado pela ISO em função de um importante aumento de certificações na China. Tais normas representam cerca de 80% dos certificados válidos em nível mundial (em 2019 representavam 85% do total).

Tabela 2 – Variação de certificações mundiais por norma entre 2020 e 2019 (fonte: ISO, e cálculos do autor)

estatisticas mundiais ISO 2020

https://www.iso.org/the-iso-survey.html

Quanto aos dados do Brasil, a tabela 3 apresenta os números publicados pela ISO, e os percentuais de variação entre 2018 e 2019, calculados por este autor.

Tabela 3 – Variação de certificações no Brasil por norma entre 2019 e 2018 (fonte: ISO, e cálculos do autor)

O atributo alt desta imagem está vazio. O nome do arquivo é ellux-consultoria-estatisticas-ISO-2020-Brasil.png

As certificações de sistemas de gestão da ISO no Brasil, de 2019 para 2020, surpreendeu negativamente, sendo baixo quanto ao número de certificados e negativo no número de sites certificados. Neste último caso, esta contração dos sites certificados se explica pela significativa redução nas principais normas – a ISO 9001 e a ISO 14001. Também merece destaque a redução no número de sites certificados pela ISO IEC 27001.

Olhando as normas com o maior crescimento em 2020, se destacam as normas ISO 45001, ISO 37001 e ISO 39001, mas, na prática, é realmente significativo o aumento da norma de saúde ocupacional e segurança, pois as 2 outras tem uma base muito pequena de certificações, o que possibilita crescimentos maiores nestes períodos iniciais de seu uso. Da mesma forma, o crescimento das certificações pela norma ISO 50001 (energia) foi bastante expressivo.

Na próxima semana continuo a analisar os dados da ISO Survey 2020.

 

Michel Epelbaum – Diretor da Ellux Consultoria

Diretor da Ellux Consultoria. Tem mais de 25 anos de experiência nacional e internacional em gestão de sustentabilidade, qualidade, meio ambiente, saúde ocupacional e segurança, e compliance. É membro dos Comitês Técnicos da ABNT de Gestão Ambiental, Antissuborno, Riscos, Governança, Responsabilidade Social e Energia. É Lead Assessor nas normas ISO 9001, ISO 14001, OHSAS 18001, ISO 45001, ISO 37301 e ISO 37001.

Consulte nossos serviços de Consultoria, Treinamento e Auditoria em Sistemas de Gestão, inclusive nas Normas  ISO 14001, ISO 9001, ISO 45001, OHSAS 18001, ISO 37001, ISO 37301, ISO 50001.

Saiba mais sobre este assunto em nossos posts relacionados:

Estatísticas de Certificações ISO – 2019 para Normas de Sistemas de Gestão – Parte 2

Estatísticas de Certificações ISO – 2019 para Normas de Sistemas de Gestão – Parte 1

Estatísticas de Certificação ISO – 2018 para Normas de Sistemas de Gestão

ISO SURVEY 2017 e o Fim da Transição da ISO 9001:2015 e ISO 14001:2015

Reflexões sobre a Implementação na Prática da ISO 9001 e 14001:2015 Parte 1

Reflexões sobre a Implementação na Prática da ISO 9001 E 14001:2015 Parte 2

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Dias Internacionais da Prevenção https://elluxconsultoria.com.br/dias-internacionais-prevencao/ https://elluxconsultoria.com.br/dias-internacionais-prevencao/#respond Tue, 08 Dec 2020 13:55:21 +0000 https://elluxconsultoria.com.br/?p=6214 Design by Freepik Em um período de 20 dias, temos a comemoração de 3 profissões/temas extremamente relevantes: O Dia do Auditor Interno é comemorado no Brasil em 20 de Novembro de cada ano, em homenagem à fundação do Instituto dos Auditores Internos do Brasil – Audibra – em 1960, em São Paulo. O auditor interno tem papel fundamental em

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Em um período de 20 dias, temos a comemoração de 3 profissões/temas extremamente relevantes:

  • O Dia do Auditor Interno é comemorado no Brasil em 20 de Novembro de cada ano, em homenagem à fundação do Instituto dos Auditores Internos do Brasil – Audibra – em 1960, em São Paulo. O auditor interno tem papel fundamental em reconhecer o atendimento a regras internas das organizações, bem como de regras legais e de boas práticas adotadas, além de identificar lacunas nos compromissos das organizações com a veracidade das informações, transparência, atendimento regulatório e gestão eficaz dos assuntos empresariais. Neste sentido, é agente fundamental para que a gestão dos assuntos críticos seja adequada, e a prevenção seja adotada;
  • O Dia do Técnico e do Engenheiro de Segurança do Trabalho é comemorado anualmente em 27 de novembro. Esta data homenageia os profissionais que têm como principal responsabilidade garantir a segurança e proteção dos demais colegas de trabalho. A escolha desta data é uma homenagem à lei nº 7.410, de 27 de novembro de 1985, responsável por regularizar as profissões de Técnico de Segurança do Trabalho e de Engenheiro de Segurança do Trabalho. Gestão e prevenção de riscos é o cotidiano destes profissionais, para salvar vidas;
  • No próximo dia 09 de dezembro comemora-se o Dia Internacional contra a Corrupção, criado em 2003 pelas Nações Unidas para lembrar aos países que a corrupção precisa ser prevenida na origem, e combatida com seriedade e urgência. Nos últimos anos esta preocupação da sociedade se consolidou como importante não somente na parte monetária da equação, para evitar fraudes, crimes e lavagem de dinheiro, mas também pelo lado humano, tanto do ponto de vista do estudo da patologia do criminoso/fraudador, com a sua devida responsabilização, mas também pelos impactos dos recursos desviados, que acabam sendo subtraídos da educação, da saúde, segurança pública e outros temas de relevante interesse para a sociedade.  

