Arquivo de Sustentabilidade - Ellux Consultoria https://elluxconsultoria.com.br/category/sustentabilidade/ A ellux é uma empresa de consultoria em gestão da sustentabilidade econômica, ambiental e social, gestão de riscos, de compliance e da qualidade. Mon, 17 Nov 2025 17:41:33 +0000 pt-BR hourly 1 FAQ ABNT PR 2030 https://elluxconsultoria.com.br/faq-abnt-pr-2030/ Wed, 17 Apr 2024 12:52:37 +0000 https://elluxconsultoria.com.br/?page_id=7234 FAQ ABNT PR 2030 – Governança Ambiental, Social e Corporativa O que é a ABNT? A ABNT  – Associação Brasileira de Normas Técnicas foi fundada em 1940. Entidade privada, sem fins lucrativos. Reconhecida como único Foro Nacional de Normalização. Signatária do código de boas práticas em normalização da OMC – Organização Mundial do Comércio. O que

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FAQ ABNT PR 2030 – Governança Ambiental, Social e Corporativa

O que é a ABNT?

A ABNT  – Associação Brasileira de Normas Técnicas foi fundada em 1940. Entidade privada, sem fins lucrativos.

Reconhecida como único Foro Nacional de Normalização.

Signatária do código de boas práticas em normalização da OMC – Organização Mundial do Comércio.

O que faz a ABNT?

A ABNT faz:

 

           Elaboração de Normas Brasileiras

       Faz a Gestão do processo da normalização brasileira

       Adoção de Normas Internacionais (ISO e IEC)

       Promoção e difusão da Normalização na sociedade

PR – Prática Recomendada x NT – Norma Técnica

Uma Prática Recomendada se diferencia de uma Norma Técnica.

Enquanto a Norma Técnica é um documento normativo com abordagem e linguagem técnica, é um processo voluntário, com duração padrão (= 12 meses) e atende a necessidade de um público mais técnico; a Prática Recomendada é um documento normativo, com abordagem didática e linguagem mais simples, é um processo voluntário e mais ágil (reuniões semanais) e atende a diversos segmentos da sociedade e público

em geral.

Quando foi publicada a ABNT PR 2030?

A ABNT PR 2030  – Ambiental, social e governança (ESG) – Conceitos, diretrizes e modelo de avaliação e direcionamento para organizações foi publicada em Dezembro de 2022.

 

Foi a primeira Norma ESG publicada mundialmente. 

Sobre Prática Recomendada

Temas que necessitem de um documento complementar ou orientativo às normas técnicas, trazendo abordagem prática e didática, contendo exemplos e recomendações; 

Temas cuja urgência de desenvolvimento é premente por motivos de força maior, em que a necessidade de um documento normativo prévio é essencial para garantir a segurança da sociedade;

Temas que ainda não possuam documentos normativos e necessitem de um documento inicial para guiar a sociedade;

Temas complexos, que exijam um documento integrador que unifique de modo simplificado, requisitos e diretrizes contidos em normas, e eventuais regulamentos, que estão envolvidos na produção ou execução de um determinado produto ou serviço.

A ABNT PR 2030 é Certificável?

Não, ela é verificável!  A diferença é que no Sistema Verificável não há avaliação periódica de manutenção, e ao invés da Certificação, é feita uma  Declaração da conformidade pela própria empresa.

O que é a ABNT PR 2030?

A ABNT PR 2030 é a Prática recomendada que alinha os principais conceitos e princípios ESG,  orientando os passos necessários para incorporá-los na organização. Além disso, estabelece um modelo de avaliação e direcionamento.

Por que incorporar o ESG na estratégia do negócio?

Os critérios ESG são um conjunto de indicadores que avaliam o desempenho das empresas em relação aos seus impactos ambientais, sociais e de governança, assim influenciando as decisões dos investidores, consumidores e stakeholders.

No Brasil, por exemplo, há fundos que utilizam indicadores ESG para selecionar as empresas em que irão investir e outros que destinam um % maior seguindo critérios ESG.

Qual a Estrutura da ABNT PR 2030?

1) Escopo

2) Documentos normativos orientadores

3) Termos e definições

4) Contextualização

5) Jornada ESG

6) Avaliação e direcionamento

7) Temas e critérios relevantes

8) Anexos

Quais os principais documentos normativos orientadores dest nova Norma?

ABNT NBR ISO 9001, ABNT NBR ISO 14001, ISO 45001, ABNT NBR ISO 16001, ABNT NBR ISO 26000, ABNT NBR ISO 31000, ABNT NBR ISO 37000, ABNT NBR ISO 37001, ABNT NBR ISO 50001, ABNT NBR ISO/IEC 27001

Com relação à Contextualização

Critérios ESG, Materialidade e  Análises de investimento e Tomadas de Decisão 

Pertinência de um tópico determinada pela relevância do seu impacto econômico, ambiental, social, positivo ou negativo, nas avaliações e decisões dos gestores da organização e de suas partes interessadas.

Desafios:

Comunicação com transparência e evidência

Aproveitar as oportunidades de gerar impactos positivos e criar valor de longo prazo

Ir além de obrigações legais

 

Prioridades financeiras e aspectos sociais e ambientais em equilíbrio

 

Quais os eixos da Jornada ESG?

A Jornada ESG tem 3 eixos: Ambiental, Social e Governança.

A Governança dá o tom da condução de questões Ambientais e Sociais dentro da estratégia da empresa.

Quais os benefícios da Jornada ESG?

Criar valor partes interessadas 

Gestão de Riscos

Conformidade Regulatória

Refinar o propósito e incluir prioridades partes interessadas

Como integrar ESG – Eixo Ambiental?

O ESG  – Eixo Ambiental tem 5 temas e 14 critérios.

Os 5 temas são: Mudanças Climáticas, Recursos Hídricos, Biodiversidade e Serviços Ecossistêmicos,  Economia Circular e Gestão de Resíduos, Gestão Ambiental e Prevenção da poluição

E os 14 critérios:

Mitigação de emissões de gases de efeito estufa

Adaptação às mudanças climáticas

Eficiência energética

 Uso da água

Gestão de efluentes

Conservação e uso sustentável da Biodiversidade

Uso sustentável do solo

Economia circular

Gestão de resíduos

Gestão ambiental

Prevenção da poluição sonora (ruídos e vibrações)

Qualidade do ar (emissão de poluentes)

Gerenciamento de áreas contaminadas

Produtos perigosos

Como integrar ESG – Eixo Social?

O ESG  – Eixo Social tem 5 temas e 15 critérios.

