Arquivo de Riscos - Ellux Consultoria https://elluxconsultoria.com.br/category/riscos/ A ellux é uma empresa de consultoria em gestão da sustentabilidade econômica, ambiental e social, gestão de riscos, de compliance e da qualidade. Tue, 26 Jan 2021 19:33:15 +0000 pt-BR hourly 1 Riscos Globais 2021 – Pandemia, Economia, Recuperação da “Normalidade” e Clima https://elluxconsultoria.com.br/riscos-globais-2021-pandemia/ https://elluxconsultoria.com.br/riscos-globais-2021-pandemia/#respond Tue, 26 Jan 2021 18:13:08 +0000 https://elluxconsultoria.com.br/?p=6273 Nesta semana se realiza o Fórum Econômico Mundial, que reúne líderes mundiais (grandes empresários, chefes de estado e políticos de relevância) para discutir problemas contemporâneos em janeiro de cada ano. Usualmente em Davos, na Suíça, neste 2020/2021 “cisne negro” (denominação criada por Nassim Nicholas Taleb para acontecimentos imprevisíveis com resultados impactantes) ele se mudou para

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Nesta semana se realiza o Fórum Econômico Mundial, que reúne líderes mundiais (grandes empresários, chefes de estado e políticos de relevância) para discutir problemas contemporâneos em janeiro de cada ano. Usualmente em Davos, na Suíça, neste 2020/2021 “cisne negro” (denominação criada por Nassim Nicholas Taleb para acontecimentos imprevisíveis com resultados impactantes) ele se mudou para o mundo online nesta semana, e o encontro presencial foi previsto para se realizar em maio em Singapura.

Sob o slogan “O Grande Reinício”, o assunto central do diálogo desta edição são as consequências da crise da COVID-19 e a recuperação da economia mundial (como não poderia deixar de ser), focando em sete temáticas concretas: como salvar o planeta, economias mais justas, tecnologia para o bem, o futuro do trabalho, empresas mais justas, futuros mais saudáveis e mais além da geopolítica. E, como poderia deixar de ser, o Jair Bolsonaro não vai participar do evento…

O relatório de riscos globais 2021 do Fórum traz mudanças em relação a anos anteriores, como era de se esperar. O relatório faz um histórico das análises e alertas do Fórum Econômico Mundial quanto aos riscos de pandemia (nos anos de 2006, 2013, 2016, 2019 e 2020), que se materializou em 2020 e trouxe as consequências que todos estão acompanhando.

Particularmente, chama a atenção para:

  • O aumento dos impactos sociais, agora representando 3 entre os 10 maiores riscos em 2021) – doenças infecciosas, crise de subsistência e erosão da coesão social – mais de 2 milhões de mortos até o momento, e apenas no segundo trimestre de 2020 foram perdidas horas de trabalho equivalentes a 495 milhões de empregos;
  • A premência da cooperação para combater o aquecimento global, maior risco global de longo prazo. Os riscos ambientais continuam consistentemente no topo da lista (5 entre os 10 maiores em 2021);
  • Os seus impactos econômicos, incluindo a estagnação prolongada e a crise fiscal dos países, e as transformações setoriais em função da pandemia e da digitalização que se acelerou;
  • Preocupações quanto ao aumento da concentração de poder digital e seus riscos, como de falhas na cyber-segurança;
  • Preocupações quanto ao impacto de armas de destruição em massa (terceiro maior, abaixo somente da falha em prevenir/mitigar o aquecimento global, e das doenças infectocontagiosas), apesar da probabilidade baixa de ocorrência.

Os riscos foram analisados também em função do prazo: de curto prazo (até 2 anos) – perigos claros e presentes de médio prazo (de 3 a 5 anos) – efeitos em cadeia; e riscos de longo prazo (5 a 10 anos) – ameaças existenciais.

riscos globais curto prazo
Relatório de Riscos Globais 2021 – curto prazo
riscos globais medio prazo
Relatório de Riscos Globais 2021 – médio prazo
riscos globais longo prazo
Relatório de Riscos Globais 2021 – longo prazo
landscape
Cenário dos Riscos Globais 2021
legenda landscape 2021

Há muito o que discutir. Em todos os anos sempre houve. Mas não como nesse, em que o mundo virou de ponta-cabeça…

Esperamos que haja serenidade e cooperação positiva para enfrentar essa grande crise de nossos tempos, procurando o bem maior para o planeta e para o maior número possível de pessoas, sem privilégios de qualquer tipo (que o mundo já não aceita), reduzindo as desigualdades que só tem aumentado,. O mundo está mais globalizado do que nunca… nunca antes em nossa história a expressão “Nosso futuro comum” se tornou tão real e tão necessária como conceito e prática. O ponto da virada (the turning point) chegou? Ou é o ponto sem retorno (the point of no-return)?

Michel Epelbaum – Diretor da Ellux Consultoria

Diretor da Ellux Consultoria. Tem mais de 25 anos de experiência nacional e internacional em gestão de sustentabilidade, qualidade, meio ambiente, saúde ocupacional e segurança, e compliance.  É membro dos Comitês Técnicos da ABNT de Gestão Ambiental, Antissuborno, Riscos, Governança, Responsabilidade Social e Energia. É Lead Assessor nas normas ISO 9001, ISO 14001, OHSAS 18001, ISO 45001, ISO 19600 e ISO 37001.

Consulte nossos serviços de Consultoria, Treinamento e Auditoria em Sistemas de Gestão inclusive nas Normas ISO 37301, ISO 19600 – compliance e ISO 37001 – antissuborno, . Além de outras como ISO 9001, ISO 14001, ISO 45001, ISO 26000, NBR 16001 E ISO 50001.

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Mudanças na ISO 31000 – Gestão de Riscos

Novidades nas Normas ISO de Gestão de Riscos!

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Handbook da ISO 31000 – Importante apoio para a sua implementação https://elluxconsultoria.com.br/handbook-iso-31000/ https://elluxconsultoria.com.br/handbook-iso-31000/#respond Wed, 02 Dec 2020 16:48:07 +0000 https://elluxconsultoria.com.br/?p=6194 Design by Freepik Como já de conhecimento dos especialistas, a Norma ISO 31000:2018 – Gestão de riscos – Diretrizes – se transformou em uma das normas mais importantes da ISO. Ela se tornou fundamental para a gestão dos diversos assuntos importantes para as organizações. A abordagem e mentalidade de riscos passou a fazer parte das

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Como já de conhecimento dos especialistas, a Norma ISO 31000:2018 – Gestão de riscos – Diretrizes – se transformou em uma das normas mais importantes da ISO. Ela se tornou fundamental para a gestão dos diversos assuntos importantes para as organizações. A abordagem e mentalidade de riscos passou a fazer parte das normas de sistemas de gestão da ISO, como a ISO 9001, a ISO 14001, ISO 45001, ISO 37001, ISO 27001, e várias outras. Em um mundo volátil, incerto, complexo e ambíguo, a adequada avaliação dos riscos se tornou fator crítico de sucesso. Virou uma linguagem universal que abrange desde a saúde pública (como bem o prova a pandemia da covid19), finanças, projetos, planejamento estratégico, gestão dos processos, até na determinação de pessoas introvertidas e extrovertidas (veja o livro Poder dos Quietos, de Susan Cain).