Se buscarmos o comum entre estas 3 datas, creio que a prevenção seria uma das tônicas importantes. A conscientização também é intrinsecamente conectada. O monetário de um lado, mas o humano do mesmo lado.

Muitas outras datas são dedicadas a profissões e temas. Só neste período de 20 de novembro a 09 de dezembro, temos 20 datas comemorativas sobre a prevenção e combate a diversas doenças.

Estamos repletos de datas comemorativas. Estamos cheios de alertas e campanhas. Mas ainda estamos muito distantes da prevenção. E da conscientização.

Pois todo dia deveria ser o Dia Mundial da Prevenção… e da conscientização!

Temos muito a avançar. Pensamento positivo para educar, conscientizar e prevenir!!

Michel Epelbaum – Diretor da Ellux Consultoria

Diretor da Ellux Consultoria. Tem mais de 25 anos de experiência nacional e internacional em gestão de sustentabilidade, qualidade, meio ambiente, saúde ocupacional e segurança, e compliance. É membro dos Comitês Técnicos da ABNT de Gestão Ambiental, Antissuborno, Riscos, Governança, Responsabilidade Social e Energia. É Lead Assessor nas normas ISO 9001, ISO 14001, OHSAS 18001, ISO 45001, ISO 19600 e ISO 37001.

Consulte nossos serviços de Consultoria, Treinamento e Auditoria em Sistemas de Gestão, inclusive nas Normas  ISO 31000, ISO 14001, ISO 9001, ISO 45001, OHSAS 18001, ISO 37001, ISO 19600, ISO 50001.

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Os aprendizados (técnicos e de mindset) da vida remota na pandemia https://elluxconsultoria.com.br/tecnicos-mindset-remota/ https://elluxconsultoria.com.br/tecnicos-mindset-remota/#respond Thu, 26 Nov 2020 13:45:29 +0000 https://elluxconsultoria.com.br/?p=6177 Design by Freepik Fico perplexo como um minúsculo vírus causou um impacto tão profundo em nossa sociedade. Não lembro de ter passado por tamanha necessidade urgente de gestão de crise, de resiliência, de adaptação e outras mudanças, como neste período. Também de medo, ansiedade, bloqueios mentais… Mesmo no angustiante período do Plano Collor I (1990),

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Fico perplexo como um minúsculo vírus causou um impacto tão profundo em nossa sociedade. Não lembro de ter passado por tamanha necessidade urgente de gestão de crise, de resiliência, de adaptação e outras mudanças, como neste período. Também de medo, ansiedade, bloqueios mentais… Mesmo no angustiante período do Plano Collor I (1990), onde houve um “congelamento/ confisco” por 18 meses de todos os valores monetários dos brasileiros acima de 50 mil cruzeiros, o que foi um choque profundo na mentalidade da população…

Nesta vida de home office e isolamento social, pudemos nos conectar ao mundo, pessoas de relação familiar, amigos e colegas de trabalho como nunca. Inauguramos eventos/reuniões com meus parentes nos EUA, Brasil e Israel. Participei de eventos meditativos com pessoas de todos os continentes. Várias jornadas do conhecimento, incluindo um retiro espiritual de prosperidade de dentro da minha casa. Aulas de pilates e yoga em minha sala ou quarto. Lançamento de música de amigo no Spotify. Provas de vestibulares de meus filhos. Consulta médica via Skype.

Com esta vida remota, tive a oportunidade única de ouvir personalidades nacionais e internacionais, como Tony Blair; Richard Barrett, criador do modelo dos sete níveis de consciência; Charles Duhigg, autor do livro “O poder do Hábito”; Simon Sinek, autor de livros como “Comece pelo Porquê”; os ministros Tarcísio Gomes de Freitas e Paulo Guedes. Ver a Ivete Sangalo de pijama, conhecer as casas de cantores e atores famosos. Participar em sessão de comitê normativo da ISO ao vivo. Fazer cursos no MIT e universidades americanas. Ouvir as experiências disruptivas de importantes investidores e empresários de startups do Vale do Silício e no Brasil (p.ex. do Ifood); o Presidente do conselho de administração do COSO, e até o ex-piloto de fórmula 1 Felipe Massa falando de investimentos.

Parece unânime que a digitalização avançou 5-10 anos em poucos meses. Creio que esta possibilidade ímpar será mantida, pois é eficiente, inclusiva e barata.

Lembro-me de minha primeira viagem aos EUA em 2000, quando fomos pesquisar sobre ferramentas e conteúdos EAD na Universidade de Berkeley/CA, e percebo o tamanho da evolução. Agora, duas décadas depois, os MOOCs já são uma realidade há quase 15 anos, e já sinalizavam para as possibilidades do agora. Lembro-me de participar na década de 90 de videoconferências em cliente com suas unidades, tecnologia de poucas grandes empresas, mas que foi se expandindo com o tempo.

Nós, que vivemos em serviços de consultoria, treinamento e auditorias dentro de organizações, sentimos os grandes impactos deste pequeno não-ser- vivo. A manutenção dos sistemas de gestão foi dificultada pelas distâncias entre os colaboradores (os administrativos, em sua maioria, trabalhando em casa), pela dedicação total à sobrevivência, deixando para depois o não prioritário. A continuidade dos negócios o exigia, isto é ponto pacífico. Estava em serviço na semana antecedente ao isolamento, em serviço remoto durante o lockdown, em serviço presencial pontual durante o isolamento. Trabalhando com assuntos por vezes “secundários”, como a manutenção da ISO 14001, ISO 9001, ISO 45001, ISO 37001 e ISO 19600.