Os 5 temas são: Diálogo social e desenvolvimento territorial, Direitos humanos, Diversidade, equidade e inclusão, Relações e práticas de trabalhos, Promoção de responsabilidade social na cadeia de valor

E os 15 critérios:

Investimento social privado

Diálogo e engajamento social

Impacto social

Respeito aos direitos humanos

Trabalho forçado ou compulsório

Trabalho infantil

Políticas e práticas de diversidade e equidade

Cultura e promoção de inclusão

Desenvolvimento profissional 

Saúde e segurança ocupacional

Qualidade de vida e saúde mental

Liberdade de associação

Política de remuneração e benefícios

Relacionamento com consumidores/clientes

Relacionamento com fornecedores

Como integrar ESG – Eixo Governança?

O ESG  – Eixo Social tem 4 temas e 13 critérios.

Os 4 temas são: Governança corporativa, Conduta empresarial, Práticas de controle e gestão e Transparência na gestão

E os 13 critérios:

Estrutura e composição de governança

Propósito e estratégia com relação a sustentabilidade

Compliance, programa de integridade e práticas anticorrupção

Práticas de combate à concorrência desleal (antitruste)

Engajamento com as partes interessadas

Gestão de riscos do negócio

Controles internos

Auditorias interna e externa

Ambiente legal e regulatório

Gestão da segurança da informação

Privacidade de dados pessoais

Responsabilização (prestação de contas)

Relatórios ESG, de sustentabilidade e/ou relato integrado


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Como

As auditorias 

Quais as regras

A organização 

Qual

O fato 

O que é ?

Percebemos 

“A Ellux é uma empresa que demonstra segurança nas informações prestadas e gera confiança a equipe e a crença de que o resultado será atingido. Agrega valor ao trabalho e desenvolve competências junto aos envolvidos, estimulando cada pessoa participante do projeto. Os resultados obtidos em parceria com a Ellux atenderam as expectativas da organização, sempre seguidos de um ambiente com fatores de motivação e vibração pelo consultor.”
Ricardo Cavalini
Ricardo Cavalini
Gerente de Saúde, Segurança e Meio Ambiente na Gerdau

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As lições para a sustentabilidade e o futuro com John Elkington e Yuval Harari https://elluxconsultoria.com.br/sustentabilidade-elkington-harari/ https://elluxconsultoria.com.br/sustentabilidade-elkington-harari/#respond Wed, 03 Mar 2021 14:24:42 +0000 https://elluxconsultoria.com.br/?p=6455 Design by Freepik Assistir a uma apresentação da visão de John Elkington, criador da teoria dos três pilares (triple bottom line), sobre o presente e o futuro, já é essencial em um momento tão crítico para a humanidade como o que estamos vivendo. É importante ouvir de “sua própria boca” a necessidade de avançarmos, de

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Assistir a uma apresentação da visão de John Elkington, criador da teoria dos três pilares (triple bottom line), sobre o presente e o futuro, já é essencial em um momento tão crítico para a humanidade como o que estamos vivendo.

É importante ouvir de “sua própria boca” a necessidade de avançarmos, de rever este conceito, de repensar e “resetar” o capitalismo (palavra que está sendo usada por outros cientistas, especialistas e futuristas). Ouvir as novas expressões para representar esta mudança, como “’capitalismo regenerativo” (também usada pelos agentes já citados), para se referir à regeneração do planeta diante do gigante impacto causado pelo homo sapiens). Segundo ele devemos caminhar para uma etapa de regeneração, mais ampla do que a atual sustentabilidade, passando pela transição de resiliência por ele atribuída (palavra da moda no momento presente…). Escutar sobre o Green Swan (termo cunhado pelo BIS – Bank for International Settlements, “o banco dos bancos centrais”, para se referir à perspectiva de uma crise financeira causada pelas mudanças climáticas, em uma alusão aos Cisnes Negros – eventos fora da curva e que têm um forte impacto negativo ou até catastrófico na economia, de Nassim Nicholas Taleb).

Ouvir a sua opinião, importante por quem ele é, de que em 100 anos o termo “sustentabilidade” estará no mesmo nível de liberdade e de democracia; de que ultrapassamos o point of no-return em alguns temas da sustentabilidade. De que não dá para confiar cegamente no mercado para se ajustar, há que se ter regulação. Que os negócios precisam gerar lucros, mas que precisam servir também a propósitos maiores.

Ele é adepto, assim como diversos cientistas, da classificação de nossa era geológica como a Antropoceno (era que se caracteriza pela mudança da Terra pelo homem), sucedendo à anterior Holoceno.

Mas assistir ao senso crítico de John Elkington seguido da visão de Yuval Harari sobre a pandemia, o presente e o futuro, isso é sensacional! Privilégio proporcionado pelo mundo digital das videoconferências como a Expert XPI – ESG.

Yuval reconhece o sucesso científico na identificação e mapeamento genético do covid19 (2 semanas!!!!), e da criação e produção de diversas vacinas em 1 ano. Mas ele “escancarou” o fracasso político em levar esse conhecimento e armas no combate à pandemia a todos que precisam – por decisões lentas e má distribuição de recursos (com raras exceções), após período de negacionismo.

Segundo o historiador e filósofo, autor de livros best-sellers atuais como Sapiens, Homodeus e 20 lições para o século 21, a solução para a pandemia não é isolar, mas cooperar e fazer a “boa globalização” (não a competição global). Ainda: Não precisamos de muros entre os homens, mas de muros entre o vírus e os homens. Neste sentido, defende o empoderamento de instituições globais como a OMS.

Ele afirmou que o colapso climático é bem mais amplo e complexo do que a pandemia, e muito mais impactante. Se um vírus fez todo este “estrago”, imagine o planeta inteiro em mutação com aceleração de eventos extremos.

Para ele a tecnologia é um dos grandes desafios do ser humano, pois já vivemos o momento em que ter dados é ter poder, que pode ser usado de forma negativa, com grandes impactos. Como parte da profilaxia, ele defende que a tecnologia não seja usada para controlar as pessoas, e para isso deve haver regulação e a proteção contra concentração de poderes e dados em poucas mãos.

O que os dois grandes pensadores têm em comum?

A preocupação com o momento atual de grandes e rápidas mudanças, com o choque climático, com os rumos do capitalismo e da tecnologia. A importância de os políticos tomarem boas decisões, em nome do bem comum, e alocar recursos de maneira a superar as desigualdades e os impactos sociais e ambientais. A necessidade de regulação positiva sobre o capitalismo, diante da concentração de poderes do setor empresarial e os negócios, que devem buscar propósito e a razão social.

