Arquivo de gestão de riscos - Ellux Consultoria https://elluxconsultoria.com.br/tag/gestao-de-riscos/ A ellux é uma empresa de consultoria em gestão da sustentabilidade econômica, ambiental e social, gestão de riscos, de compliance e da qualidade. Thu, 01 Apr 2021 20:02:03 +0000 pt-BR hourly 1 Handbook da ISO 31000 – Importante apoio para a sua implementação https://elluxconsultoria.com.br/handbook-iso-31000/ https://elluxconsultoria.com.br/handbook-iso-31000/#respond Wed, 02 Dec 2020 16:48:07 +0000 https://elluxconsultoria.com.br/?p=6194 Design by Freepik Como já de conhecimento dos especialistas, a Norma ISO 31000:2018 – Gestão de riscos – Diretrizes – se transformou em uma das normas mais importantes da ISO. Ela se tornou fundamental para a gestão dos diversos assuntos importantes para as organizações. A abordagem e mentalidade de riscos passou a fazer parte das

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Como já de conhecimento dos especialistas, a Norma ISO 31000:2018 – Gestão de riscos – Diretrizes – se transformou em uma das normas mais importantes da ISO. Ela se tornou fundamental para a gestão dos diversos assuntos importantes para as organizações. A abordagem e mentalidade de riscos passou a fazer parte das normas de sistemas de gestão da ISO, como a ISO 9001, a ISO 14001, ISO 45001, ISO 37001, ISO 27001, e várias outras. Em um mundo volátil, incerto, complexo e ambíguo, a adequada avaliação dos riscos se tornou fator crítico de sucesso. Virou uma linguagem universal que abrange desde a saúde pública (como bem o prova a pandemia da covid19), finanças, projetos, planejamento estratégico, gestão dos processos, até na determinação de pessoas introvertidas e extrovertidas (veja o livro Poder dos Quietos, de Susan Cain).

Todos os desdobramentos da ISO 31000 são importantes. Podemos citar aqui a fundamental norma IEC 31010:2019 – Gestão de riscos – técnicas de avaliação de riscos, que traz um raio X de 41 técnicas de identificação, análise e avaliação de riscos, aplicáveis (e oriundas) de diversos setores e tema. Também merece destaque a ISO Guia 73 – Gestão de riscos – vocabulário, ora em revisão.

Está em elaboração pelo Comitê Técnico/TC 262 da ISO (responsável pela elaboração das normas de gestão de riscos e seus documentos normativos de apoio) um Manual de Diretrizes da ISO 31000 com expectativa de publicação no primeiro trimestre de 2021. Neste artigo, trago alguns dos pontos mais importantes deste documento.

QUAL O OBJETIVO DO MANUAL DE DIRETRIZES DA ISO 31000?

O manual foi elaborado para apoiar as organizações em como integrar a gestão de riscos em suas atividades. Para tanto, ele contém informações sobre os princípios, planejamento, processos, comunicação, monitoramento e análise crítica e melhoria contínua da gestão de riscos. Também explica como:

• usar os princípios de gestão eficaz e eficiente de risco na forma como ele é gerenciado;

• desenvolver um plano para integrar o risco nos arranjos existentes de uma organização;

• aprimorar a cultura organizacional com relação ao gerenciamento de riscos;

• aplicar o processo de gestão de risco para identificar, analisar, avaliar e, onde requerido, tratar o risco;

• comunicar e fazer consulta com as partes interessadas;

• monitorar e analisar criticamente o plano e processo de gestão de riscos; e

• melhorar continuamente com base no contexto e nas lições aprendidas.

Ele prove informações tanto para aqueles que estão começando a jornada da gestão de riscos, como para aqueles que demandam diretrizes adicionais para melhorar a sua gestão de riscos.

A QUEM SE APLICA O MANUAL DE DIRETRIZES DA ISO 31000?

Como a própria ISO 31000, este manual se aplica a todos os tipos e tamanhos de organizações, bem como a todos os tipos de riscos. Ele pode ser aplicado a uma organização como um todo, e às suas atividades.

QUAIS SÃO OS BENEFÍCIOS DA ISO 31000 SEGUNDO O MANUAL DE DIRETRIZES?

A implementação e melhoria da gestão de riscos apoia os objetivos da organização, e auxilia a proteger seu valor. Neste sentido, é fundamental entender “valor” para a organização, de modo que a gestão de riscos possa alcançar seu objetivo.

São referidos no Manual os seguintes benefícios da implementação e integração da gestão de riscos através da organização:

  • auxiliar a alcançar seus objetivos;
  • prover informações contínuas, consistentes e confiáveis às partes interessadas pertinentes;
  • uso mais eficiente de capital e recursos;
  • a capacidade de reconhecer e capturar oportunidades e ameaças rapidamente, e de responder adequadamente a elas;
  • uma redução na probabilidade e impacto das perdas;
  • decisões mais claras e mais bem informadas;
  • menores custos de conformidade/auditoria;
  • redução de custos com o uso de informações de risco para agilizar e melhorar os processos;
  • melhor gestão dos aspectos humanos e culturais que afetam o desempenho;
  • uma maior compreensão dos eventos potenciais e da capacidade de influenciar seus resultados.

QUEM SÃO OS ENVOLVIDOS NA GESTÃO DE RISCOS?

A ISO 31000 e o Manual de Diretrizes referido neste artigo tratam especificamente dos papéis e responsabilidades dos agentes envolvidos na gestão de riscos, particularmente do Conselho de Administração e órgãos de supervisão, alta direção, partes interessadas, donos dos riscos, e responsável pelo processo de gestão de riscos da organização.

QUAIS SÃO AS PRINCIPAIS ORIENTAÇÕES DO MANUAL DA ISO 31000 SOBRE O PROCESSO DE GESTÃO DE RISCOS?

