{"id":1426,"date":"1997-04-15T13:29:37","date_gmt":"1997-04-15T13:29:37","guid":{"rendered":"http:\/\/elluxconsultoria.com.br\/?p=1426"},"modified":"2018-09-23T23:02:35","modified_gmt":"2018-09-23T23:02:35","slug":"setor-quimico-iso-14001","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/elluxconsultoria.com.br\/?p=1426","title":{"rendered":"Monitoriza\u00e7\u00e3o e Controle Operacional no Setor Qu\u00edmico: Demandas frente \u00e0 ISO 14001"},"content":{"rendered":"

Monitoriza\u00e7\u00e3o e Controle Operacional no Setor Qu\u00edmico: Demandas frente \u00e0 ISO 14001<\/h1>\n

Neste trabalho \u00e9 feita uma an\u00e1lise retrospectiva do gerenciamento ambiental na ind\u00fastria qu\u00edmica de modo a descrever o aperfei\u00e7oamento das pr\u00e1ticas de controle e gest\u00e3o ambiental, discutindo a sua rela\u00e7\u00e3o com os custos associados.<\/p>\n

RESUMO<\/b>
\nO gerenciamento ambiental na ind\u00fastria qu\u00edmica vem evoluindo ao longo das d\u00e9cadas, em
\nresposta \u00e0s transforma\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas, culturais e sociais vivenciadas. Neste trabalho \u00e9 feita
\numa an\u00e1lise retrospectiva deste processo, de modo a descrever o aperfei\u00e7oamento das
\npr\u00e1ticas de controle e gest\u00e3o ambiental, discutindo a sua rela\u00e7\u00e3o com os custos associados.
\nNa seq\u00fc\u00eancia, o trabalho aborda a sistematiza\u00e7\u00e3o da gest\u00e3o ambiental advinda dos novos
\nrequisitos estabelecidos pela Norma ISO 14001, e avalia os seus reflexos sobre as pr\u00e1ticas
\natuais do setor qu\u00edmico.
\n1. INTRODU\u00c7\u00c3O<\/b>
\nPode-se afirmar que, apesar de algumas iniciativas isoladas, o setor qu\u00edmico apresenta
\npr\u00e1ticas ambientais, mais especificamente para os prop\u00f3sitos deste trabalho, de monitoriza\u00e7\u00e3o
\ne controles operacionais que abrigam uma razo\u00e1vel capacidade de interven\u00e7\u00e3o e um potencial
\nsalto de qualidade. Tal afirma\u00e7\u00e3o reside e nos parece v\u00e1lida n\u00e3o apenas no campo t\u00e9cnico
\ncomo tamb\u00e9m na forma estrat\u00e9gica de gest\u00e3o das organiza\u00e7\u00f5es.
\nCom o intuito de permitir um melhor entendimento desta coloca\u00e7\u00e3o e, evidentemente,
\nincentivar o debate sobre a quest\u00e3o, nos parece oportuno realizar uma breve retrospectiva da
\nevolu\u00e7\u00e3o do tema ao longo do tempo, buscando mostrar as vari\u00e1veis envolvidas no processo
\nambiental.
\n2. EVOLU\u00c7\u00c3O DAS PR\u00c1TICAS DE CONTROLE AMBIENTAL DO SETOR QU\u00cdMICO<\/b>
\nDefinindo como cen\u00e1rio de an\u00e1lise as quatro \u00faltimas d\u00e9cadas fica razoavelmente claro que as
\npr\u00e1ticas ambientais das organiza\u00e7\u00f5es tiveram como referencial os requisitos do mercado, a
\nlegisla\u00e7\u00e3o pertinente em vigor e o n\u00edvel de conscientiza\u00e7\u00e3o da sociedade civil a respeito, o que,
\nem \u00faltima an\u00e1lise pode ser consolidado na vari\u00e1vel econ\u00f4mica dentro de uma perspectiva de
\nno m\u00ednimo manter bases de mercado e, se poss\u00edvel, ampli\u00e1-Ias.
\nTivemos nos anos 60, uma d\u00e9cada marcada pela conscientiza\u00e7\u00e3o frente a quest\u00e3o ambiental,
\ncom importantes iniciativas como a do Clube de Roma, entre outras. Naquela oportunidade
\npraticamente n\u00e3o havia nem os chamados controles diretos das fontes de polui\u00e7\u00e3o, sendo os
\nefluentes lan\u00e7ados sem tratamento para a atmosfera, corpos de \u00e1gua ou solo. A\u00e7\u00f5es de
\nmonitoriza\u00e7\u00e3o e controles operacionais com fins ambientais eram inexistentes.
\nNa d\u00e9cada de 70, onde o marco certamente mais significativo foi a Confer\u00eancia Mundial da
\nONU Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas realizada em 1972 em Estocolmo, observamos como
\ndecorr\u00eancia, um per\u00edodo definido pelo “controle da polui\u00e7\u00e3o”. Essencialmente nesse per\u00edodo \u00e9
\nque foram promulgadas as legisla\u00e7\u00f5es ambientais e criadas as Ag\u00eancias de Controle
\nAmbiental, tanto a n\u00edvel mundial como local.