Todos os desdobramentos da ISO 31000 são importantes. Podemos citar aqui a fundamental norma IEC 31010:2019 – Gestão de riscos – técnicas de avaliação de riscos, que traz um raio X de 41 técnicas de identificação, análise e avaliação de riscos, aplicáveis (e oriundas) de diversos setores e tema. Também merece destaque a ISO Guia 73 – Gestão de riscos – vocabulário, ora em revisão.

Está em elaboração pelo Comitê Técnico/TC 262 da ISO (responsável pela elaboração das normas de gestão de riscos e seus documentos normativos de apoio) um Manual de Diretrizes da ISO 31000 com expectativa de publicação no primeiro trimestre de 2021. Neste artigo, trago alguns dos pontos mais importantes deste documento.

QUAL O OBJETIVO DO MANUAL DE DIRETRIZES DA ISO 31000?

O manual foi elaborado para apoiar as organizações em como integrar a gestão de riscos em suas atividades. Para tanto, ele contém informações sobre os princípios, planejamento, processos, comunicação, monitoramento e análise crítica e melhoria contínua da gestão de riscos. Também explica como:

• usar os princípios de gestão eficaz e eficiente de risco na forma como ele é gerenciado;

• desenvolver um plano para integrar o risco nos arranjos existentes de uma organização;

• aprimorar a cultura organizacional com relação ao gerenciamento de riscos;

• aplicar o processo de gestão de risco para identificar, analisar, avaliar e, onde requerido, tratar o risco;

• comunicar e fazer consulta com as partes interessadas;

• monitorar e analisar criticamente o plano e processo de gestão de riscos; e

• melhorar continuamente com base no contexto e nas lições aprendidas.

Ele prove informações tanto para aqueles que estão começando a jornada da gestão de riscos, como para aqueles que demandam diretrizes adicionais para melhorar a sua gestão de riscos.

A QUEM SE APLICA O MANUAL DE DIRETRIZES DA ISO 31000?

Como a própria ISO 31000, este manual se aplica a todos os tipos e tamanhos de organizações, bem como a todos os tipos de riscos. Ele pode ser aplicado a uma organização como um todo, e às suas atividades.

QUAIS SÃO OS BENEFÍCIOS DA ISO 31000 SEGUNDO O MANUAL DE DIRETRIZES?

A implementação e melhoria da gestão de riscos apoia os objetivos da organização, e auxilia a proteger seu valor. Neste sentido, é fundamental entender “valor” para a organização, de modo que a gestão de riscos possa alcançar seu objetivo.

São referidos no Manual os seguintes benefícios da implementação e integração da gestão de riscos através da organização:

  • auxiliar a alcançar seus objetivos;
  • prover informações contínuas, consistentes e confiáveis às partes interessadas pertinentes;
  • uso mais eficiente de capital e recursos;
  • a capacidade de reconhecer e capturar oportunidades e ameaças rapidamente, e de responder adequadamente a elas;
  • uma redução na probabilidade e impacto das perdas;
  • decisões mais claras e mais bem informadas;
  • menores custos de conformidade/auditoria;
  • redução de custos com o uso de informações de risco para agilizar e melhorar os processos;
  • melhor gestão dos aspectos humanos e culturais que afetam o desempenho;
  • uma maior compreensão dos eventos potenciais e da capacidade de influenciar seus resultados.

QUEM SÃO OS ENVOLVIDOS NA GESTÃO DE RISCOS?

A ISO 31000 e o Manual de Diretrizes referido neste artigo tratam especificamente dos papéis e responsabilidades dos agentes envolvidos na gestão de riscos, particularmente do Conselho de Administração e órgãos de supervisão, alta direção, partes interessadas, donos dos riscos, e responsável pelo processo de gestão de riscos da organização.

QUAIS SÃO AS PRINCIPAIS ORIENTAÇÕES DO MANUAL DA ISO 31000 SOBRE O PROCESSO DE GESTÃO DE RISCOS?

  • Incorporar a gestão de riscos nos processos de tomada de decisões, contribuindo para que eles sejam informados, lógicos, estruturados e consistentes. Para tanto, é importante entender quem são os tomadores de decisão, quem são os responsáveis pela sua implementação, quais são as atitudes de tomada de riscos das pessoas envolvidas, as implicações das decisões para a organização, dentre outras informações;
  • Integrar a gestão de risco à estratégia e ao contexto organizacional, à elaboração, monitoramento e análise crítica dos objetivos e planos estratégicos;
  • Comprometimento da liderança com a gestão de riscos, sendo que o Manual lista algumas questões para demonstrá-lo, como se os riscos são discutidos em todos os níveis da organização, se recursos apropriados são previstos para esta gestão; se os donos do risco identificam e entendem seus respectivos riscos e como gerenciá-los; se os riscos pertinentes são escalados para a alta direção, se há uma função de gestão de riscos na organização
  • Realizar uma Gap Analysis das práticas existentes para a gestão de riscos, como base para entender a situação atual e definir um plano para alcançar a situação desejada.O Manual lista algumas perguntas úteis para realizar esta avaliação, sobre técnicas, cultura, estrutura, papéis e responsabilidades, políticas e procedimentos, dentre outras. O Anexo A do Manual traz um exemplo de Gap Analysis;
  • Definir o bussiness case, com as opções de abordagem, e aquela selecionada para a implementação da gestão de riscos. O Manual sugere o seu conteúdo;
  • Elaborar um plano de ação da gestão de riscos, sendo que o Manual lista detalhadamente o seu conteúdo sugerido, como objetivo, visão, escopo, elementos, dentre outros;
  • Desenhar uma estrutura de gestão de riscos adequada à organização, que inclui a determinação do contexto, as políticas, os recursos, o processo, a estrutura e as técnicas para possibilitar a implementação do gerenciamento de riscos em uma organização. O Manual provê exemplos de objetivos. Vale comentar que ele sugere ainda que pode ser uma estrutura, um sistema ou um programa de gestão de riscos (apesar de haver grandes diferenças conceituais e práticas entre estes);
  • O handbook auxilia na determinação dos papéis e responsabilidades dos conselhos de administração/boards, Alta direção, stakeholders internos, donos dos riscos, gestor de riscos da organização;
  • Garantir o treinamento e competências do pessoal envolvido com a gestão de riscos, e estabelecer supervisão das atividades. O Manual provê um exemplo sobre o assunto;
  • Considerar fatores críticos de sucesso, sendo que o Manual lista possíveis conteúdos, e dá um exemplo de aplicação;
  • Gerenciar a mudança organizacional representada pela gestão de riscos – o manual sugere pontos desta gestão, como a definição dos patrocinadores e apoiadores da gestão, barreiras a serem superadas, meios de reconhecimento, dentre outros;
  • Avaliar a eficácia da gestão de riscos – um dos pontos onde o Manual mais agrega à é o da avaliação da eficácia, uma vez que a ISO 31000 é bastante enxuta no que tange a esta etapa. O documento detalha melhor os métodos para avaliação da eficácia, tanto externos (p.ex. benchmarking, modelos de maturidade, publicações de órgãos diversos e redes de relacionamentos) como internos (p.ex. uso de mapas/ diagramas, pesquisas e entrevistas, auditoria, análise críticas periódicas). Além disto, auxilia nos tópicos a serem avaliados, trazendo inclusive algumas questões de apoio a esta etapa;
  • Buscar a melhoria contínua – este é outro item do guia que agrega valor à ISO 31000, listando questões para avaliar o alcance da melhoria contínua, e enfatizando que o uso de indicadores de desempenho pode ser eficaz. Para tanto, traz algumas questões de apoio, e exemplos de indicadores qualitativos. Além disto, contém um tópico sobre a importância de se trabalhar com lições aprendidas, listando algumas questões para esta análise.

