Arquivo de ISO 9001:2015 - Ellux Consultoria https://elluxconsultoria.com.br/tag/iso-90012015/ A ellux é uma empresa de consultoria em gestão da sustentabilidade econômica, ambiental e social, gestão de riscos, de compliance e da qualidade. Tue, 25 Aug 2020 15:49:12 +0000 pt-BR hourly 1 Análise Sistemática da ISO 9001: Precisamos mudar? https://elluxconsultoria.com.br/analise-sistematica-iso-9001/ https://elluxconsultoria.com.br/analise-sistematica-iso-9001/#respond Mon, 24 Aug 2020 17:15:14 +0000 https://elluxconsultoria.com.br/?p=5760 Pesquisa sobre necessidades de revisão da ISO 9001:2015, parte do processo rotineiro da ISO de análise sistemática de normas vigentes.

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Na semana passada recebi mensagem de um grupo de whatsapp a respeito da pesquisa sobre necessidades de revisão da ISO 9001:2015, parte do processo rotineiro da ISO de análise sistemática de normas vigentes.

Acessei o link , e preenchi o interessante questionário, que abrange desde o uso da versão atual, seus benefícios, até potenciais temas que poderiam ser objeto de melhorias da norma.

BENEFÍCIOS DA ISO 9001

O questionário solicita avaliar os seus benefícios, como:

  • Ajudar a atender à sustentabilidade empresarial.
  • Ajudar a atender às necessidades de mercado.
  • Facilitar a melhoria do nível de satisfação do cliente.
  • Prover vantagens competitivas.
  • Melhorar a cultura e interações organizacionais.

Em outra questão, é colocada ao participante a pergunta sobre quão adequadamente a ISO 9001 facilitou a abordagem de temas como:

  • Contexto e sustentabilidade da organização.
  • Gestão de processos.
  • Foco no cliente.
  • Prevenção de falhas.
  • Gestão de recursos.
  • Pensamento baseado em risco.
  • Gestão de fornecedores.
  • Gestão do conhecimento.

Perguntando de outra maneira, outra questão levanta os benefícios da aplicação dos requisitos da ISO 9001:2015, como:

  • Melhoria da comunicação com os clientes.
  • Melhoria da interação com outras partes interessadas.
  • Aumento do comprometimento da liderança.
  • Uso efetivo de dados como ferramenta de gestão empresarial.
  • Melhoria do desempenho e comunicação com provedores externos.
  • Melhoria do desempenho financeiro.
  • Melhoria da conscientização e engajamento do pessoal.
  • Gestão efetiva de riscos e oportunidades.
  • Aumento da melhoria contínua.

NECESSIDADES E OPORTUNIDADES DE REVISÃO

Em outra seção do questionário, são feitas perguntas sobre os grandes itens da norma, de 4 a 10, solicitando que fossem apontadas ambiguidades, omissões, redundâncias, benefícios que não superam os custos, falta de aplicabilidade à organização ou, como última resposta, a ausência de falhas e lacunas (sem dificuldades).

Por fim, a pergunta mais interessante se refere aos tópicos que poderiam ser abordados em uma eventual revisão da Norma. Esta pergunta sinaliza temas emergentes, onde a ISO 9001 não aborda suficientemente ou não endereça totalmente, e onde há oportunidades de avançar. Veja a lista:

  • Experiência do cliente.
  • Aspectos de pessoas.
  • Gestão da mudança.
  • Integração de diferentes disciplinas da gestão (p.ex. saúde e segurança, meio ambiente, tecnologia da informação, segurança patrimonial).
  • Gestão do conhecimento.
  • Tecnologias emergentes.
  • Ética e integridade.
  • Cultura organizacional.
  • Gestão de relacionamentos mutualmente benéficos.
  • Inovação.
  • Economia circular.
  • Agilidade.
  • Mudança demográfica.
  • Aspectos sobre informação.
  • Mudanças climáticas.
  • Planejamento de continuidade do negócio.

A pergunta também dá oportunidade para listar outros temas sugeridos para análise em eventual revisão da ISO 9001. Sugeri “aspectos financeiros”.

CONCLUSÃO

Este questionário nos faz pensar sobre os benefícios do Sistema de Gestão da Qualidade e sua certificação conforme a ISO 9001, sobre o que é crítico para a qualidade dos produtos e processos, e o que a gestão deveria abordar. Também nos remete à análise das megatendências e a um exercício de futurologia e de montagem do quebra-cabeças com os dados que vamos acessando e coletando, para preparar a trilha de aprendizagem para o nosso futuro comum.