\nApesar desse avan\u00e7o, as iniciativas de monitoriza\u00e7\u00e3o e controle operacional no setor qu\u00edmico
\neram muito t\u00edmidas, praticamente se restringindo ao controle da qualidade dos efluentes na
\nsa\u00edda (efluente final). Algumas raras exce\u00e7\u00f5es eram vistas como produto de exig\u00eancias legais
\nde ado\u00e7\u00e3o de indicadores de desempenho ambiental em sistemas como p\u00f3s-queima ou
\nabsor\u00e7\u00e3o de gases. Ainda assim, esses recursos e informa\u00e7\u00f5es obtidas n\u00e3o eram analisadas
\ncriticamente e empregadas como ferramenta de gest\u00e3o, ficando unicamente no \u00e2mbito t\u00e9cnico.
\nA ado\u00e7\u00e3o de indicadores de desempenho ambiental associados aos processos qu\u00edmicos n\u00e3o
\neram sequer cogitados.
\nNa verdade, o enfoque dado pela legisla\u00e7\u00e3o e a ainda relativa conscientiza\u00e7\u00e3o da comunidade
\nsobre tema ambiental eram fatores indutores e pouco incentivadores de uma mudan\u00e7a de
\npostura, j\u00e1 que mercado n\u00e3o era afetado nesse quadro.
\n‘Durante o transcorrer dos anos 70, tivemos a promulga\u00e7\u00e3o da legisla\u00e7\u00e3o brasileira de
\nseguran\u00e7a do trabalho que, apesar de buscar a redu\u00e7\u00e3o nos n\u00edveis de acidentes ocupacionais,
\nteve tamb\u00e9m seu’ efeito colateral colaborando para incentivar a ado\u00e7\u00e3o de controles
\noperacionais e de monitoriza\u00e7\u00e3o, em pontos tais como opera\u00e7\u00e3o de caldeiras, presen\u00e7a de
\nagentes qu\u00edmicos e explosivos nos ambientes de trabalho, situa\u00e7\u00f5es de risco de inc\u00eandio, etc.
\nNesse momento, come\u00e7amos a perceber que a ocorr\u00eancia acentuada de acidentes do trabalho
\napresentava potencial suficiente para “arranhar” a imagem das organiza\u00e7\u00f5es, notadamente as
\nqu\u00edmicas. A falta de informa\u00e7\u00f5es do p\u00fablico sobre processos qu\u00edmicos e suas opera\u00e7\u00f5es j\u00e1 era
\nfator a ser ponderado.
\nContudo, esse progresso n\u00e3o foi exaustivamente levado ao campo ambiental, mantendo-se os
\npadr\u00f5es de monitoriza\u00e7\u00e3o e controles operacionais vigentes.
\nCom a chegada dos anos 80, a ocorr\u00eancia de diversos eventos com n\u00edtidos reflexos na quest\u00e3o
\nambiental alterou de maneira significativa o “status quo”. Em termos mundiais, a ocorr\u00eancia de
\nacidentes como aqueles de Bhopal e Chernobyl, marcados por milhares de v\u00edtimas, colocou, de
\nforma inequ\u00edvoca a discuss\u00e3o do desempenho ambiental na opini\u00e3o p\u00fablica. A imagem
\nambiental passa ent\u00e3o a ser tratada como ingrediente b\u00e1sico para sobreviv\u00eancia do setor
\nqu\u00edmico. Exemplo marcante dessa constata\u00e7\u00e3o se refere ao Processo “Responsible Care”
\ncriado em 1988 no Canad\u00e1 com o objetivo maior de mostrar a responsabilidade e o
\ndesempenho ambiental do segmento qu\u00edmico. Processo esse adotado mais recentemente no
\nBrasil, pela ABIQUIM – Associa\u00e7\u00e3o Brasileira da Ind\u00fastria Qu\u00edmica com a denomina\u00e7\u00e3o
\ncorrespondente de “Atua\u00e7\u00e3o Respons\u00e1vel”.
\nBasicamente como produto do bin\u00f4mio conscientiza\u00e7\u00e3o da sociedade x legisla\u00e7\u00e3o, a quest\u00e3o
\nambiental come\u00e7a a sair do plano exclusivamente t\u00e9cnico e paulatinamente ingressar no plano
\nestrat\u00e9gico das organiza\u00e7\u00f5es qu\u00edmicas.
\nNesse momento o setor industrial, mais precisamente o qu\u00edmico, come\u00e7a a voltar seus olhares
\npara aspectos como percep\u00e7\u00e3o e compreens\u00e3o da comunidade, gera\u00e7\u00e3o de res\u00edduos s\u00f3lidos
\nperigosos, exist\u00eancia de passivos ambientais, situa\u00e7\u00f5es de emerg\u00eancia ambiental,
\ncontabilidade ambiental, etc. Certamente esse panorama trouxe reflexos positivos para a
\namplia\u00e7\u00e3o dos controles operacionais e das monitoriza\u00e7\u00f5es ambientais at\u00e9 ent\u00e3o praticadas
\npelo setor qu\u00edmico.