QUAIS SÃO AS PRINCIPAIS DIRETRIZES DO MANUAL DA ISO 31000 SOBRE O PROCESSO DE AVALIAÇÃO DE RISCOS?

  • Realizar comunicação e consulta com as partes interessadas – o Manual dá orientações sobre a identificação, definição de estratégias de comunicação, e uma lista de questões para auxiliar na determinação de consulta efetiva com as partes interessadas pertinentes.
  • Definir o escopo e contexto da avaliação de riscos – o documento traz exemplos para auxiliar na determinação do contexto para este processo;
  • Definir o critério de risco – o manual sugere alguns pontos para apoiar o estabelecimento de um critério apropriado, tais como: quando o risco é inaceitável de forma que a atividade deva ser parada imediatamente, quando o benefício potencial é suficiente para marcar o risco como aceitável, como julgar a significância relativa dos riscos para subsidiar a alocação de recursos. Ela traz ainda exemplos de critérios de risco a erem adotados;
  • Identificar os riscos – o guia traz exemplos de meios para realizar esta identificação, incluindo orientações de apoio e o uso de técnicas contidas na norma IEC 31010 – Gestão de Riscos – Técnicas de avaliação de riscos;
  • Definir categorias de riscos – o manual sugere a categorização de riscos, a critério da organização, quando o número de riscos for grande e demandar esforços extras de gestão. Esta abordagem traz vantagens como análise e tratamento similar (ou em conjunto) para iguais riscos de processos distintos. O Anexo B traz exemplos de categorias de risco, expostas na tabela a seguir. Também traz exemplos de riscos identificados nas categorias sugeridas.
Categorias de riscos
  • Analisar os riscos – o documento enfatiza a importância de se conhecer os riscos, obtendo informações sobre as suas consequências, causas, probabilidades, controles existentes e sua eficácia, obtendo ao final um nível de risco. São ilustrados exemplos de checagens/testes a serem feitos para verificar a eficácia dos controles existentes, de modo a determinar ações adicionais de tratamento. São apresentadas também orientações para a seleção de critérios para a realização da análise
  • Avaliar os riscos – o manual orienta a comparação entre o nível de risco e o critério adotado para ele, de modo a avaliar a sua significância e apoiar a tomada de decisões quanto à necessidade de tratamento adicional e alocação de recursos. Também sinaliza para integrar no planejamento as oportunidades identificadas durante o processo;
  • Tratar os riscos – neste tópico, o documento explica melhor as opções de tratamento dos riscos (reter, evitar, compartilhar e modificar), adiciona orientações sobre a sua definição e planejamento, e traz um exemplo ilustrativo desta etapa;
  • Monitorar e analisar criticamente os riscos – o guia traz poucas orientações adicionais sobre esta fase;
  • Registrar e reportar – como na etapa anterior, o guia traz poucas orientações adicionais em relação à ISO 31000;

CONCLUSÃO

Considerando a importância da gestão de riscos em nossa vida e das organizações, quaisquer orientações para aumentar a eficácia deste processo é essencial.

Neste sentido, o Handbook da ISO 31000 cumpre o seu papel em adicionar diretrizes para entender e aplicar a norma de gestão de riscos, e integrar seus elementos na gestão empresarial.

Vamos aguardar a sua publicação e disponibilização!

Michel Epelbaum – Diretor da Ellux Consultoria

Diretor da Ellux Consultoria. Tem mais de 25 anos de experiência nacional e internacional em gestão de sustentabilidade, qualidade, meio ambiente, saúde ocupacional e segurança, e compliance. É membro dos Comitês Técnicos da ABNT de Gestão Ambiental, Antissuborno, Riscos, Governança, Responsabilidade Social e Energia. É Lead Assessor nas normas ISO 9001, ISO 14001, OHSAS 18001, ISO 45001, ISO 19600 e ISO 37001.

Consulte nossos serviços de Consultoria, Treinamento e Auditoria em Sistemas de Gestão, inclusive nas Normas  ISO 31000, ISO 14001, ISO 9001, ISO 45001, OHSAS 18001, ISO 37001, ISO 19600, ISO 50001.

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Consulta Pública de Normas de Resiliência e Gestão da Continuidade de Negócios https://elluxconsultoria.com.br/gestao-continuidade-negocio/ https://elluxconsultoria.com.br/gestao-continuidade-negocio/#respond Wed, 13 May 2020 17:44:01 +0000 https://elluxconsultoria.com.br/?p=5512 Já conversamos em artigo anterior sobre a premente necessidade de adoção de gestão de crises e de continuidade dos negócios neste momento único na história da humanidade. E eis que um minúsculo vírus causa centenas de milhares de mortes, derruba as economias e causa isolamento social em bilhões de pessoas… Diante do imenso impacto do

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Já conversamos em artigo anterior sobre a premente necessidade de adoção de gestão de crises e de continuidade dos negócios neste momento único na história da humanidade. E eis que um minúsculo vírus causa centenas de milhares de mortes, derruba as economias e causa isolamento social em bilhões de pessoas…

Diante do imenso impacto do COVID19, a ABNT, através da Comissão de Estudo Especial de Gestão de Riscos montou uma força tarefa (da qual participei) para traduzir para o português, de forma rápida uma série de normas ISO com o tema “segurança e resiliência”, cuja publicação será de grande valor para a continuidade dos negócios.

As 6 normas a seguir entraram na terça feira (13/05/20) em Consulta Nacional no site da ABNT, que transcorrerá de forma expedita e se encerrará no dia 27/05/20. A expectativa da ABNT é, dependendo dos comentários feitos, de obter a publicação de todas elas ainda em Maio/2020.