  • Incorporar a gestão de riscos nos processos de tomada de decisões, contribuindo para que eles sejam informados, lógicos, estruturados e consistentes. Para tanto, é importante entender quem são os tomadores de decisão, quem são os responsáveis pela sua implementação, quais são as atitudes de tomada de riscos das pessoas envolvidas, as implicações das decisões para a organização, dentre outras informações;
  • Integrar a gestão de risco à estratégia e ao contexto organizacional, à elaboração, monitoramento e análise crítica dos objetivos e planos estratégicos;
  • Comprometimento da liderança com a gestão de riscos, sendo que o Manual lista algumas questões para demonstrá-lo, como se os riscos são discutidos em todos os níveis da organização, se recursos apropriados são previstos para esta gestão; se os donos do risco identificam e entendem seus respectivos riscos e como gerenciá-los; se os riscos pertinentes são escalados para a alta direção, se há uma função de gestão de riscos na organização
  • Realizar uma Gap Analysis das práticas existentes para a gestão de riscos, como base para entender a situação atual e definir um plano para alcançar a situação desejada.O Manual lista algumas perguntas úteis para realizar esta avaliação, sobre técnicas, cultura, estrutura, papéis e responsabilidades, políticas e procedimentos, dentre outras. O Anexo A do Manual traz um exemplo de Gap Analysis;
  • Definir o bussiness case, com as opções de abordagem, e aquela selecionada para a implementação da gestão de riscos. O Manual sugere o seu conteúdo;
  • Elaborar um plano de ação da gestão de riscos, sendo que o Manual lista detalhadamente o seu conteúdo sugerido, como objetivo, visão, escopo, elementos, dentre outros;
  • Desenhar uma estrutura de gestão de riscos adequada à organização, que inclui a determinação do contexto, as políticas, os recursos, o processo, a estrutura e as técnicas para possibilitar a implementação do gerenciamento de riscos em uma organização. O Manual provê exemplos de objetivos. Vale comentar que ele sugere ainda que pode ser uma estrutura, um sistema ou um programa de gestão de riscos (apesar de haver grandes diferenças conceituais e práticas entre estes);
  • O handbook auxilia na determinação dos papéis e responsabilidades dos conselhos de administração/boards, Alta direção, stakeholders internos, donos dos riscos, gestor de riscos da organização;
  • Garantir o treinamento e competências do pessoal envolvido com a gestão de riscos, e estabelecer supervisão das atividades. O Manual provê um exemplo sobre o assunto;
  • Considerar fatores críticos de sucesso, sendo que o Manual lista possíveis conteúdos, e dá um exemplo de aplicação;
  • Gerenciar a mudança organizacional representada pela gestão de riscos – o manual sugere pontos desta gestão, como a definição dos patrocinadores e apoiadores da gestão, barreiras a serem superadas, meios de reconhecimento, dentre outros;
  • Avaliar a eficácia da gestão de riscos – um dos pontos onde o Manual mais agrega à é o da avaliação da eficácia, uma vez que a ISO 31000 é bastante enxuta no que tange a esta etapa. O documento detalha melhor os métodos para avaliação da eficácia, tanto externos (p.ex. benchmarking, modelos de maturidade, publicações de órgãos diversos e redes de relacionamentos) como internos (p.ex. uso de mapas/ diagramas, pesquisas e entrevistas, auditoria, análise críticas periódicas). Além disto, auxilia nos tópicos a serem avaliados, trazendo inclusive algumas questões de apoio a esta etapa;
  • Buscar a melhoria contínua – este é outro item do guia que agrega valor à ISO 31000, listando questões para avaliar o alcance da melhoria contínua, e enfatizando que o uso de indicadores de desempenho pode ser eficaz. Para tanto, traz algumas questões de apoio, e exemplos de indicadores qualitativos. Além disto, contém um tópico sobre a importância de se trabalhar com lições aprendidas, listando algumas questões para esta análise.

QUAIS SÃO AS PRINCIPAIS DIRETRIZES DO MANUAL DA ISO 31000 SOBRE O PROCESSO DE AVALIAÇÃO DE RISCOS?

  • Realizar comunicação e consulta com as partes interessadas – o Manual dá orientações sobre a identificação, definição de estratégias de comunicação, e uma lista de questões para auxiliar na determinação de consulta efetiva com as partes interessadas pertinentes.
  • Definir o escopo e contexto da avaliação de riscos – o documento traz exemplos para auxiliar na determinação do contexto para este processo;
  • Definir o critério de risco – o manual sugere alguns pontos para apoiar o estabelecimento de um critério apropriado, tais como: quando o risco é inaceitável de forma que a atividade deva ser parada imediatamente, quando o benefício potencial é suficiente para marcar o risco como aceitável, como julgar a significância relativa dos riscos para subsidiar a alocação de recursos. Ela traz ainda exemplos de critérios de risco a erem adotados;
  • Identificar os riscos – o guia traz exemplos de meios para realizar esta identificação, incluindo orientações de apoio e o uso de técnicas contidas na norma IEC 31010 – Gestão de Riscos – Técnicas de avaliação de riscos;
  • Definir categorias de riscos – o manual sugere a categorização de riscos, a critério da organização, quando o número de riscos for grande e demandar esforços extras de gestão. Esta abordagem traz vantagens como análise e tratamento similar (ou em conjunto) para iguais riscos de processos distintos. O Anexo B traz exemplos de categorias de risco, expostas na tabela a seguir. Também traz exemplos de riscos identificados nas categorias sugeridas.
Categorias de riscos
  • Analisar os riscos – o documento enfatiza a importância de se conhecer os riscos, obtendo informações sobre as suas consequências, causas, probabilidades, controles existentes e sua eficácia, obtendo ao final um nível de risco. São ilustrados exemplos de checagens/testes a serem feitos para verificar a eficácia dos controles existentes, de modo a determinar ações adicionais de tratamento. São apresentadas também orientações para a seleção de critérios para a realização da análise
  • Avaliar os riscos – o manual orienta a comparação entre o nível de risco e o critério adotado para ele, de modo a avaliar a sua significância e apoiar a tomada de decisões quanto à necessidade de tratamento adicional e alocação de recursos. Também sinaliza para integrar no planejamento as oportunidades identificadas durante o processo;
  • Tratar os riscos – neste tópico, o documento explica melhor as opções de tratamento dos riscos (reter, evitar, compartilhar e modificar), adiciona orientações sobre a sua definição e planejamento, e traz um exemplo ilustrativo desta etapa;
  • Monitorar e analisar criticamente os riscos – o guia traz poucas orientações adicionais sobre esta fase;
  • Registrar e reportar – como na etapa anterior, o guia traz poucas orientações adicionais em relação à ISO 31000;

CONCLUSÃO

Considerando a importância da gestão de riscos em nossa vida e das organizações, quaisquer orientações para aumentar a eficácia deste processo é essencial.

Neste sentido, o Handbook da ISO 31000 cumpre o seu papel em adicionar diretrizes para entender e aplicar a norma de gestão de riscos, e integrar seus elementos na gestão empresarial.

Vamos aguardar a sua publicação e disponibilização!

Michel Epelbaum – Diretor da Ellux Consultoria

Diretor da Ellux Consultoria. Tem mais de 25 anos de experiência nacional e internacional em gestão de sustentabilidade, qualidade, meio ambiente, saúde ocupacional e segurança, e compliance. É membro dos Comitês Técnicos da ABNT de Gestão Ambiental, Antissuborno, Riscos, Governança, Responsabilidade Social e Energia. É Lead Assessor nas normas ISO 9001, ISO 14001, OHSAS 18001, ISO 45001, ISO 19600 e ISO 37001.

Consulte nossos serviços de Consultoria, Treinamento e Auditoria em Sistemas de Gestão, inclusive nas Normas  ISO 31000, ISO 14001, ISO 9001, ISO 45001, OHSAS 18001, ISO 37001, ISO 19600, ISO 50001.

Saiba mais em nossos posts relacionados:

Riscos Globais 2019 – Fórum Econômico Mundial

Mudanças na ISO 31000 – Gestão de Riscos

Novidades nas Normas ISO de Gestão de Riscos!

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ISO 45001, Modernização da Legislação de SST e Gestão de Riscos https://elluxconsultoria.com.br/iso-45001-gestao-riscos/ https://elluxconsultoria.com.br/iso-45001-gestao-riscos/#comments Tue, 13 Aug 2019 19:20:40 +0000 https://elluxconsultoria.com.br/?p=4510 Design by Freepik INTRODUÇÃO Dados da OIT referenciados pela ISO na revista de lançamento da ISO 45001, referentes a 2017, dão conta de 2,78 milhões de acidentes ocupacionais fatais por ano (uma morte a cada 15 segundos), além de 374 milhões de lesões/doenças ocupacionais não fatais por ano (153 pessoas lesionadas a cada 15 segundos).

