{"id":2427,"date":"2018-03-20T14:01:38","date_gmt":"2018-03-20T14:01:38","guid":{"rendered":"http:\/\/elluxconsultoria.com.br\/?p=2427"},"modified":"2018-03-21T15:19:58","modified_gmt":"2018-03-21T15:19:58","slug":"iso-9001-iso-14001-2015","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/elluxconsultoria.com.br\/?p=2427","title":{"rendered":"Reflex\u00f5es sobre a implementa\u00e7\u00e3o na pr\u00e1tica da ISO 9001\/14001:2015 \u2013 Parte I"},"content":{"rendered":"
Depois de algumas experi\u00eancias com a atualiza\u00e7\u00e3o de sistemas de gest\u00e3o na vers\u00e3o 2015 das normas ISO 9001 e ISO 14001<\/strong> (e outras normas), j\u00e1 lastreada no novo modelo de normas de Sistemas de Gest\u00e3o – SG da ISO<\/strong> (HLS \u2013 High Level Structure), discuto alguns pontos a seguir que podem ser \u00fateis para a reflex\u00e3o e o processo de evolu\u00e7\u00e3o de quem est\u00e1 fazendo este mesmo trabalho.<\/p>\n <\/p>\n O envolvimento da Alta Dire\u00e7\u00e3o continua a ser um ponto cr\u00edtico, o que sabemos desde sempre, e para todos os sistemas de gest\u00e3o.<\/p>\n Como voc\u00eas devem saber, o RD (Representante da Dire\u00e7\u00e3o) n\u00e3o \u00e9 mais mencionado\/requerido na norma. E isto foi definido propositadamente, buscando o refor\u00e7o da lideran\u00e7a e comprometimento da Alta Dire\u00e7\u00e3o e da gest\u00e3o de linha. Porque em v\u00e1rios casos o Sistema de Gest\u00e3o acabou se tornando o SG do RD. \u00c9 muito usual, em v\u00e1rias organiza\u00e7\u00f5es, a concentra\u00e7\u00e3o no RD da gest\u00e3o do tema (qualidade, meio ambiente, etc.), e a Alta Dire\u00e7\u00e3o (e tamb\u00e9m a m\u00e9dia gest\u00e3o) ficar mais distante, inclusive nas auditorias.<\/p>\n Esta situa\u00e7\u00e3o acabou sendo reconhecida pela ISO e pelos profissionais envolvidos na defini\u00e7\u00e3o do modelo do HLS, atrav\u00e9s das experi\u00eancias e de dados de pesquisas. Neste sentido, o que se espera na nova vers\u00e3o \u00e9 uma maior integra\u00e7\u00e3o da gest\u00e3o do tema nos processos de neg\u00f3cios, nos ciclos de gest\u00e3o e nas decis\u00f5es tomadas, buscando maior valor agregado. Independentemente de se manter ou n\u00e3o um RD (que pode ser ou n\u00e3o o gestor do tema em quest\u00e3o)…<\/p>\n <\/p>\n Este importante item, novidade do modelo atual de sistema de gest\u00e3o da ISO (com exce\u00e7\u00e3o da ISO automotiva TS 16949, ora IATF 16949<\/strong><\/a>, onde o plano de neg\u00f3cio j\u00e1 era um requisito, que abrange parte deste novo t\u00f3pico), busca captar o contexto estrat\u00e9gico, para identificar as quest\u00f5es internas e externas pertinentes ao tema espec\u00edfico, e estabelecer a conex\u00e3o dos riscos\/t\u00f3picos do tema espec\u00edfico com a gest\u00e3o estrat\u00e9gica, tamb\u00e9m possibilitando a visualiza\u00e7\u00e3o do seu valor. Esta conex\u00e3o, se n\u00e3o praticada no ciclo anual de gest\u00e3o, acaba conferindo ao sistema de gest\u00e3o um