Que a tecnologia é neutra, depende do que fazemos com ela. Que o nosso senso crítico, a busca da verdade e dos fatos devem ser incentivados, para superar os vieses interesseiros individuais. Que devemos cooperar local e globalmente para enfrentar estes grandes desafios. Que a cantilena “malthusiana”, de que a tecnologia é a resposta para o crescimento populacional e os crescentes desejos de consumo, seja adotada sempre com inclusão, redução das desigualdades, solução dos problemas ambientais e sociais atuais como o aquecimento global e a fome, e sem vícios de autoritarismo e controle da sociedade pelas grandes instituições.

E, por fim, fica a fé nas novas gerações, que já nascem com novo mindset, original de “fábrica” com senso crítico e valores mais próximos à mensagem do coletivo e cooperação, desenvolvimento sustentável e qualidade de vida. Que possam melhorar o mundo que deixamos para eles.

Michel Epelbaum – Diretor da Ellux Consultoria

Diretor da Ellux Consultoria. Tem mais de 25 anos de experiência nacional e internacional em gestão de sustentabilidade, qualidade, meio ambiente, saúde ocupacional e segurança, e compliance.  É membro dos Comitês Técnicos da ABNT de Gestão Ambiental, Antissuborno, Riscos, Governança, Responsabilidade Social e Energia. É Lead Assessor nas normas ISO 9001, ISO 14001, OHSAS 18001, ISO 45001, ISO 19600 e ISO 37001.

Consulte nossos serviços de Consultoria, Treinamento e Auditoria em Sistemas de Gestão inclusive nas Normas ISO 37301, ISO 19600 – compliance e ISO 37001 – antissuborno, . Além de outras como ISO 9001, ISO 14001, ISO 45001, ISO 26000, NBR 16001 E ISO 50001.

Saiba mais em nossos posts relacionados:

Riscos Globais 2021 – Pandemia, Economia, Recuperação da “Normalidade” e Clima

Riscos Globais 2020 – aquecimento global se destaca no Fórum Econômico Mundial 2020

Riscos Globais 2019 – Fórum Econômico Mundial

Riscos Globais 2018 – Fórum Econômico Mundial

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75 ANOS DA ONU – LEGADOS E FUTURO https://elluxconsultoria.com.br/75-anos-onu/ https://elluxconsultoria.com.br/75-anos-onu/#respond Mon, 05 Oct 2020 17:01:32 +0000 https://elluxconsultoria.com.br/?p=6012 Neste ano de 2020 a ONU completa 75 anos. Para celebrar este marco, as Nações Unidas lançaram a iniciativa ONU75, buscando provocar o diálogo abrangente ao público global desde janeiro último, e a ação sobre como construir um mundo melhor, apesar de todos os desafios enfrentados. A COMEMORAÇÃO DOS 75 ANOS DA ONU Através dos

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Neste ano de 2020 a ONU completa 75 anos. Para celebrar este marco, as Nações Unidas lançaram a iniciativa ONU75, buscando provocar o diálogo abrangente ao público global desde janeiro último, e a ação sobre como construir um mundo melhor, apesar de todos os desafios enfrentados.

A COMEMORAÇÃO DOS 75 ANOS DA ONU

Através dos diálogos, a campanha ONU75 tem por objetivo construir uma visão global para o ano de 2045, centenário da ONU; aumentar a compreensão das ameaças para este futuro; e conduzir ação coletiva para alcançar esta visão. Pesquisas de opinião global e análises de mídia serão conduzidas em paralelo para fornecer dados estatísticos representativos.

As ideias e pontos de vista produzidos foram apresentados aos líderes mundiais e altos funcionários da ONU durante a Assembleia Geral realizada em setembro último, e disseminadas online e através de parceiros, de forma contínua.

2045 UN75: The Future We Want, The UN We Need

A ONU E SUAS CONTRIBUIÇÕES

A Organização das Nações Unidas foi fundada em 1945 através da assinatura da Carta de São Francisco, com a imensa responsabilidade de apoiar a ação coletiva em prol da paz, do desenvolvimento e dos direitos humanos para todos, menos de 2 meses após o final da Segunda Guerra Mundial, uma das maiores “matanças” da história (de 60 a 85 milhões de mortos), imensas perseguições, discriminação e sofrimento que dura até os nossos dias, através dos descendentes dos afetados pela guerra. O tratado de 26 de junho de 1945 tinha como objetivo impedir que os horrores da Segunda Guerra Mundial voltassem a ocorrer e estabelecia a segurança coletiva como uma responsabilidade de todos….

A atividade da ONU é abrangente e intensa, como podemos ver através do seu organograma.

Dentre as grandes contribuições da ONU, podemos citar:

  • Declaração Universal dos Direitos Humanos
  • Ajudar a evitar a Terceira Guerra Mundial, provavelmente nuclear, com possível destruição em escala planetária.
  • Convenção sobre os Direitos das Crianças
  • Conferências Mundiais para o Desenvolvimento Sustentável – “ECO-72” (Estocolmo, 1972), propulsora da legislação ambiental de vários países (inclusive do Brasil), ECO-92 (Rio de Janeiro, 1992), e seguimentos a cada 10 anos, fundamentais para o avanço das iniciativas em direção ao desenvolvimento sustentável (como definido pelo Relatório Brundland – Nosso Futuro Comum, de 1987, elaborado pela Comissão Mundial sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento da ONU: “O desenvolvimento que satisfaz as necessidades presentes, sem comprometer a capacidade das gerações futuras de suprir suas próprias necessidades”);
  • Agenda 21, um dos principais resultados da ECO 92. É um documento que estabeleceu a importância de cada país se comprometer a refletir, global e localmente, sobre a forma pela qual governos, empresas, ONGs e todos os setores da sociedade poderiam cooperar no estudo de soluções para os problemas socioambientais. Foi substituído pela Agenda 2030;
  • Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (mais conhecido como “Metas do Milênio” foram os oito objetivos internacionais de desenvolvimento para o ano de 2015 que foram estabelecidos após a Cúpula do Milênio das ONU em 2000), substituídas pelos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável – ODSs – coleção de 17 metas globais, estabelecidas pela Assembléia Geral da ONU como parte da Agenda 2030, contemplando questões de desenvolvimento social e econômico, incluindo pobreza, fome, saúde, educação, aquecimento global, igualdade de gênero, água, saneamento, energia, urbanização, meio ambiente e justiça social. Os ODS substituíram os anteriores 8 Objetivos de Desenvolvimento do Milênio para o ano de 2015 estabelecidos após a Cúpula do Milênio da ONU em 2000.

