Arquivo de ISO 31000 - Ellux Consultoria https://elluxconsultoria.com.br/tag/iso-31000/ A ellux é uma empresa de consultoria em gestão da sustentabilidade econômica, ambiental e social, gestão de riscos, de compliance e da qualidade. Wed, 02 Dec 2020 19:12:10 +0000 pt-BR hourly 1 Handbook da ISO 31000 – Importante apoio para a sua implementação https://elluxconsultoria.com.br/handbook-iso-31000/ https://elluxconsultoria.com.br/handbook-iso-31000/#respond Wed, 02 Dec 2020 16:48:07 +0000 https://elluxconsultoria.com.br/?p=6194 Design by Freepik Como já de conhecimento dos especialistas, a Norma ISO 31000:2018 – Gestão de riscos – Diretrizes – se transformou em uma das normas mais importantes da ISO. Ela se tornou fundamental para a gestão dos diversos assuntos importantes para as organizações. A abordagem e mentalidade de riscos passou a fazer parte das

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Como já de conhecimento dos especialistas, a Norma ISO 31000:2018 – Gestão de riscos – Diretrizes – se transformou em uma das normas mais importantes da ISO. Ela se tornou fundamental para a gestão dos diversos assuntos importantes para as organizações. A abordagem e mentalidade de riscos passou a fazer parte das normas de sistemas de gestão da ISO, como a ISO 9001, a ISO 14001, ISO 45001, ISO 37001, ISO 27001, e várias outras. Em um mundo volátil, incerto, complexo e ambíguo, a adequada avaliação dos riscos se tornou fator crítico de sucesso. Virou uma linguagem universal que abrange desde a saúde pública (como bem o prova a pandemia da covid19), finanças, projetos, planejamento estratégico, gestão dos processos, até na determinação de pessoas introvertidas e extrovertidas (veja o livro Poder dos Quietos, de Susan Cain).

Todos os desdobramentos da ISO 31000 são importantes. Podemos citar aqui a fundamental norma IEC 31010:2019 – Gestão de riscos – técnicas de avaliação de riscos, que traz um raio X de 41 técnicas de identificação, análise e avaliação de riscos, aplicáveis (e oriundas) de diversos setores e tema. Também merece destaque a ISO Guia 73 – Gestão de riscos – vocabulário, ora em revisão.

Está em elaboração pelo Comitê Técnico/TC 262 da ISO (responsável pela elaboração das normas de gestão de riscos e seus documentos normativos de apoio) um Manual de Diretrizes da ISO 31000 com expectativa de publicação no primeiro trimestre de 2021. Neste artigo, trago alguns dos pontos mais importantes deste documento.

QUAL O OBJETIVO DO MANUAL DE DIRETRIZES DA ISO 31000?

O manual foi elaborado para apoiar as organizações em como integrar a gestão de riscos em suas atividades. Para tanto, ele contém informações sobre os princípios, planejamento, processos, comunicação, monitoramento e análise crítica e melhoria contínua da gestão de riscos. Também explica como:

• usar os princípios de gestão eficaz e eficiente de risco na forma como ele é gerenciado;

• desenvolver um plano para integrar o risco nos arranjos existentes de uma organização;

• aprimorar a cultura organizacional com relação ao gerenciamento de riscos;

• aplicar o processo de gestão de risco para identificar, analisar, avaliar e, onde requerido, tratar o risco;

• comunicar e fazer consulta com as partes interessadas;

• monitorar e analisar criticamente o plano e processo de gestão de riscos; e

• melhorar continuamente com base no contexto e nas lições aprendidas.

Ele prove informações tanto para aqueles que estão começando a jornada da gestão de riscos, como para aqueles que demandam diretrizes adicionais para melhorar a sua gestão de riscos.

A QUEM SE APLICA O MANUAL DE DIRETRIZES DA ISO 31000?

Como a própria ISO 31000, este manual se aplica a todos os tipos e tamanhos de organizações, bem como a todos os tipos de riscos. Ele pode ser aplicado a uma organização como um todo, e às suas atividades.