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INTRODUÇÃO

Dados da OIT referenciados pela ISO na revista de lançamento da ISO 45001, referentes a 2017, dão conta de 2,78 milhões de acidentes ocupacionais fatais por ano (uma morte a cada 15 segundos), além de 374 milhões de lesões/doenças ocupacionais não fatais por ano (153 pessoas lesionadas a cada 15 segundos). A ONU estimou que o custo total direto e indireto destas lesões e mortes foi de cerca de 4% do PIB (cerca de U$ 3 trilhões), e o impacto econômico da falha em investir na saúde e segurança ocupacional – SSO é quase igual ao PIB conjunto dos 130 países mais pobres!!!
O mundo do trabalho demanda controles mais eficientes, para reduzir estes números negativos. Passamos atualmente por mudanças importantes na gestão de SSO no Brasil. Percebemos a evolução da demanda de implementação da ISO 45001, após quase metade do prazo de transição da OHSAS 18001. Além disso, a tradição da legislação paternalista, complexa, extremamente detalhada, está sendo questionada pelo governo federal na área trabalhista e de SSO, com proposta de modernização em andamento. Estas situações estão conectadas à tendência internacional de evolução da gestão de riscos, em alinhamento à referência mundial ISO 31000.

Vamos aos fatos!

A ISO 45001

A norma ISO 45001:2018 – Sistemas de Gestão de Saúde e Segurança Ocupacional – Requisitos com guia para uso, aprovada em 12 de março de 2018, está sendo de grande interesse pelas organizações que já tinham a OHSAS 18001, mas também por outras que não a haviam adotado (como verificado pelas demandas captadas de serviços).
A nova norma, objeto de discussão de representantes de mais de 70 países (o Brasil não participou) durante 5 anos, provê um conjunto de processos para prevenir riscos ocupacionais, reduzir acidentes/lesões/doenças e melhorar a SSO em cadeias de suprimentos globais.
A norma ISO 45001 substituirá a OHSAS 18001 em março de 2021. A OHSAS 18001 foi elaborada na década de 90 diante da lacuna de uma norma ISO, e foi adotada internacionalmente por mais de 90 mil organizações (fonte: Comêxito).

MUDANÇAS DA NORMA ISO 45001

A nova norma tem os mesmos elementos comuns das normas de sistemas de gestão da ISO (p.ex. ISO 9001 e ISO 14001), o que facilita a integração de sistemas.
Com relação ao modelo da OHSAS 18001, as principais novidades da norma são:

  • remodelação do PDCA da norma, em linha com as demais normas de Sistemas de Gestão;
  • abordagem baseada em processos, não mais necessariamente em procedimentos;
  • abordagem de riscos e oportunidades no sistema de gestão como um todo;
  • maior ênfase na liderança e no contexto estratégico da organização, bem como na determinação das necessidades e expectativas das partes interessadas;
  • fortalecimento do processo de participação e consulta dos trabalhadores;
  • fortalecimento dos requisitos de gestão de mudanças;
  • reforço da hierarquia de controles, estimulando a mais preventiva;
  • maior ênfase na gestão de contratados, terceiros/processos terceirizados e aquisição de bens e serviços;
  • mudança de ênfase do monitoramento e medição para a avaliação de desempenho de SSO, incluindo a avaliação da conformidade com os requisitos legais e outros;
  • reforço do processo de análise crítica pela Alta Direção e melhoria contínua.

PRINCIPAIS BENEFÍCIOS DA ADOÇÃO DA ISO 45001

[wp-svg-icons icon=”thumbs-up” wrap=”i”] redução de riscos ocupacionais.
[wp-svg-icons icon=”thumbs-up” wrap=”i”] redução de acidentes/doenças de lesões.
[wp-svg-icons icon=”thumbs-up” wrap=”i”] melhoria do desempenho em SSO.
[wp-svg-icons icon=”thumbs-up” wrap=”i”] melhoria da habilidade em responder a questões de conformidade legal.
[wp-svg-icons icon=”thumbs-up” wrap=”i”] redução do custo total de incidentes e de prêmios de seguro;
[wp-svg-icons icon=”thumbs-up” wrap=”i”] contribuição para a melhoria do clima organizacional e moral, bem como para a redução do absenteísmo e da rotatividade.
[wp-svg-icons icon=”thumbs-up” wrap=”i”] reconhecimento pelo atendimento a um padrão internacional de SSO.
[wp-svg-icons icon=”thumbs-up” wrap=”i”] contribuição para a melhoria da imagem e reputação da organização.

MODERNIZACAO DA LEGISLAÇÃO BRASILEIRA DE SSO

Em tempos de guinada de rumos do Brasil, está em andamento uma revisão da legislação de SSO, com o objetivo declarado de “melhorar o ambiente de negócios por meio da simplificação, desburocratização e consolidação de toda a legislação infralegal trabalhista, ampliando a transparência, a segurança jurídica, corrigindo excessos da atuação estatal”. A meta de prazo é até novembro/2019. (fonte: Secretaria Especial de Previdência e Trabalho do Ministério da Economia).

A modernização compreende:

[wp-svg-icons icon=”arrow-right” wrap=”i”] 1ª etapa: consolidação de 158 decretos em 4 textos (concluído).
[wp-svg-icons icon=”arrow-right” wrap=”i”] 2ª etapa: consolidação de 600 portarias.
[wp-svg-icons icon=”arrow-right” wrap=”i”] 3ª etapa: consolidação de Instruções Normativas, Notas Técnicas e manuais.

O diagnóstico feito pelo governo federal em relação às Normas Regulamentadoras – NRs de SSO concluiu:

  • Burocrático e pouco eficiente.
  • Desarticulado entre si e dos padrões internacionais.
  • Desarmônico: conflitos entre normativos trabalhistas e previdenciários.
  • Fomenta a judicialização.
  • Elevado custo de implementação para as empresas, sem que isso necessariamente se reflita na redução de acidentes e gastos previdenciários.
  • Algumas NRs possuem elevado caráter subjetivo, gerando insegurança.
  • Jurídica (p.ex. NR12 Máquinas e Equipamentos / NR3 Embargo e Interdição).

Segundo o Governo, o processo de revisão sistêmica será feito em ambiente tripartite, sob o tripé de simplificação, desburocratização e harmonização, sem deixar de garantir a necessária segurança e saúde do trabalhador, visando:

[wp-svg-icons icon=”pencil” wrap=”i”] Reduzir a quantidade de acidentes e doenças ocupacionais.
[wp-svg-icons icon=”pencil” wrap=”i”] Alcançar um sistema normativo íntegro, harmônico, moderno e com conceitos claros.
[wp-svg-icons icon=”pencil” wrap=”i”] Garantir proteção e segurança jurídica para todos.
[wp-svg-icons icon=”pencil” wrap=”i”] Reduzir o “custo Brasil”.
[wp-svg-icons icon=”pencil” wrap=”i”] Favorecer a geração de emprego e renda.

O processo de revisão já foi iniciado com as 3 NRs abaixo:

NR1 Disposições Gerais (alteração):

  • Modernização dos regramentos relacionados a capacitação
  • Tratamento diferenciado para MEI, ME e EPP, atingindo cerca de 70% desse conjunto de empresas

[wp-svg-icons icon=”forward-3″ wrap=”i”] IMPACTO: R$ 25 bilhões com a nova NR1 em 10 anos. Dos quais R$ 15 bilhões com as mudanças para micro e pequenas empresas.

NR2 Inspeção Prévia (revogação):

Redução da burocracia.

NR12 Segurança no Trabalho em Máquinas e Equipamentos (alteração):

  • alinhamento do País com as normas técnicas nacionais e internacionais
  • Flexibilização da aplicação com mais opções técnicas
  • Diferenciação de máquinas novas e usadas para alguns requisitos,
  • Respeito às características construtivas
  • Incorporação de itens que garantem mais segurança jurídica
  • Indústria 4.0 e robótica

[wp-svg-icons icon=”forward-3″ wrap=”i”] IMPACTO: R$ 43 bilhões e aumento da produção industrial entre 0,5 e 1%.