\nPor\u00e9m, n\u00e3o h\u00e1 evid\u00eancias de que tais reflexos tenham tamb\u00e9m incidido em \u00e1reas como, por
\nexemplo, monitoriza\u00e7\u00e3o da qualidade ambiental, calibra\u00e7\u00e3o de instrumenta\u00e7\u00e3o ambiental,
\nprincipalmente aquela executada por terceiros, indicadores de desempenho ambiental
\nassociados a par\u00e2metros de processos qu\u00edmicos e sistematiza\u00e7\u00e3o dessas a\u00e7\u00f5es.
\nEm fun\u00e7\u00e3o desse conjunto de transforma\u00e7\u00f5es e mudan\u00e7as de enfoque \u00e9 que os anos 80
\nficaram conhecidos como a d\u00e9cada do “planejamento”, isto posto sob a \u00f3tica ambienta!.
\nFinalmente, com a entrada da d\u00e9cada de 90 ainda em curso, o quadro ambiental se altera
\nainda mais, incorporando, por in\u00fameras raz\u00f5es, a quest\u00e3o ambiental como extens\u00e3o do
\nconceito de “Qualidade”, oferecido ao mundo pelo conjunto de Normas ISO 9000.
\nAs preocupa\u00e7\u00f5es com o esgotamento dos recursos naturais e o atual modelo de
\ndesenvolvimento da sociedade, traduzidas na pr\u00e1tica pela emiss\u00e3o, em 1991 pela ICC da
\nchamada Carta de Roterd\u00e3 e pela realiza\u00e7\u00e3o da Confer\u00eancia da ONU – “Rio 92” s\u00e3o exemplos
\nmarcantes desse fato.
\n3. CONTROLE AMBIENTAL E SEUS CUSTOS NA IND\u00daSTRIA QU\u00cdMICA<\/b>
\nEssas mudan\u00e7as colocaram em definitivo a quest\u00e3o ambiental como parte dos neg\u00f3cios das
\nempresas. No entanto, persistia a no\u00e7\u00e3o de que as medidas que uma empresa deve adotar
\npara reduzir o seu impacto ambiental ou para melhorar as condi\u00e7\u00f5es dos arredores onde est\u00e1
\nlocalizada, s\u00e3o investimentos onerosos e n\u00e3o diretamente rent\u00e1veis.
\nExperi\u00eancias e estudos realizados na Comunidade Europ\u00e9ia mostram que o custo de a\u00e7\u00f5es
\npreventivas, incluindo-se nele, o custo dos estudos de avalia\u00e7\u00e3o de impacto, \u00e9 inferior aos
\ncustos das medidas necess\u00e1rias para a redu\u00e7\u00e3o ou elimina\u00e7\u00e3o da contamina\u00e7\u00e3o e degrada\u00e7\u00e3o
\nprovocados por impactos n\u00e3o previstos.
\nExperi\u00eancias piloto realizadas indicam que o custo de prepara\u00e7\u00e3o das avalia\u00e7\u00f5es de impacto
\nambiental \u00e9 relativamente baixo. Na Holanda, as experi\u00eancias situam a cifra em torno de 25%
\ndo custo total da obra. Na Fran\u00e7a, um estudo do Minist\u00e9rio do Meio Ambiente e Qualidade de
\nVida indica um custo m\u00e9dio de 25% a 75% . Nos Estados Unidos um estudo da EPA –
\nEnvironmental Protection Agency, d\u00e1 uma porcentagem de 19% e em uma pesquisa realizada
\nem 18 pa\u00edses afirma se que o custo m\u00e9dio, de um estudo de impacto ambiental, se situa em
\ncerca de 5% do custo total da obra. Deve-se levar em conta que os custos tendem a decrescer
\nainda mais, como conseq\u00fc\u00eancia da melhoria dos conhecimentos, da disponibilidade de dados,
\ndos servi\u00e7os de informa\u00e7\u00e3o, da qualifica\u00e7\u00e3o do pessoal especializado e pelo efeito de
\nrepeti\u00e7\u00e3o.
\nNa pr\u00e1tica, os estudos de impacto ambiental e a ado\u00e7\u00e3o de sistemas de gest\u00e3o obrigam a
\norganiza\u00e7\u00e3o a estudar a fundo os processos de fabrica\u00e7\u00e3o e os impactos por eles originados. \u00c9
\ndentro deste estudo constante que s\u00e3o descobertas as oportunidades de melhoria no controle
\nambiental, que podem proporcionar tamb\u00e9m a redu\u00e7\u00e3o dos desperd\u00edcios e o aumento de
\nefici\u00eancia operacional.
\nSegundo dados publicados pela CMA – Chemical Manufacturers Association (EUA), o
\npercentual m\u00e9dio do investimento em prote\u00e7\u00e3o ambiental sobre o investimento total na
\nind\u00fastria qu\u00edmica americana foi de 16% em 1993. Neste mesmo ano, o percentual m\u00e9dio das
\ndespesas operacionais de controle ambiental sobre o volume total de vendas no setor resultou
\nem 2,3%. Neste contexto, de cada US$ 1 gasto em controle ambiental, US$ 0,15 retomaram
\ncomo ganhos de efici\u00eancia, enquanto que os US$ 0,85 restantes foram repassados \u00e0 estrutura
\nde custos vinculada ao produto.