QUAIS SÃO OS BENEFÍCIOS DA ISO 31000 SEGUNDO O MANUAL DE DIRETRIZES?

A implementação e melhoria da gestão de riscos apoia os objetivos da organização, e auxilia a proteger seu valor. Neste sentido, é fundamental entender “valor” para a organização, de modo que a gestão de riscos possa alcançar seu objetivo.

São referidos no Manual os seguintes benefícios da implementação e integração da gestão de riscos através da organização:

  • auxiliar a alcançar seus objetivos;
  • prover informações contínuas, consistentes e confiáveis às partes interessadas pertinentes;
  • uso mais eficiente de capital e recursos;
  • a capacidade de reconhecer e capturar oportunidades e ameaças rapidamente, e de responder adequadamente a elas;
  • uma redução na probabilidade e impacto das perdas;
  • decisões mais claras e mais bem informadas;
  • menores custos de conformidade/auditoria;
  • redução de custos com o uso de informações de risco para agilizar e melhorar os processos;
  • melhor gestão dos aspectos humanos e culturais que afetam o desempenho;
  • uma maior compreensão dos eventos potenciais e da capacidade de influenciar seus resultados.

QUEM SÃO OS ENVOLVIDOS NA GESTÃO DE RISCOS?

A ISO 31000 e o Manual de Diretrizes referido neste artigo tratam especificamente dos papéis e responsabilidades dos agentes envolvidos na gestão de riscos, particularmente do Conselho de Administração e órgãos de supervisão, alta direção, partes interessadas, donos dos riscos, e responsável pelo processo de gestão de riscos da organização.

QUAIS SÃO AS PRINCIPAIS ORIENTAÇÕES DO MANUAL DA ISO 31000 SOBRE O PROCESSO DE GESTÃO DE RISCOS?

  • Incorporar a gestão de riscos nos processos de tomada de decisões, contribuindo para que eles sejam informados, lógicos, estruturados e consistentes. Para tanto, é importante entender quem são os tomadores de decisão, quem são os responsáveis pela sua implementação, quais são as atitudes de tomada de riscos das pessoas envolvidas, as implicações das decisões para a organização, dentre outras informações;
  • Integrar a gestão de risco à estratégia e ao contexto organizacional, à elaboração, monitoramento e análise crítica dos objetivos e planos estratégicos;
  • Comprometimento da liderança com a gestão de riscos, sendo que o Manual lista algumas questões para demonstrá-lo, como se os riscos são discutidos em todos os níveis da organização, se recursos apropriados são previstos para esta gestão; se os donos do risco identificam e entendem seus respectivos riscos e como gerenciá-los; se os riscos pertinentes são escalados para a alta direção, se há uma função de gestão de riscos na organização
  • Realizar uma Gap Analysis das práticas existentes para a gestão de riscos, como base para entender a situação atual e definir um plano para alcançar a situação desejada.O Manual lista algumas perguntas úteis para realizar esta avaliação, sobre técnicas, cultura, estrutura, papéis e responsabilidades, políticas e procedimentos, dentre outras. O Anexo A do Manual traz um exemplo de Gap Analysis;
  • Definir o bussiness case, com as opções de abordagem, e aquela selecionada para a implementação da gestão de riscos. O Manual sugere o seu conteúdo;
  • Elaborar um plano de ação da gestão de riscos, sendo que o Manual lista detalhadamente o seu conteúdo sugerido, como objetivo, visão, escopo, elementos, dentre outros;
  • Desenhar uma estrutura de gestão de riscos adequada à organização, que inclui a determinação do contexto, as políticas, os recursos, o processo, a estrutura e as técnicas para possibilitar a implementação do gerenciamento de riscos em uma organização. O Manual provê exemplos de objetivos. Vale comentar que ele sugere ainda que pode ser uma estrutura, um sistema ou um programa de gestão de riscos (apesar de haver grandes diferenças conceituais e práticas entre estes);
  • O handbook auxilia na determinação dos papéis e responsabilidades dos conselhos de administração/boards, Alta direção, stakeholders internos, donos dos riscos, gestor de riscos da organização;
  • Garantir o treinamento e competências do pessoal envolvido com a gestão de riscos, e estabelecer supervisão das atividades. O Manual provê um exemplo sobre o assunto;
  • Considerar fatores críticos de sucesso, sendo que o Manual lista possíveis conteúdos, e dá um exemplo de aplicação;
  • Gerenciar a mudança organizacional representada pela gestão de riscos – o manual sugere pontos desta gestão, como a definição dos patrocinadores e apoiadores da gestão, barreiras a serem superadas, meios de reconhecimento, dentre outros;
  • Avaliar a eficácia da gestão de riscos – um dos pontos onde o Manual mais agrega à é o da avaliação da eficácia, uma vez que a ISO 31000 é bastante enxuta no que tange a esta etapa. O documento detalha melhor os métodos para avaliação da eficácia, tanto externos (p.ex. benchmarking, modelos de maturidade, publicações de órgãos diversos e redes de relacionamentos) como internos (p.ex. uso de mapas/ diagramas, pesquisas e entrevistas, auditoria, análise críticas periódicas). Além disto, auxilia nos tópicos a serem avaliados, trazendo inclusive algumas questões de apoio a esta etapa;
  • Buscar a melhoria contínua – este é outro item do guia que agrega valor à ISO 31000, listando questões para avaliar o alcance da melhoria contínua, e enfatizando que o uso de indicadores de desempenho pode ser eficaz. Para tanto, traz algumas questões de apoio, e exemplos de indicadores qualitativos. Além disto, contém um tópico sobre a importância de se trabalhar com lições aprendidas, listando algumas questões para esta análise.