Foi proposto o cronograma a seguir para as revisões das NRs: 

Cronograma das NRs

EVOLUÇÃO DA GESTÃO DE RISCOS

Percebemos uma tendência internacional de crescimento da gestão baseada em risco nas diversas disciplinas, ambientes, organizações e países. Normas como a ISO 31000 ou o COSO (ambas atualizadas em 2018) estão se estabelecendo como referências internacionais relevantes. A ISO adotou a abordagem e a mentalidade de riscos em todas as suas normas de sistemas de gestão (como a ISO 9001, a ISO 45001, etc.), sendo a ISO 31000 e seus desdobramentos/complementos referências metodológicas para a implementação da gestão empresarial.

Essa gestão baseada em riscos procura o ponto ótimo de controles (nem exagerar para menos nem para mais), buscando o balanço entre a proteção desejada e os custos envolvidos.

Neste sentido, a ISO 45001 tem esta abordagem, mas também a legislação deveria buscar se alinhar mais a esta abordagem. Alguns pontos chave da modernização legal pretendida no Brasil são a simplificação, a gestão de riscos e a menor intervenção do Estado.

Por exemplo, há muito detalhamento técnico genérico, excessivamente prescritivo, não totalmente fundamentados em avaliações de riscos.

CONCLUSÃO

A legislação de saúde ocupacional e segurança tem contribuído significativamente para a redução de acidentes e doenças ocupacionais, mas pode e deve ser otimizada. A gestão de saúde ocupacional e segurança, baseada em sistemas de gestão (como a OHSAS 18001 e a ISO 45001) e na gestão de riscos, mostra-se um avanço adicional à legislação, integrando a gestão de SSO ao negócio da empresa, desde a Alta Direção.

Desde que mantidas proteções adequadas aos trabalhadores, a simplificação e modernização feita de forma inteligente é muito bem-vinda. Também são muito bem-vindos novos instrumentos de autogestão para as organizações, como a ISO 45001, que façam avançar a gestão de SST e buscar a tão desejada prevenção no ponto ótimo de proteção e custos.

Devemos participar e acompanhar, para garantir que as mudanças tragam evolução, sejam efetivas e reduzam acidentes e doenças ocupacionais!

Michel Epelbaum – Diretor da Ellux Consultoria

Consulte nossos serviços de Consultoria, Treinamento e Auditoria em Sistemas de Gestão, inclusive nas Normas  ISO 45001 , ISO 14001 e ISO 9001.

Saiba mais em nossos posts relacionados!

PUBLICADA A ISO 45001 – NOVA NORMA DE SAÚDE E SEGURANÇA

ISO 45001 publicada

OS PASSOS PARA A IMPLEMENTAÇÃO/CERTIFICAÇÃO DA ISO 45001 E O FIM DA OHSAS 18001

ISO 45001 certificação

PARA ENTENDER POR QUE A ISO 45001 DEMOROU 20 ANOS!

Norma ISO 45001

APROVADA A ISO 45001 – SISTEMAS DE GESTÃO DE SAÚDE OCUPACIONAL E SEGURANÇA!!!

ISO 45001

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A Norma ISO 37000 e o Alinhamento da Governança com Gestão de Riscos, Sustentabilidade e Responsabilidade Social https://elluxconsultoria.com.br/norma-iso-37000-governanca/ https://elluxconsultoria.com.br/norma-iso-37000-governanca/#respond Tue, 12 Mar 2019 13:29:25 +0000 http://elluxconsultoria.com.br/?p=4071 A Norma ISO 37000 e o alinhamento da Governança com Gestão de Riscos, Sustentabilidade e Responsabilidade Social  

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A Norma ISO 37000 e o alinhamento da Governança com Gestão de Riscos, Sustentabilidade e Responsabilidade Social

 

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Gestão de riscos, tomada de decisões e estresse https://elluxconsultoria.com.br/gestao-riscos-decisoes/ https://elluxconsultoria.com.br/gestao-riscos-decisoes/#respond Mon, 11 Feb 2019 22:31:18 +0000 http://elluxconsultoria.com.br/?p=3954 Design by Freepik Este texto nasceu da minha análise do estresse causado pelas muitas decisões a tomar – cotidianas, de investimentos, de negócios, de saúde e outras. Mas escrevo atônito este artigo, diante da notícia da morte do jornalista Ricardo Boechat, que ouvia frequentemente, sempre que próximo do rádio no horário da manhã. Considerava um

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Este texto nasceu da minha análise do estresse causado pelas muitas decisões a tomar – cotidianas, de investimentos, de negócios, de saúde e outras.

Mas escrevo atônito este artigo, diante da notícia da morte do jornalista Ricardo Boechat, que ouvia frequentemente, sempre que próximo do rádio no horário da manhã. Considerava um companheiro de crítica dos fatos/eventos marcantes do mundo, como também dos agentes (ir)responsáveis. Ria muito, e ouvia extasiado as suas aulas de dialética e de construção de discursos lógicos, honestos, verdadeiros e muito empáticos com o cidadão ouvinte comum.

Muitas das críticas de sua lúcida metralhadora se dirigiam aos políticos e homens públicos, mas também para os muitos erros (e “erradores”) das tragédias diárias, que têm se repetido à exaustão. E neste sentido, estão alinhados com a essência da gestão de riscos, seus controles sobre as potenciais causas, a responsabilização na cadeia de comando, a investigação justa e precisa dos fatos, tendo a integridade e ética como princípio norteador.

VUCA X Gestão de Riscos X Tomada de Decisões X Estresse

Voltando ao processo de tomada de decisões, as ocorrências recentes, como o rompimento da barragem de rejeitos de Brumadinho e o incêndio no Centro de Treinamento do Flamengo, só reforçam o objeto central da ideia deste texto:

gestão de riscos e tomada de decisões

EXEMPLO DA COMPRA DE NOTEBOOK

Como o da decisão a respeito de uma compra de notebook. Sou usuário e comprador de notebooks e computadores há mais de 20 anos… Um comprador experiente… Mas nas primeiras compras, havia menos marcas a considerar, menos modelos, menos lojas, menos atributos… Hoje, além do processador, memória, armazenamento, bateria, temos os subitens:

[wp-svg-icons icon=”point-right” wrap=”i”] Processador: a marca do fabricante, de quantos núcleos, i3, i5 ou i7 (ou os demais), de qual geração, privilegia desempenho ou gestão de energia, qual a frequência, se é compatível com o desempenho esperado;

[wp-svg-icons icon=”point-right” wrap=”i”] Memória: capacidade, soldada na placa mãe ou não, sobrará um slot ou não, expansível até qual capacidade, de tipo mais moderno (DDR4) ou não, terá acelerador de memória ou não, se é compatível com o desempenho esperado;

[wp-svg-icons icon=”point-right” wrap=”i”] Armazenamento: quantidade, tipo de tecnologia, se aceita SSD, se tem cartão de memória adicional, se é compatível com o desempenho esperado;

[wp-svg-icons icon=”point-right” wrap=”i”] Bateria: quantas células, quanto Wh, autonomia, qual a rapidez no carregamento, quantos ciclos dura, o material da bateria;