\nAtrav\u00e9s dos dados mencionados, fica evidente a conveni\u00eancia de sistematizar as a\u00e7\u00f5es
\nambientais, com \u00eanfase na preven\u00e7\u00e3o, visando a melhoria do desempenho ambiental e a
\nredu\u00e7\u00e3o dos desperd\u00edcios associados \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de res\u00edduos. Exemplos de tal filosofia s\u00e3o a
\nredu\u00e7\u00e3o do consumo de energia, \u00e1gua e outras mat\u00e9rias primas, mediante a reciclagem,
\nrecupera\u00e7\u00e3o de energia, aproveitamento de subprodutos e res\u00edduos, e modifica\u00e7\u00e3o de
\nprocessos e da forma de gerenciamento.
\nA monitoriza\u00e7\u00e3o dos par\u00e2metros de meio ambiente e a avalia\u00e7\u00e3o dos ecossistemas dever\u00e1 ser
\nparte integrante do sistema de gest\u00e3o. Tais elementos s\u00e3o essenciais para a tomada de
\ndecis\u00f5es, que permitam proteger e melhorar a qualidade do meio ambiente aliada \u00e0
\ncompetitividade dentro do mercado.
\n4. GEST\u00c3O AMBIENTAL E AS PR\u00c1TICAS ATUAIS DO SETOR QU\u00cdMICO<\/b>
\nEm 1992 a BSI publica a Norma BS 7750, em sua primeira vers\u00e3o, preconizando uma
\nsistematiza\u00e7\u00e3o da gest\u00e3o ambiental que, posteriormente, serviu de base para a emiss\u00e3o da
\nNorma ISO 14001 que ‘trata do mesmo assunto.
\nOs modelos propostos por tais refer\u00eancias normativas est\u00e3o alinhados com as fortes
\ntend\u00eancias da legisla\u00e7\u00e3o ambiental no sentido da preven\u00e7\u00e3o da polui\u00e7\u00e3o e da pr\u00f3-atividade.
\nEssas normas sugerem conceitos como vis\u00e3o sist\u00eamica, ciclo de vida de produtos, que discute
\nos aspectos ambientais identific\u00e1veis em toda a vida do produto antes mesmo de sua
\nconcep\u00e7\u00e3o, autocontrole, consumo de \u00e1gua e de energia, aspectos ambientais indiretos, como
\naqueles relacionados aos fornecedores e prestadores de servi\u00e7os, etc.
\nNo momento, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel afirmar que todas essas novas posturas de conduzir os neg\u00f3cios
\nj\u00e1 tenham sido assimiladas pelo setor industrial como um todo ou o qu\u00edmico em particular.
\nEsfor\u00e7os nessa dire\u00e7\u00e3o s\u00e3o percept\u00edveis, como por exemplo a atua\u00e7\u00e3o do\u00b7 segmento do ponto
\nde vista de controle de cargas perigosas e em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 contrata\u00e7\u00e3o de empresas para
\npresta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os de manuten\u00e7\u00e3o e empreitada, entre outros. Por\u00e9m, tais esfor\u00e7os ainda
\nn\u00e3o chegaram de maneira plena \u00e0s pr\u00e1ticas ambientais do setor qu\u00edmico, dentro dos controles
\noperacionais e da monitoriza\u00e7\u00e3o ambiental.
\nNeste percurso, o Processo “Responsible Care”\/Atua\u00e7\u00e3o Respons\u00e1vel(R) certamente tem
\nmostrado sua import\u00e2ncia, por exemplo, ao prever c\u00f3digos gerenciais que estabelecem
\npr\u00e1ticas ambientais seguras (p. ex. Prote\u00e7\u00e3o Ambiental).
\nEntretanto, discuss\u00f5es atuais a respeito de outros pontos na monitoriza\u00e7\u00e3o e controle
\nambiental, incluindo alguns legais, parecem n\u00e3o estar ocorrendo simultaneamente no Brasil. A
\ndiscuss\u00e3o conceitual sobre o di\u00e2metro de part\u00edculas respir\u00e1veis(se \u00e9 10 ou 2,5 microns) nos
\nEUA impacta diretamente sobre os custos do controle ambiental, envolvendo a necessidade de
\nnovos equipamentos, novos padr\u00f5es para calibra\u00e7\u00e3o, treinamento de pessoal, etc.
\nCom a introdu\u00e7\u00e3o da Norma ISO 14001, acredita-se que o setor qUlmlco avance rumo \u00e0
\nsistematiza\u00e7\u00e3o de suas a\u00e7\u00f5es ambientais, particularmente tendo em vista os novos requisitos
\nligados ao controle ambiental, conforme explicado no cap\u00edtulo a seguir.