Há grande espaço para evoluir com a melhoria contínua, com a experiência do cliente na jornada de compra. Com a sua satisfação. Com o desenho de produtos e serviços a partir da perspectiva do consumidor/cliente, que sejam mais amigáveis, simples e de melhor desempenho.

Verifica-se uma grande demanda para avançar em atributos dos processos e gestão para tornar a organização mais ágil, flexível, incorporando tecnologias emergentes e potencializando a gestão da inovação, a digitalização e automação efetiva, a gestão do conhecimento e o pensamento de startup.

Deveríamos avançar na liderança, cultura e gestão para tornar as organizações mais humanas, que aceitem os erros como aprendizado, que deem condições de crescimento pessoal aos colaboradores, aumentando o engajamento, atração e retenção de talentos e de jovens deste “admirável mundo novo” que se apresenta, mais diverso, multifacetado, conectado, com foco no agora.

Devemos caminhar também para integrar a gestão da qualidade a propósitos maiores da sociedade, atendendo a demandas de outras partes interessadas. Dentre estes temas, destaca-se a gestão ESG (“environmental, social and governance” – ver artigo anterior), representados no questionário de avaliação da ISO 9001 pelos aspectos de pessoas, ética e integridade, economia circular, mudança demográfica e mudanças climáticas, não esquecendo dos temas de governança organizacional.

O caminho para integrar a gestão da qualidade à gestão dos processos de negócios e às diferentes dimensões empresariais (tais como a segurança da informação, a proteção e privacidade de dados, a segurança empresarial, a gestão de ativos e riscos) pode e deve ser trilhado para aprimorar a visão sistêmica e melhorar a alocação de recursos, com ganhos de sinergia, produtividade e custos, além da redução de riscos.

As organizações poderiam avançar sobremaneira para serem mais resilientes diante de eventos fora de sua rotina operacional, como o planejamento de continuidade dos negócios/gestão de crises, como inquestionavelmente sinalizado pela pandemia do covid-19. Mas também diante de um mundo cada vez mais volátil, incerto, complexo e ambíguo, através da melhoria da gestão da mudança.

Convido a todos a participar desta análise e da construção, junto com os elaboradores de normas, dos caminhos para a evolução da gestão da qualidade em direção ao desenvolvimento sustentável das organizações e da sociedade.

Michel Epelbaum – Diretor da Ellux Consultoria

Diretor da Ellux Consultoria. Tem mais de 25 anos de experiência nacional e internacional em gestão de sustentabilidade, qualidade, meio ambiente, saúde ocupacional e segurança, e compliance.  É membro dos Comitês Técnicos da ABNT de Gestão Ambiental, Antissuborno, Riscos, Governança, Responsabilidade Social e Energia. É Lead Assessor nas normas ISO 9001, ISO 14001, OHSAS 18001, ISO 45001, ISO 19600 e ISO 37001.

Consulte nossos serviços de Consultoria, Treinamento e Auditoria em Sistemas de Gestão, inclusive nas Normas  ISO 9001, ISO 31000, ISO 14001, ISO 37001, ISO 19600, ISO 45001, ISO 26000 e ISO 50001.

Saiba mais em nossos posts relacionados:

Órgãos fiscalizadores na Pandemia – decisões de interesse para as organizações

Coronavirus e Sistema de Gestão da Continuidade do Negócio

Adaptação das Auditorias de Certificação dos Sistemas de Gestão ISO à Pandemia

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ISO SURVEY 2017 e o Fim da Transição da ISO 9001:2015 e ISO 14001:2015 https://elluxconsultoria.com.br/iso-transicao-90012015-140012015/ https://elluxconsultoria.com.br/iso-transicao-90012015-140012015/#comments Mon, 10 Sep 2018 16:14:08 +0000 http://elluxconsultoria.com.br/?p=3034 Design by Freepik ISO SURVEY 2017 A ISO publicou na semana passada a sua ISO Survey 2017 – estatísticas de certificações das principais normas de sistemas de gestão da ISO, referentes a dez/17. No site podem ser consultados os dados mais detalhados das certificações por tipo e versão de norma, ano, região, país e setor

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ISO SURVEY 2017

A ISO publicou na semana passada a sua ISO Survey 2017 – estatísticas de certificações das principais normas de sistemas de gestão da ISO, referentes a dez/17.