Isso sem falar de tela, placa de vídeo, webcam, portas USB, porta C, peso, tamanho, tipo de wireless, tipo de conexão para vídeo, qualidade do material do chassis, durabilidade, tipo do notebook (2 em 1, ultrabook, netbook, ultrafino, etc.) e outros…

Além deste poucos itens, ainda falta falar dos atributos não técnicos do notebook em si, como preço, promoção, forma de pagamento, reputação da loja, se esta loja será física ou online (e seu respectivo frete), assistência técnica, reclamações sobre a empresa e o produto (e a qualidade/presteza da resposta/tratamento)… Ufa…

Para evitar os riscos de descontinuidade operacional, quebra, lentidão, obsolescência, tenho de avaliar este conjunto de configurações e ofertas… Não ser avançado demais quanto à tecnológica, pois o preço ficará muito alto, não ser fraco demais, pois não atenderá à demanda, não comprar itens que não me servirão de nada, atender à mobilidade necessária para as muitas viagens atinentes ao meu tipo de trabalho, etc…

Só que no mundo VUCA online, modelos são rapidamente descontinuados, estoques acabam, promoções iniciam e terminam em uma noite, a necessidade inicial é alterada (aconteceu no meu caso), o dólar sobe e os preços mudam… Até achar o conjunto ideal, eu não sossego… É um processo. E isso gera estresse…

OUTROS EXEMPLOS COTIDIANOS

A este exemplo de informática, se somam dezenas de outras decisões cotidianas:

[wp-svg-icons icon=”arrow-right” wrap=”i”] Remédios – para evitar as consequências das doenças, gastamos mais e mais tempo , energia e dinheiro com médicos, exames e remédios… muito mais do que há anos atrás….hoje tenho uma gaveta inteira somente para os medicamentos, que abrangem assuntos diversos como pressão, tireoide, pro bióticos, garganta, varizes, homeopáticos, refluxo, vitaminas… alguns de manhã antes do café, outros depois do café, outros após o jantar, outros antes de dormir… Criamos hábitos, mas isso gera um estresse também. Ontem comprei um outro medicamento, e pronto, errei a dosagem ao somar com o anterior…;

[wp-svg-icons icon=”arrow-right” wrap=”i”] Investimentos – para evitar os riscos de perdas e aumentar os ganhos financeiros, temos de entender a China, o Trump, o Brexit, lições de macroeconomia, taxas de juros, saber ler as entrelinhas das atas de reuniões do Copom, entender as tendências econômicas dos candidatos políticos, a zona do Euro, o multilateralismo, os mercados setoriais de consumo, infraestrutura, imobiliário, commodities, conhecer os fundamentos de grandes empresas e small caps, saber que título (campeão, vice-campeão?) do tesouro direto aplicar… a velha e segura renda fixa, ou pé-no-peito com ações de empresas arrojadas?… Mais estresse na correlação risco-remuneração: ficar parado no DI – ganha pouco com segurança; aplicar em fundos multimercados (bolsa? geral? no exterior?) – alto risco x maior potencial de remuneração…;

[wp-svg-icons icon=”arrow-right” wrap=”i”] Nossas relações pessoais e o trabalho – quantos minutos nós passávamos, há 20 anos atrás, conversando e vendo notícias sobre amigos, durante o expediente de trabalho? Agora, se bobearmos, passamos um bom tempo lendo as mensagens de whatsapp dos (vários) grupos (e Facebook, Instagram, Twitter, You Tube e as várias outras redes sociais), desde as boas vindas ao dia que se inicia (ai ai ai) até fotos, vídeos, notícias do momento, exposições das vaidades alheias, douração dos egos e olimpos…Muitas interrupções e os barulhinhos dos celulares. Isso que nem falamos dos e-mails e dos muitos spams e propagandas desnecessárias… Quanto isso aumentou em relação há anos atrás?

CONCLUSÃO

Usei estes exemplos rotineiros, para ilustrar, dentro da MUVUCA cotidiana, a gestão de riscos, tomada de decisões e o estresse causado…

Não estou querendo eximir da responsabilidade os causadores dos acidentes ocorridos (de Brumadinho, do Ninho do Urubu do Flamengo, mas também de todos os vários ocorridos nestas últimas semanas). Nem da nossa responsabilidade em lidar com toda esta complexidade. Pelo contrário, devemos sinalizar que a gestão de riscos se faz indispensável… Cada vez mais…

E que os gestores das organizações privadas, públicas, agentes de fiscalização, classificadores de riscos, conselheiros de empresas, funcionários – todos devem entender a seriedade dos riscos envolvidos, e tomar decisões responsáveis e de maior grau de proteção quando vidas humanas estão em jogo…

E estar preparados para gestão de crises, pois um mundo VUCA sinaliza maiores chances de uma… Inclusive para o estresse do processo de tomada de decisões responsáveis… Pois tomar decisões irresponsáveis é fácil… Fazer muito com muito também… Pensar no curto prazo e fechar os olhos para as consequências de longo prazo para partes interessadas distantes também é fácil…

A exposição acima clama pela necessidade de evolução de conceitos, práticas, mentalidades, normas e modelos para a gestão de riscos.

É certo que há novos modelos, como a ISO 31000 e o COSO ERM renovados… Mas as derrotas da prevenção e as consequências produzidas pela falta de gestão de riscos, e pela contínua luta contra a MUVUCA pululam pelo mundo: os mortos e afetados pela falta de gestão em Brumadinho, Cataguases e Mariana; o patrimônio histórico cultural do Brasil (incêndio do Museu Nacional e Museu da Língua Portuguesa de São Paulo), os tantos mortos e feridos dos muitos acidentes em transportes e indústrias, o Ricardo Boechat, mas também todos nós estressados, diante de tanta luta cotidiana…

Michel Epelbaum – diretor da Ellux Consultoria

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Verdade x Mentira, Investigação de Non Compliance e ISO 19600/ISO 37001 https://elluxconsultoria.com.br/non-compliance-iso-19600-iso-37001/ https://elluxconsultoria.com.br/non-compliance-iso-19600-iso-37001/#respond Tue, 17 Apr 2018 14:29:07 +0000 http://elluxconsultoria.com.br/?p=2648 Designed by Freepik Mentiras, versões e verdades… Quanto mais informações, mais precisamos avaliar a sua qualidade e confiabilidade. Quanto maior a gama de pessoas com as quais nos relacionamos e trabalhamos, mais precisamos ficar atentos aos sinais comportamentais e às verdades e mentiras de cada um. Passamos por momentos delicados com relação a isso… o

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Mentiras, versões e verdades… Quanto mais informações, mais precisamos avaliar a sua qualidade e confiabilidade. Quanto maior a gama de pessoas com as quais nos relacionamos e trabalhamos, mais precisamos ficar atentos aos sinais comportamentais e às verdades e mentiras de cada um. Passamos por momentos delicados com relação a isso… o que tem relação total com a gestão de riscos e compliance nas organizações.

Conecto neste artigo alguns dados/fatos/discussões atuais, avanços da gestão de compliance e pontos interessantes sobre a aula de investigação de non compliance da qual participei neste fim de semana.