QUAIS SÃO AS PRINCIPAIS DIRETRIZES DO MANUAL DA ISO 31000 SOBRE O PROCESSO DE AVALIAÇÃO DE RISCOS?

  • Realizar comunicação e consulta com as partes interessadas – o Manual dá orientações sobre a identificação, definição de estratégias de comunicação, e uma lista de questões para auxiliar na determinação de consulta efetiva com as partes interessadas pertinentes.
  • Definir o escopo e contexto da avaliação de riscos – o documento traz exemplos para auxiliar na determinação do contexto para este processo;
  • Definir o critério de risco – o manual sugere alguns pontos para apoiar o estabelecimento de um critério apropriado, tais como: quando o risco é inaceitável de forma que a atividade deva ser parada imediatamente, quando o benefício potencial é suficiente para marcar o risco como aceitável, como julgar a significância relativa dos riscos para subsidiar a alocação de recursos. Ela traz ainda exemplos de critérios de risco a erem adotados;
  • Identificar os riscos – o guia traz exemplos de meios para realizar esta identificação, incluindo orientações de apoio e o uso de técnicas contidas na norma IEC 31010 – Gestão de Riscos – Técnicas de avaliação de riscos;
  • Definir categorias de riscos – o manual sugere a categorização de riscos, a critério da organização, quando o número de riscos for grande e demandar esforços extras de gestão. Esta abordagem traz vantagens como análise e tratamento similar (ou em conjunto) para iguais riscos de processos distintos. O Anexo B traz exemplos de categorias de risco, expostas na tabela a seguir. Também traz exemplos de riscos identificados nas categorias sugeridas.
Categorias de riscos
  • Analisar os riscos – o documento enfatiza a importância de se conhecer os riscos, obtendo informações sobre as suas consequências, causas, probabilidades, controles existentes e sua eficácia, obtendo ao final um nível de risco. São ilustrados exemplos de checagens/testes a serem feitos para verificar a eficácia dos controles existentes, de modo a determinar ações adicionais de tratamento. São apresentadas também orientações para a seleção de critérios para a realização da análise
  • Avaliar os riscos – o manual orienta a comparação entre o nível de risco e o critério adotado para ele, de modo a avaliar a sua significância e apoiar a tomada de decisões quanto à necessidade de tratamento adicional e alocação de recursos. Também sinaliza para integrar no planejamento as oportunidades identificadas durante o processo;
  • Tratar os riscos – neste tópico, o documento explica melhor as opções de tratamento dos riscos (reter, evitar, compartilhar e modificar), adiciona orientações sobre a sua definição e planejamento, e traz um exemplo ilustrativo desta etapa;
  • Monitorar e analisar criticamente os riscos – o guia traz poucas orientações adicionais sobre esta fase;
  • Registrar e reportar – como na etapa anterior, o guia traz poucas orientações adicionais em relação à ISO 31000;