No site podem ser consultados os dados mais detalhados das certificações por tipo e versão de norma, ano, região, país e setor industrial.

Segue a tabela comparativa (2016 e 2017) de certificações.

NOTAS:

  1. neste ano houve variação significativa do modo de reportar os dados de um importante certificador, o que levou à redução de número de certificações em vários países;
  2. neste ano decidiu-se eliminar a contagem de sites, somente remanescendo os dados de contagem de certificados
  3. houve mudança de contagem de certificados na Alemanha e Itália, produzindo grande redução do número de certificados nestes países (especialmente na ISO 9001, e especialmente na Itália).
  4. – Ainda não foram consideradas outras normas mais recentes de Sistemas de Gestão, como a ISO 37001  – Sistema de Gestão Antissuborno.

Pode-se comentar:

– Diminuiu em 4% o número de certificações ISO 9001(mas veja as notas à tabela acima, que justificam esta queda mais por motivos metodológicos do que das certificações efetivas). No Brasil, o número de certificações ISO 9001 caiu de 20.908 (2016) para 17.165 (2017)… enquanto que o número de certificações ISO 14001  caiu de 3.076 (2016) para 2.948 (2017).

– As normas que apresentaram o maior crescimento percentual de certificações foram a ISO 28000 e a ISO 39001.

FIM DA TRANSIÇÃO DA ISO 9001:2015 E ISO 14001:2015

Está acabando o prazo para a transição ISO 9001:2015 e ISO 14001:2015. As organizações que ainda não fizeram a transição de seus certificados, tem até o dia 15 de setembro de 2018 (ou o prazo acordado com o Órgão Certificador)para fazer a mudança para a versão 2015. Caso não proceda à atualização até essa data, a empresa poderá ter sua certificação suspensa ou cancelada.

Importante relatar que os dados da ISO Survey 2017 mostram que decorridos cerca de 75% do prazo de transição (em dez/17), o número de certificações pela norma ISO 9001 nova é somente de cerca de 42% do total, e o da ISO 14001 equivale a cerca de 56% do total. Isto indica que a migração está indo mais devagar em relação ao prazo final de transição (ainda mais considerando que dentro deste número estão inclusas as empresa com certificação nova)…

No Brasil o dado ilustrado de certificações para a ISO 9001:2015 era alarmante, representando somente  33% das certificações totais em dez/2017; e das certificações ISO 14001:2015 representava 68% do total… Algumas consultas a clientes e certificadoras mostram que ainda há empresas realizando a transição…).

Vale o alerta para se manter atualizado em relação às estatísticas da certificação, e não perder o prazo de transição!

Michel Epelbaum – Diretor da Ellux Consultoria

Consulte nossos serviços de Consultoria, Treinamento e Auditoria em Sistemas de Gestão, inclusive nas Normas  ISO 14001:2015, ISO 9001:2015, ISO 45001, OHSAS 18001, ISO 50001, ISO 37001.

Saiba mais sobre este assunto em nossos posts relacionados:

Reflexões sobre a Implementação na Prática da ISO 9001 e 14001:2015 Parte 1

Reflexões sobre a Implementação na Prática da ISO 9001 E 14001:2015 Parte 2

Estatísticas de Certificações ISO – 2016 PARTE 1

Estatísticas de Certificações ISO 2016 – PARTE 2

  

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REFLEXÕES SOBRE A IMPLEMENTAÇÃO NA PRÁTICA DA ISO 9001 e 14001:2015 PARTE 2 https://elluxconsultoria.com.br/implementacao-iso90012015-iso140012015/ https://elluxconsultoria.com.br/implementacao-iso90012015-iso140012015/#comments Mon, 26 Mar 2018 18:22:47 +0000 http://elluxconsultoria.com.br/?p=2493 Como no post da semana passada: Reflexões sobre a Implementação na Prática da ISO 9001 e 14001:2015 parte 1, neste post continuo a apresentar alguns pontos e discussões para quem está fazendo a atualização ou implementação de Sistemas de Gestão na versão 2015 das normas ISO 9001 e ISO 14001, já lastreada no novo modelo

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Como no post da semana passada: Reflexões sobre a Implementação na Prática da ISO 9001 e 14001:2015 parte 1, neste post continuo a apresentar alguns pontos e discussões para quem está fazendo a atualização ou implementação de Sistemas de Gestão na versão 2015 das normas ISO 9001 e ISO 14001, já lastreada no novo modelo de normas de Sistemas de Gestão – SG da ISO (HLS), e outros SGs (p.ex. saúde ocupacional e segurança- ISO 45001, energia – ISO 50001, compliance – ISO 19600, antissuborno – ISO 37001, etc.)