  • Catalisar os países para combater o aquecimento global, através de Tratados como o Protocolo de Kyoto e o vigente Acordo de Paris;
  • Pacto Global – lançado em 2000, é uma chamada para as empresas alinharem suas estratégias e operações a  dez Princípios universais, derivados da Declaração Universal de Direitos Humanos, da Declaração da Organização Internacional do Trabalho sobre Princípios e Direitos Fundamentais no Trabalho, da Declaração do Rio sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento e da Convenção das Nações Unidas Contra a Corrupção. É hoje a maior iniciativa de sustentabilidade corporativa do mundo, com cerca de 14 mil membros em 70 redes locais, que abrangem 160 países;
  • Atuação sobre pandemias, como a Covid19.
objetivos de desenvolvimento sustentável

Após a publicação, os governos, empresas e entidades não governamentais passaram a reorientar suas metas e ações em relação aos ODSs específicos. Também é o caso da ISO, que passou a correlacionar as normas por ela elaboradas com os ODSs, como é o caso da ISO 9001, ISO 14001, ISO 26000, ISO 37001, ISO 19600, ISO 50001, ISO 31000, ISO 39001 e outras. Em um outro post, vou abordar especificamente a relação das Normas ISO de Sistemas de Gestão com os ODSs.   

A ASSEMBLÉIA GERAL DA ONU 2020 E O DISCURSO DO PRESIDENTE BOLSONARO

Sob circunstâncias extraordinárias, devido à epidemia do Covid19, foi realizada em Nova York de 15 a 30 de setembro mais uma edição da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), reunindo 193 países. Os discursos anuais dos líderes mundiais são a parte mais glamorosa da ONU, momento em que as autoridades de cada país discursam para defender seus ideais, firmar compromissos e apresentar resultados. Como é praxe, o Brasil foi novamente o primeiro a falar.

Como tem ocorrido com frequência com os presidentes nas últimas décadas, o discurso do Presidente Bolsonaro procurou defender seus resultados, confrontando os seus críticos internacionais e nacionais com interpretações da realidade altamente questionáveis. Colocando-se no posto de vítima de campanhas de desinformação no que tange ao meio ambiente e à proteção da Amazônia, empurrou a culpa pelas queimadas nos caboclos e índios, e colocou a preservação ambiental como um destaque do Brasil. Também chamou a atenção para o país como referência internacional em direitos humanos, exemplificando com o acolhimento dos refugiados venezuelanos. Procurou se isentar da responsabilidade pela crise da pandemia no Brasil, ressaltando que, por decisão judicial, as medidas de isolamento e restrições de liberdade couberam aos governadores dos estados. E reforçou o papel importante do Brasil nas relações internacionais e políticas.

Mas o que realmente podemos visualizar deste governo? Preocupação excessiva com a área militar, intensa atuação ideológica (o que já vinha acontecendo com os governos anteriores desde 2002, só que no outro lado do espectro político), descaso com o meio ambiente, educação e saúde, e uma cada vez mais clara falta de compromisso com sua promessa de campanha de combate à corrupção. Temas globais caros à ONU e aos tratados e compromissos assinados com relação ao desenvolvimento sustentável. 

CONCLUSÃO

A grande contribuição que a ONU trouxe ao mundo não pode esconder as batalhas que perdeu e vem perdendo, inclusive diante de seu esvaziamento em curso, liderado principalmente pelo governo Trump, com o qual o Governo Bolsonaro se alinha.

Os governantes e líderes são representantes das nações e de seus povos, para os quais deve governar em seu maior interesse, e perante os quais devem prestar contas. Cabe a nós participarmos e vigiarmos, criticar quando necessário, elogiar o que é merecido, e cooperarmos como sociedade para que sejam priorizados os interesses legítimos das nações, alinhados à Declaração Universal dos Direitos Humanos e aos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável.

Fique atento! Participe!  Precisamos de todos para garantir a evolução em direção ao desenvolvimento sustentável

Acesse o site UN75 para participar da merecida comemoração dos 75 anos da ONU.

Michel Epelbaum – Diretor da Ellux Consultoria

Diretor da Ellux Consultoria. Tem mais de 25 anos de experiência nacional e internacional em gestão de sustentabilidade, qualidade, meio ambiente, saúde ocupacional e segurança, e compliance.  É membro dos Comitês Técnicos da ABNT de Gestão Ambiental, Antissuborno, Riscos, Governança, Responsabilidade Social e Energia. É Lead Assessor nas normas ISO 9001, ISO 14001, OHSAS 18001, ISO 45001, ISO 19600 e ISO 37001.

Consulte nossos serviços de Consultoria, Treinamento e Auditoria em Sistemas de Gestão, inclusive nas Normas  ISO 31000, ISO 14001, ISO 9001, ISO 37001, futura ISO 37301,ISO 19600, ISO 45001, OHSAS 18001, ISO 26000 e ISO 50001.

investimentos socio ambientaisOs Investimentos Sociais e Ambientalmente Responsáveis Cresceram e Amadureceram?

dia mundial do meio ambienteDia Mundial do Meio Ambiente e nossos dilemas éticos de cada dia

gestão da águaA Importância da Gestão da Água!

COP 24Conferência sobre o Clima, Aquecimento Global recorde e a reação das lideranças!!!

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Treinamento Gamificado Objetivos de Desenvolvimento Sustentável – ODS https://elluxconsultoria.com.br/treinamento-objetivos-do-desenvolvimento-sustentavel/ Mon, 31 Aug 2020 20:04:47 +0000 https://elluxconsultoria.com.br/?page_id=5898 Treinamento Objetivos de Desenvolvimento Sustentável – ODS – Gamificado Conhecer os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável. Motivar os colaboradores a participarem ativamente da implantação da Agenda 2030. Engajar os colaboradores no cumprimento das metas e ações dos ODS. Colaboradores e Terceiros.       O conteúdo será gamificado com atividades utilizando mecânicas de jogos como: Narrativa,

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Treinamento Objetivos de Desenvolvimento Sustentável – ODS – Gamificado

  • Conhecer os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.
  • Motivar os colaboradores a participarem ativamente da implantação da Agenda 2030.
  • Engajar os colaboradores no cumprimento das metas e ações dos ODS.
  • Colaboradores e Terceiros.
  •       O conteúdo será gamificado com atividades utilizando mecânicas de jogos como: Narrativa, Desafios, Competição, Colaboração, Feedback, Quizzes, Badges, Pontos, Níveis, Elemento Surpresa, Caça ao Tesouro, Jogo 7 erros, Enigmas, e outros elementos conforme escopo, estrutura e número de participantes. 
  • Modular dependendo do escopo contratado.
  • Realizado na modalidade presencial ou remota.