\n5. REQUISITOS DE CONTROLE AMBIENTAL DA NORMA ISO 14001<\/b>
\nO chamado “controle ambiental” tradicional \u00e9 abrangido na norma ISO 14001 em dois itens:
\n4.4.6 Controle Operacional, e 4.5.1 – Monitoramento e Medi\u00e7\u00e3o.
\nDe acordo com a norma IS014001 a organiza\u00e7\u00e3o deve identificar aquelas opera\u00e7\u00f5es e
\natividades associadas aos aspectos ambientais significativos identificados de acordo com sua
\npol\u00edtica, objetivos e metas. A organiza\u00e7\u00e3o deve tamb\u00e9m planejar tais atividades, inclusive
\nmanuten\u00e7\u00e3o, de forma a assegurar que sejam executadas sob condi\u00e7\u00f5es espec\u00edficas.
\nO controle operacional abarca, essencialmente, procedimentos para garantir que as opera\u00e7\u00f5es
\ne atividades da organiza\u00e7\u00e3o relacionadas aos seus aspectos ambientais significativos n\u00e3o
\nexcedam condi\u00e7\u00f5es especificadas ou padr\u00f5es de desempenho, ou violem limites regulat\u00f3rios
\n(Ex.: procedimento para disposi\u00e7\u00e3o de res\u00edduos s\u00f3lidos, procedimento para opera\u00e7\u00e3o de
\nesta\u00e7\u00e3o de tratamento de efluentes).
\nO controle operacional, portanto, surge como uma importante ferramenta para assegurar o
\ndesempenho ambiental da organiza\u00e7\u00e3o, uma vez que o n\u00e3o cumprimento dos procedimentos
\nque o constituem acarretam em n\u00e3o conformidades, tratadas sistematicamente.
\nOutro ponto importante do controle operacional \u00e9 a obrigatoriedade, por parte da organiza\u00e7\u00e3o,
\ndo” estabelecimento e manuten\u00e7\u00e3o de procedimentos relativos aos aspectos ambientais
\nsignificativos identific\u00e1veis de bens e servi\u00e7os utilizados por esta, e da comunica\u00e7\u00e3o dos
\nprocedimentos e requisitos pertinentes a serem atendidos por fornecedores e prestadores de
\nservi\u00e7os.
\nIsto requer que a organiza\u00e7\u00e3o reveja os tipos de materiais, partes e componentes, insumos, e
\nservi\u00e7os que emprega e identifique os aspectos ambientais significativos associados a tais
\nbens e servi\u00e7os. Algumas quest\u00f5es advindas dessa avalia\u00e7\u00e3o relacionam-se a toxicidade,
\nreuso, reciclabilidade e embalagem do insumo.
\nServi\u00e7os que geram aspectos ambientais significativos podem incluir incinera\u00e7\u00e3o de res\u00edduos
\ns\u00f3lidos, transporte de cargas perigosas, etc., e podem ser gerenciados pela organiza\u00e7\u00e3o
\natrav\u00e9s do estabelecimento de uma sistem\u00e1tica de qualifica\u00e7\u00e3o e avalia\u00e7\u00e3o de prestadores de
\nservi\u00e7os, sistem\u00e1tica esta que aborde quest\u00f5es ambientais. O estabelecimento de
\nprocedimentos operacionais a serem seguidos por esses prestadores e de cl\u00e1usulas
\ncontratuais que incorporem quest\u00f5es ambientais tamb\u00e9m representa uma forma da
\norganiza\u00e7\u00e3o atuar sobre aspectos ambientais.
\nDessa maneira a norma ISO 14001 come\u00e7a a induzir a corresponsabilidade por aspectos
\nambientais em organiza\u00e7\u00f5es vinculadas comercialmente entre si, seja por presta\u00e7\u00e3o de
\nservi\u00e7os, seja por compra e venda de insumos. Em termos pr\u00e1ticos isso pode significar uma
\nrea\u00e7\u00e3o em cadeia na crescente busca pela adequa\u00e7\u00e3o ambiental de fornecedores, uma vez
\nque a for\u00e7a motriz dessa mudan\u00e7a de atitude \u00e9 comercial, e n\u00e3o somente baseada em
\nrequisitos legais.
\nNo que se refere a monitoramento e medi\u00e7\u00e3o, a norma ISO 14001 estabelece que a
\norganiza\u00e7\u00e3o deve estabelecer e manter procedimentos documentados para monitorar e medir,
\nperiodicamente, as caracter\u00edsticas principais de suas opera\u00e7\u00f5es e atividades que possam ter
\num impacto significativo sobre o meio ambiente (Ex.: carga org\u00e2nica de efluente). Os
\nequipamentos de monitoramento devem ser calibrados e mantidos, e os registros desse
\nprocesso devem ficar retidos, segundo procedimentos definidos pela organiza\u00e7\u00e3o.
\nAdicionalmente, a organiza\u00e7\u00e3o deve estabelecer e manter um procedimento documentado para
\navalia\u00e7\u00e3o peri\u00f3dica do atendimento \u00e0 legisla\u00e7\u00e3o e regulamentos ambientais pertinentes.