Riscos e Oportunidades

A importância da gestão de riscos para as organizações vem crescendo nas últimas décadas, assim como os movimentos para a sua melhoria desde a década de 80/90 (gestão de riscos de crédito e financeiros), passando pela criação da Lei Sarbanes-Oxley em 2002, a criação do COSO II-ERM – Enterprise Risk Management em 2004 e a primeira versão em 2009 da Norma ISO 31000, atualizada em 2018 (gestão de riscos empresariais). Isto ocorreu por conta do aumento dos riscos e pela percepção da importância de sua prevenção e da definição de sistemas mais robustos de controles.

Com a nova estrutura definida pela ISO para as normas de SG, a determinação, avaliação e tratamento dos riscos e oportunidades passaram a ser incorporados no seu modelo para todos os temas (já fazia parte do universo da gestão de meio ambiente, saúde/segurança ocupacional, qualidade automotiva e outros temas, mas foi mais explicitada em outros temas). E o requisito consiste de um processo de gestão de riscos e oportunidades, contemplando as suas várias etapas/PDCA, passando pela sua identificação até o acompanhamento de seu tratamento e revisão do ciclo.

As normas de SG não são prescritivas quanto à metodologia a ser empregada, que pode variar bastante (veja a Norma ISO 31010, que abrange 41 metodologias). Em muitas empresas já convivem metodologias distintas de avaliação de riscos para temas como:

[wp-svg-icons icon=”forward-3″ wrap=”i”] Saúde ocupacional e segurança

[wp-svg-icons icon=”forward-3″ wrap=”i”] Qualidade

[wp-svg-icons icon=”forward-3″ wrap=”i”] Meio Ambiente

[wp-svg-icons icon=”forward-3″ wrap=”i”] Compliance

[wp-svg-icons icon=”forward-3″ wrap=”i”] Gestão de projetos

[wp-svg-icons icon=”forward-3″ wrap=”i”] Finanças

[wp-svg-icons icon=”forward-3″ wrap=”i”] Segurança Patrimonial

[wp-svg-icons icon=”forward-3″ wrap=”i”] ERM/Controles Internos

Além disto, nas normas de SG estamos falando de identificar, análise, avaliar e tratar diferentes tipos de riscos, tais como os:

[wp-svg-icons icon=”pushpin” wrap=”i”] estratégicos, incluindo aqueles relacionados às partes interessadas e de reputação

[wp-svg-icons icon=”pushpin” wrap=”i”] de compliance e  legais

[wp-svg-icons icon=”pushpin” wrap=”i”] financeiros

[wp-svg-icons icon=”pushpin” wrap=”i”] operacionais (dos processos operacionais), incluindo de projetos/transações/atividades específicos, incluindo pessoas e parceiros.

Vale comentar que neste universo da gestão de riscos, as oportunidades vêm ganhando mais atenção, nos vários temas, o que não é necessariamente direto e intrínseco: oportunidade não é o inverso do risco, e não necessariamente temos oportunidades associadas aos riscos. E a visão mais imediata se concentra mais nos riscos do que nas oportunidades. Como o nosso cérebro: a neurociência afirma que tememos mais perder algo do que ganhar algo.

Percebemos nos projetos de implementação/atualização dos SGs um certo entendimento do conceito de riscos, mas também uma certa mistura entre os tipos de riscos, inclusive com os riscos já levantados (p.ex. aqueles já avaliados nas famosas planilhas de aspectos e impactos ambientais), e uma certa dúvida sobre que caminho seguir para atender às normas.

Não se trata somente de fazer de novo ou complementar uma avaliação de aspectos e impactos, ou um FMEA de projeto, ou uma APR de saúde ocupacional e segurança. Temos de lembrar de um requisito fundamental das normas: de buscar a integração aos processos de negócios – temos de avaliar qual a metodologia empregada para cada tipo de risco/oportunidade a ser avaliado, até podendo ser empregada uma única, mas desde que seja a que agrega mais valor por ser a que otimiza o processo.