Creio que muitas pessoas tiveram de rever suas prioridades, mindset, propósitos, visão. Eu dentre elas. Conto aqui um pouco disso. 

ALGUNS APRENDIZADOS SOBRE O NOVO MODUS OPERANDIS DIGITAL REMOTO

  • As atuais tecnologias de informação e comunicação permitem realizar coisas impensáveis antes, como reunir centenas (ou milhares) de pessoas, com possibilidade de interação e atividades. Ela potencializa as mensagens e os conteúdos;
  • Claro que ela tem limitações, como a falta da presença física, da troca de emoções e a linguagem não verbal;
  • O seu excesso supera de longe o cansaço das reuniões e treinamentos presenciais, pois a necessidade de atenção é muito maior. A tentação de fazer 2 coisas ao mesmo tempo, durante as falas, é grande;
  • A qualidade continua e deve continuar a estar presente, porém adicionando novas características, como a capacidade de motivar pessoas que não sabemos estar presentes, ouvintes ou se foram tomar café, cuidar das crianças ou avaliar outros documentos em paralelo.  Nos tornamos um pouco atores, um pouco youtubers, um pouco produtores de vídeos, e diretores de arte. A economia da experiência se elevou a patamares medidos em segundos. A mudança do culto ao caráter para o culto à personalidade, que já vinha acontecendo há 100 anos, foi catapultada;
  • Os webinars, congressos, eventos, palestras e cursos estão virando uma comunidade em si, temporária, porém com os mesmos ingredientes – o chat acaba virando um canal de interação e local de encontro dos participantes, de troca de abraços entre conhecidos, de comentários sobre o evento, de canal de dúvidas, de resposta a enquetes, etc. Os eventos geram grupos no whatsapp e telegram;
  • As anotações de quem aprende escrevendo passam a ser mais rápidas e fáceis. Porém a interação dos sinestésicos fica mais prejudicada. Os webinars/palestras sem apresentação de slides/documentos complicam a vida dos visuais. Para os auditivos, é o Olimpo;
  • Esta linguagem já está no DNA das novas gerações Z/millenials, que deve se sentir à vontade. Eu, que sou intermediário entre a geração baby boomers e a X, me sinto um pouco invadido, e acho tudo muito rápido demais. Dependendo do apresentador, realmente as informações são bastante aceleradas. Cabe um cuidado sobre isso;
  • Por outro lado, para aqueles que são do time do “Poder dos Quietos” (veja o livro de Susan Cain), o evento online é bom para ouvir sem correr muitos riscos. Mas o anonimato não é muito bom para os apresentadores;
  • As ferramentas de atividades e enquetes para eventos online ainda tem um grande salto a dar: já é possível vislumbrar alguns destes avanços, com mentimeter, kahoot, e outros;
  • Como palestrante e professor, ainda tenho de me acomodar melhor com as ferramentas no momento das apresentações e realização de atividades. As interfaces e trocas entre zoom/teams/meet/gotomeeting/ webex/outras com ferramentas de atividades ainda demanda esforço desnecessário. Mas rapidamente isso será superado pelos desenvolvedores.

De uma certa maneira, pela natureza de minha atividade de consultoria, treinamento e auditoria, foi possível realizá-las à distância com benefícios que superam os custos e as barreiras do isolamento social.

ALGUNS APRENDIZADOS SOBRE OS CONTEÚDOS DISCUTIDOS DURANTE O PERÍODO DE PANDEMIA

  • O mundo VUCA (volátil, incerto, complexo e ambíguo), termo extensamente difundido, virou VUCAH (acrescentando-se o H de hostil – ou H de hiperconectividade, segundo alguns autores). Mas, segundo outros autores, o VUCA virou também BANI (frágil, ansioso, não linear e incompreensível), termo cunhado pelo antropólogo e historiador Jamais Cascio, da University of California, membro do Institute for the Future, no artigo “Facing the Age of Chaos”.
  • é consenso entre os vários especialistas que ouvi nos eventos, tanto no meio tecnológico, financeiro, acionário, de governança e político, que a gestão da sustentabilidade nos moldes do ESG (environmental, social and governance) é critério fundamental para a sobrevivência e perpetuidade das organizações, e o mercado está percebendo valor neste critério. Neste ano ocorreram diversas situações e fatos impactantes em ESG, tais como a discussão sobre os desmatamentos e queimadas na Amazônia, a mudança da política ambiental americana diante da vitória do democrata Joe Biden, a discussão do aquecimento global durante a reunião do G20; os eventos em torno das mortes de George Floyd e a mais recente no supermercado Carrefour no RS; o lançamento de diversos produtos de investimento em empresas com desempenho melhor em ESG; sem falar da própria adaptação das empresas à crise sanitária e de saúde do covid19 (já prevista pelo Fórum Econômico Mundial como um dos maiores riscos globais em 2020). Linhas de produtos de investimentos foram lançados neste ano durante a pandemia, em diversas corretoras. Também há a expectativa de um banco/corretora lançar o primeiro produto nacional de crédito de carbono;
  • O choque do isolamento social e do combate ao coronavirus foi grande por todo o planeta. As organizações repensaram suas estruturas de gestão de crises, o grau de digitalização, o trabalho em home office, a autonomia dos colaboradores e o grau de supervisão, a aceitação do remoto online. As pessoas repensaram suas prioridades e propósitos, e possivelmente tiveram avanços no ambiente familiar e qualidade de vida. As discussões foram produtivas em torno destas adaptações, e das tendências futuras deste período de mudanças aceleradas;
  • Por outro lado, assistimos o grande represamento de verbas e investimentos que não eram dirigidos diretamente para os processos de negócios, considerando as quedas drásticas de receitas de grande parte dos setores produtivos. Especulo que em boa medida procurou-se manter a rotina das áreas de saúde, segurança, meio ambiente e qualidade, mas houve cortes, principalmente nas atualizações/desenvolvimentos/ mudanças não prioritárias. Em essência, apesar do aumento da preocupação e gestão ESG, muitas das atividades nestes temas ainda são desassociadas do “núcleo duro do core bussiness”;
  • A tendência tecnológica foi exacerbada durante a pandemia. A digitalização avançou sobremaneira, mas na sua maioria baseada nas estruturas e modelos adotados anteriormente, adaptada às necessidades imediatas decorrentes da situação de isolamento social. Em uma parcela das organizações, ela ocorreu sobre novas bases e modelos de negócios. Neste assunto, o céu é o infinito. A espiral exponencial continua o seu caminho;
  • Refletindo sobre o dia da qualidade, ocorrido no dia 08 de novembro, e seu papel nas organizações e vidas pós pandemia, as discussões sobre a necessidade de evoluir na gestão da qualidade são extremamente relevantes como apoio à gestão estratégica, como adaptação, como agilidade, como motor de inovação, como atributo de caráter das pessoas;
  • Aceleram as preocupações com a governança e compliance durante períodos extremos como o vivido em 2020, dado que as regras são flexibilizadas, os hábitos são modificados, a vigilância sobre o remoto e autônomo é relaxada, os montantes de recursos financeiros se multiplicaram,  e as oportunidades e pressões, como expostas pela pirâmide da fraude, são aumentadas. A racionalização e o autoengano perante a fraude são muito facilitados neste momento de sobrevivência e urgência. Vimos o que aconteceu com as verbas gigantescas para a saúde desviadas por fraude e corrupção;