\nMonitoramento e medi\u00e7\u00e3o constituem atividades que avaliam se a organiza\u00e7\u00e3o est\u00e1
\nfuncionando de acordo com os requisitos especificados na sua Pol\u00edtica Ambiental, nos seus
\nobjetivos, nos seus procedimentos, na legisla\u00e7\u00e3o, etc.
\nEste requisito da norma estimula o estabelecimento de indicadores de desempenho da
\norganiza\u00e7\u00e3o frente aos seus objetivos e metas e frente ao seu desempenho ambiental de anos
\nanteriores (Ex.: m3 de \u00e1gua consumida por tono de produto acabado). Nesse requisito se inclui
\na avalia\u00e7\u00e3o do cumprimento da legisla\u00e7\u00e3o e dos regulamentos ambientais pertinentes.
\nA determina\u00e7\u00e3o de indicadores ou de par\u00e2metros de monitoriza\u00e7\u00e3o s\u00f3 \u00e9 eficaz se os
\nequipamentos de medi\u00e7\u00e3o forem adequada e periodicamente calibrados e aferidos. Algumas
\norganiza\u00e7\u00f5es encontram a\u00ed uma interessante oportunidade para adequar seus laborat\u00f3rios
\ninternos ou exigir garantias de laborat\u00f3rios externos eventualmente contratados e, desta forma,
\naumentar a confiabilidade de monitoriza\u00e7\u00f5es atualmente em pr\u00e1tica.
\nAs organiza\u00e7\u00f5es passam a contar com um poderoso instrumento para identifica\u00e7\u00e3o de \u00e1reas
\nde \u00eaxito bem como de atividades que exijam a\u00e7\u00e3o corretiva e melhoria. A observ\u00e2ncia de sua
\nconformidade legal tamb\u00e9m passa a ser feita de forma sistem\u00e1tica, antevendo eventuais
\npenalidades legais.
\n6. O QUE MUDA NO CONTROLE AMBIENTAL DAS EMPRESAS QU\u00cdMICAS COM A<\/b>
\nNORMA ISO 14001<\/b>
\nA diferen\u00e7a entre as pr\u00e1ticas atuais do setor qu\u00edmico e os novos requisitos da Norma ISO
\n14001 j\u00e1 est\u00e3o gerando demandas referentes ao controle ambienta!. As mais importantes s\u00e3o
\nexplanadas a seguir.
\na) Melhorias na gest\u00e3o de res\u00edduos s\u00f3lidos – as pr\u00e1ticas relativas a coleta, estocagem,
\ntransporte est\u00e3o sendo sistematizadas e aperfei\u00e7oadas, de modo a atender a legisla\u00e7\u00e3o e a
\ns\u00e9rie de normas t\u00e9cnicas brasileiras que disciplinam o tema. As empresas est\u00e3o passando a
\nquantificar e classificar seus res\u00edduos, gerando dados importantes para o gerenciamento. Os
\ncuidados referentes ao seu tratamento e destina\u00e7\u00e3o se tornam mais rigorosos, tanto com
\nrela\u00e7\u00e3o \u00e0s praticas internas como com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 sele\u00e7\u00e3o de prestadores de servi\u00e7os e
\ntransportadores. Por fim, o grau de reciclagem de res\u00edduos passa a aumentar com o tempo,
\nconforme compromisso com a preven\u00e7\u00e3o da polui\u00e7\u00e3o;
\nb) Amplia\u00e7\u00e3o e sistematiza\u00e7\u00e3o das monitoriza\u00e7\u00f5es – o escopo de aspectos\/impactos, assim
\ncomo os pontos\/locais tem aumentado com a implanta\u00e7\u00e3o da ISO 14001. Monitoriza\u00e7\u00f5es
\nreferentes a res\u00edduos, consumos de recursos naturais e energ\u00e9ticos, emiss\u00f5es atmosf\u00e9ricas
\nespec\u00edficas (p.ex. ve\u00edculos), dentre outros, s\u00e3o incorporadas \u00e0s monitoriza\u00e7\u00f5es
\ntradicionalmente efetuadas (efluentes l\u00edquidos e emiss\u00f5es atmosf\u00e9ricas). Tamb\u00e9m se tem
\nnotado a padroniza\u00e7\u00e3o e sistematiza\u00e7\u00e3o das rotinas de monitoriza\u00e7\u00e3o, definindo claramente
\npar\u00e2metros, freq\u00fc\u00eancia, m\u00e9todos, etc;
\nc) Sistematiza\u00e7\u00e3o e aperfei\u00e7oamento da calibra\u00e7\u00e3o de instrumentos – a partir da
\nimplementa\u00e7\u00e3o de um SGA de acordo com a Norma ISO 14001, os cuidados relativos \u00e0
\ncalibra\u00e7\u00e3o de instrumentos de medi\u00e7\u00e3o de vari\u00e1veis ambientais se redobraram. Tanto nas
\nan\u00e1lises realizadas internamente, como no gerenciamento de laborat\u00f3rios externos, sistem\u00e1tica
\nde confirma\u00e7\u00e3o metrol\u00f3gica tem sido usada, baseada em normas internacionais (p. ex. ISO
\n10012) ou nas j\u00e1 existentes internamente (p. ex. em empresas com Sistemas da Qualidade
\nimplantados). Neste sentido, o cen\u00e1rio representado pela falta de laborat\u00f3rios ambientais
\nnacionais que tenham adequados sistemas de qualidade e\/ou de garantia de confiabilidade de
\nsuas an\u00e1lises deve ser objeto de a\u00e7\u00f5es de melhoria no m\u00e9dio prazo.