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Os Investimentos Sociais e Ambientalmente Responsáveis Cresceram e Amadureceram? https://elluxconsultoria.com.br/investimentos-sociais-ambientais/ https://elluxconsultoria.com.br/investimentos-sociais-ambientais/#respond Tue, 21 Jul 2020 14:36:21 +0000 https://elluxconsultoria.com.br/?p=5727 Design by Freepik Para nós que atuamos na área de sustentabilidade desde o outro milênio (pode me chamar de um jovem sênior), a questão “a gestão de meio ambiente (e de saúde ocupacional e segurança, e de responsabilidade social) agrega valor às empresas?” sempre permeou nossos pensamentos, palavras, ações e comportamentos. Desde a década de

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Para nós que atuamos na área de sustentabilidade desde o outro milênio (pode me chamar de um jovem sênior), a questão “a gestão de meio ambiente (e de saúde ocupacional e segurança, e de responsabilidade social) agrega valor às empresas?” sempre permeou nossos pensamentos, palavras, ações e comportamentos.

Desde a década de 90, há estudos sobre esta relação. Em minha dissertação de mestrado de 2004, faço uma análise da influência da gestão ambiental na competitividade e no sucesso empresarial, dos quais ressalto alguns estudos e análises da época:

Na semana passada, participei de um grande evento de investimentos, e me surpreendi com o destaque dado aos chamados investimentos com critérios sociais e ambientais (já teve vários nomes, como investimentos Socialmente Responsáveis, investimentos sustentáveis), nomeado no evento como ESG – Environmental, Social and Governance, com a agregação da preocupação com a governança corporativa.

Decidi explorar neste artigo como eles evoluíram com o tempo. Cresceram? Amadureceram?

PRIMÓRDIOS DOS INVESTIMENTOS ESG

Os investimentos sócio ambientalmente responsáveis são conhecidos há décadas, desde o primeiro em 1971 (Pax World – PAXWX – para distinguir empresas que contribuíam para a Guerra do Vietnã. Existe até hoje) como pode ser verificado nas referências acima, e vem crescendo progressivamente, organicamente. Em 1994, eles eram 26 fundos, com ativos em torno de US$ 1,9 bilhões (veja a linha do tempo destes fundos). O crescimento e amadurecimento destes investimentos veio mediante diversos fatores, como:

  • Grandes acidentes industriais e grandes contaminações ocorridos desde a década de 50 em diante, como o da Baía de Minamata (Japão), contaminação por organoclorados (p.ex. narrados no livro “Primavera Silenciosa”), Three Mile Island (EUA), Seveso (Itália), Bhopal (índia), Chernobyl (URSS) e do Exxon Valdez (EUA), dentre outros, que colocaram o setor privado (principalmente industrial) sob os holofotes como “vilão ambiental”;
  • Crescimento da preocupação com o aquecimento global, passando pelo Protocolo de Kyoto na década de 90;
  • Crescimento e amadurecimento da responsabilidade social, diante de tantos e diversificados problemas como os trabalhistas, de direitos humanos, de imigração, pobreza, doenças e outros;
  • Protagonismo da ONU através das Metas do Milênio e Global Compact e, mais recentemente, Objetivos para o Desenvolvimento Sustentável;
  • Realização da Eco-92, Conferência das Nações Unidas sobre o Meio Ambiente e o Desenvolvimento (Cúpula da Terra), maior reunião de chefes de Estado até este momento;
  • Mudança geracional, onde os nascidos a partir da década de 90 (geração Z e seguintes) já tem esta preocupação com a sustentabilidade mais arraigada;
  • Maior transparência das ações e inações, através da universalização da internet e do jornalismo online;
  • Grande desenvolvimento do capitalismo financeiro e do papel das bolsas de valores para as empresas e investidores;
  • Evolução da Teoria dos Stakeholders e da “razão social” das organizações, e do GRC – governança corporativa, riscos e compliance/ética.

QUAIS SÃO OS OBJETIVOS DOS INVESTIMENTOS ESG?

A MSCI, importante provedora global de índices (p.ex. de ações globais e regionais) identificou três objetivos comuns entre investidores que consideram o uso de uma estratégia ESG:

  • Integração ESG: incorporar fatores ESG na análise dos ativos visando compor um portfólio resiliente e sustentável, melhorando sua relação risco-retorno de longo prazo.
  • Valores: alinhar os investimentos com os valores éticos do investidor.
  • Impacto: buscar investimentos que geram impactos sociais ou ambientais positivos, que por vezes são colocados à frente do retorno financeiro.

QUAIS OS PRINCIPAIS ASSUNTOS ALVOS DOS INVESTIMENTOS ESG?

Baseado em questionários de índices de sustentabilidade/ESG de bolsas de valores, como ISE e outros, podem ser listados os principais temas de preocupação dos investidores:

Geral/gestão/estratégico

  • Posicionamento estratégico ESG
  • Cultura ESG
  • Critérios ESG para engajamento de colaboradores
  • Critérios ESG na cadeia de valor e para as partes interessadas
  • Geração de valor compartilhado
  • Transparência
  • Gestão baseada em boas práticas

Ambientais

  • Mudança climática e emissão de carbono
  • Uso de recursos naturais
  • Poluição e resíduos
  • Responsabilidade sobre o produto e com o consumidor, incluindo produtos de reduzido impacto ambiental
  • Oportunidades em negócios “verdes” e “limpos”
  • Riscos ambientais
  • Cumprimento da legislação

Sociais

  • Saúde, segurança, diversidade e desenvolvimento de colaboradores
  • Impactos sociais e em direitos humanos na cadeia de valor
  • Responsabilidade sobre o produto e com o consumidor, incluindo produtos de reduzido impacto social
  • Relação com as partes interessadas
  • Investimento social privado
  • Riscos sociais
  • Oportunidades Sociais
  • Cumprimento da legislação

Governança

  • Direitos dos acionistas (incluindo os minoritários)
  • Composição e estrutura do Conselho de Administração (independência e diversidade), incluindo o seu envolvimento com os temas ESG
  • Funcionamento adequado da auditoria e fiscalização
  • Política de remuneração da diretoria
  • Prestação de contas da Alta Direção e do Conselho de Administração
  • Gestão de Riscos e externalidades
  • Ética empresarial, compliance e gestão de conflito de interesse
  • Cumprimento da legislação

QUAIS SÃO OS TIPOS DE INVESTIMENTOS ESG

A XP  referencia os 7 tipos de estratégias de investimento relacionados pela Global Sustainable Investment Alliance (GSIA), fórum internacional que reúne informações das principais organizações de investimentos sustentáveis do mundo:

  1. Filtro negativo: exclusão de investimentos que não cumprem requisitos mínimos alinhados aos valores do investidor ou com alto risco ambiental ou social (p.ex. empresas com produtos militares e de fumo, envolvidas em escândalos de corrupção ou em grandes acidentes, como o da Vale em Minas Gerais).
  2. Filtro positivo (best-in-class): preferência por empresas que se destacam em fatores ESG quando comparadas a seus pares.
  3. Filtro baseado em normas: empresas com práticas recomendadas por organizações internacionais como ONU (p.ex. Global Compact, Objetivos do Desenvolvimento Sustentável), OCDE (p.ex. Convenção Anticorrupção), UNICEF, ISO (p.ex. as normas ISO 14001, ISO 45001, ISO 26000, ISO 19600, ISO 37001, a futura ISO 37301 e ISO 37000).
  4. Integração ESG: inclui fatores ambientais, sociais e de governança nas análises financeiras.
  5. Investimento temático em sustentabilidade: empresas especificamente relacionadas à sustentabilidade ambiental (por exemplo, energia limpa, tecnologia verde ou agricultura sustentável).
  6. Investimento de impacto (ou na comunidade): buscam investimentos que têm como alvo a solução de problemas sociais ou ambientais, onde o capital é direcionado a indivíduos ou comunidades não atendidas.
  7. Engajamento corporativo: utilização da participação acionária para influenciar a estratégia da empresa em relação a políticas ESG.

A GSIA publica a cada dois anos um relatório com as informações sobre investimentos sustentáveis na Europa, Estados Unidos, Canadá, Japão, Austrália e Nova Zelândia. Em seu último levantamento bianual (GSIR, 2018), ela identificou a distribuição dos investimentos ESG segundo estes tipos:

  • O maior investimento é para organizações/pessoas/países que não passaram no filtro negativo, seguido daquelas que buscam a integração ESG e engajamento corporativo;
  • O filtro negativo é predominante na Europa, enquanto que a integração ESG é mais comum nos EUA, Canadá, Austrália e Nova Zelândia, e o engajamento corporativo é a estratégia mais usada no Japão;
  • Os países que tem maior percentual de investimentos ESG sobre o total de ativos gerenciados profissionalmente são a Austrália e a Nova Zelândia (63%);
  • Os temas “Metas do Desenvolvimento Sustentável” da ONU, combate às mudanças climáticas e responder a desafios ambientais estiveram presentes nos investimentos ESG das 5 regiões abrangidas pelo estudo;
  • Em relação aos ativos, mais da metade é em ações (51%), seguido por renda fixa (36%).

QUAIS SÃO OS MONTANTES ENVOLVIDOS, E EM QUE REGIÃO DO PLANETA?

O mesmo relatório GSIR da GSIA estimou que o tamanho do mercado global de investimentos sustentáveis é de US$ 30,7 trilhões, o que representou um crescimento de 34% em relação ao número de 2016. Desse total, os principais mercados são o europeu, com 46%, e o dos EUA, com 39%, seguidos do Japão, com 7%.

Dados da Morningstar compilados pelo Morgan Stanley em um estudo de 2019 mostram que nos EUA existiam 281 fundos de investimento com foco em ESG, um crescimento de 144% no número de fundos desde 2004. Outro estudo, de Jon Hale, Ph.D., CFA, também da Morningstar, mostra que o número de fundos sustentáveis nos EUA era de 279 em meados de 2019, além de outros 247 fundos que incluem filtros ESG em suas análises.

No Brasil, o tema é mais recente e ainda possui muito poucos adeptos e pequeno montante de ativos com critérios ESG, apesar de ter um índice de Sustentabilidade Empresarial na B3.

INVESTIR EM EMPRESAS ESG VALE A PENA FRENTE A ÍNDICES DE EMPRESAS TRADICIONAIS?

A discussão permanece sobre se os investimentos com critérios ESG resultam em performance melhor ou pior do que investimentos sem estes filtros. Desde a década de 2000, alguns estudos demonstraram que esta correlação é positiva (veja os estudos citados na introdução deste artigo). Novos estudos reforçam esta tese:

    • estudo, feito em 2015 compilou o resultado de mais de 2000 estudos feitos desde os anos 1970 sobre e ESG e performance, mostrando que:
      • Quase 90% deles mostrou que as empresas ESG não têm uma relação negativa com o desempenho financeiro das organizações.
      • A grande maioria dos estudos analisados tem relação positiva entre as práticas ESG e as performances das empresas.
    • Em 2019, o Morgan Stanley realizou um estudo comparando os retornos de fundos sustentáveis com fundos tradicionais, do período de 2004 a 2018. A conclusão foi de que os retornos dos fundos ESG estiveram em linha com os dos fundos tradicionais, oferecendo menor volatilidade.
    • A BlackRock, uma das maiores gerenciadora de ativos do mundo declarou que os investimentos sustentáveis tiveram melhor desempenho do que as opções tradicionais no primeiro trimestre de 2020.
    • No Brasil, os fundos ESG ainda estão em amadurecimento, assim como o próprio mercado acionário, que ainda é pequeno comparado aos países desenvolvidos. Acidentes como o da Vale em Mariana e Brumadinho (MG), e o escândalo de corrupção da Petrobras, acenderam o “alerta vermelho” sobre a composição do ISE e o efetivo estado de maturidade deste tipo de aplicação no país (as duas ações estavam no ISE, e ambas foram retiradas após estes episódios). Apesar disto, estudo da MSCI citado pela XP mostra que o retorno do MSCI Brazil ESG Leaders Index, índice criado pela MSCI em 2007, composto pelas companhias com as melhores práticas ESG do país, foi significativamente maior do que MSCI Brazil desde seu início. Além disso, nos últimos 12 anos, o índice ESG superou o tradicional 8 vezes.

CONCLUSÃO

50 anos após o primeiro fundo de investimentos com critérios socioambientais, percebemos um cenário global que tornou a responsabilidade econômica, social e ambiental das organizações uma necessidade premente, com riscos de perda de reputação (o que significa possibilidade de perda de clientes/consumidores e outras consequências) e redução de procura por investidores e financiadores. Também representa risco de perda da “licença para operar” por parte da sociedade/comunidade e órgãos reguladores.

Em um momento de mudança geracional, aquecimento global pelo homem cientificamente validado, mundo online com rapidez de disseminação de notícias negativas (e positivas), impactos sociais e ambientais cada vez mais “no meu quintal”, as organizações tem de, não somente “fazer a sua parte” e demonstrar isso, mas tem de “ter ESG no DNA”: em sua estratégia, valores, cultura e operação.  No mundo dos investimentos, estas tendências e necessidades estão amadurecendo um mercado que passa a rejeitar aquelas organizações/países que não são “ESG” e premiam aquelas que o são.