  • NBR ISO 22301, Segurança e resiliência — Sistemas de gestão de continuidade de negócios — Requisitos
  • NBR ISO 22313, Segurança da sociedade — Sistemas de gestão de continuidade de negócios — Orientações
  • NBR ISO 22316, Segurança e resiliência – Resiliência organizacional – Princípios e atributos
  • NBR ISO TS 22317, Segurança da sociedade – Sistemas de gestão de continuidade de negócios – Diretrizes para análise de impacto nos negócios (BIA)
  • NBR ISO 22320, Segurança e resiliência – Gestão de emergência – Diretrizes para gestão de incidentes
  • NBR ISO 22322, Segurança da sociedade – Gestão de emergência – Diretrizes para aviso público

Vale lembrar que a ISO 22301, norma objeto de esquema de certificação, foi aprovada em outubro de 2019, e a ISO 22313 foi aprovada em fevereiro de 2020.

As organizações certamente encontrarão grande valor nestas normas, não somente neste momento de mitigação dos impactos da pandemia, mas também na reinvenção dos negócios e do “novo normal”, “pós-normal”, “sociedade 5.0” (como citada por vários filósofos e futuristas, como Gil Giardelli) e as outras várias denominações que surgiram antes e durante a pandemia para designar o futuro próximo.

Todos temos de ser resilientes e com uma capacidade de gestão, adaptação e agilidade para sobreviver diante dos muitos riscos, e aproveitar as grandes oportunidades que se apresentam no olho da pandemia.

Todos voltamos ao primeiro nível básico de sobrevivência da escala de 5 níveis de necessidades de Albert Maslow e da escala mais moderna de 7 níveis de Richard Barrett (sobre a evolução pessoal, interpessoal e das organizações), Agora temos de retomar nossa evolução da consciência e da sociedade, de forma mais humana e cooperativa!

Contribua com a sua avaliação na consulta nacional das normas!

Michel Epelbaum – Diretor da Ellux Consultoria

Diretor da Ellux Consultoria. Tem mais de 25 anos de experiência nacional e internacional em gestão de sustentabilidade, qualidade, meio ambiente, saúde ocupacional e segurança, e compliance.  É membro dos Comitês Técnicos da ABNT de Gestão Ambiental, Antissuborno, Riscos, Governança, Responsabilidade Social e Energia. É Lead Assessor nas normas ISO 9001, ISO 14001, OHSAS 18001, ISO 45001, ISO 19600 e ISO 37001.

Consulte nossos serviços de Consultoria, Treinamento e Auditoria em Sistemas de Gestão, inclusive nas Normas  ISO 31000, ISO 14001, ISO 9001, ISO 37001, ISO 19600, ISO 45001, ISO 26000 e ISO 50001.

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Desmatamentos e Queimadas na Amazônia – Gestão Socioambiental, Compliance e Riscos https://elluxconsultoria.com.br/gestao-compliance-riscos/ https://elluxconsultoria.com.br/gestao-compliance-riscos/#respond Mon, 26 Aug 2019 15:23:31 +0000 https://elluxconsultoria.com.br/?p=4592 Design by Freepik CAUSAS E EFEITOS SOCIOAMBIENTAIS Em um ambiente VUCA (volátil, incerto, complexo e ambíguo), estamos todos conectados por causas e efeitos locais, regionais ou globais. Vemos exemplos todos os dias, mas a crise que dominou as manchetes e redes sociais no mundo todo nesta semana tomou grandes proporções. Há décadas cientistas e ambientalistas alertam

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CAUSAS E EFEITOS SOCIOAMBIENTAIS

Em um ambiente VUCA (volátil, incerto, complexo e ambíguo), estamos todos conectados por causas e efeitos locais, regionais ou globais. Vemos exemplos todos os dias, mas a crise que dominou as manchetes e redes sociais no mundo todo nesta semana tomou grandes proporções.

Há décadas cientistas e ambientalistas alertam sobre os desmatamentos, queimadas, o aumento das emissões atmosféricas e as políticas insuficientes do Brasil há vários governos federais, estaduais e municipais (lembro-me de no outono de 1993 passar 60 dias viajando nos rincões entre Mato Grosso, Pará, Araguaia e Rondônia convivendo rotineiramente com desmatamentos e queimadas).

IMPACTOS SOCIOAMBIENTAIS E GESTÃO DE RISCOS E COMPLIANCE

Há alguns anos as emissões de gases de efeito estufa do desmatamento/queimadas,  das indústrias, transporte e geração de energia fazem parte da gestão de riscos de uma organização ou governo.

O relatório de riscos globais 2019 do Fórum Econômico Mundial, lançado em janeiro deste ano, trouxe novamente 7 riscos socioambientais dentro dos 11 mais críticos: eventos climáticos extremos, desastres naturais, falha na mitigação/adaptação às mudanças climáticas, crise da água, perdas de biodiversidade e colapso de ecossistemas, migração involuntária de grande escala, desastres ambientais causados pelo homem. Com relação aos 5 riscos ambientais aqui citados, mereceu destaque:

[wp-svg-icons icon=”warning” wrap=”i”] aumento do seu impacto avaliado;

[wp-svg-icons icon=”warning” wrap=”i”] nos últimos anos alguns deles já vinham sendo avaliados dentre os 5 mais críticos, ou de maior impacto ou de maior probabilidade);

[wp-svg-icons icon=”warning” wrap=”i”] desde 2012 há pelo menos 2 deles entre os “top 5” de maior probabilidade, e pelo menos 1 deles entre os “top 5” de maior impacto (nos últimos 2 anos houve 3 riscos ambientais dentro dos “top 5” tanto de probabilidade como de impacto).

Há 2 décadas os impactos ambientais são abordados como parte de um sistema de gestão ambiental (p.ex. conforme a ISO 14001), e há quase 1 década como parte da gestão da responsabilidade social (p.ex.conforme a ISO 26000).

Passamos a abordá-los também como parte da gestão de riscos (p.ex. tendo como modelo a ISO 31000 – gestão de riscos): desde seu contexto, liderança e comprometimento, sua identificação, análise, avaliação, definição de ações para seu tratamento, implantação das ações, monitoramento da eficácia dos controles, análise crítica da gestão de riscos.

Atualmente passam a ser tratados também como parte de um Sistema de Gestão de Compliance (p.ex. como definido pela ISO 19600, e pela futura ISO 37301 certificável), como pôde se notar em crises recentes, como a de Brumadinho.

E a gestão de emissões para evitar o aquecimento global, bem como a mitigação e adaptação climática são abordados em outras normas ISO, como a recém-publicada ISO 14090 (Adaptation to climate change — Principles, requirements and guidelines) e a norma ISO 14091 (Adaptation to climate change – Vulnerability, impacts and risk assessment) ora em elaboração.