CONCLUSÃO

Considerando a importância da gestão de riscos em nossa vida e das organizações, quaisquer orientações para aumentar a eficácia deste processo é essencial.

Neste sentido, o Handbook da ISO 31000 cumpre o seu papel em adicionar diretrizes para entender e aplicar a norma de gestão de riscos, e integrar seus elementos na gestão empresarial.

Vamos aguardar a sua publicação e disponibilização!

Michel Epelbaum – Diretor da Ellux Consultoria

Diretor da Ellux Consultoria. Tem mais de 25 anos de experiência nacional e internacional em gestão de sustentabilidade, qualidade, meio ambiente, saúde ocupacional e segurança, e compliance. É membro dos Comitês Técnicos da ABNT de Gestão Ambiental, Antissuborno, Riscos, Governança, Responsabilidade Social e Energia. É Lead Assessor nas normas ISO 9001, ISO 14001, OHSAS 18001, ISO 45001, ISO 19600 e ISO 37001.

Consulte nossos serviços de Consultoria, Treinamento e Auditoria em Sistemas de Gestão, inclusive nas Normas  ISO 31000, ISO 14001, ISO 9001, ISO 45001, OHSAS 18001, ISO 37001, ISO 19600, ISO 50001.

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Gestão de riscos, tomada de decisões e estresse https://elluxconsultoria.com.br/gestao-riscos-decisoes/ https://elluxconsultoria.com.br/gestao-riscos-decisoes/#respond Mon, 11 Feb 2019 22:31:18 +0000 http://elluxconsultoria.com.br/?p=3954 Design by Freepik Este texto nasceu da minha análise do estresse causado pelas muitas decisões a tomar – cotidianas, de investimentos, de negócios, de saúde e outras. Mas escrevo atônito este artigo, diante da notícia da morte do jornalista Ricardo Boechat, que ouvia frequentemente, sempre que próximo do rádio no horário da manhã. Considerava um

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Este texto nasceu da minha análise do estresse causado pelas muitas decisões a tomar – cotidianas, de investimentos, de negócios, de saúde e outras.

Mas escrevo atônito este artigo, diante da notícia da morte do jornalista Ricardo Boechat, que ouvia frequentemente, sempre que próximo do rádio no horário da manhã. Considerava um companheiro de crítica dos fatos/eventos marcantes do mundo, como também dos agentes (ir)responsáveis. Ria muito, e ouvia extasiado as suas aulas de dialética e de construção de discursos lógicos, honestos, verdadeiros e muito empáticos com o cidadão ouvinte comum.

Muitas das críticas de sua lúcida metralhadora se dirigiam aos políticos e homens públicos, mas também para os muitos erros (e “erradores”) das tragédias diárias, que têm se repetido à exaustão. E neste sentido, estão alinhados com a essência da gestão de riscos, seus controles sobre as potenciais causas, a responsabilização na cadeia de comando, a investigação justa e precisa dos fatos, tendo a integridade e ética como princípio norteador.