“Fake News”

Recebemos diariamente pelas redes sociais quilos (bytes) de informações, análises, comentários, piadas… Quantos deles são baseados em informações falsas ou não confiáveis?  Imaginem o tempo gasto e custo de análises e decisões tomadas baseadas em informações falsas… No mundo onde os “15 minutos de fama” são medidos por números de “views” e “likes”, o flerte com as versões e a mentira atrativa é enorme…

Pesquisa do MIT publicada na Revista Science, identificou que notícias falsas (que são feitas para despertas gatilhos emocionais e prender a atenção e gerar “likes”) têm 70% mais chance de serem compartilhadas do que as verdadeiras. Outro estudo do Pew Research Center, com 200 mil releases e posts no Facebook de congressistas americanos, indicou que conteúdos que apresentaram “discordância indignada” (ou seja, polêmicos) recebiam 3 vezes mais comentários e eram 2 vezes mais compartilhados do que os outros… É por isso que notícias falsas se espalham rapidamente.

Quebra de privacidade e manipulação de dados

O objetivo dos sites/redes sociais com modelo de negócios baseado em publicidade e dados de usuários se utilizam muito de informações nem sempre confiáveis e do chamariz da gratuidade, com a intenção de atrair a atenção do público e gerar “likes” e  compartilhamentos. Porém, a expressão “se você não paga pelo produto, você é o produto!” resume o preço a pagar…  São inúmeros os casos cotidianos de venda de informações pessoais. Mas o caso assombroso do Facebook e da Cambridge Analytica (subsidiária da SCL – empresa britânica de marketing político) causou danos enormes: a suspeição da votação de Donald Trump nos EUA e do Brexit inglês, o vazamento de dados privados de 87 milhões de pessoas no mundo, perda de US$ 95 bilhões do Facebook na bolsa (além da queda das bolsas das empresas de tecnologia), que se estende à eleição brasileira de 2018 (ora sob investigação). Isso sem falar nos crimes cibernéticos usando dados das vítimas, que vem aumentando sobremaneira.

Crimes econômicos, cibernéticos e gestão de riscos

Segundo a Pesquisa “Global Economic Crime and Fraud Survey 2018 da PwC”, realizada com 7200 respondentes em 123 países, o crime cibernético é o segundo tipo mais reportado de crime (31% dos entrevistados).

O relatório ressalta também a necessidade de ampliar a avaliação e gestão de riscos nas organizações, como primeiro passo para a sua prevenção e gestão:

  • 54% das organizações globais disse que conduziram uma avaliação de riscos de fraudes ou econômicos nos últimos 2 anos.
  • Menos de 50% disse que conduziram uma avaliação de riscos de crimes cibernéticos.
  • Menos de 33% disse que sua companhia executou avaliação de riscos em áreas críticas de suborno e corrupção, lavagem de dinheiro, ou controle de sanções e exportações.
  • 10% dos respondentes não executou nenhuma avaliação de riscos nos últimos 2 anos.

Investigação de atos ilícitos

Um dos pontos mais delicados de qualquer sistema de gestão é o tratamento de não conformidades (A do PDCA). E no caso do sistema de gestão de compliance e antissuborno (assim como em Saúde Ocupacional e Segurança, e Responsabilidade Social/ Sustentabilidade), a investigação de atos ilícitos e fraudes é um tópico bastante complexo e sensível de vários pontos de vista: confidencialidade, tratamento do denunciante, investigação dos fatos e indícios, entrevista com os envolvidos, necessidade de abertura/comunicação para órgãos reguladores, medidas disciplinares.

Foi interessante perceber a aula sobre investigação que o assunto está ficando mais rotineiro e aceito como parte do processo. É raro ver a divulgação pública de informações sobre processos de investigação interna, como a do diretor-presidente (e sócio-fundador) da britânica WPP (maior empresa de publicidade do mundo) por comportamento inadequado.

Houve grandes discussões em torno da efetividade e legalidade dos vários meios, aparelhos e métodos para detecção de mentiras em processos de investigação organizacional. Chamou a atenção o uso do polígrafo (cujo inventor: William Moulton Marston  também criou a personagem do cinema/TV/quadrinhos “Mulher Maravilha” e a metodologia DISC usada nas áreas de RH), que foi proibido para a maioria das aplicações por ser muito invasivo (mas permitido para alguns casos, como de segurança nacional nos EUA…). Assim como também sobre as técnicas para identificar em entrevistas a verdade e a mentira através dos movimentos corporais, microexpressões, tom de voz e outros… Quem assistiu à série “Lie to Me” sabe do que estou falando…

A neurociência e os estudos de fraudes explicam: mente-se para autoproteção, para sobrevivência, para não perder, para aceitação no meio… Rouba-se pela pressão por circunstâncias específicas, aproveitando oportunidades deixadas pela organização e racionalizando a atitude com alguma justificativa de autoengano… Automentira…

Investigação e Sistema de Gestão de Compliance e Antissuborno – ISO 19600 e ISO 37001

Na semana passada respondi à pesquisa da ISO sobre a aplicação da ISO 19600 (que mencionei em post anterior), visando obter subsídios para a sua reavaliação e revisão (se considerada necessária). E um dos pontos que sugeri foi adicionar diretrizes sobre o processo de investigação e sobre medidas disciplinares… Considerando a complexidade do assunto, e que um sistema de gestão que define boas regras, treina, mas não avalia/investiga/adota medidas disciplinares adequadas tem dificuldade de se manter e renovar a cultura de integridade…

Cultura de integridade e gestão de compliance que se discute fortemente nos países e organizações, como nos exemplos a seguir:

  • No Equador, como parte da solução, o país passou a considerar os princípios e boas práticas da ISO 37001 no setor público, visando estabelecer uma cultura de integridade, transparência, abertura e compliance. Tanto o Peru como Singapura endossaram a ISO 37001 para uso em compras/licitações públicas. A Microsoft anunciou a adoção da ISO 37001 para o combate à corrupção (ISO FOCUS n. 117, 125).

 

  • Dos vários assuntos discutidos na Cúpula dos países das Américas realizada nesta semana, talvez o ponto de maior consenso seja sobre a necessidade de avançar no combate à corrupção, o que resultou na única declaração escrita do encontro – O Compromisso de Lima – que enfatiza a autonomia das entidades que investigam corrupção, a troca de informações entre os países da região e de tecnologia para investigação.

Todos nós deveríamos estar atentos e vacinados contra as versões e mentiras que vemos cotidianamente. Todos nós deveríamos aprender a detectar mentiras (inclusive o autoengano), e a investigar a verdade… E nós que lidamos com gestão de compliance e antissuborno deveríamos melhorar o nosso entendimento e capacidade de lidar com fatos e dados, buscar a otimização de nossos processos baseados na avaliação e redução dos riscos, e evoluir no A do PDCA, para investigar non compliances e garantir a integridade do sistema de gestão e a cultura organizacional.

Michel Epelbaum – diretor da Ellux Consultoria

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GESTÃO DE COMPLIANCE DE TERCEIROS: DA FICÇÃO POLICIAL À REALIDADE DO MUNDO DOS NEGÓCIOS

BRASIL DESPENCA EM RANKING DE PERCEPÇÃO DA CORRUPÇÃO: OS RISCOS E AS EXIGÊNCIAS AUMENTAM!