A CRISE ATUAL DO DESMATAMENTO E QUEIMADAS

Na crise atual, os efeitos estão se ampliando e ganhando escala global:

[wp-svg-icons icon=”attachment” wrap=”i”] efeitos sociais importantes -> efeitos à saúde de moradores e atingidos pela nuvem de fumaça, com aumento de internações hospitalares em Estados como Acre, Rondônia e Mato Grosso, além de ter atingido outros países como Uruguai;

[wp-svg-icons icon=”attachment” wrap=”i”] efeitos econômicos potenciais importantes -> riscos à concretização do Acordo União Européia – Mercosul; perda potencial do Fundo Amazônia (cedido principalmente por Noruega e Alemanha). Além disto, a fumaça afeta o transporte aéreo e fluvial na região;

[wp-svg-icons icon=”attachment” wrap=”i”] riscos reputacionais -> manifestações de políticos, cidades, cientistas, populações, artistas, esportistas de diversos países, tanto nas redes sociais, como pronunciamentos, boicotes a produtos brasileiros e protestos em várias cidades brasileiras e ao redor do mundo, retratam a preocupação com os impactos das queimadas e desmatamento, mas também com os retrocessos do Governo Bolsonaro na gestão ambiental;

[wp-svg-icons icon=”attachment” wrap=”i”] riscos políticos -> este assunto foi objeto de discussão na reunião dos sete países mais ricos (G7) em Biarritz, França, sendo solicitadas medidas de pressão contra o Brasil, pelo Presidente francês, para enfrentar a situação.

Estamos no meio de uma guerra: entre esquerda e direita, entre liberalismo econômico e centralismo estatal, envolto em muitas “fake news” para todos os lados – notícias falsas, exageradas, antigas, dados vetados para publicação, “jogar a culpa na imprensa e nas ONGs”…

Devemos procurar enxergar a realidade com fatos e dados concretos, buscando isenção de vieses ideológicos. Tentando  trazer alguns pontos do quadro geral:

[wp-svg-icons icon=”forward-3″ wrap=”i”] Temos de lembrar que a cada ano a sobrecarga do planeta Terra é maior: neste ano, a conta feita há diversos anos pela ONG Global Footprint Network é de que os recursos disponíveis do planeta para 2019 se esgotaram em 29 de julho (nos últimos 20 anos essa data já se antecipou 3 meses), significando que anualmente a humanidade usa os recursos equivalentes de 1.75 planetas Terra.

[wp-svg-icons icon=”forward-3″ wrap=”i”] O desmatamento e queimadas na região amazônica é assunto crítico para todos os países que a envolvem: Peru, Colômbia, Venezuela, Equador, Bolívia, Guiana, Suriname e Guiana Francesa. Claro que cada um deles tem a sua forma de atacar o problema, com resultados diferenciados;

[wp-svg-icons icon=”forward-3″ wrap=”i”] A situação do desmatamento e queimadas no Brasil vem piorando há vários anos – desde 2013/2014 que vemos a ampliação e oscilação do desmatamento/queimadas. E particularmente em 2019 o aumento foi bem maior.

[wp-svg-icons icon=”forward-3″ wrap=”i”] O problema acontece não somente na região amazônica, mas também no Cerrado;

[wp-svg-icons icon=”forward-3″ wrap=”i”] Nesta época de inverno no hemisfério sul, a estiagem/seca é maior e normalmente ocorre aumento de queimadas, o que poderia explicar parte do aumento (mas há controvérsias sobre o percentual);

[wp-svg-icons icon=”forward-3″ wrap=”i”] Por outro lado, o Governo Bolsonaro demonstrou-se contra iniciativas ambientais e de combate ao aquecimento global, desde o seu início, quando pretendia sair do Acordo de Paris, passando pela intenção de reduzir a importância do Ministério do Meio Ambiente, seguindo com constantes conflitos e desmonte de fiscalização no IBAMA (e mais recentemente com o INPE). Simplificar mas que imbuído de espírito de “caça às bruxas” e falta de entendimento da importância e do papel da responsabilidade social no mundo atual, nubla quaisquer avanços e resultados, virando retrocesso.

[wp-svg-icons icon=”forward-3″ wrap=”i”] E uma grande parte da população (incluindo políticos) vai ao sabor do vento das notícias exageradas/tendenciosas e nuances políticas que permeiam nosso momento…

Os governos anteriores têm culpa no cartório. O estado brasileiro é responsável. O Governo Bolsonaro é culpado… e agora está plantando o que colheu com a sua miopia sistêmica quanto aos assuntos socioambientais, a falta de prioridade e o conservadorismo exacerbado.

Nós, cidadãos, consumidores de produtos agroindustriais e pecuários, também somos responsáveis. Os produtores e setor empresarial tem a sua responsabilidade, e tem de gerir (e reduzir) de forma responsável seus impactos negativos. Os órgãos e organizações envolvidos com o tema tem de avaliar os impactos socioambientais, e riscos envolvidos e ter uma atitude ética e de compliance comprometida com uma gestão técnica responsável, profissional e que busca a verdade e a melhoria para as partes interessadas.

CONCLUSÃO

Quem trabalha na área ambiental há muito tempo já viu este filme muitas e muitas vezes… Mas a urgência e a difusão é crescente em escala planetária…  As reações são online e globais… assim como os danos à imagem e reputação (e todas as suas consequências).

A percepção geral é a de que não estamos fazendo o necessário para conter o aquecimento global e mitigar os riscos representados pelos impactos ambientais… Creio que ninguém escapa…

Trata-se de um trabalho coletivo, de responsabilidade compartilhada, cooperativa e preventiva. Todos teremos de nos esforçar mais para conter aquela que é considerada por muitos como a maior ameaça atual à humanidade, e também para reduzir a nossa pegada ecológica.

Trata-se de gerenciar riscos, compliance e de atuar com ética e integridade!

E vamos nos manter vigilantes!

Michel Epelbaum – Diretor da Ellux Consultoria

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Mudanças na ISO 31000 – Gestão de Riscos

 

 

 

 

 

 

Novidades nas Normas ISO de Gestão de Riscos!

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Gestão de riscos, tomada de decisões e estresse https://elluxconsultoria.com.br/gestao-riscos-decisoes/ https://elluxconsultoria.com.br/gestao-riscos-decisoes/#respond Mon, 11 Feb 2019 22:31:18 +0000 http://elluxconsultoria.com.br/?p=3954 Design by Freepik Este texto nasceu da minha análise do estresse causado pelas muitas decisões a tomar – cotidianas, de investimentos, de negócios, de saúde e outras. Mas escrevo atônito este artigo, diante da notícia da morte do jornalista Ricardo Boechat, que ouvia frequentemente, sempre que próximo do rádio no horário da manhã. Considerava um

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Este texto nasceu da minha análise do estresse causado pelas muitas decisões a tomar – cotidianas, de investimentos, de negócios, de saúde e outras.