VUCA X Gestão de Riscos X Tomada de Decisões X Estresse

Voltando ao processo de tomada de decisões, as ocorrências recentes, como o rompimento da barragem de rejeitos de Brumadinho e o incêndio no Centro de Treinamento do Flamengo, só reforçam o objeto central da ideia deste texto:

gestão de riscos e tomada de decisões

EXEMPLO DA COMPRA DE NOTEBOOK

Como o da decisão a respeito de uma compra de notebook. Sou usuário e comprador de notebooks e computadores há mais de 20 anos… Um comprador experiente… Mas nas primeiras compras, havia menos marcas a considerar, menos modelos, menos lojas, menos atributos… Hoje, além do processador, memória, armazenamento, bateria, temos os subitens:

[wp-svg-icons icon=”point-right” wrap=”i”] Processador: a marca do fabricante, de quantos núcleos, i3, i5 ou i7 (ou os demais), de qual geração, privilegia desempenho ou gestão de energia, qual a frequência, se é compatível com o desempenho esperado;

[wp-svg-icons icon=”point-right” wrap=”i”] Memória: capacidade, soldada na placa mãe ou não, sobrará um slot ou não, expansível até qual capacidade, de tipo mais moderno (DDR4) ou não, terá acelerador de memória ou não, se é compatível com o desempenho esperado;

[wp-svg-icons icon=”point-right” wrap=”i”] Armazenamento: quantidade, tipo de tecnologia, se aceita SSD, se tem cartão de memória adicional, se é compatível com o desempenho esperado;

[wp-svg-icons icon=”point-right” wrap=”i”] Bateria: quantas células, quanto Wh, autonomia, qual a rapidez no carregamento, quantos ciclos dura, o material da bateria;

Isso sem falar de tela, placa de vídeo, webcam, portas USB, porta C, peso, tamanho, tipo de wireless, tipo de conexão para vídeo, qualidade do material do chassis, durabilidade, tipo do notebook (2 em 1, ultrabook, netbook, ultrafino, etc.) e outros…

Além deste poucos itens, ainda falta falar dos atributos não técnicos do notebook em si, como preço, promoção, forma de pagamento, reputação da loja, se esta loja será física ou online (e seu respectivo frete), assistência técnica, reclamações sobre a empresa e o produto (e a qualidade/presteza da resposta/tratamento)… Ufa…

Para evitar os riscos de descontinuidade operacional, quebra, lentidão, obsolescência, tenho de avaliar este conjunto de configurações e ofertas… Não ser avançado demais quanto à tecnológica, pois o preço ficará muito alto, não ser fraco demais, pois não atenderá à demanda, não comprar itens que não me servirão de nada, atender à mobilidade necessária para as muitas viagens atinentes ao meu tipo de trabalho, etc…

Só que no mundo VUCA online, modelos são rapidamente descontinuados, estoques acabam, promoções iniciam e terminam em uma noite, a necessidade inicial é alterada (aconteceu no meu caso), o dólar sobe e os preços mudam… Até achar o conjunto ideal, eu não sossego… É um processo. E isso gera estresse…

OUTROS EXEMPLOS COTIDIANOS

A este exemplo de informática, se somam dezenas de outras decisões cotidianas:

[wp-svg-icons icon=”arrow-right” wrap=”i”] Remédios – para evitar as consequências das doenças, gastamos mais e mais tempo , energia e dinheiro com médicos, exames e remédios… muito mais do que há anos atrás….hoje tenho uma gaveta inteira somente para os medicamentos, que abrangem assuntos diversos como pressão, tireoide, pro bióticos, garganta, varizes, homeopáticos, refluxo, vitaminas… alguns de manhã antes do café, outros depois do café, outros após o jantar, outros antes de dormir… Criamos hábitos, mas isso gera um estresse também. Ontem comprei um outro medicamento, e pronto, errei a dosagem ao somar com o anterior…;

[wp-svg-icons icon=”arrow-right” wrap=”i”] Investimentos – para evitar os riscos de perdas e aumentar os ganhos financeiros, temos de entender a China, o Trump, o Brexit, lições de macroeconomia, taxas de juros, saber ler as entrelinhas das atas de reuniões do Copom, entender as tendências econômicas dos candidatos políticos, a zona do Euro, o multilateralismo, os mercados setoriais de consumo, infraestrutura, imobiliário, commodities, conhecer os fundamentos de grandes empresas e small caps, saber que título (campeão, vice-campeão?) do tesouro direto aplicar… a velha e segura renda fixa, ou pé-no-peito com ações de empresas arrojadas?… Mais estresse na correlação risco-remuneração: ficar parado no DI – ganha pouco com segurança; aplicar em fundos multimercados (bolsa? geral? no exterior?) – alto risco x maior potencial de remuneração…;