É muito bom ter vivido desde a década de 80 na área ambiental e de sustentabilidade para ver este movimento!! Construído passo a passo, tijolo a tijolo, que evolui, por vezes tem refluxos, amadurece, aprende. Sabemos que continuamos com este desafio gigante em direção à sustentabilidade e à evolução da consciência.

É muito bom poder contribuir para a gestão das organizações para evitar riscos ambientais, sociais, de corrupção, e para alimentar uma cultura proativa e preventiva.

Quero estar vivo para ver “the turning point”!

 

Michel Epelbaum – Diretor da Ellux Consultoria

Diretor da Ellux Consultoria. Tem mais de 25 anos de experiência nacional e internacional em gestão de sustentabilidade, qualidade, meio ambiente, saúde ocupacional e segurança, e compliance.  É membro dos Comitês Técnicos da ABNT de Gestão Ambiental, Antissuborno, Riscos, Governança, Responsabilidade Social e Energia. É Lead Assessor nas normas ISO 9001, ISO 14001, OHSAS 18001, ISO 45001, ISO 19600 e ISO 37001.

Consulte nossos serviços de Consultoria, Treinamento e Auditoria em Sistemas de Gestão, inclusive nas Normas  ISO 31000, ISO 14001, ISO 9001, ISO 37001, futura ISO 37301,ISO 19600, ISO 45001, OHSAS 18001, ISO 26000 e ISO 50001.

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Riscos Globais 2020 – aquecimento global se destaca no Fórum Econômico Mundial 2020 https://elluxconsultoria.com.br/riscos-globais-2020/ https://elluxconsultoria.com.br/riscos-globais-2020/#respond Tue, 21 Jan 2020 16:59:53 +0000 https://elluxconsultoria.com.br/?p=5190 Nesta semana se realiza o Fórum Econômico Mundial de Davos, na Suíça, com mais de 3000 participantes de todo o mundo (como líderes de países do G20, de instituições supranacionais e empresas privadas), sob o “clima” de protestos para aumento das ações contra as mudanças climáticas (como o liderado pela ativista sueca Greta Thunberg). O

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Nesta semana se realiza o Fórum Econômico Mundial de Davos, na Suíça, com mais de 3000 participantes de todo o mundo (como líderes de países do G20, de instituições supranacionais e empresas privadas), sob o “clima” de protestos para aumento das ações contra as mudanças climáticas (como o liderado pela ativista sueca Greta Thunberg). O tema do encontro deste ano é Stakeholders para um mundo coeso e sustentável, objetivando dar um significado concreto para Stakeholder Capitalism, apoiar países e instituições internacionais no acompanhamento de progresso do Acordo de Paris e dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável, e facilitar as discussões sobre a governança de tecnologia e comércio.

O relatório de riscos globais 2020 do Fórum traz 6 riscos socioambientais dentre os 7 mais críticos riscos globais:

  • ambientais: clima extremo, desastres naturais, falha na ação climática, perda de biodiversidade e desastres ambientais causados pelo homem.
  • sociais: crise da água.

Com relação aos 5 riscos ambientais aqui citados, merece destaque:

  • São os 5 riscos globais de maior impacto;
  • Nos últimos anos alguns deles já vinham sendo avaliados dentre os 5 mais críticos, ou de maior impacto ou de maior probabilidade;
  • São de longo prazo, mas demandam ações imediatas para evitar a sua materialização.

Chama-se a atenção para os riscos mais significativos de curto prazo: confronto econômico (p.ex. EUA-China) e polarização política doméstica (p.ex. Brasil).

Segue abaixo o diagrama resumido, resultado da avaliação de mais de 750 especialistas e tomadores de decisões globais.

riscos globais 2020

legenda riscos globais 2020

Fonte: relatório de riscos globais 2020

Esperamos que haja convergência, consenso e decisões que possam mover o mundo para uma governança multistakeholder positiva e proativa, com ações concretas cooperativas para mitigar os maiores riscos globais, especialmente os 6 socioambientais mais altos. Que o Fórum Econômico Mundial possa ajudar a conscientizar os líderes dos países da importância de ações concretas adequadas para lidar com o nosso futuro comum sustentável, e suprir parte do que faltou na última Conferência do Clima da ONU (COP25, realizada em dezembro último).

 

Michel Epelbaum – Diretor da Ellux Consultoria

Diretor da Ellux Consultoria. Tem mais de 25 anos de experiência nacional e internacional em gestão de sustentabilidade, qualidade, meio ambiente, saúde ocupacional e segurança, e compliance.  É membro dos Comitês Técnicos da ABNT de Gestão Ambiental, Antissuborno, Riscos, Governança, Responsabilidade Social e Energia. É Lead Assessor nas normas ISO 9001, ISO 14001, OHSAS 18001, ISO 45001, ISO 19600 e ISO 37001.

Consulte nossos serviços de Consultoria, Treinamento e Auditoria em Sistemas de Gestão, inclusive nas Normas  ISO 31000, ISO 14001, ISO 9001, ISO 37001, ISO 19600, ISO 45001 e ISO 26000.

Saiba mais em nossos posts relacionados:

Riscos Globais 2019 – Fórum Econômico Mundial

Riscos Globais 2018 – Fórum Econômico Mundial

Riscos Globais 2017 – Fórum Econômico Mundial

Global Risks 2016 – Fórum Econômico Mundial

Mudanças na ISO 31000 – Gestão de Riscos

Novidades nas Normas ISO de Gestão de Riscos!

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Aquecimento Global recorde, COP 25 E Greta https://elluxconsultoria.com.br/aquecimento-global-cop/ https://elluxconsultoria.com.br/aquecimento-global-cop/#respond Sun, 15 Dec 2019 11:36:00 +0000 https://elluxconsultoria.com.br/?p=5173 Design by Freepik Maior risco global segundo o Fórum Econômico Mundial (2019), o aquecimento global e suas consequências (eventos climáticos extremos, desastres naturais e riscos sociais e econômicos decorrentes) continua a ser um tema dominante das preocupações mundiais. Os alertas sobre a gravidade da situação e dos efeitos do aquecimento global vêm de todos os

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Maior risco global segundo o Fórum Econômico Mundial (2019), o aquecimento global e suas consequências (eventos climáticos extremos, desastres naturais e riscos sociais e econômicos decorrentes) continua a ser um tema dominante das preocupações mundiais.

Os alertas sobre a gravidade da situação e dos efeitos do aquecimento global vêm de todos os lados. Após a concentração recorde de gases de efeito estufa em 2018, o ano de 2019 pode ser o segundo mais quente desde que o registro das temperaturas começou em 1880, segundo a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA). De acordo com a ONU:

[wp-svg-icons icon=”pencil” wrap=”i”] as emissões de gases causadores do efeito estufa continuam subindo.