Mas escrevo atônito este artigo, diante da notícia da morte do jornalista Ricardo Boechat, que ouvia frequentemente, sempre que próximo do rádio no horário da manhã. Considerava um companheiro de crítica dos fatos/eventos marcantes do mundo, como também dos agentes (ir)responsáveis. Ria muito, e ouvia extasiado as suas aulas de dialética e de construção de discursos lógicos, honestos, verdadeiros e muito empáticos com o cidadão ouvinte comum.

Muitas das críticas de sua lúcida metralhadora se dirigiam aos políticos e homens públicos, mas também para os muitos erros (e “erradores”) das tragédias diárias, que têm se repetido à exaustão. E neste sentido, estão alinhados com a essência da gestão de riscos, seus controles sobre as potenciais causas, a responsabilização na cadeia de comando, a investigação justa e precisa dos fatos, tendo a integridade e ética como princípio norteador.

VUCA X Gestão de Riscos X Tomada de Decisões X Estresse

Voltando ao processo de tomada de decisões, as ocorrências recentes, como o rompimento da barragem de rejeitos de Brumadinho e o incêndio no Centro de Treinamento do Flamengo, só reforçam o objeto central da ideia deste texto:

gestão de riscos e tomada de decisões

EXEMPLO DA COMPRA DE NOTEBOOK

Como o da decisão a respeito de uma compra de notebook. Sou usuário e comprador de notebooks e computadores há mais de 20 anos… Um comprador experiente… Mas nas primeiras compras, havia menos marcas a considerar, menos modelos, menos lojas, menos atributos… Hoje, além do processador, memória, armazenamento, bateria, temos os subitens:

[wp-svg-icons icon=”point-right” wrap=”i”] Processador: a marca do fabricante, de quantos núcleos, i3, i5 ou i7 (ou os demais), de qual geração, privilegia desempenho ou gestão de energia, qual a frequência, se é compatível com o desempenho esperado;

[wp-svg-icons icon=”point-right” wrap=”i”] Memória: capacidade, soldada na placa mãe ou não, sobrará um slot ou não, expansível até qual capacidade, de tipo mais moderno (DDR4) ou não, terá acelerador de memória ou não, se é compatível com o desempenho esperado;

[wp-svg-icons icon=”point-right” wrap=”i”] Armazenamento: quantidade, tipo de tecnologia, se aceita SSD, se tem cartão de memória adicional, se é compatível com o desempenho esperado;

[wp-svg-icons icon=”point-right” wrap=”i”] Bateria: quantas células, quanto Wh, autonomia, qual a rapidez no carregamento, quantos ciclos dura, o material da bateria;

Isso sem falar de tela, placa de vídeo, webcam, portas USB, porta C, peso, tamanho, tipo de wireless, tipo de conexão para vídeo, qualidade do material do chassis, durabilidade, tipo do notebook (2 em 1, ultrabook, netbook, ultrafino, etc.) e outros…

Além deste poucos itens, ainda falta falar dos atributos não técnicos do notebook em si, como preço, promoção, forma de pagamento, reputação da loja, se esta loja será física ou online (e seu respectivo frete), assistência técnica, reclamações sobre a empresa e o produto (e a qualidade/presteza da resposta/tratamento)… Ufa…

Para evitar os riscos de descontinuidade operacional, quebra, lentidão, obsolescência, tenho de avaliar este conjunto de configurações e ofertas… Não ser avançado demais quanto à tecnológica, pois o preço ficará muito alto, não ser fraco demais, pois não atenderá à demanda, não comprar itens que não me servirão de nada, atender à mobilidade necessária para as muitas viagens atinentes ao meu tipo de trabalho, etc…

Só que no mundo VUCA online, modelos são rapidamente descontinuados, estoques acabam, promoções iniciam e terminam em uma noite, a necessidade inicial é alterada (aconteceu no meu caso), o dólar sobe e os preços mudam… Até achar o conjunto ideal, eu não sossego… É um processo. E isso gera estresse…

OUTROS EXEMPLOS COTIDIANOS

A este exemplo de informática, se somam dezenas de outras decisões cotidianas:

[wp-svg-icons icon=”arrow-right” wrap=”i”] Remédios – para evitar as consequências das doenças, gastamos mais e mais tempo , energia e dinheiro com médicos, exames e remédios… muito mais do que há anos atrás….hoje tenho uma gaveta inteira somente para os medicamentos, que abrangem assuntos diversos como pressão, tireoide, pro bióticos, garganta, varizes, homeopáticos, refluxo, vitaminas… alguns de manhã antes do café, outros depois do café, outros após o jantar, outros antes de dormir… Criamos hábitos, mas isso gera um estresse também. Ontem comprei um outro medicamento, e pronto, errei a dosagem ao somar com o anterior…;

[wp-svg-icons icon=”arrow-right” wrap=”i”] Investimentos – para evitar os riscos de perdas e aumentar os ganhos financeiros, temos de entender a China, o Trump, o Brexit, lições de macroeconomia, taxas de juros, saber ler as entrelinhas das atas de reuniões do Copom, entender as tendências econômicas dos candidatos políticos, a zona do Euro, o multilateralismo, os mercados setoriais de consumo, infraestrutura, imobiliário, commodities, conhecer os fundamentos de grandes empresas e small caps, saber que título (campeão, vice-campeão?) do tesouro direto aplicar… a velha e segura renda fixa, ou pé-no-peito com ações de empresas arrojadas?… Mais estresse na correlação risco-remuneração: ficar parado no DI – ganha pouco com segurança; aplicar em fundos multimercados (bolsa? geral? no exterior?) – alto risco x maior potencial de remuneração…;

[wp-svg-icons icon=”arrow-right” wrap=”i”] Nossas relações pessoais e o trabalho – quantos minutos nós passávamos, há 20 anos atrás, conversando e vendo notícias sobre amigos, durante o expediente de trabalho? Agora, se bobearmos, passamos um bom tempo lendo as mensagens de whatsapp dos (vários) grupos (e Facebook, Instagram, Twitter, You Tube e as várias outras redes sociais), desde as boas vindas ao dia que se inicia (ai ai ai) até fotos, vídeos, notícias do momento, exposições das vaidades alheias, douração dos egos e olimpos…Muitas interrupções e os barulhinhos dos celulares. Isso que nem falamos dos e-mails e dos muitos spams e propagandas desnecessárias… Quanto isso aumentou em relação há anos atrás?