Para avaliar os riscos/oportunidades estratégicos, podemos até usar uma SWOT, se o próprio processo estratégico o utilizar. Para avaliar os riscos/oportunidades ligados às partes interessadas e legais, pode(m) ser empregada(s) outra(s) metodologia(s), até mesmo a mais simples “brainstorming”, dependendo da complexidade/tamanho e outros fatores do negócio/processo.

No caso dos riscos operacionais, já são empregadas metodologias como a FMEA, APR, avaliação de aspectos e impactos ambientais, etc. Não se trata de repetir os levantamentos, mas de “enxergar” riscos e oportunidades nestes processos e operações de uma maneira mais ampla…

Quanto mais este processo for integrado (e as metodologias forem as mesmas) para a gestão empresarial e seus vários temas, melhor para a organização…

Outra questão que merece atenção é o planejamento para abordar os riscos e oportunidades, que já existia nas normas que falavam de avaliar riscos (como a ISO 14001, a OHSAS 18001 – agora ISO 45001), mas não estava tão explícito. O que demanda um processo de gestão destes riscos e oportunidades.

No próximo post continuo com a discussão sobre a adaptação ao novo modelo de SG.

Michel Epelbaum – Diretor da Ellux Consultoria

Consulte nossos serviços de Consultoria, Treinamento e Auditoria em Sistemas de Gestão, inclusive nas Normas  ISO 9001, ISO 14001, ISO 45001 e OHSAS 18001, ISO 50001, ISO 19600 e ISO 37001, ISO 26000.

Saiba mais sobre este assunto em nossos posts relacionados:

Reflexões sobre a Implementação na Prática da ISO 9001 e 14001:2015 parte 1

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IATF 16949 (Norma de Qualidade Automotiva) também demanda Requisitos de Compliance! https://elluxconsultoria.com.br/normaiatf16949/ https://elluxconsultoria.com.br/normaiatf16949/#respond Tue, 22 Aug 2017 13:43:43 +0000 http://elluxconsultoria.com.br/?p=1704 Na esteira das revisões das normas de sistemas de gestão da ISO (p.ex. ISO 9001 e ISO 14001), as normas setoriais de qualidade acabam seguindo as tendências e nova estrutura definida no Anexo HLS  (High Level Structure) da ISO, bem como as demais mudanças desta norma da qualidade. Chamou-me a atenção a situação particular da

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Na esteira das revisões das normas de sistemas de gestão da ISO (p.ex. ISO 9001 e ISO 14001), as normas setoriais de qualidade acabam seguindo as tendências e nova estrutura definida no Anexo HLS  (High Level Structure) da ISO, bem como as demais mudanças desta norma da qualidade.

Chamou-me a atenção a situação particular da norma IATF 16949, que especifica requisitos de responsabilidade corporativa, além dos requisitos do sistema da qualidade para a concepção/desenvolvimento, produção, instalação e manutenção de todos os produtos automotivos.

Responsabilidade Corporativa

Como parte do item 5. Liderança, a Norma IATF 16949 introduziu um novo requisito chamado 5.1.1.1 Responsabilidade Corporativa, que exige:

“A organização deve definir e implementar políticas de responsabilidade corporativa, incluindo, no mínimo, uma política antissuborno, um código de conduta dos colaboradores e uma política de escalação sobre ética (“política de delação”).”

IATF 16949:2016

Esta norma foi publicada em outubro passado pela International Automotive Task Force (IATF), baseada na norma de gestão da qualidade ISO 9001:2015, substituindo progressivamente a ISO/TS 16949:2009 (Sistemas de Gestão da Qualidade – Particular Requisitos particulares para a aplicação da ISO 9001 para a produção automotiva e serviço pertinente) até 14/09/2018 (quando serão cancelados todos os certificados por esta norma ISO TS). Apesar de alinhada à ISO 9001, a nova Norma não está mais sob a guarda do sistema ISO, mas sim sob as definições do setor automobilístico, tendo mais autonomia para mudanças e ampliações de requisitos.

