{"id":1411,"date":"2001-11-15T13:09:02","date_gmt":"2001-11-15T13:09:02","guid":{"rendered":"http:\/\/elluxconsultoria.com.br\/?p=1411"},"modified":"2020-06-19T18:14:37","modified_gmt":"2020-06-19T21:14:37","slug":"marketing-produtos-verdes","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/elluxconsultoria.com.br\/?p=1411","title":{"rendered":"Marketing e Produtos Verdes: Fator Competitivo Para as Empresas?"},"content":{"rendered":"
Requisitos ambientais no p\u00f3s-consumo de cliente para fornecedor e derivados de demandas dos consumidores est\u00e3o alterando as rela\u00e7\u00f5es entre os elos das cadeias de cust\u00f3dia.<\/p>\n
Neste artigo s\u00e3o explorados estas mudan\u00e7as recentes, assim como ilustrados os casos da cadeia do \u201cagribusiness\u201d e a automobil\u00edstica.<\/p>\n
Considerando a grande e r\u00e1pida modifica\u00e7\u00e3o do ambiente nas \u00faltimas d\u00e9cadas, quanto aos aspectos culturais, sociais, pol\u00edticos e econ\u00f4micos, as empresas t\u00eam procurado se adaptar de modo a obter vantagens competitivas.<\/p>\n
Neste bojo, a crescente preocupa\u00e7\u00e3o mundial com os problemas ecol\u00f3gicos tem pressionado as corpora\u00e7\u00f5es a dar maior import\u00e2ncia a este tema em suas atividades, produtos e servi\u00e7os.<\/p>\n
O objetivo deste artigo \u00e9 abordar: a mudan\u00e7a nos padr\u00f5es culturais e de consumo de clientes e consumidores; em que grau a ado\u00e7\u00e3o estrat\u00e9gica consciente de pr\u00e1ticas conservacionistas, de produtos verdes e de ecoefici\u00eancia traz vantagens competitivas aos adeptos; sugest\u00f5es de atua\u00e7\u00e3o consistente e permanente para aproveitamento do “marketing verde”.
\n<\/b><\/p>\n2. ABORDAGEM EMPRESARIAL DA PROTE\u00c7\u00c3O AMBIENTAL<\/b><\/h2>\n
O setor empresarial v\u00eam reagindo, nestas \u00faltimas d\u00e9cadas, aos requisitos crescentes dos diversos segmentos sociais. O quadro 1 ilustra a evolu\u00e7\u00e3o desta abordagem.<\/p>\n
Nota-se claramente na evolu\u00e7\u00e3o da abordagem empresarial nas \u00faltimas d\u00e9cadas uma mudan\u00e7a cultural (com in\u00edcio nos anos 80 nos principais centrais em empresas de ponta, por\u00e9m ainda se estendendo aos demais).<\/p>\n
O que era antes visto como uma preocupa\u00e7\u00e3o “hippie”, se transformou em pr\u00e9-requisito para o desenvolvimento dos neg\u00f3cios, e em muitos casos, em fator competitivo (como ser\u00e1 abordado ao longo deste artigo).<\/p>\n
A gest\u00e3o ambiental<\/strong> se aproxima da gest\u00e3o estrat\u00e9gica e do desenvolvimento de produtos. Diante da preocupa\u00e7\u00e3o ambiental que extrapola causa locais e permeia segmentos como financiadores e consumidores\/clientes, as empresas buscaram adaptar a sua gest\u00e3o para atender \u00e0s crescentes demandas. As principais ferramentas utilizadas maci\u00e7amente, que est\u00e3o associadas ao marketing e divulga\u00e7\u00e3o junto aos diversos p\u00fablicos s\u00e3o ilustradas no quadro 2.<\/p>\n Percebe-se uma tend\u00eancia de avan\u00e7os na dire\u00e7\u00e3o de:<\/p>\n <\/p>\n No entanto, percebe-se que a abordagem dada \u00e9 pontual e reativa: constituem-se em iniciativas isoladas n\u00e3o sist\u00eamicas\/permanentes, e como resposta a certas demandas, n\u00e3o fazendo parte de uma cultura consciente de preocupa\u00e7\u00e3o e comprometimento. Raras empresas efetivamente chegaram a este est\u00e1gio ideal.<\/p>\n Quanto ao “marketing verde”, a abordagem est\u00e1 associada a: autodeclara\u00e7\u00e3o nos produtos, atrav\u00e9s de express\u00f5es muitas vezes d\u00fabias como “n\u00e3o afeta a camada de oz\u00f4nio”, “ecol\u00f3gico”, “natural”, etc.