COMPLIANCE E A EVOLUÇÃO DOS DIREITOS HUMANOS

BRASIL DECIDE ELABORAR NORMA CERTIFICÁVEL PARA SISTEMAS DE GESTÃO DE COMPLIANCE – NBR 19601

AVANÇOS NORMATIVOS EM GOVERNANÇA, COMPLIANCE E ANTISSUBORNO NA ISO – NORMAS ISO 19600 E ISO 37001

AVANÇO DAS CERTIFICAÇÕES ACREDITADAS DO SISTEMAS DE GESTÃO ANTISSUBORNO CONFORME A ISO 37001

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Gestão de Riscos e Compliance: a Real Aplicação Cotidiana https://elluxconsultoria.com.br/gestao-riscos-compliance/ https://elluxconsultoria.com.br/gestao-riscos-compliance/#comments Mon, 02 Apr 2018 15:54:46 +0000 http://elluxconsultoria.com.br/?p=2529 É muito interessante perceber a extensa aplicação da gestão de riscos e compliance ao nosso cotidiano… desde os riscos associados às lesões esportivas na meia idade e todas as suas consequências; a entrada de um veículo na idade de aumento de quebras e manutenção; causar uma infração no trânsito e ser multado; as decisões de

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É muito interessante perceber a extensa aplicação da gestão de riscos e compliance ao nosso cotidiano… desde os riscos associados às lesões esportivas na meia idade e todas as suas consequências; a entrada de um veículo na idade de aumento de quebras e manutenção; causar uma infração no trânsito e ser multado; as decisões de modelo de negócio frente à revolução 4.0 e a digitalização; até as decisões de investimentos financeiros.

Riscos e Compliance nas decisões de investimentos financeiros

Vamos explorar  o último exemplo. Considerando a baixa da taxa de juros (ainda com expectativa de mais uma redução na próxima reunião do COPOM) e a baixa taxa de inflação, é muito usual, como já aconteceu em outros momentos da vida dos cidadãos brasileiros, a percepção de que o dinheiro investido não está rendendo…   E aí, como explica a neurociência, o temor da perda nos movimenta (mais do que o prazer do ganho) para procurar proteger o que conseguiu poupar em toda uma vida de trabalho, já devendo se planejar para a aposentadoria.

Então nos damos conta da aplicação concreta de uma série de conceitos envolvendo riscos e compliance:

Riscos e Compliance quanto ao cliente

Perfil de risco – conservador, moderado, balanceado, dinâmico, arrojado, agressivo – em qual deles você se encaixa?…as instituições financeiras devem nos avaliar, considerando a experiência em matéria de investimentos; o horizonte de tempo desejado e os objetivos de investimentos (aposentadoria? Poupar para um evento específico? Ajudar a pagar os gastos de curto prazo?); e tolerância ao risco (ver a seguir). Conceito totalmente replicável para as organizações…

Apetite de risco – quantidade e tipo de risco que a pessoa está pretendendo perseguir ou reter – este apetite aumenta na época de juros baixos…

Tolerância ao risco – facilidade da pessoa para suportar o risco após o seu tratamento a fim de alcançar seus objetivos – será que as pessoas mais conservadoras aguentam o baque de aplicar em ações e ver o seu patrimônio diminuir com perdas na Bolsa de Valores?

Due-dilligence de cliente (KYC – “Know Your Client”) – a instituição financeira terá de avaliar o risco de aceitar o cliente (p.ex. se não é uma PEP – pessoa exposta politicamente, se não tem lavagem de dinheiro, se não há envolvimento em corrupção, se não há conflito de interesses, etc.),

“Suitability” – análise e oferta pela instituição financeira dos produtos, serviços e operações mais adequados a cada perfil de investimentos de clientes…

Riscos e Compliance quanto às instituições financeiras

Nestes momentos de busca de maior rentabilidade, nos deparamos com uma série de opções de instituições financeiras, além dos grandes bancos, algumas menores, outras grandes com maior rentabilidade, de diversas naturezas e riscos… Vemos alguns “galos” cantarem que a rentabilidade é maior em corretoras e instituições menores, e abrimos a possibilidade de desbravar este mundo. Mas os riscos devem ser muito bem identificados e avaliados:

Due-dilligence da instituição financeira pelo cliente – o cliente terá de avaliar a confiança, qualidade e ética na instituição, além da rentabilidade (p.ex. se é devidamente credenciada nos órgãos reguladores como a CVM, se é certificada pela CETIP, se tem certificação de qualificação operacional pela BMF&Bovespa,/B3, se é idônea/ética, se tem um bom sistema de GRC – governança, riscos e compliance, se não tem processos por infração no mercado de valores mobiliários, se tem uma boa imagem, se é bem indicada, se tem um bom atendimento, etc.)… Para poder assumir riscos toleráveis… e que atendam ao perfil adequado e apetite de risco.

Riscos e Compliance quanto ao investimento

Rentabilidade de uma aplicação x risco envolvido – muitas vezes ouvimos a expressão: quanto maior o risco, maior o ganho – e vice-versa… Com a renda fixa baseada na taxa de juros em baixos níveis, imediatamente cresce a oferta de investimentos das mais diversas naturezas, com renda variável e mista, com riscos maiores do que a usual renda fixa, poupança ou DI. Nas informações sobre as aplicações/investimentos, aparece o seu grau de risco… e aí devemos testar a nossa tolerância e apetite ao risco

Rating de aplicações e instituições financeiras – para avaliar investimentos específicos de dadas instituições financeiras, é útil usar as classificações de risco de crédito das agências de risco, de modo a calibrar o tamanho do ganho com o grau de risco que se correrá…

Gestão de Riscos e Compliance se torna mais importante e robusta

Toda esta discussão de um exemplo prático do dia-a-dia serve para ilustrar como a gestão de riscos e compliance é inerente e permeia o nosso modo de vida. Como aquela ótima propaganda de TV de uma famosa companhia de seguros, onde cada ato cotidiano do personagem era acompanhado de um indicador de risco que surgia na tela.

Toda essa análise se presta para ganhar confiança na instituição financeira e no investimento… para aumentar a sua rentabilidade com riscos em níveis aceitáveis… para primeiro não perder, e se possível ganhar…

Não é à toa que a gestão de riscos e compliance está se tornando cada vez mais necessária e importante, cada vez mais valorizada e robusta.

Evolução dos conceitos e modelos para Gestão de Riscos e Compliance

A exposição acima explica a necessidade de evolução de conceitos, práticas, normas e modelos para estes temas ao longo das décadas, internacionais e nacionais, nos vários fóruns de discussão.

Últimas mudanças nas normas de Gestão de Riscos e Compliance no ambiente da ISO

Chamamos a atenção neste post para as últimas mudanças das normas de gestão de Riscos e Compliance no ambiente da ISO e da ABNT:

[wp-svg-icons icon=”attachment” wrap=”i”] a ISO aprovou em fevereiro/2018 a atualização da ISO 31000, e no último dia 28/03/2018 foi publicada pela ABNT a sua tradução em português, a NBR ISO 31000:2018.

[wp-svg-icons icon=”attachment” wrap=”i”] a ISO está fazendo a sua análise periódica da ISO 19600 – Sistema de Gestão de Compliance – Diretrizes, solicitando resposta dos membros da comunidade normativa participante do Comitê ISO/TC 309 – Governance of organizations para uma pesquisa sobre a sua aplicação, à qual também fui instado a responder

[wp-svg-icons icon=”attachment” wrap=”i”] a ABNT está na fase final de aprovação da NBR 19601– Sistema de Gestão de Compliance (SGC) – Requisitos, pela ABNT/CEE 309 – Comissão de Estudo Especial de Governança das Organizações , que deve acontecer na reunião marcada para o dia 11/04/18 para posterior envio para Consulta Nacional à sociedade.

E aí vemos a real aplicação no cotidiano dos conceitos teóricos e normas que permeiam as melhores práticas de gestão de riscos e compliance!