[wp-svg-icons icon=”arrow-right” wrap=”i”] Nossas relações pessoais e o trabalho – quantos minutos nós passávamos, há 20 anos atrás, conversando e vendo notícias sobre amigos, durante o expediente de trabalho? Agora, se bobearmos, passamos um bom tempo lendo as mensagens de whatsapp dos (vários) grupos (e Facebook, Instagram, Twitter, You Tube e as várias outras redes sociais), desde as boas vindas ao dia que se inicia (ai ai ai) até fotos, vídeos, notícias do momento, exposições das vaidades alheias, douração dos egos e olimpos…Muitas interrupções e os barulhinhos dos celulares. Isso que nem falamos dos e-mails e dos muitos spams e propagandas desnecessárias… Quanto isso aumentou em relação há anos atrás?

CONCLUSÃO

Usei estes exemplos rotineiros, para ilustrar, dentro da MUVUCA cotidiana, a gestão de riscos, tomada de decisões e o estresse causado…

Não estou querendo eximir da responsabilidade os causadores dos acidentes ocorridos (de Brumadinho, do Ninho do Urubu do Flamengo, mas também de todos os vários ocorridos nestas últimas semanas). Nem da nossa responsabilidade em lidar com toda esta complexidade. Pelo contrário, devemos sinalizar que a gestão de riscos se faz indispensável… Cada vez mais…

E que os gestores das organizações privadas, públicas, agentes de fiscalização, classificadores de riscos, conselheiros de empresas, funcionários – todos devem entender a seriedade dos riscos envolvidos, e tomar decisões responsáveis e de maior grau de proteção quando vidas humanas estão em jogo…

E estar preparados para gestão de crises, pois um mundo VUCA sinaliza maiores chances de uma… Inclusive para o estresse do processo de tomada de decisões responsáveis… Pois tomar decisões irresponsáveis é fácil… Fazer muito com muito também… Pensar no curto prazo e fechar os olhos para as consequências de longo prazo para partes interessadas distantes também é fácil…

A exposição acima clama pela necessidade de evolução de conceitos, práticas, mentalidades, normas e modelos para a gestão de riscos.

É certo que há novos modelos, como a ISO 31000 e o COSO ERM renovados… Mas as derrotas da prevenção e as consequências produzidas pela falta de gestão de riscos, e pela contínua luta contra a MUVUCA pululam pelo mundo: os mortos e afetados pela falta de gestão em Brumadinho, Cataguases e Mariana; o patrimônio histórico cultural do Brasil (incêndio do Museu Nacional e Museu da Língua Portuguesa de São Paulo), os tantos mortos e feridos dos muitos acidentes em transportes e indústrias, o Ricardo Boechat, mas também todos nós estressados, diante de tanta luta cotidiana…

Michel Epelbaum – diretor da Ellux Consultoria

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Riscos Globais 2018 – Fórum Econômico Mundial https://elluxconsultoria.com.br/riscos-globais-2018/ https://elluxconsultoria.com.br/riscos-globais-2018/#comments Tue, 23 Jan 2018 19:47:41 +0000 http://elluxconsultoria.com.br/?p=2212 Em tempos de COSO ERM (Enterprise Risk Management) e nova versão da ISO 31000, sempre vale analisar a compilação da análise dos riscos globais do recém lançado relatório anual de janeiro do Fórum Econômico Mundial de 2018 (ora em realização), que segue resumida abaixo: FIGURA 1: The Global Risks Landscape 2018 Vale ressaltar os 7

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Em tempos de COSO ERM (Enterprise Risk Management) e nova versão da ISO 31000, sempre vale analisar a compilação da análise dos riscos globais do recém lançado relatório anual de janeiro do Fórum Econômico Mundial de 2018 (ora em realização), que segue resumida abaixo:

Global Risks 2018

Global Risks 2018 Top 10

FIGURA 1: The Global Risks Landscape 2018

Vale ressaltar os 7 riscos socioambientais dentre os 11 mais críticos: eventos climáticos extremos, desastres naturais, falha na mitigação/adaptação às mudanças climáticas, crise da água, perdas de biodiversidade e colapso de ecossistemas, migração involuntária de grande escala, desastres ambientais causados pelo homem (no quadrante dos riscos mais críticos, somente um não socioambiental foi contabilizado: risco de ataques cibernéticos). Nos últimos anos alguns riscos ambientais vem sendo avaliados dentre os 5 mais críticos, ou de maior impacto ou de maior probabilidade.