<\/p>\n 3 certifica\u00e7\u00e3o de produtos, atrav\u00e9s de organismos independentes propagandas na m\u00eddia impressa e televisiva, procurando mostrar que a empresa “\u00e9 verde” por estar desenvolvendo algumas iniciativas. Diversas empresas perceberam que a avalia\u00e7\u00e3o ambiental<\/strong> em est\u00e1gios iniciais do desenvolvimento de produtos (“design for the environment), com o enfoque das necessidades dos clientes\/consumidores, representam uma substancial oportunidade de desenvolvimento. Os dados da tabela 1 ilustram a evolu\u00e7\u00e3o deste mercado nos EUA.<\/p>\n Alguns exemplos de sucesso de produtos ecol\u00f3gicos (citados por Coddington) s\u00e3o:<\/p>\n Wal-Mart relata que seu programa de marcas ecol\u00f3gicas, iniciado em agosto de 1989, contribuiu para aumentar as vendas anuais totais em 25%;<\/p>\n O amaciante industrial Downy Refill da PROCTER & GAMBLE tornou-se um produto nacional em 1990 ap\u00f3s aumentar em 20% o volume de vendas em seu teste de mercado;<\/p>\n Os filtros de caf\u00e9 Natural Brown da MELLITA representam at\u00e9 50% do neg\u00f3cio de filtros, da Mellita, em certos mercados;<\/p>\n A Seventh Generation, uma comerciante de produtos ecol\u00f3gicos pr catalogo, viu suas vendas saltarem de US$ 1 milh\u00e3o em 1988 para cerca de US$ 10 milh\u00f5es em 1991.<\/p>\n Alguns dos t\u00f3picos ambientais que podem ser considerados no produto s\u00e3o:<\/p>\n A evolu\u00e7\u00e3o do comportamento do consumidor quanto \u00e0s quest\u00f5es ambientais \u00e9 apresentado no quadro 3.<\/p>\n Diversas pesquisas e dados mostram essa mudan\u00e7a no comportamento do consumidor quanto \u00e0 preocupa\u00e7\u00e3o ambiental, passando do quantitativo para o qualitativo, do foco somente na compra (curto prazo) para a no\u00e7\u00e3o de que o ato da compra representa a sobreviv\u00eancia de empresas e exemplo de atitude (longo prazo), e consequentemente associando um efeito psicol\u00f3gico de contribui\u00e7\u00e3o pessoal e responsabilidade social.. A mais conhecida segmenta\u00e7\u00e3o de consumidores pelas atitudes ambientalistas foi desenvolvida em 1990 pela The Roper Organization, para os consumidores dos produtos da empresa S.C. Johnson & Son.<\/p>\n A segmenta\u00e7\u00e3o The Roper\/S.C.Johnson identificou cinco categorias de consumidores, apresentados no quadro 4. Estes consumidores adotam os h\u00e1bitos de compra apresentados na tabela 2.<\/p>\n Logo ap\u00f3s a primeira vers\u00e3o desta pesquisa ter sido conclu\u00edda, a S.C.Johnson & Son e a The Roper Organization apresentaram os resultados de seu estudo de 1992 acerca do consumerismo verde: A porcentagem dos verdeiros verdes <\/i>quase dobrou, de 11% para 20%. Os segmento dos pagadores verdes <\/i>encolheu de 11% para 5%. O segmento dos rebentos <\/i>cresceu de 26% para 31% da popula\u00e7\u00e3o. Os queixosos <\/i>decresceram em n\u00famero, de 24% para 9%. Os b\u00e1sicos <\/i>aumentaram de 28% para 35%. Outra pesquisa, cujos dados s\u00e3o apresentados nos quadros 5 e 6, mostra a prioridade relativa das quest\u00f5es ambientais nos EUA.<\/p>\n Outra pesquisa, realizada pela Good Housekeeping Institute, 1990, os produtos ecol\u00f3gicos mais freq\u00fcentemente comprados foram:<\/p>\n 1- produtos de limpeza domiciliar (38%)<\/p>\n 2- produtos derivados do papel (33%)<\/p>\n 3- lixeiras e sacos de lixo (24%)<\/p>\n 4- produtos de beleza (21%)<\/p>\n 5- produtos aliment\u00edcios (12%) Os dados mostram que os consumidores est\u00e3o se agrupando ou se posicionando como consumidores verdes e n\u00e3o-verdes e que h\u00e1 um aumento na preocupa\u00e7\u00e3o e na educa\u00e7\u00e3o com o meio ambiente.<\/p>\n Quanto mais os consumidores se tornam mais educados, mais eles se habilitam a formar opini\u00f5es e tomar partido de um dos lados ao inv\u00e9s de ficar no meio termo.<\/p>\n Outro fator importante a ser considerado acerca do consumerismo ecol\u00f3gico \u00e9 o importante papel desempenhado pelas crian\u00e7as na forma\u00e7\u00e3o do comportamento ambientalista de seus pais.<\/p>\n Pesquisas quantitativas confirmam como as crian\u00e7as afetam profundamente o comportamento de compra de seus pais.