ISO/TS 16949:2009

 A ISO/TS 16949, por sua vez, foi desenvolvida pela mesma IATF e pela ISO, publicada inicialmente em 1999 (com revisões em 2002 e 2009), para estimular a melhoria da cadeia de suprimentos e do processo de certificação. Esta especificação se alinhou e suplantou as normas nacionais automotivas de sistema de qualidade (EUA, Alemanha, França e Itália) existentes, incluindo a QS-9000, VDA6.1, EAQF e a ASQ. Esta é uma norma muito relevante e popular no setor: a última estatística divulgada pela ISO (2015), mostra 62.944 certificados emitidos na norma ISO TS 16949. Na verdade, para a maior parte dos fabricantes automotivos líderes, a certificação para esta especificação é um requisito obrigatório para se fazer negócios.

A Norma contemplava a obrigação de cumprir os requisitos de clientes, regulatórios e estatutários, porém com a abrangência da qualidade (e pontualmente, as normas automotivas também abordam alguns aspectos específicos de segurança de pessoas e de meio ambiente/resíduos associados aos produtos).

Impactos dos Requisitos de Compliance e Antissuborno da IATF 16949:2016

O fato de uma norma de qualidade (particularmente esta do setor automotivo) incluir especificamente requisitos sobre Compliance e Antissuborno, mesmo que gerais e estratégicos, representa uma sinalização positiva sobre a importância do tema:

[wp-svg-icons icon=”hammer-2″ wrap=”i”] Ganham mais relevância na gestão estratégica das empresas que adotam estas normas (independentemente das mesmas já terem as práticas);

[wp-svg-icons icon=”hammer-2″ wrap=”i”] Passam a ser requisitos auditados periodicamente, tanto internamente como pelas entidades certificadoras;

[wp-svg-icons icon=”hammer-2″ wrap=”i”] As montadoras intencionam a sua implementação na cadeia automobilística como um todo (o que representa um amplo universo – estimado em quase 63 mil, somente tendo em vista os certificados atuais da ISO/TS 16949).

Esta abordagem pode ser adotada por outras normas setoriais ou multitemáticas.

São mais indícios do crescimento da importância da Gestão de Compliance e Antissuborno, junto com a ampliação da procura da certificação conforme as Normas ISO 19600 e ISO 37001. A ética, a integridade e os resultados empresariais agradecem!

Michel Epelbaum – diretor da Ellux Consultoria

Consulte nossos serviços de Consultoria, Treinamento e Auditoria em Sistemas de Gestão de Sustentabilidade/Compliance/Integridade, inclusive nas Normas ISO 14001:2015 – ambiental, ISO 50001 – energia, ISO 26000 – responsabilidade social, ISO 37001 – antissuborno e ISO 19600– compliance.

Saiba mais sobre este assunto em nossos posts relacionados:

MOVIMENTOS PARA CERTIFICAÇÃO ISO 19600 – COMPLIANCE E ISO 37001 – ANTISSUBORNO

RESPONSABILIDADE SOCIAL E INTEGRIDADE CADA VEZ MAIS REQUISITADOS!

IMPACTOS ECONÔMICOS: CORRUPÇÃO E AMEAÇAS AO DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL

MAIS INFORMAÇÕES SOBRE COMPLIANCE, CORRUPÇÃO E SEU COMBATE

A IMPORTÂNCIA DA AVALIAÇÃO DE RISCOS NOS SISTEMAS DE GESTÃO DE COMPLIANCE

NBR ISO 37001 (ANTISSUBORNO) E OS MOVIMENTOS PARA SUA CERTIFICAÇÃO

PRINCIPAIS DISTINÇÕES ENTRE COMPLIANCE – ISO 19600 E ANTISSUBORNO – ISO 37001

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Norma ISO 9001:2015 https://elluxconsultoria.com.br/norma-iso-90012015/ https://elluxconsultoria.com.br/norma-iso-90012015/#respond Tue, 01 Sep 2015 13:11:17 +0000 http://elluxconsultoria.com.br/?p=1718 PRINCIPAIS MUDANÇAS A revisão 2015 da ISO 9001 deverá ser publicada agora em setembro (a versão brasileira já está em consulta pública). Alguns pontos de mudança da ISO 9001 originaram-se da adoção do Anexo SL das Diretivas ISO – Estrutura de Ato Nível, que padroniza títulos de subcláusulas, texto principal, termos comuns e definições fundamentais,