CONCLUSÃO

Usei estes exemplos rotineiros, para ilustrar, dentro da MUVUCA cotidiana, a gestão de riscos, tomada de decisões e o estresse causado…

Não estou querendo eximir da responsabilidade os causadores dos acidentes ocorridos (de Brumadinho, do Ninho do Urubu do Flamengo, mas também de todos os vários ocorridos nestas últimas semanas). Nem da nossa responsabilidade em lidar com toda esta complexidade. Pelo contrário, devemos sinalizar que a gestão de riscos se faz indispensável… Cada vez mais…

E que os gestores das organizações privadas, públicas, agentes de fiscalização, classificadores de riscos, conselheiros de empresas, funcionários – todos devem entender a seriedade dos riscos envolvidos, e tomar decisões responsáveis e de maior grau de proteção quando vidas humanas estão em jogo…

E estar preparados para gestão de crises, pois um mundo VUCA sinaliza maiores chances de uma… Inclusive para o estresse do processo de tomada de decisões responsáveis… Pois tomar decisões irresponsáveis é fácil… Fazer muito com muito também… Pensar no curto prazo e fechar os olhos para as consequências de longo prazo para partes interessadas distantes também é fácil…

A exposição acima clama pela necessidade de evolução de conceitos, práticas, mentalidades, normas e modelos para a gestão de riscos.

É certo que há novos modelos, como a ISO 31000 e o COSO ERM renovados… Mas as derrotas da prevenção e as consequências produzidas pela falta de gestão de riscos, e pela contínua luta contra a MUVUCA pululam pelo mundo: os mortos e afetados pela falta de gestão em Brumadinho, Cataguases e Mariana; o patrimônio histórico cultural do Brasil (incêndio do Museu Nacional e Museu da Língua Portuguesa de São Paulo), os tantos mortos e feridos dos muitos acidentes em transportes e indústrias, o Ricardo Boechat, mas também todos nós estressados, diante de tanta luta cotidiana…

Michel Epelbaum – diretor da Ellux Consultoria

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A nova temporada 2019 já foi lançada!

Mudanças na ISO 31000 – Gestão de Riscos

Novidades nas Normas ISO de Gestão de Riscos!

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Riscos Globais 2019 – Fórum Econômico Mundial https://elluxconsultoria.com.br/forum-economico-riscos-globais/ https://elluxconsultoria.com.br/forum-economico-riscos-globais/#comments Tue, 22 Jan 2019 11:37:16 +0000 http://elluxconsultoria.com.br/?p=3924 Nesta semana, o novo Presidente Bolsonaro participa de seu primeiro Fórum Econômico Mundial, com discurso certamente concentrado em seus temas considerados prioritários, como o indiscutível combate à corrupção, a mudança do eixo nas relações internacionais, as reformas econômicas estruturantes, e também uma reavaliação geral da OMC. No entanto, preocupa a pouca prioridade dos temas socioambientais

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Nesta semana, o novo Presidente Bolsonaro participa de seu primeiro Fórum Econômico Mundial, com discurso certamente concentrado em seus temas considerados prioritários, como o indiscutível combate à corrupção, a mudança do eixo nas relações internacionais, as reformas econômicas estruturantes, e também uma reavaliação geral da OMC. No entanto, preocupa a pouca prioridade dos temas socioambientais em sua agenda.

O relatório de riscos globais 2019 do Fórum, lançado na semana passada, traz novamente 7 riscos socioambientais dentro dos 11 mais críticos: eventos climáticos extremos, desastres naturais, falha na mitigação/adaptação às mudanças climáticas, crise da água, perdas de biodiversidade e colapso de ecossistemas, migração involuntária de grande escala, desastres ambientais causados pelo homem. Com relação aos 5 riscos ambientais aqui citados, merece destaque:

  • aumento do seu impacto avaliado;
  • nos últimos anos alguns deles já vinham sendo avaliados dentre os 5 mais críticos, ou de maior impacto ou de maior probabilidade;
  • desde 2012 há pelo menos 2 deles entre os “top 5” de maior probabilidade, e pelo menos 1 deles entre os “top 5” de maior impacto (nos últimos 2 anos houve 3 riscos ambientais dentro dos “top 5” tanto de probabilidade como de impacto).

Outro ponto que merece ênfase é o crescimento acentuado dos riscos tecnológicos: além dos ataques cibernéticos (constante do quadrante dos riscos mais críticos), a avaliação do impacto de riscos ligados a detalhamento de informação e infra-estrutura crítica e fraude ou roubo de dados (agora próximos ao quadrante dos riscos mais críticos).

Segue abaixo o diagrama resumido:

Riscos Globais Fórum Econômico Mundial

 

Legenda Riscos Globais

Fonte: https://www.weforum.org/reports/the-global-risks-report-2019

Outro ponto destaque no relatório foram as explicações sobre o “lado humano dos riscos globais”,  em um mundo para muitos cada vez mais ansioso, infeliz, solitário e menos empático, em que o estresse psicológico está relacionado a uma sensação de falta de controle diante da incerteza. Eu ampliaria esta incerteza usando o acróstico inglês VUCA – “volatility, uncertainty, complexity and ambiguity”, que está sendo muito usado para representar o estado atual do ambiente político, econômico, socioambiental, cultural e tecnológico. O texto detalha ainda os dados que justificam o porquê o bem estar é importante.

Constam também da análise os riscos ligados às tensões geopolíticas, ameaças ao multilateralismo e aos acordos comerciais.

Esperamos que as opiniões dos especialistas do Fórum Econômico Mundial ajudem a convencer e conscientizar o Presidente Bolsonaro sobre o tamanho das consequências dos  riscos socioambientais e geopolíticos, e da importância de tratá-los com mais prioridade do que a que tem sido demonstrada até o momento…  Pois todos nós estamos envolvidos na MUVUCA…

Michel Epelbaum – Diretor da Ellux Consultoria

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Novidades nas Normas ISO de Gestão de Riscos!

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Gestão de Riscos e Compliance: a Real Aplicação Cotidiana https://elluxconsultoria.com.br/gestao-riscos-compliance/ https://elluxconsultoria.com.br/gestao-riscos-compliance/#comments Mon, 02 Apr 2018 15:54:46 +0000 http://elluxconsultoria.com.br/?p=2529 É muito interessante perceber a extensa aplicação da gestão de riscos e compliance ao nosso cotidiano… desde os riscos associados às lesões esportivas na meia idade e todas as suas consequências; a entrada de um veículo na idade de aumento de quebras e manutenção; causar uma infração no trânsito e ser multado; as decisões de

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É muito interessante perceber a extensa aplicação da gestão de riscos e compliance ao nosso cotidiano… desde os riscos associados às lesões esportivas na meia idade e todas as suas consequências; a entrada de um veículo na idade de aumento de quebras e manutenção; causar uma infração no trânsito e ser multado; as decisões de modelo de negócio frente à revolução 4.0 e a digitalização; até as decisões de investimentos financeiros.

Riscos e Compliance nas decisões de investimentos financeiros

Vamos explorar  o último exemplo. Considerando a baixa da taxa de juros (ainda com expectativa de mais uma redução na próxima reunião do COPOM) e a baixa taxa de inflação, é muito usual, como já aconteceu em outros momentos da vida dos cidadãos brasileiros, a percepção de que o dinheiro investido não está rendendo…   E aí, como explica a neurociência, o temor da perda nos movimenta (mais do que o prazer do ganho) para procurar proteger o que conseguiu poupar em toda uma vida de trabalho, já devendo se planejar para a aposentadoria.