aspecto muito operacional. Lembrando que a gest\u00e3o contempla a estrat\u00e9gia, o t\u00e1tico e o operacional…<\/p>\n Tamb\u00e9m neste t\u00f3pico, o envolvimento da Alta Dire\u00e7\u00e3o \u00e9 fator cr\u00edtico de sucesso para esta evolu\u00e7\u00e3o do SG. N\u00e3o faz sentido o n\u00edvel funcional (o gestor de qualidade, gestor de meio ambiente, seguran\u00e7a, energia, etc.) querer fazer o papel estrat\u00e9gico de responsabilidade da Alta Dire\u00e7\u00e3o. N\u00e3o adianta o f\u00edgado assumir o papel do cora\u00e7\u00e3o, o c\u00e9rebro da pele, etc. \u00c9 importante que o gestor\/RD do tema em quest\u00e3o (qualidade, meio ambiente, etc.) participe da parte pertinente do processo de planejamento estrat\u00e9gico. Seria uma perda de efic\u00e1cia este mesmo gestor elaborar sozinho as quest\u00f5es internas e externas, para que a Alta Dire\u00e7\u00e3o a valide. Principalmente no que tange \u00e0s quest\u00f5es financeiras, econ\u00f4micas e do neg\u00f3cio… (o contr\u00e1rio \u00e9 mais eficaz: a Alta dire\u00e7\u00e3o fazer o seu papel, e o gestor do tema\/RD validar e complementar pontos em seu n\u00edvel de atua\u00e7\u00e3o).<\/p>\n Outro item novo da norma merece aten\u00e7\u00e3o: a determina\u00e7\u00e3o das partes interessadas, suas necessidades e expectativas. \u00c9 o cap\u00edtulo mais recente de uma disputa filos\u00f3fica (e pr\u00e1tica) de d\u00e9cadas entre a Teoria tradicional da Firma e a Teoria dos Stakeholders<\/em> (a miss\u00e3o da empresa de gerar lucros para os acionistas x a miss\u00e3o de gerar valor \u00e0s partes interessadas incluindo os acionistas). E agora se consolidou como item obrigat\u00f3rio para todos os sistemas de gest\u00e3o. Este processo de entendimento, comunica\u00e7\u00e3o e gest\u00e3o de quest\u00f5es com as partes interessadas sempre fez parte do DNA da responsabilidade social e sustentabilidade (incluindo a \u00e1rea ambiental). \u00c9 um processo de racioc\u00ednio estrat\u00e9gico, com desdobramentos para a gest\u00e3o t\u00e1tica e operacional. N\u00e3o se trata somente de elaborar uma matriz para atender a uma auditoria, mas de definir a raz\u00e3o social da empresa, e de buscar a \u201clicen\u00e7a para operar\u201d da organiza\u00e7\u00e3o perante os seus \u201cstakeholders<\/em>\u201d, e abra\u00e7ando todo o contexto estrat\u00e9gico desta decis\u00e3o e seus desdobramentos.<\/p>\n <\/p>\n O conceito de gest\u00e3o por processos evoluiu ao longo das \u00faltimas d\u00e9cadas, desde a melhoria dos processos associada \u00e0 gest\u00e3o de qualidade<\/strong> e produtividade, passando pela Reengenharia de Processos (da d\u00e9cada de 90) e a evolu\u00e7\u00e3o para o BPM (Bussiness Process Management<\/em>) a partir dos anos 2000…. Mesmo tendo sido adotado pela Norma ISO 9001<\/strong> em sua vers\u00e3o de 2000, a evolu\u00e7\u00e3o da estrutura para desenho, modelagem, an\u00e1lise, gest\u00e3o de desempenho e transforma\u00e7\u00e3o\/ melhoria dos