<\/p>\n Uma pesquisa nacional conduzida pela INFOCUS ENVIRONMENTAL (Princeton, New Jersey) sobre o impacto das crian\u00e7as no comportamento ambiental de seus pais, produziu os seguintes resultados: Mais que um em tr\u00eas pais (34%) mudaram seu comportamento de compra devido ao aprendizado com seus filhos dentro de casa , acerca do meio ambiente. 17% dos lares com crian\u00e7as evitam produtos comuns porque os pais aprenderam com seus filhos que esses produtos ou embalagens s\u00e3o maus para o meio ambiente. 20% comprou um produto espec\u00edfico porque eles aprenderam com seus filhos que esses produtos eram melhores para o meio ambiente.<\/p>\n Podemos verificar a influ\u00eancia desse grupo sobre empresas, pelo caso da Archie Comic Publications Inc. (1992), que recebeu um grande n\u00famero de cartas dos leitores (cuja maioria s\u00e3o crian\u00e7as) sugerindo que as revistas fossem feitas de papel reciclado. No quadro 7 \u00e9 apresentada a evolu\u00e7\u00e3o do comportamento dos clientes em rela\u00e7\u00e3o fornecedores quanto aos requisitos ambientais.<\/p>\n \u00c0 medida em que as ind\u00fastrias e as cadeias de neg\u00f3cios v\u00e3o se globalizando, os requisitos ambientais v\u00e3o se tornando tamb\u00e9m globais.<\/p>\n Nos \u00faltimos anos, percebe-se um esfor\u00e7o de diversos segmentos (de forma contundente o setor automobil\u00edstico; com crescimento em vista os de telecomunica\u00e7\u00f5es, inform\u00e1tica, …..) na concentra\u00e7\u00e3o no seu neg\u00f3cio principal e na diminui\u00e7\u00e3o do n\u00famero de fornecedores, encaminhando o relacionamento comercial para uma parceria de longo prazo com alguns deles, e no envolvimento de fornecedores e prestadores de servi\u00e7o. Tal processo levou tamb\u00e9m a uma demanda crescente de requisitos ambientais \u00e0 cadeia de fornecimento.<\/p>\n Os requisitos podem estar associados a: produto processo do fornecedor, contemplando resultados ambientais, licenciamento e cumprimento de legisla\u00e7\u00e3o, e sistema de gest\u00e3o ambiental processo dos fornecedores dos fornecedores transporte<\/p>\n Recentemente, h\u00e1 um movimento forte para o estabelecimento de requisitos ambientais a fornecedores no segmento automotivo, onde diversas montadoras como FORD e SCANIA exigiram de seus fornecedores a certifica\u00e7\u00e3o ISO 14001.<\/p>\n Segundo Porter, a equa\u00e7\u00e3o da melhoria ambiental se traduz em: Para eles, os benef\u00edcios da prote\u00e7\u00e3o ambiental s\u00e3o: produto<\/b> maior qualidade, produtos mais consistentes custos menores de produto (p.ex. da substitui\u00e7\u00e3o de materiais) custos menores de embalagens uso mais eficiente dos recursos usados para o produto produtos mais seguros custo menor da disposi\u00e7\u00e3o dos produtos p\u00f3s-uso para o consumidor\/cliente maiores valores do produto para revenda ou como res\u00edduo 6. ESTRAT\u00c9GIAS COMPETITIVAS E ESTRAT\u00c9GIAS DE MARKETING<\/b><\/p>\n A maioria dos consumidores baseiam suas decis\u00f5es de comprar ou n\u00e3o comprar produtos ecol\u00f3gicos, segundo as seguintes considera\u00e7\u00f5es: PRE\u00c7O<\/b><\/p>\n Qualidade e performance iguais, os consumidores ir\u00e3o geralmente escolher a marca mais barata.<\/p>\n Esses fatos geram um desvantagem para os produtos ecol\u00f3gicos, os quais historicamente tendem a ser mais caros que seus concorrentes.<\/p>\n Os consumidores n\u00e3o entendem porque eles deveriam pagar mais pelo mesmo produto.<\/p>\n Mas o pre\u00e7o dos produtos ecol\u00f3gicos, se n\u00e3o a atitude do consumidor, est\u00e1 mudando.<\/p>\n A paridade entre pre\u00e7os \u00e9 agora mais comum \u2013 e como o fornecimento de materiais reciclados est\u00e1 aumentando, os pre\u00e7os dos produtos ecol\u00f3gicos est\u00e3o se tornando mais competitivos.