CONCLUSÃO

Ainda estamos num ambiente de grande incerteza com relação a 2021: quando virá a vacina, teremos uma segunda onda no Brasil, como ficará a economia, o auxílio emergencial do governo se tornará permanente, como combater a crise fiscal, como lidar com a inflação e o aumento de juros, o resultado das eleições municipais e o impacto nas eleições de 2022. Além disto, veremos a nova temporada da série: atendimento (ou não) das promessas de campanha do presidente, envolvendo temas como o combate à corrupção, reformas estruturantes, privatização de estatais, dentre outros.

Nós, que militamos nas áreas de qualidade, meio ambiente, responsabilidade social e compliance há mais de 30 anos, participamos dos avanços e dificuldades em mudar a consciência, demonstrar os benefícios, incorporar a prevenção nas rotinas de negócio e gestão estratégica das organizações. O filme mostra paradoxalmente esperança e decepção, motivação e resignação, trabalhos coletivos e interesses privados, bons discursos e práticas superestimadas, diálogo e monólogo, entusiasmo pela tecnologia e preocupação com o humano. Depende de quem está assistindo.

Vivemos no “fio da navalha”. Durante 2020, incorporamos o equilibrista. Olhamos tanto para baixo para não cair no abismo, que não conseguimos mirar à frente para direcionar o caminhar. Mas aprendemos um pouco mais a sobreviver neste ambiente “muvucado”. Só falta aprender a construir um futuro inclusivo e humano, cooperando e dialogando para que o reflexo no espelho seja bonito. Precisamos evoluir as qualidades e a consciência para um propósito maior com as pessoas e com o planeta.

Michel Epelbaum – Diretor da Ellux Consultoria

Diretor da Ellux Consultoria. Tem mais de 25 anos de experiência nacional e internacional em gestão de sustentabilidade, qualidade, meio ambiente, saúde ocupacional e segurança, e compliance. É membro dos Comitês Técnicos da ABNT de Gestão Ambiental, Antissuborno, Riscos, Governança, Responsabilidade Social e Energia. É Lead Assessor nas normas ISO 9001, ISO 14001, OHSAS 18001, ISO 45001, ISO 19600 e ISO 37001.

Consulte nossos serviços de Consultoria, Treinamento e Auditoria em Sistemas de Gestão, inclusive nas Normas  ISO 14001, ISO 9001, ISO 45001, OHSAS 18001, ISO 37001, ISO 19600, ISO 50001.

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Normas de Gestão da ISO e a sua contribuição para alcance dos ODS https://elluxconsultoria.com.br/gestao-iso-ods/ https://elluxconsultoria.com.br/gestao-iso-ods/#respond Thu, 12 Nov 2020 14:23:00 +0000 https://elluxconsultoria.com.br/?p=6098 Imagem ODS Desde 2016, quando passaram a valer os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, as organizações, cidades, países, ONGs e pessoas, passaram a alinhar suas “bússolas” aos mesmos, em direção ao “norte magnético” em 2030. Neste artigo, abordamos o alinhamento da ISO e suas normas com os ODS, particularmente aquelas de sistemas de gestão, como a

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Imagem ODS

Desde 2016, quando passaram a valer os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, as organizações, cidades, países, ONGs e pessoas, passaram a alinhar suas “bússolas” aos mesmos, em direção ao “norte magnético” em 2030.

Neste artigo, abordamos o alinhamento da ISO e suas normas com os ODS, particularmente aquelas de sistemas de gestão, como a ISO 9001, ISO 14001 e outras.

O QUE SÃO OS OBJETIVOS DE DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL – ODS?

Os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável – ODS fazem parte de uma agenda mundial adotada durante a Cúpula das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável em setembro de 2015, composta por 17 objetivos, 169 metas e 231 indicadores, a serem atingidos até 2030. Eles substituíram os Objetivos do Milênio, válidos até 2015.

Os ODS foram construídos em um processo de negociação mundial, que teve início em 2013, e entraram em vigor em janeiro de 2016. Para alcançar estes ODS, requer-se a parceria de governos, setor privado, sociedade civil e cidadãos comuns para garantir a “entrega” de um planeta melhor para as futuras gerações. 