processos (em busca da efic\u00e1cia) n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil…. E ainda deve se falar da revolu\u00e7\u00e3o da ind\u00fastria 4.0 e a digitaliza\u00e7\u00e3o e automa\u00e7\u00e3o dos processos…<\/p>\n O aumento de foco nos resultados e a simplifica\u00e7\u00e3o na documenta\u00e7\u00e3o que a nova vers\u00e3o prega \u00e9 mais um passo do movimento hist\u00f3rico que veio desde 2000, suplantando a vis\u00e3o inicial de padroniza\u00e7\u00e3o e procedimentos (lembra-se do: \u201cescreva o que voc\u00ea faz, fa\u00e7a o que est\u00e1 escrito\u201d?) das primeiras vers\u00f5es desde a d\u00e9cada de 80, que acabou criando sistemas mais \u201cpesados\u201d (claro que, dependendo da vis\u00e3o de quem implanta, isso ocorreu mais ou menos).<\/p>\n \u201cEm time que est\u00e1 ganhando n\u00e3o se mexe…<\/em>\u201d A resist\u00eancia \u00e0 mudan\u00e7a existe e \u00e9 compreens\u00edvel: o esfor\u00e7o de simplifica\u00e7\u00e3o e an\u00e1lise\/melhoria dos processos deve ser feito neste momento? Neste momento em que corremos para completar a migra\u00e7\u00e3o? Vamos deixar para fazer ao longo dos anos… J\u00e1 ouviram isso? Com a sobrecarga usual, na pr\u00e1tica vamos fazendo o que d\u00e1… E a transforma\u00e7\u00e3o vai aos poucos…\u00a0 J\u00e1 nas empresas que est\u00e3o implantando pela primeira vez o SG, parece mais natural e com menos esfor\u00e7o j\u00e1 construir o modelo de gest\u00e3o baseado nos processos. E isso \u00e9 apoiado pela digitaliza\u00e7\u00e3o em plena Revolu\u00e7\u00e3o 4.0, onde a automa\u00e7\u00e3o e informatiza\u00e7\u00e3o dos processos \u00e9 crescente…<\/p>\n Tudo o que comentamos \u00e9 mais cr\u00edtico para a Norma ISO 14001<\/strong>, onde esta cultura de gest\u00e3o de processos \u00e9 menos evolu\u00edda.<\/p>\n Como comentado na edi\u00e7\u00e3o brasileira do BPM CBOK Vers\u00e3o 3.0<\/strong><\/a>, BPM \u00e9 uma cultura, \u00e9 meio e n\u00e3o fim, e foi reconhecido que ainda existem ilhas de processos robustos nas organiza\u00e7\u00f5es em, meio a outras regi\u00f5es de processos e conhecimentos menos evolu\u00eddos…<\/p>\n <\/p>\n Como visto no item anterior, a norma prega a simplifica\u00e7\u00e3o da documenta\u00e7\u00e3o, com mais \u00eanfase no resultado e tirando um pouco o rigor\/peso da documenta\u00e7\u00e3o. A documenta\u00e7\u00e3o necess\u00e1ria deve ser determinada pela pr\u00f3pria organiza\u00e7\u00e3o, com base em sua complexidade, tamanho, compet\u00eancia, etc.., como declarado nas normas de SG. Na verdade, esta avalia\u00e7\u00e3o e decis\u00e3o quanto ao tamanho\/complexidade da documenta\u00e7\u00e3o sempre esteve a cargo da organiza\u00e7\u00e3o, ela sempre teve o poder de dosar isso. Mas n\u00e3o era a vis\u00e3o geral, e o excesso de zelo e a jurisprud\u00eancia acabaram ajudando a dar uma densidade excessiva aos SGs.