[wp-svg-icons icon=”pencil” wrap=”i”] a média da temperatura do planeta de 2015 para 2019 será 0,2 º C acima do período anterior de cinco anos. Além disso, ela é 1,1º C mais quente que os níveis pré-industriais de 1850 a 1900. A temperatura média global poderá aumentar 3,4 º C até 2100 mesmo se governos conseguirem cortar suas emissões como prometido. Segundo o documento, países precisam se esforçar ainda mais para limitar o aumento em 1,5 º C acima dos níveis pré-industriais.

– o nível do mar sobe 25 vezes mais rapidamente do que no século 20.

Outro estudo, “Contagem regressiva sobre saúde e mudanças climáticas”, aponta que, em comparação com o ano 2000, 157 milhões de pessoas adicionais em situação vulnerável foram expostas a ondas de calor em 2017. O clima mais quente também levou à perda de 153 bilhões de horas de trabalho no ano passado, um salto de 60% em relação a 2000.

Dois dos temas da Lista das 20 Grandes Ideias que mudarão o mundo em 2020 do linkedin tratam das mudanças climáticas, suas consequências nos mercados imobiliários e da necessidade de medidas mais efetivas para preveni-las.

COP 25

Encerrou-se neste fim de semana a 25ª Conferência do Clima da ONU – COP 25 (de slogan “Hora da Ação”), que deveria ter sido realizada no Chile, mas por conta das manifestações sociais intensas neste país, foram transferidas para Madrid/Espanha. Delegados de mais de 200 países não chegaram a consensos sobre medidas práticas de combate ao aquecimento global, como o mercado de carbono, assuntos adiados para a COP26, que acontecerá em Glasgow, Escócia, em novembro de 2020.

Houve divergência entre melhoria das metas entre o bloco europeu (que decidiu neutralizar emissões até 2050) e os dois maiores emissores mundiais de gases de efeito estufa (os EUA, que  anunciaram a saída do Acordo de Paris, e a China, que tem um discurso mais favorável ao combate ao aquecimento global, mas que não é seguido por práticas compatíveis), além de Índia e Brasil, sendo muito criticados pelas ONGs.

O Brasil, 7º maior contribuinte para o aquecimento global, chegou enfraquecido em seu posicionamento ambiental: ameaça de sair do Acordo de Paris, acidente de Brumadinho, óleo que atinge centenas de cidades e praias, aumento no desmatamento da Amazônia, acusações de flexibilização das estruturas ambientais governamentais. E teve atuação considerada desastrosa na COP 25, tendo ganho pela primeira vez o prêmio não oficial “Fóssil do Ano” para o país que mais atrapalha nas negociações, oferecido pelas organizações que monitoram o rumo das negociações na conferência. Ainda foi acusado pelo Greenpeace de “bloqueador climático” e de “vender acordos sobre carbono para atropelar cientistas e a sociedade civil”.

NOVAS LIDERANÇAS

O movimento dos governos nacionais na arena ambiental é muito importante para o recrudescimento do aquecimento global. Mas cada vez mais o pioneirismo e liderança na questão ambiental vem de fora dos governos federais.

A começar pelos estados e cidades que se engajam independentemente dos governos federais (p.ex. nos Estados Unidos). Mas também de empresários e administradores de empresas que vem se comprometendo com a sustentabilidade e redução do aquecimento global. E das ONGs ambientalistas, que continuam atuantes há décadas.

Mas, neste ano, os líderes mundiais enfrentam crescente pressão das gerações mais jovens, que demonstram maior engajamento com as questões socioambientais. Veja o movimento estudantil criado pela jovem e contundente ativista sueca de 16 anos (!!!) Greta Thunberg, que mantém a campanha Fridays for Future, usa fortemente as redes sociais, discursos entre os “adultos” (p.ex. na ONU) e até rendeu uma campanha pelo Prêmio Nobel da Paz em 2019. Na semana passada, ela foi eleita pela Revista Time como personalidade do ano, e atraiu a atenção dos Presidentes Donald Trump (“histérica”) e Jair Bolsonaro (“pirralha”).

CONCLUSÃO

Está claro que a velocidade do movimento de combate ao aquecimento global é insuficiente para evitar consequências mais drásticas previstas. A dependência de líderes céticos, comprometidos com certos setores econômicos e com mentalidade estritamente financeira retarda este processo. O posicionamento brasileiro atual é reativo e merece um reposicionamento no discurso, mas também na prática.

O mercado vem internalizando as preocupações ambientais em velocidade mais rápida do que os governos, mas avança mais onde os riscos e oportunidades são maiores, o que deve ser encarado com cuidado.

Mas a grande novidade vem das novas gerações e das redes sociais. É uma lufada de ar fresco e vibrante na arena ambiental! Logicamente a gana e inocência da juventude deve se modulada diante dos desafios do mundo real. Mantendo a força criativa e o novo mindset.

Nós que estamos cada vez mais ansiosos com o futuro e depressivos com o passado e presente enfrentamos obstáculos que nos obrigam a mudar o mindset, e nos tornarmos mais conscientes, presentes e resilientes em direção a um mundo mais sustentável. Temos de melhorar os relacionamentos, construir cooperação, cultivar a tolerância, entregarmo-nos de braços e alma abertos para o mundo, dar o melhor de si. Ouvir.

Desejamos boas festas a todos, e um ano novo de reinvenção, com energia, qualidade, respeitando as pessoas e o planeta, com ética!!

 

Michel Epelbaum – Diretor da Ellux Consultoria

Diretor da Ellux Consultoria. Tem mais de 25 anos de experiência nacional e internacional em gestão de sustentabilidade, qualidade, meio ambiente, saúde ocupacional e segurança, e compliance.  É membro dos Comitês Técnicos da ABNT de Gestão Ambiental, Antissuborno, Riscos, Governança, Responsabilidade Social e Energia. É Lead Assessor nas normas ISO 9001, ISO 14001, OHSAS 18001, ISO 45001, ISO 19600 e ISO 37001.

Consulte nossos serviços de Consultoria, Treinamento e Auditoria em Sistemas de Gestão, inclusive nas Normas  ISO 45001 , ISO 14001 e ISO 9001.

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Conferência sobre o Clima, Aquecimento Global recorde e a reação das lideranças!!!

Riscos Globais 2018 – Fórum Econômico Mundial

COP21 Paris 2015 – Conferência sobre o Aquecimento Global – Acompanhe ao vivo!

Acordo Climático de Paris – COP21

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