A implementação da agenda 2030 deve levar em consideração a interconexão entre os ODS e suas metas, e as quatro dimensões principais:

Social: relacionada às necessidades humanas, de saúde, educação, melhoria da qualidade de vida e justiça.

Ambiental: trata da preservação e conservação do meio ambiente, com ações que vão da reversão do desmatamento, proteção das florestas e da biodiversidade, combate à desertificação, uso sustentável dos oceanos e recursos marinhos até a adoção de medidas efetivas contra mudanças climáticas.

Econômica: aborda o uso e o esgotamento dos recursos naturais, a produção de resíduos, o consumo de energia, entre outros.

Institucional: diz respeito às capacidades de colocar em prática os ODS.

http://www4.planalto.gov.br/ods/imagens/simbolos-e-logomarcas-ods/dimensao/image_view_fullscreen

QUAIS SÃO AS NORMAS DE SISTEMAS DE GESTÃO DA ISO?

Desde os idos da década de 90, a produção de padrões mundiais de sistemas de gestão da ISO cresceu vertiginosamente ganhando grande notoriedade no meio empresarial, mas também no setor público e entre ONGs. Desde a pioneira ISO 9001, publicada em sua primeira versão em 1987, passando pela ISO 14001 em 1996, o conceito se espalhou amplamente, alcançando atualmente a totalidade de 93 normas, como listado pela ISO. Replico a relação da ISO nas tabelas a seguir, apesar de disponível em seu site na internet e ser longa, pois é pouco conhecida do público em geral. Certamente, muitos leitores se surpreenderão pela abrangência das normas de sistema de gestão para assuntos e setores tão diversos e muito além das conhecidas ISO 9001, ISO 14001 e ISO 45001, como: turismo de aventura, qualidade do ar interior, gestão de crises de suprimento de água e tratamento de efluentes, segurança no tráfego viário, segurança privada, facilities, bem estar animal na cadeia de suprimentos para alimentos, gestão de denúncias, gestão de ativos, gestão do conhecimento, serviços de TI, segurança da informação e privacidade de dados.

Nestas tabelas, HLS significa High Level Structure, estrutura de alto nível adotada pela ISO para normas de sistemas de gestão, composta dos elementos de 4 a 10 (4 – Contexto da Organização, 5 – Liderança, 6 – Planejamento, – 7 – Apoio, 8 – Operação, 9 – Avaliação de Desempenho, 10 – Melhoria) para todas, baseada no tradicional ciclo PDCA. As normas preenchidas com “S” na coluna HLS tem a mesma estrutura e contém muitos termos e definições comuns.

Qualidade

fonte: https://www.iso.org/management-system-standards-list.html

Indústria

fonte: https://www.iso.org/management-system-standards-list.html

Segurança ocupacional e patrimonial

fonte: https://www.iso.org/management-system-standards-list.html

Gestão Geral

fonte: https://www.iso.org/management-system-standards-list.html

Saúde e Médicos

fonte: https://www.iso.org/management-system-standards-list.html

Meio Ambiente e Energia

fonte: https://www.iso.org/management-system-standards-list.html

Tecnologia da Informação

fonte: https://www.iso.org/management-system-standards-list.html

Serviços

fonte: https://www.iso.org/management-system-standards-list.html

QUAL A RELAÇÃO ENTRE AS NORMAS DE GESTÃO DA ISO E OS ODS?

Desde a publicação dos ODS, cada um deles impactados por cada norma da ISO são apresentados na sua página específica no site da ISO.

Nas tabelas a seguir são compiladas as correlações das normas ISO selecionadas (destacadas em negrito/sublinhadas/iluminadas em azul mais escuro nas listas de normas de sistema de gestão supracitadas) com os ODS.

Qualidade, Indústria, Saúde e Médico, Meio Ambiente e Energia, Tecnologia da Informação

fonte: www.elluxconsultoria.com.br

NOTA: apesar de não ser considerada uma norma de sistema de gestão, incluímos a Norma ISO 26000 – Diretrizes sobre Responsabilidade Social na tabela, pois ela é a norma com maior abrangência de elementos dos ODS, e é base para a Norma NBR 16001, que é uma norma brasileira de sistema de gestão de responsabilidade social.

Segurança ocupacional e patrimonial

fonte: www.elluxconsultoria.com.br

NOTA: apesar de não ser considerada uma norma de sistema de gestão, incluímos a Norma ISO 31000 – Gestão de Riscos – Diretrizes, pois ela é fundamental para todas as normas de sistemas de gestão, e tem uma correlação com vários dos ODS.

Gestão Geral e Serviços

fonte:www.elluxconsultoria.com.br

NOTA: apesar de não ser considerada uma norma de sistema de gestão, incluímos a Norma em elaboração ISO DIS 37000 – Diretrizes para a Governança das Organizações, pois ela é fundamental para todas as normas de sistemas de gestão, e tem uma correlação direta com alguns dos ODS.

NOTA: verificou-se incoerência na correlação identificada pela ISO entre a norma ISO 19600 (Compliance – diretrizes) e a versão DIS (draft) da ISO 37301 (Compliance – especificação), que apresentam escopo idêntico, somente uma sendo de orientações (Tipo B) e a outra de especificação mínima (tipo A).