\nd) Sistematiza\u00e7\u00e3o dos procedimentos de manuten\u00e7\u00e3o e inspe\u00e7\u00e3o, e amplia\u00e7\u00e3o de seu escopo –
\ncomo visto no cap\u00edtulo anterior, a prioridade das aten\u00e7\u00f5es das sistem\u00e1ticas de manuten\u00e7\u00e3o
\npreventiva\/preditiva nas ind\u00fastrias qu\u00edmicas se relacionam normalmente aos equipamentos
\nvitais para a continuidade operacional (e \u00e0 qualidade do produto, em empresas que t\u00eam
\nimplantado um Sistema de Qualidade). Com a introdu\u00e7\u00e3o do SGA, s\u00e3o incorporados \u00e0 escala
\nde prioridades de manuten\u00e7\u00e3o aqueles equipamentos essenciais \u00e0 manuten\u00e7\u00e3o do
\ndesempenho ambienta!. Neste caso se incluem aqueles componentes dos sistemas de
\ncontrole\/tratamento de emiss\u00f5es\/efluentes, e os equipamentos de controle de processo que
\ninfluenciam sobre os aspectos ambientais significativos. A sistematiza\u00e7\u00e3o da manuten\u00e7\u00e3o
\nsobre estes equipamentos eleva o seu grau de confiabilidade e a estabiliza\u00e7\u00e3o das faixas de
\ncontrole dos par\u00e2metros cr\u00edticos ambientais.
\ne) Incorpora\u00e7\u00e3o do controle do transporte de cargas perigosas e do gerenciamento de fontes
\nradioativas tamb\u00e9m ao controle ambiental – as atividades de gerenciamento sobre o transporte
\nde cargas perigosas e de fontes radioativas s\u00e3o tradicionalmente conduzidas pelos
\ndepartamentos de seguran\u00e7a industrial, sendo tratados conjuntamente ao tema “Seguran\u00e7a”.
\nCom o advento da ISO 14001, estes temas est\u00e3o sendo incorporados tamb\u00e9m ao
\ngerencianiento ambiental, de forma que o resultado passa a ser compartilhado entre as
\ndisciplinas “Seguran\u00e7a” e “Meio Ambiente”. Tal fato se deve \u00e0 exist\u00eancia de potenciais
\nimpactos ambientais oriundos destas atividades, al\u00e9m das potenciais conseq\u00fc\u00eancias ao
\nhomem\/funcion\u00e1rio normalmente consideradas.
\nf) Aperfei\u00e7oamento do gerenciamento do consumo de \u00e1gua e energia – o consumo de recursos
\nnaturais e energ\u00e9ticos, com raras exce\u00e7\u00f5es, n\u00e3o tem sido objeto de programas ambientais de
\nconserva\u00e7\u00e3o. Tal fato se deve, em grande parte, \u00e0 prioriza\u00e7\u00e3o de esfor\u00e7os no controle da
\npolui\u00e7\u00e3o, atrav\u00e9s dos instrumentos legais, sendo que n\u00e3o h\u00e1, de maneira geral, requisitos
\nlegais de desempenho ambiental relacionados ao consumo de recursos naturais e energ\u00e9ticos.
\nCom a introdu\u00e7\u00e3o da ISO 14001, estes temas t\u00eam sido considerados freq\u00fcentemente como
\nsignificativos, por compromissos\/pol\u00edticas volunt\u00e1rias das empresas qu\u00edmicas. Desta maneira, o
\ngerenciamento do uso de \u00e1gua, consumo de energia el\u00e9trica e o uso de recursos naturais n\u00e3o
\nrenov\u00e1veis t\u00eam sido incorporado ao SGA, com programas de redu\u00e7\u00e3o de consumo que
\nresultam tamb\u00e9m em redu\u00e7\u00e3o de custos.
\ng) Inclus\u00e3o da vari\u00e1vel ambiental no gerenciamento de fornecedores e prestadores de servi\u00e7os
\n– o controle ambiental nas empresas qu\u00edmicas t\u00eam, historicamente, se baseado na engenharia
\nambiental ligada aos equipamentos de controle internos \u00e0 empresa. A introdu\u00e7\u00e3o da ISO 14001
\ninfluencia no gerenciamento sobre fornecedores na medida em que:
\n– amplia a abrang\u00eancia dos aspectos ambientais, considerando tamb\u00e9m aqueles sobre os quais
\na empresa pode exercer influ\u00eancia. S\u00e3o incorporados, assim, controles sobre fornecedores
\ncujas atividades podem influenciar o desempenho e\/ou imagem das empresas qu\u00edmicas;
\n– amplia a vis\u00e3o t\u00e9cnica existente, incluindo a componente gerencial e humana. Neste sentido,
\ns\u00e3o requeridos controles sobre os prestadores de servi\u00e7os, incluindo tamb\u00e9m requisitos de
\ntreinamento e conscientiza\u00e7\u00e3o.