No relatório são explicados:

[wp-svg-icons icon=”arrow-right” wrap=”i”] Aumento dos eventos extremos

[wp-svg-icons icon=”arrow-right” wrap=”i”] Altas temperaturas do ano de 2017 (nos primeiros 9 meses do ano, a temperatura ficou 1,1º C acima dos níveis pré-industriais – o Acordo de Paris está tentando limitar o aumento de temperaturas a 1,5º C),

[wp-svg-icons icon=”arrow-right” wrap=”i”] 10% de todas as mortes ocorridas anualmente decorrem de poluição (dentro do ambiente ou do ambiente externo), segundo a OMS.

[wp-svg-icons icon=”arrow-right” wrap=”i”] A perda atual de biodiversidade ocorre a taxas de extinção em massa de espécies.

[wp-svg-icons icon=”arrow-right” wrap=”i”] Riscos econômicos e sociais decorrentes do combate ao aquecimento global em direção à economia de baixo carbono.

[wp-svg-icons icon=”arrow-right” wrap=”i”] Riscos de fatores políticos interferirem neste processo de combate ao aquecimento global (p.ex. vindo dos EUA e seu presidente Trump).

Interessante também avaliar as tendências (de longo prazo) consideradas pelo WEF por influenciar nos riscos globais:

[wp-svg-icons icon=”pushpin” wrap=”i”] Envelhecimento da população.

[wp-svg-icons icon=”pushpin” wrap=”i”] Mudança de estrutura e cenário da governança internacional (instituições globais e regionais).

[wp-svg-icons icon=”pushpin” wrap=”i”] Mudanças climáticas.

[wp-svg-icons icon=”pushpin” wrap=”i”] Degradação do meio ambiente.

[wp-svg-icons icon=”pushpin” wrap=”i”] Aumento da classe média nos países emergentes.

[wp-svg-icons icon=”pushpin” wrap=”i”] Aumento do sentimento nacionalista.

[wp-svg-icons icon=”pushpin” wrap=”i”] Aumento da polarização das sociedades.

[wp-svg-icons icon=”pushpin” wrap=”i”] Aumento das doenças crônicas.

[wp-svg-icons icon=”pushpin” wrap=”i”] Aumento da dependência cibernética.

[wp-svg-icons icon=”pushpin” wrap=”i”] Aumento da mobilidade geográfica.

[wp-svg-icons icon=”pushpin” wrap=”i”] Aumento da renda e de sua disparidade.

[wp-svg-icons icon=”pushpin” wrap=”i”] Mudança de poder (de governos para atores e indivíduos não governamentais; do nível global para o regional; das economias desenvolvidas para as emergentes).

[wp-svg-icons icon=”pushpin” wrap=”i”] Aumento da urbanização.

É importante assimilar que, apesar de ter alguns riscos avaliados dentre os mais críticos globais, ainda há a percepção de que os riscos econômicos, geopolíticos e tecnológicos são considerados mais preocupantes nos próximos 10 anos para fazer negócios do que os sociais e ambientais, de modo geral… sinal de que ainda precisamos trabalhar bastante a conscientização da Alta Direção e acionistas das empresas.