<\/p>\n Pelo mesmo argumento j\u00e1 discutido no item de processos, especulo que a onda de transforma\u00e7\u00e3o que o novo modelo traz acabar\u00e1 ocorrendo ao longo do tempo, e a migra\u00e7\u00e3o ser\u00e1 somente o primeiro passo nesta dire\u00e7\u00e3o. \u00c9 natural a preocupa\u00e7\u00e3o em garantir a recertifica\u00e7\u00e3o… Depois disso, vamos aos poucos simplificando…<\/p>\n Neste sentido, a digitaliza\u00e7\u00e3o dos dados, a gest\u00e3o na nuvem, os ERPs, o big data e as v\u00e1rias op\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas para gest\u00e3o de processos, contribuem para este processo, mas demandam uma an\u00e1lise cuidadosa para n\u00e3o haver exageros no sentido contr\u00e1rio: \u201cvamos eliminar tudo o que puder, pois agora podemos fazer simples…\u201d, e enfraquecer os processos e os controles.<\/p>\n Espero que estas simples reflex\u00f5es possam ajudar com a evolu\u00e7\u00e3o do pensamento e das pr\u00e1ticas sobre a implementa\u00e7\u00e3o das novas vers\u00f5es dos SGs, como a ISO 9001\/14001<\/strong>, mas n\u00e3o somente, ampliando para as normas de SG que est\u00e3o sendo publicadas aos poucos nesta d\u00e9cada, dentre as quais as principais:<\/p>\n [wp-svg-icons icon=”forward-3″ wrap=”i”] as adultas ISO 27001 <\/strong>(seguran\u00e7a da informa\u00e7\u00e3o), ISO 19600 <\/strong>(compliance<\/em>) e ISO 55001 <\/strong>(ativos);<\/p>\n [wp-svg-icons icon=”forward-3″ wrap=”i”] as adolescentes ISO 9001<\/strong> (qualidade) e ISO 14001<\/strong> (meio ambiente);<\/p>\n [wp-svg-icons icon=”forward-3″ wrap=”i”] a menina ISO 37001<\/strong> (antissuborno),<\/p>\n [wp-svg-icons icon=”forward-3″ wrap=”i”] a \u201crec\u00e9m nascida\u201d ISO 45001<\/strong> (sa\u00fade ocupacional e seguran\u00e7a),<\/p>\n [wp-svg-icons icon=”forward-3″ wrap=”i”] as esperadas ISO 50001<\/strong> (energia), ISO 41001<\/strong> (Facilities<\/em>) e ISO 50501<\/strong> (inova\u00e7\u00e3o).<\/p>\n No pr\u00f3ximo post continuo com a discuss\u00e3o sobre a adapta\u00e7\u00e3o ao novo modelo de SG, com os t\u00f3picos seguintes das normas.<\/p>\n Michel Epelbaum\u00a0<\/em><\/strong>\u2013 Diretor da<\/em>\u00a0Ellux Consultoria<\/em><\/strong><\/p>\n Consulte nossos servi\u00e7os de\u00a0Consultoria<\/strong><\/a>,\u00a0Treinamento<\/strong><\/a>\u00a0e\u00a0Auditoria<\/strong><\/a>\u00a0em Sistemas de Gest\u00e3o, inclusive nas Normas\u00a0\u00a0ISO 14001, ISO 9001,\u00a0<\/strong>ISO\u00a045001,\u00a0OHSAS 18001.\u00a0\u00a0<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":" Depois de algumas experi\u00eancias com a atualiza\u00e7\u00e3o de sistemas de gest\u00e3o na vers\u00e3o 2015 das normas ISO 9001 e ISO 14001 (e outras normas), j\u00e1 lastreada no novo modelo de normas de Sistemas de Gest\u00e3o – SG da ISO (HLS \u2013 High Level Structure), discuto alguns pontos a seguir que podem ser \u00fateis para a<\/p>\nLideran\u00e7a<\/strong><\/h1>\n
Contexto da Organiza\u00e7\u00e3o<\/strong><\/h1>\n
Gest\u00e3o por processos<\/strong><\/h1>\n
Informa\u00e7\u00e3o documentada<\/strong><\/h1>\n