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PRINCIPAIS MUDANÇAS

A revisão 2015 da ISO 9001 deverá ser publicada agora em setembro (a versão brasileira já está em consulta pública).
Alguns pontos de mudança da ISO 9001 originaram-se da adoção do Anexo SL das Diretivas ISO – Estrutura de Ato Nível, que padroniza títulos de subcláusulas, texto principal, termos comuns e definições fundamentais, para melhorar a compatibilidade e alinhamento entre todas as normas de sistemas de gestão ISO. Os principais pontos de revisão que são comuns a todas as normas de sistemas de gestão são: – revisão do PDCA do Sistema de Gestão da Qualidade:

P (planejamento)

Foi separado e ganhou um requisito sobre ações para endereçar riscos e oportunidades para o SGQ;

D (suporte e operação)

Requisitos de outros elementos foram transferidos para um novo requisito chamado “Liderança”;

C (avaliação de desempenho)

Recebeu o elemento de análise crítica pela administração, e o requisito de ações corretivas e preventivas foi transferido para o A (melhoria);

A (melhoria)

Foi o que mais se manteve próximo da versão anterior.

Novo requisito: Contexto da Organização

Um novo requisito compreendendo o contexto da organização foi incorporado para identificar e alavancar oportunidades para o benefício da organização. Particular atenção é dada a questões relacionadas com as necessidades e expectativas das partes interessadas que possam afetar a organização ou serem afetadas por esta.

Documentação – refletindo a evolução dos sistemas informatizados e computação nas nuvens para rodar sistemas de gestão, a revisão incorpora o termo “informação documentada”, em lugar de «documentos» e «registros». Não são obrigatórios procedimentos/manual para assegurar o controle efetivo dos processos, cabendo à organização determinar a sua necessidade e abrangência.

Principais Mudanças Específicas

[wp-svg-icons icon=”tag” wrap=”i”] Maior ênfase na geração de valor para a organização e para seus clientes. A nova versão é voltada a geração de resultados e a melhoria dos mesmos.

[wp-svg-icons icon=”tag” wrap=”i”] Maior ênfase na mentalidade de riscos. Apesar de exigido, não há requisito para a implementação de um processo formal de gestão de riscos (p.ex. ISO 31000);

[wp-svg-icons icon=”tag” wrap=”i”] Solicita que as organizações levem em consideração as partes interessadas e todos os processos envolvidos (não apenas os seus clientes).

[wp-svg-icons icon=”tag” wrap=”i”] Maior envolvimento da alta direção.

[wp-svg-icons icon=”tag” wrap=”i”] Maior facilidade na aplicação dos requisitos às empresas de “serviços”.

[wp-svg-icons icon=”tag” wrap=”i”] Devem ser implementados todos os requisitos da norma, se eles forem aplicáveis ao escopo determinado, não havendo “exclusões” de escopo (deve se justificar qualquer requisito considerado não aplicável pela organização ao escopo, e estes não podem afetar a sua capacidade ou responsabilidade de assegurar a conformidade de seus produtos e serviços e a elevação da satisfação do cliente).

[wp-svg-icons icon=”tag” wrap=”i”] Introdução de requisito relacionado à gestão do conhecimento.

[wp-svg-icons icon=”tag” wrap=”i”] Reforço dos requisitos relacionados a abordagem de processos, comunicação, conscientização, mensuração de objetivos, ambiente de trabalho controle sobre processos/produtos/serviços providos externamente, pós-entrega e gestão de mudanças.

[wp-svg-icons icon=”tag” wrap=”i”] As ações preventivas continuam sendo obrigatórias, apesar de não serem explicitadas, mas não da mesma forma e junto com as ações corretivas (a versão 2015 pretende reforçar o conceito de ação preventiva como uma forma de eliminar ou mitigar riscos).

TRANSIÇÃO

Um processo de 3 anos de transição da certificação para esta nova versão foi estabelecido pelo IAF (International Accreditation Forum), no documento IAF ID9:2015, publicado em 12/01/2015, em conjunto com o ISO Committee on Conformity Assessment (CASCO), a partir da data de publicação da ISO 9001:2015.

Certificações ISO 9001:2008 não serão válidas após 3 anos da data de publicação da norma. A data de expiração dos certificados ISO 9001:2008 emitidos durante o período de transição devem corresponder à data final do período de 3 anos a partir da data de publicação da ISO 9001:2015.

Michel Epelbaum – diretor da Ellux Consultoria

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