Michel Epelbaum – diretor da Ellux Consultoria

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GESTÃO DE COMPLIANCE DE TERCEIROS: DA FICÇÃO POLICIAL À REALIDADE DO MUNDO DOS NEGÓCIOS

BRASIL DESPENCA EM RANKING DE PERCEPÇÃO DA CORRUPÇÃO: OS RISCOS E AS EXIGÊNCIAS AUMENTAM!

COMPLIANCE E A EVOLUÇÃO DOS DIREITOS HUMANOS

BRASIL DECIDE ELABORAR NORMA CERTIFICÁVEL PARA SISTEMAS DE GESTÃO DE COMPLIANCE – NBR 19601

AVANÇOS NORMATIVOS EM GOVERNANÇA, COMPLIANCE E ANTISSUBORNO NA ISO – NORMAS ISO 19600 E ISO 37001

AVANÇO DAS CERTIFICAÇÕES ACREDITADAS DO SISTEMAS DE GESTÃO ANTISSUBORNO CONFORME A ISO 37001

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REFLEXÕES SOBRE A IMPLEMENTAÇÃO NA PRÁTICA DA ISO 9001 e 14001:2015 PARTE 2 https://elluxconsultoria.com.br/implementacao-iso90012015-iso140012015/ https://elluxconsultoria.com.br/implementacao-iso90012015-iso140012015/#comments Mon, 26 Mar 2018 18:22:47 +0000 http://elluxconsultoria.com.br/?p=2493 Como no post da semana passada: Reflexões sobre a Implementação na Prática da ISO 9001 e 14001:2015 parte 1, neste post continuo a apresentar alguns pontos e discussões para quem está fazendo a atualização ou implementação de Sistemas de Gestão na versão 2015 das normas ISO 9001 e ISO 14001, já lastreada no novo modelo

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Como no post da semana passada: Reflexões sobre a Implementação na Prática da ISO 9001 e 14001:2015 parte 1, neste post continuo a apresentar alguns pontos e discussões para quem está fazendo a atualização ou implementação de Sistemas de Gestão na versão 2015 das normas ISO 9001 e ISO 14001, já lastreada no novo modelo de normas de Sistemas de Gestão – SG da ISO (HLS), e outros SGs (p.ex. saúde ocupacional e segurança- ISO 45001, energia – ISO 50001, compliance – ISO 19600, antissuborno – ISO 37001, etc.)

Riscos e Oportunidades

A importância da gestão de riscos para as organizações vem crescendo nas últimas décadas, assim como os movimentos para a sua melhoria desde a década de 80/90 (gestão de riscos de crédito e financeiros), passando pela criação da Lei Sarbanes-Oxley em 2002, a criação do COSO II-ERM – Enterprise Risk Management em 2004 e a primeira versão em 2009 da Norma ISO 31000, atualizada em 2018 (gestão de riscos empresariais). Isto ocorreu por conta do aumento dos riscos e pela percepção da importância de sua prevenção e da definição de sistemas mais robustos de controles.

Com a nova estrutura definida pela ISO para as normas de SG, a determinação, avaliação e tratamento dos riscos e oportunidades passaram a ser incorporados no seu modelo para todos os temas (já fazia parte do universo da gestão de meio ambiente, saúde/segurança ocupacional, qualidade automotiva e outros temas, mas foi mais explicitada em outros temas). E o requisito consiste de um processo de gestão de riscos e oportunidades, contemplando as suas várias etapas/PDCA, passando pela sua identificação até o acompanhamento de seu tratamento e revisão do ciclo.

As normas de SG não são prescritivas quanto à metodologia a ser empregada, que pode variar bastante (veja a Norma ISO 31010, que abrange 41 metodologias). Em muitas empresas já convivem metodologias distintas de avaliação de riscos para temas como:

[wp-svg-icons icon=”forward-3″ wrap=”i”] Saúde ocupacional e segurança

[wp-svg-icons icon=”forward-3″ wrap=”i”] Qualidade

[wp-svg-icons icon=”forward-3″ wrap=”i”] Meio Ambiente

[wp-svg-icons icon=”forward-3″ wrap=”i”] Compliance

[wp-svg-icons icon=”forward-3″ wrap=”i”] Gestão de projetos

[wp-svg-icons icon=”forward-3″ wrap=”i”] Finanças

[wp-svg-icons icon=”forward-3″ wrap=”i”] Segurança Patrimonial

[wp-svg-icons icon=”forward-3″ wrap=”i”] ERM/Controles Internos

Além disto, nas normas de SG estamos falando de identificar, análise, avaliar e tratar diferentes tipos de riscos, tais como os:

[wp-svg-icons icon=”pushpin” wrap=”i”] estratégicos, incluindo aqueles relacionados às partes interessadas e de reputação

[wp-svg-icons icon=”pushpin” wrap=”i”] de compliance e  legais

[wp-svg-icons icon=”pushpin” wrap=”i”] financeiros

[wp-svg-icons icon=”pushpin” wrap=”i”] operacionais (dos processos operacionais), incluindo de projetos/transações/atividades específicos, incluindo pessoas e parceiros.

Vale comentar que neste universo da gestão de riscos, as oportunidades vêm ganhando mais atenção, nos vários temas, o que não é necessariamente direto e intrínseco: oportunidade não é o inverso do risco, e não necessariamente temos oportunidades associadas aos riscos. E a visão mais imediata se concentra mais nos riscos do que nas oportunidades. Como o nosso cérebro: a neurociência afirma que tememos mais perder algo do que ganhar algo.

Percebemos nos projetos de implementação/atualização dos SGs um certo entendimento do conceito de riscos, mas também uma certa mistura entre os tipos de riscos, inclusive com os riscos já levantados (p.ex. aqueles já avaliados nas famosas planilhas de aspectos e impactos ambientais), e uma certa dúvida sobre que caminho seguir para atender às normas.

Não se trata somente de fazer de novo ou complementar uma avaliação de aspectos e impactos, ou um FMEA de projeto, ou uma APR de saúde ocupacional e segurança. Temos de lembrar de um requisito fundamental das normas: de buscar a integração aos processos de negócios – temos de avaliar qual a metodologia empregada para cada tipo de risco/oportunidade a ser avaliado, até podendo ser empregada uma única, mas desde que seja a que agrega mais valor por ser a que otimiza o processo.

Para avaliar os riscos/oportunidades estratégicos, podemos até usar uma SWOT, se o próprio processo estratégico o utilizar. Para avaliar os riscos/oportunidades ligados às partes interessadas e legais, pode(m) ser empregada(s) outra(s) metodologia(s), até mesmo a mais simples “brainstorming”, dependendo da complexidade/tamanho e outros fatores do negócio/processo.

No caso dos riscos operacionais, já são empregadas metodologias como a FMEA, APR, avaliação de aspectos e impactos ambientais, etc. Não se trata de repetir os levantamentos, mas de “enxergar” riscos e oportunidades nestes processos e operações de uma maneira mais ampla…

Quanto mais este processo for integrado (e as metodologias forem as mesmas) para a gestão empresarial e seus vários temas, melhor para a organização…

Outra questão que merece atenção é o planejamento para abordar os riscos e oportunidades, que já existia nas normas que falavam de avaliar riscos (como a ISO 14001, a OHSAS 18001 – agora ISO 45001), mas não estava tão explícito. O que demanda um processo de gestão destes riscos e oportunidades.

No próximo post continuo com a discussão sobre a adaptação ao novo modelo de SG.

Michel Epelbaum – Diretor da Ellux Consultoria

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Saiba mais sobre este assunto em nossos posts relacionados:

Reflexões sobre a Implementação na Prática da ISO 9001 e 14001:2015 parte 1

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