Através das correlações entre as normas ISO de Gestão e os ODS apresentadas nas 3 tabelas anteriores, podemos comentar:

  • Há normas com grandes correlações com diversos ODS, principalmente aquelas ligadas com o meio ambiente (como a ISO 14001), sustentabilidade (p.ex. gestão de eventos ISO 20121 e em turismo) e responsabilidade social (como a ISO 26000 e a ISO 37101);
  • Há normas bem específicas, com correlação direta com poucos ODS (como as de qualidade – ISO 9001 e ISO 13485, tecnologia da informação);
  • Por outro lado, a ISO não estabeleceu correlação dos ODS com as normas de ISO 21101 (segurança em turismo de aventura) e ISO 21401 (sistema de gestão de sustentabilidade para estabelecimentos de turismo), o que parece incoerente com os temas envolvidos.
  • As normas de sistema de gestão de compliance (ISO 19600 e ISO DIS 37301) parecem ter suas correlações subestimadas, considerando que este tema abrange assuntos como compliance ambiental, trabalhista, diversidade e assédio, o que implica em relacionamento com outros ODS não listados pela ISO.

Procurou-se a correlação entre as normas abaixo com os ODS no site da ISO, mas não foram listadas na página da internet de cada uma delas (tal situação pode ocorrer com outras normas):

– ISO 27001 – Sistema de Gestão de Segurança da Informação;

– ISO 29001 – Sistema de Gestão da Qualidade nos setores de petróleo, petroquímico e gás natural;

– ISO 56002 – Sistema de Gestão da Inovação

– ISO 22301 – Sistema de Gestão da Continuidade de Negócio

Verificou-se também no site da ISO uma correlação inversa da que discutimos acima, que quantifica todas as normas da ISO que contribuem para cada objetivo dos ODS (não somente as de sistemas de gestão), o que resulta na tabela a seguir.

fonte: www.elluxconsultoria.com.br

NOTA: para o ODS 17 – Parcerias e Meios de Implementação, não foram listadas pela ISO as suas normas contribuintes.

Os ODS com maiores número de normas da ISO contribuintes são para os objetivos 3, 8, 9 e 11. Parece natural entender a contribuição da ISO com normas influenciadoras de padrões de saúde, assim como as relacionadas a trabalho decente e crescimento econômico, e indústria, inovação e infraestrutura. Surpreende positivamente ver que 1055 normas da ISO estão relacionadas diretamente com cidades e comunidades sustentáveis.

Por outro lado, os ODS com menor número de normas da ISO relacionadas são os de número 1-Erradicação da pobreza, e 16 – Paz, Justiça e Instituições Eficazes, o que parece fazer sentido, tendo em vista que estes assuntos dependem mais de políticas públicas e da cooperação da sociedade. Quanto ao ODS 2 – Fome zero e Agricultura Sustentável, terceiro com menor número de normas relacionadas, surpreende negativamente, considerando que a agricultura é um dos assuntos mais antigos e conhecidos. Devemos considerar que a parte dele que se refere à fome zero depende fundamentalmente de políticas públicas. Porém parece que a ênfase de sustentabilidade pode e deve evoluir.

Agrupando conforme as 4 dimensões, identificamos na tabela a seguir o número de normas da ISO contribuintes aos ODS, e contabilizamos o total por dimensão:

fonte:www.elluxconsultoria.com.br

NOTA: para o ODS 17 – Parcerias e Meios de Implementação, não foram listadas pela ISO as suas normas contribuintes.

Estes dados por dimensão mostram um equilíbrio entre o social e o ambiental, porém um número substancialmente maior das normas de natureza econômica, em relação a estas primeiras.

CONCLUSÃO

Como exposto no início deste artigo, as organizações e pessoas de todo o planeta estão se alinhando com os ODS, como o alvo a ser alcançado em 2030. Sabemos que o caminho traçado pela humanidade rumo a 2030 é difícil, e cheio de obstáculos. Sabemos que a cooperação é fundamental, seja em nível transnacional, entre organizações, entre órgãos de governos, etc.

Certamente faz parte deste processo a mudança de modelo de organização e de nosso mindset. E dentro desta mudança de modelo organizacional e de gestão, elas devem buscar as melhores práticas e normas internacionalmente aceitas, como as da ISO.

A visualização dos ODS impactados pelas normas da ISO (de sistemas de gestão e as demais), apesar de ser qualitativa e orientativa, é importante para o alinhamento desta instituição (e seu modelo de elaboração de normas, e a avaliação de impacto destes padrões internacionais) com este farol iluminando o caminho da nossa aeronave, rumando em direção a um futuro planeta 2030 mais sustentável, humano, inclusivo, diverso, preventivo, cooperativo. Planeta e futuro a serem cocriados por todos nós!

Michel Epelbaum – Diretor da Ellux Consultoria

Diretor da Ellux Consultoria. Tem mais de 25 anos de experiência nacional e internacional em gestão de sustentabilidade, qualidade, meio ambiente, saúde ocupacional e segurança, e compliance. É membro dos Comitês Técnicos da ABNT de Gestão Ambiental, Antissuborno, Riscos, Governança, Responsabilidade Social e Energia. É Lead Assessor nas normas ISO 9001, ISO 14001, OHSAS 18001, ISO 45001, ISO 19600 e ISO 37001.

Consulte nossos serviços de Consultoria, Treinamento e Auditoria em Sistemas de Gestão, inclusive nas Normas  ISO 14001, ISO 9001, ISO 45001, OHSAS 18001, ISO 37001, ISO 19600, ISO 50001.

Saiba mais sobre este assunto em nossos posts relacionados:

A Cultura de base para os Sistemas de Gestão

A ISO 45001 e a Transição da OHSAS 18001: Estatísticas de Certificações

Estatísticas de Certificações ISO – 2018 para Normas de Sistemas de Gestão

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No artigo da semana passada relatamos alguns dados gerais sobre a certificação de normas ISO de sistemas de gestão, recém publicados pela ISO, referentes a dez/19. Neste post, complementamos estes dados gerais.