Então nos damos conta da aplicação concreta de uma série de conceitos envolvendo riscos e compliance:

Riscos e Compliance quanto ao cliente

Perfil de risco – conservador, moderado, balanceado, dinâmico, arrojado, agressivo – em qual deles você se encaixa?…as instituições financeiras devem nos avaliar, considerando a experiência em matéria de investimentos; o horizonte de tempo desejado e os objetivos de investimentos (aposentadoria? Poupar para um evento específico? Ajudar a pagar os gastos de curto prazo?); e tolerância ao risco (ver a seguir). Conceito totalmente replicável para as organizações…

Apetite de risco – quantidade e tipo de risco que a pessoa está pretendendo perseguir ou reter – este apetite aumenta na época de juros baixos…

Tolerância ao risco – facilidade da pessoa para suportar o risco após o seu tratamento a fim de alcançar seus objetivos – será que as pessoas mais conservadoras aguentam o baque de aplicar em ações e ver o seu patrimônio diminuir com perdas na Bolsa de Valores?

Due-dilligence de cliente (KYC – “Know Your Client”) – a instituição financeira terá de avaliar o risco de aceitar o cliente (p.ex. se não é uma PEP – pessoa exposta politicamente, se não tem lavagem de dinheiro, se não há envolvimento em corrupção, se não há conflito de interesses, etc.),

“Suitability” – análise e oferta pela instituição financeira dos produtos, serviços e operações mais adequados a cada perfil de investimentos de clientes…

Riscos e Compliance quanto às instituições financeiras

Nestes momentos de busca de maior rentabilidade, nos deparamos com uma série de opções de instituições financeiras, além dos grandes bancos, algumas menores, outras grandes com maior rentabilidade, de diversas naturezas e riscos… Vemos alguns “galos” cantarem que a rentabilidade é maior em corretoras e instituições menores, e abrimos a possibilidade de desbravar este mundo. Mas os riscos devem ser muito bem identificados e avaliados:

Due-dilligence da instituição financeira pelo cliente – o cliente terá de avaliar a confiança, qualidade e ética na instituição, além da rentabilidade (p.ex. se é devidamente credenciada nos órgãos reguladores como a CVM, se é certificada pela CETIP, se tem certificação de qualificação operacional pela BMF&Bovespa,/B3, se é idônea/ética, se tem um bom sistema de GRC – governança, riscos e compliance, se não tem processos por infração no mercado de valores mobiliários, se tem uma boa imagem, se é bem indicada, se tem um bom atendimento, etc.)… Para poder assumir riscos toleráveis… e que atendam ao perfil adequado e apetite de risco.

Riscos e Compliance quanto ao investimento

Rentabilidade de uma aplicação x risco envolvido – muitas vezes ouvimos a expressão: quanto maior o risco, maior o ganho – e vice-versa… Com a renda fixa baseada na taxa de juros em baixos níveis, imediatamente cresce a oferta de investimentos das mais diversas naturezas, com renda variável e mista, com riscos maiores do que a usual renda fixa, poupança ou DI. Nas informações sobre as aplicações/investimentos, aparece o seu grau de risco… e aí devemos testar a nossa tolerância e apetite ao risco

Rating de aplicações e instituições financeiras – para avaliar investimentos específicos de dadas instituições financeiras, é útil usar as classificações de risco de crédito das agências de risco, de modo a calibrar o tamanho do ganho com o grau de risco que se correrá…

Gestão de Riscos e Compliance se torna mais importante e robusta

Toda esta discussão de um exemplo prático do dia-a-dia serve para ilustrar como a gestão de riscos e compliance é inerente e permeia o nosso modo de vida. Como aquela ótima propaganda de TV de uma famosa companhia de seguros, onde cada ato cotidiano do personagem era acompanhado de um indicador de risco que surgia na tela.

Toda essa análise se presta para ganhar confiança na instituição financeira e no investimento… para aumentar a sua rentabilidade com riscos em níveis aceitáveis… para primeiro não perder, e se possível ganhar…

Não é à toa que a gestão de riscos e compliance está se tornando cada vez mais necessária e importante, cada vez mais valorizada e robusta.

Evolução dos conceitos e modelos para Gestão de Riscos e Compliance

A exposição acima explica a necessidade de evolução de conceitos, práticas, normas e modelos para estes temas ao longo das décadas, internacionais e nacionais, nos vários fóruns de discussão.

Últimas mudanças nas normas de Gestão de Riscos e Compliance no ambiente da ISO

Chamamos a atenção neste post para as últimas mudanças das normas de gestão de Riscos e Compliance no ambiente da ISO e da ABNT:

[wp-svg-icons icon=”attachment” wrap=”i”] a ISO aprovou em fevereiro/2018 a atualização da ISO 31000, e no último dia 28/03/2018 foi publicada pela ABNT a sua tradução em português, a NBR ISO 31000:2018.

[wp-svg-icons icon=”attachment” wrap=”i”] a ISO está fazendo a sua análise periódica da ISO 19600 – Sistema de Gestão de Compliance – Diretrizes, solicitando resposta dos membros da comunidade normativa participante do Comitê ISO/TC 309 – Governance of organizations para uma pesquisa sobre a sua aplicação, à qual também fui instado a responder

[wp-svg-icons icon=”attachment” wrap=”i”] a ABNT está na fase final de aprovação da NBR 19601– Sistema de Gestão de Compliance (SGC) – Requisitos, pela ABNT/CEE 309 – Comissão de Estudo Especial de Governança das Organizações , que deve acontecer na reunião marcada para o dia 11/04/18 para posterior envio para Consulta Nacional à sociedade.

E aí vemos a real aplicação no cotidiano dos conceitos teóricos e normas que permeiam as melhores práticas de gestão de riscos e compliance!

Michel Epelbaum – diretor da Ellux Consultoria

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GESTÃO DE COMPLIANCE DE TERCEIROS: DA FICÇÃO POLICIAL À REALIDADE DO MUNDO DOS NEGÓCIOS

BRASIL DESPENCA EM RANKING DE PERCEPÇÃO DA CORRUPÇÃO: OS RISCOS E AS EXIGÊNCIAS AUMENTAM!

COMPLIANCE E A EVOLUÇÃO DOS DIREITOS HUMANOS

BRASIL DECIDE ELABORAR NORMA CERTIFICÁVEL PARA SISTEMAS DE GESTÃO DE COMPLIANCE – NBR 19601

AVANÇOS NORMATIVOS EM GOVERNANÇA, COMPLIANCE E ANTISSUBORNO NA ISO – NORMAS ISO 19600 E ISO 37001

AVANÇO DAS CERTIFICAÇÕES ACREDITADAS DO SISTEMAS DE GESTÃO ANTISSUBORNO CONFORME A ISO 37001

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