\nh) Sistematiza\u00e7\u00e3o e amplia\u00e7\u00e3o de procedimentos preventivos e de a\u00e7\u00f5es mitigadoras em casos
\nde potenciais emerg\u00eancias ambientais – com a ado\u00e7\u00e3o da ISO 14001, as ind\u00fastrias qu\u00edmicas
\nest\u00e3o aperfei\u00e7oando o gerenciamento sobre os perigos e potenciais situa\u00e7\u00f5es de emerg\u00eancias
\nambientais, atrav\u00e9s da formaliza\u00e7\u00e3o e\/ou ado\u00e7\u00e3o de procedimentos preventivos e de prontid\u00e3o.
\nTais procedimentos, em muitos casos, complementam aqueles existentes para aspectos
\nligados \u00e0 seguran\u00e7a industrial. As principais situa\u00e7\u00f5es contempladas s\u00e3o relativas a
\nderramamentos e vazamentos de subst\u00e2ncias t\u00f3xicas\/perigosas, inc\u00eandios e explos\u00f5es com
\nconseq\u00fc\u00eancias ambientais, falhas em sistemas\/ equipamentos de controle ambiental,
\ndescontrole de processos qu\u00edmicos com conseq\u00fc\u00eancias ambientais (p. ex. decomposi\u00e7\u00e3o com
\nruptura do disco de seguran\u00e7a e gera\u00e7\u00e3o de ondas de vibra\u00e7\u00e3o e ru\u00eddo).
\ni) Ado\u00e7\u00e3o de indicadores de desempenho para monitorar e avaliar os resultados ambientais –
\nas empresas qu\u00edmicas est\u00e3o adotando indicadores que possibilitam a f\u00e1cil avalia\u00e7\u00e3o de
\nconformidade \u00e0s especifica\u00e7\u00f5es\/requisitos, e permitam a tomada de a\u00e7\u00f5es corretivas,
\npreventivas e o estabelecimento de objetivos e metas de melhoria de desempenho. Com a
\npadroniza\u00e7\u00e3o destes indicadores em um futuro pr\u00f3ximo, as empresas qu\u00edmicas poder\u00e3o
\ncomparar seus desempenhos ambientais, atrav\u00e9s das ferramentas de “Benchmarking”,
\npermitindo inclusive maior sinergia de a\u00e7\u00f5es ambientais entre elas.
\n7. CONCLUS\u00d5ES<\/b>
\nAs demandas advindas da sociedade civil, da legisla\u00e7\u00e3o e do mercado sinalizam que a
\nind\u00fastria qu\u00edmica deve incluir a vari\u00e1vel ambiental nas decis\u00f5es estrat\u00e9gicas ligadas ao
\nneg\u00f3cio, como passaporte para a sobreviv\u00eancia no longo prazo. Neste sentido, a ado\u00e7\u00e3o de
\nSistemas de Gest\u00e3o Ambiental como preconizado pela Norma ISO 14001 contribui eficazmente
\npara a sistematiza\u00e7\u00e3o das pr\u00e1ticas atuais de controle ambiental, para a preven\u00e7\u00e3o da polui\u00e7\u00e3o
\ne melhoria do desempenho, ‘para a melhoria da imagem institucional do setor e para a
\notimiza\u00e7\u00e3o dos recursos empregados para este fim.
\nREFER\u00caNCIAS BIBLIOGR\u00c1FICAS<\/b>
\na) Nicolas, Diez et alli. “Higiene ambiental”, Madrid, Editorial Mapfre, 1984.
\nb)Cascio, Joseph. “The ISO 14001 handbook”, Baltimore, Port City Press\/CEEM Information
\nServices, 1996.
\nc)c) CMA – Chemical Manufacturers Association.” Monthly chemical industry economic profile”,
\nJuly,1994.
\nd)d) ABNT. “NBR ISO 14001 – Sistemas de gest\u00e3o ambiental – especifica\u00e7\u00e3o e diretrizes para
\nuso”, 1996.<\/p>\n

Autores: Fl\u00e1vio Gomes da Silva, Maria Dorotea Q. Godini, Michel Epelbaum e Rodolpho Lopes<\/h3>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"

Monitoriza\u00e7\u00e3o e Controle Operacional no Setor Qu\u00edmico: Demandas frente \u00e0 ISO 14001 Neste trabalho \u00e9 feita uma an\u00e1lise retrospectiva do gerenciamento ambiental na ind\u00fastria qu\u00edmica de modo a descrever o aperfei\u00e7oamento das pr\u00e1ticas de controle e gest\u00e3o ambiental, discutindo a sua rela\u00e7\u00e3o com os custos associados. RESUMO O gerenciamento ambiental na ind\u00fastria qu\u00edmica vem evoluindo<\/p>\n

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