DADOS DOS PAÍSES

Os 5 países com mais certificados válidos são:

TABELA 1 – 5 PAÍSES COM MAIOR NÚMERO DE CERTIFICADOS ISO VÁLIDOS DE SISTEMAS DE GESTÃO (elaborado pelo autor, com base nos dados do ISO Survey 2019)

Pode se notar pelos dados:

  • China como a grande líder em certificações de sistemas de gestão ISO, muito à frente do segundo lugar, em boa parte das normas;
  • Enquanto os países desenvolvidos da Europa e Japão (com exceção dos Estados Unidos), e China predominam na liderança de certificações da maioria das normas, percebe-se perfil diferente quanto à ISO 22000, ISO 22301, ISO 28000, ISO 39001 e ISO 37001, onde entraram países emergentes e outros não tradicionais na lista do Top 5. Cabe comentar a grande ascensão da Índia em certificações;
  • Nota-se, como sempre foi verificado historicamente, que os Estados Unidos aparece pouco no Top 5, com exceção somente em dispositivos médicos (ISO 13485), onde lidera, e Tecnologia da informação – serviços (ISO IEC 20000-1);
  • Chama muito a atenção o número bastante baixo de certificações pela ISO 28000 (Segurança na cadeia logística), sendo que a China representa 83% delas;
  • a Itália continua dominando as certificações pela ISO 37001 (representando 37,7% do total);
  • de modo geral, o Brasil está fora da liderança entre os países nomeados como BRICS (a China lidera na maioria das normas, e a Índia figura no Top 5 em algumas normas).

Na tabela 2 é apresentado o percentual de certificados válidos do Brasil em relação aos mundiais, por norma.

TABELA 2 – % DE CERTIFICADOS VÁLIDOS (BRASIL) EM RELAÇÃO AO NÚMERO TOTAL DE CERTIFICADOS VÁLIDOS (MUNDO) (elaborado pelo autor, com base nos dados do ISO Survey 2019

Nesta comparação, chama a atenção:

  • Uma representatividade bem menor das certificações ISO de sistemas de gestão do Brasil, comparada ao percentual de sua participação no PIB mundial (2,5% em 2018, menor valor desde 1982, e vem caindo há vários anos). Somente nas certificações ISO 9001 e ISO 37001 o percentual chega próximo a este número representante da economia brasileira;
  • O maior percentual se refere à ISO 37001 – Antissuborno (maior do que na ISO 9001, inclusive);
  • Na ISO 14001 e na ISO IEC 20000-1 ainda mantém um percentual representativo (na casa dos 1% do total);
  • O menor percentual se refere à ISO 28000 (Segurança na cadeia logística).

DADOS SETORIAIS

Quanto aos dados setoriais, seguem os 5 maiores na tabela abaixo.

TABELA 3 – TOP 5 DOS SETORES COM MAIOR NÚMERO DE CERTIFICADOS ISO VÁLIDOS (elaborado pelo autor, com base nos dados do ISO Survey 2019) – veja legenda para entender os setores

Legenda:

  1. Metal básico & produtos fabricados de metal
  2. Comércio de atacado e varejo; reparos de veículos automotores e motocicletas, bens pessoais e domésticos
  3. Equipamentos elétricos e ópticos
  4. Construção
  5. Setores não conhecidos
  6. Outros serviços
  7. Máquinas e equipamentos
  8. Tecnologia da informação
  9. Intermediação financeira, imobiliário (“real estate”) e aluguel
  10. Têxteis e produtos têxteis
  11. Produtos de borrachas e plásticos
  12. Produtos alimentícios, bebidas e tabaco
  13. Químicos, produtos químicos e fibras
  14. Transporte, estocagem e comunicação
  15. Administração Pública
  16. Serviços de Engenharia

Nota-se nesta compilação que os dados carecem de consistência, uma vez que a categoria “Setores não conhecidos” ocupa o primeiro lugar em número de certificações válidas em quase todas as normas. Com isso em consideração, e retirando a categoria “outros serviços” da conta, pois agrega diversas atividades distintas, pode-se depreender desta estatística:

  • Os setores mais frequentes são o de Construção, Metal básico & produtos fabricados de metal, Equipamentos elétricos e ópticos;
  • De modo geral, os setores contidos no Top 5 para cada norma expressam aqueles de maior impacto a ela associadas. No caso da ISO 14001 (meio ambiente) e ISO 45001 (saúde ocupacional e segurança), os setores contidos na tabela também são determinados por aqueles de maior número de certificações na ISO 9001 (qualidade). O mesmo parece ocorrer com a ISO 28000 (Segurança na cadeia logística);
  • No caso da ISO 50001 (Energia), poderia se associar sua implementação nos setores mais energo-intensivos, porém alguns deles contidos no Top 5 não necessariamente estão nesta categoria;
  • Interessante constatar que a distribuição dos setores com maior número de certificados para as normas ISO 22301 (Continuidade dos negócios) e ISO IEC 20000-1 (Tecnologia da informação – serviços) é idêntica, o que não se explica somente pelo escopo/tema de cada norma;
  • No caso da ISO 37001 (Antissuborno), claramente pode ser vista a relação dos setores de maior número de certificados válidos com o escopo da Norma (pois são setores considerados de maior risco de corrupção, com dados estatisticamente comprovados – p.ex. , englobando a administração pública, construção e engenharia – obras e concessões públicas);

Espera-se que nas próximas pesquisas, o desconhecimento de setores com certificações possa ser superado, para obter uma análise mais confiável sobre estes dados.

CONCLUSÃO

As certificações de sistemas de gestão tem demonstrado mundialmente grande benefício para as organizações, como aumento de produtividade, redução de riscos, redução de desperdícios, aumento da satisfação e redução de impactos diversos sobre as partes interessadas, melhoria da cultura, valor agregado para os acionistas/proprietários, dentre outros.