Michel Epelbaum – Diretor da Ellux Consultoria

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Mudanças na ISO 31000 – Gestão de Riscos https://elluxconsultoria.com.br/iso-31000-gestao-riscos/ https://elluxconsultoria.com.br/iso-31000-gestao-riscos/#comments Wed, 17 Jan 2018 11:13:14 +0000 http://elluxconsultoria.com.br/?p=2196 Em continuação ao post da semana passada referente às novidades normativas em andamento relacionadas à gestão de riscos no ISO TC 262, listo a seguir as principais mudanças da revisão 2018 da ISO 31000 – Gestão de Riscos – Diretrizes, que está no estágio de publicação (prevista para fevereiro/18). Análise Sistemática de 2013 Vale comentar

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Em continuação ao post da semana passada referente às novidades normativas em andamento relacionadas à gestão de riscos no ISO TC 262, listo a seguir as principais mudanças da revisão 2018 da ISO 31000 – Gestão de Riscos – Diretrizes, que está no estágio de publicação (prevista para fevereiro/18).

Análise Sistemática de 2013

Vale comentar que esta revisão foi resultado da análise sistemática realizada em 2013 com consulta aos órgãos normativos dos países constituintes do Comitê ISO TC 262, resultando em:

[wp-svg-icons icon=”forward-3″ wrap=”i”] 10 países votaram a favor de revisar/complementar tecnicamente a norma (incluindo o Brasil), 2 em favor de confirmar com correções de erros, e 14 de confirmar sem revisões técnicas (6 países se abstiveram de votar);

[wp-svg-icons icon=”forward-3″ wrap=”i”] A norma foi adotada (ou tem intenção de ser adotada) em 22 países, de forma idêntica ao texto da Norma original ISO 31000;

[wp-svg-icons icon=”forward-3″ wrap=”i”] Somente nos Estados Unidos a Norma ISO 31000 (ou a norma americana derivada) foi citada na legislação do país (foi encarada de modo geral como um guia não mandatório).

Principais Mudanças da Revisão

As principais mudanças da revisão da norma são:

[wp-svg-icons icon=”quill” wrap=”i”] Modernização da linguagem para refletir as práticas de negócio atuais (mas com impacto limitado no conteúdo técnico da norma), mas também simplificar e clarificar, com foco no usuário final;

[wp-svg-icons icon=”quill” wrap=”i”] Simplificação dos princípios (de 11 para 9, tendo todos como propósito final o de criar e proteger valor), e reforço de que a gestão de riscos:

[wp-svg-icons icon=”forward-3″ wrap=”i”] É parte integral de todos os processos da organização;

[wp-svg-icons icon=”forward-3″ wrap=”i”] É parte da tomada de decisão;

[wp-svg-icons icon=”forward-3″ wrap=”i”] Considera explicitamente a incerteza;

[wp-svg-icons icon=”forward-3″ wrap=”i”] Leva em consideração fatores humanos e culturais;

[wp-svg-icons icon=”quill” wrap=”i”] Maior ênfase na importância da liderança pela Alta Direção e da integração da gestão de riscos, iniciando com a governança da organização;

[wp-svg-icons icon=”quill” wrap=”i”] Maior ênfase na natureza iterativa da gestão de riscos, notando que novas experiências, conhecimento e análise podem levar à revisão dos elementos, ações e controles em cada estágio do processo;

[wp-svg-icons icon=”quill” wrap=”i”] Revisão da figura 1 (ver abaixo), com conteúdo similar, mas com um novo formato, com maior ênfase dos itens estratégicos, e inclusão de registro e relato do processo de gestão de riscos;

[wp-svg-icons icon=”quill” wrap=”i”] Redução das definições, movendo vários conceitos para o ISO Guia 73 – Gestão de Riscos – Vocabulário;

[wp-svg-icons icon=”quill” wrap=”i”] Reforço de que a ISO 31000 deve apoiar a melhoria dos sistemas de gestão existentes, e não a criação de um novo sistema de gestão;

[wp-svg-icons icon=”quill” wrap=”i”] Ajustes e simplificações no texto do item 5 (processo).

Figura 1 – Relação entre os princípios, estrutura e processo

A ABNT está preparando uma tradução, que deverá ser discutida ainda em janeiro/18, para posterior revisão se for o caso, para publicação de consulta nacional por 30 dias.

Michel Epelbaum – Diretor da Ellux Consultoria

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