O número de mais de 1,35 milhão de certificados válidos indica o sucesso desta abordagem. Certamente apresenta oportunidades de melhoria, algumas das quais tratadas na estrutura de alto nível definida nos últimos anos, simplificação e foco maior em resultados em comparação às versões anteriores.

Esperamos ver o Brasil evoluir neste modelo, em alinhamento à sua importância para a economia mundial.

Michel Epelbaum – Diretor da Ellux Consultoria

Diretor da Ellux Consultoria. Tem mais de 25 anos de experiência nacional e internacional em gestão de sustentabilidade, qualidade, meio ambiente, saúde ocupacional e segurança, e compliance. É membro dos Comitês Técnicos da ABNT de Gestão Ambiental, Antissuborno, Riscos, Governança, Responsabilidade Social e Energia. É Lead Assessor nas normas ISO 9001, ISO 14001, OHSAS 18001, ISO 45001, ISO 19600 e ISO 37001.

Consulte nossos serviços de Consultoria, Treinamento e Auditoria em Sistemas de Gestão, inclusive nas Normas  ISO 14001, ISO 9001, ISO 45001, OHSAS 18001, ISO 37001, ISO 19600, ISO 50001.

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A ISO publicou os resultados de sua mais recente pesquisa anual sobre certificações em normas de sistemas de gestão. Apresentamos neste artigo um resumo das estatísticas gerais de certificações das principais normas de sistemas de gestão da ISO, referentes aos dados de dez/19. 

Tabela 1 – Certificações mundiais por norma – DEZ/2019 (FONTE: ISO)

estatísticas ISO 2019

A ISO salientou que a confiabilidade dos dados não foi prejudicados pela pandemia do Covid 19, uma vez que a coleta de dados foi feita no início da pandemia, e com boa participação, similar à de 2018.

Na tabela 2 são apresentadas as variações percentuais das certificações por norma entre 2019 e 2018.

Tabela 2 – Variação de certificações mundiais por norma entre 2019 e 2018 (calculado pelo autor)

Os números mostram que:

  • Houve aumento do total agregado de certificações nas várias normas entre 2018 e 2019 (3,8% em número de certificados, e 8,1% em número de sites certificados);
  • As normas ISO 9001 e ISO 14001, as primeiras a serem publicadas, tem baixo aumento de certificados, mas um aumento significativo de sites certificados em 2019, principalmente a ISO 14001. Tais normas representam mais de 85% dos certificados válidos, o que “puxa para baixo” o total global.
  • Notam-se números desanimadores das certificações pela ISO 50001, publicada em 2011, e atualizada em 2018: crescimento de certificados de 0,9%, e decréscimo de 9,7 nos sites certificados de 2018 para 2019.
  • No outro extremo, está a grande responsável pelo aumento global de certificações: a ISO 45001, com aumento de 223,4% nos certificados, e de 330,5% nos sites certificados, o que acrescentou mais de 25 mil certificados e mais de 48 mil sites certificados. Tal número já representa parte da migração de empresas certificadas pela OHSAS 18001 para a Norma ISO, cujo prazo de validade vence em 2021, quando será substituída pela ISO 45001.
  • Houve mais de 120% de aumento de certificações nas normas ISO 28000 e ISO 37001, números que mostram a adesão crescente a estas normas (e no caso da ISO 37001, tal feito representa mais por ser uma norma nova e com critério de certificação mais novo ainda), mas que pelo pequeno número absoluto, não representam grandes incrementos ao total de certificações.
  • A ISO relatou flutuações em alguns países (como Bósnia, Coréia, Japão, Holanda, Turquia, Reino Unido e Estados Unidos), que ela atribui à participação (ou não) dos organismos de certificação destas nações.

Quanto aos dados do Brasil, a tabela 3 apresenta os números publicados pela ISO, e os percentuais de variação entre 2018 e 2019, calculados por este autor.

Tabela 3 – Variação de certificações no Brasil por norma entre 2019 e 2018 (fonte: ISO, e cálculos do autor)

ISO estatísticas 2019

O aumento de certificações no Brasil de 2018 para 2019 resultou mais significativo do que o dos dados mundiais. A ISO 45001 contribuiu sobremaneira para estes números (mais de 500% de aumento, agregando mais de 600 sites certificados), mas também o aumento da ISO 9001, que representa quase 80% dos certificados ISO no país. Também merece destaque o aumento da ISO 14001 no país, mas em números alinhados ao aumento mundial. Também merece destaque:
• O aumento da ISO 14001 no país, mas em números alinhados ao aumento mundial;
• O grande crescimento do número de certificações e sites na Norma ISO 37001 (apesar dos números absolutos serem baixos);
• O grande crescimento do número de sites certificados na Norma ISO 39001 (apesar dos números absolutos serem baixos);
• Os recuos das certificações nas normas ISO 22000, ISO 13485 e ISO 28000.

Na próxima semana continuo a analisar os dados da ISO Survey 2019.

 

Michel Epelbaum – Diretor da Ellux Consultoria

Diretor da Ellux Consultoria. Tem mais de 25 anos de experiência nacional e internacional em gestão de sustentabilidade, qualidade, meio ambiente, saúde ocupacional e segurança, e compliance. É membro dos Comitês Técnicos da ABNT de Gestão Ambiental, Antissuborno, Riscos, Governança, Responsabilidade Social e Energia. É Lead Assessor nas normas ISO 9001, ISO 14001, OHSAS 18001, ISO 45001, ISO 19600 e ISO 37001.

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Estatísticas de Certificações ISO – 2016 PARTE 1

Estatísticas de Certificações ISO 2016 – PARTE 2

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