<\/p>\n Com o tempo o pre\u00e7o deixar\u00e1 de ser um fator cr\u00edtico para os produtos ecol\u00f3gicos.<\/p>\n A sensibilidade do consumidor com rela\u00e7\u00e3o ao pre\u00e7o varia de categoria a categoria de produto.<\/p>\n Por exemplo, o papel \u00e9 um produto particularmente sens\u00edvel ao pre\u00e7o. Por outro lado, os detergentes est\u00e3o no meio termo.<\/p>\n A lealdade \u00e0 marca \u00e9 um fator significativo e assim, reduz a sensibilidade ao pre\u00e7o.<\/p>\n Mas a lealdade \u00e0 marca n\u00e3o \u00e9 t\u00e3o significativa se a diferen\u00e7a de pre\u00e7o for significativamente grande.<\/p>\n No m\u00ednimo, os atributos ambientais podem agir como um poderoso desempatador, em geral fornecendo uma fonte de diferencia\u00e7\u00e3o e valor agregado. PERFORMANCE<\/b><\/p>\n A performance irregular dos primeiros produtos ecol\u00f3gicos afastou alguns dos consumidores: produtos originados de papel ecol\u00f3gico, como toalhas de papel e papel higi\u00eanico eram de textura \u00e1spera.<\/p>\n Alguns produtos de limpeza de formula\u00e7\u00e3o n\u00e3o t\u00f3xica n\u00e3o limpa t\u00e3o efetivamente como seus concorrentes t\u00f3xicos. Com isso criou-se alguns estigmas como: Produtos ecol\u00f3gicos s\u00e3o muito caros. Produtos ecol\u00f3gicos n\u00e3o funcionam.<\/p>\n A tend\u00eancia \u00e9 a de que a performance dos produtos ecol\u00f3gicos melhore com as constantes inova\u00e7\u00f5es. PROPAGANDA<\/b><\/p>\n Um mercado inundado por grande variedade de produtos, com apelos ecol\u00f3gicos diferentes, podem provocar confus\u00e3o, frustra\u00e7\u00e3o e ina\u00e7\u00e3o por parte dos consumidores. A sobrecarga de produtos com apelo ecol\u00f3gico reduziu a efetividade das campanhas “verdes”de marketing.<\/p>\n Um estudo mundial de 2 anos de Roper Starch (ver Wasik) de 300 propagandas ambientais revelou uma falta de conec\u00e7\u00e3o entre o que as empresas fazem pelo meio ambiente e como isto afeta os consumidores individuais.<\/p>\n Regras mais claras e rigorosas quanto aos crit\u00e9rios para autodeclara\u00e7\u00e3o e certifica\u00e7\u00e3o ambiental de produtos (p.ex. selos ambientais em introdu\u00e7\u00e3o, normas da s\u00e9rie ISO 14020, etc.) e maior grau de abertura e informa\u00e7\u00e3o para o consumidor devem ajudar a melhorar o perfeito entendimento quanto aos atributos ambientais da compra.<\/p>\n Com rela\u00e7\u00e3o aos produtos com apelo ambiental, as principais estrat\u00e9gias de posicionamento aplic\u00e1veis \u00e9 a 4, ressaltando que o consumidor estar\u00e1 ajudando a resolver um problema ambiental. As estrat\u00e9gias 1, 5 e 6 podem ser utilizadas procurando diferenciar o produto quanto \u00e0 sua responsabilidade ambiental (ou seja, associados \u00e0 estrat\u00e9gia 4).<\/p>\n Alguns exemplos de propaganda no produto que ilustram esta estrat\u00e9gia de posicionamento s\u00e3o apresentados a seguir.<\/p>\n pasta de dente – reciclavel, parte do valor pago reverte para determinada ONG;<\/p>\n (2) papel para copiadoras e impressoras – recicl\u00e1vel, veio de florestas plantadas de eucalipto, e \u00e9 ECF (isento de cloro elementar);<\/p>\n (1) sacola para produtos de empresa de produtos de beleza \u2013 “papel fabricado a partir de algas colhidas do mar, sendo que o processo de extra\u00e7\u00e3o n\u00e3o provoca desequil\u00edbrio ecol\u00f3gico. Al\u00e9m disto, n\u00e3o cont\u00e9m \u00e1cidos nem cloro.”;<\/p>\n (2) palitos de dente \u2013 “produzidos com madeira de reflorestamento”;<\/p>\n (1) Atum em lata – “protegemos os golfinhos”;<\/p>\n (2) Fabricante de a\u00e7o – “compre \u00f3leo em embalagem de a\u00e7o. \u00c9 melhor para a sua sa\u00fade” “\u00c9 100% recicl\u00e1vel. Se abandonado no meio ambiente \u00e9 facilmente degrad\u00e1vel, reintegrando-se \u00e0 natureza em apenas 5 anos”;<\/p>\n (2) Garrafa de \u00c1gua Mineral – “Nova garrafa compact\u00e1vel – A redu\u00e7\u00e3o do seu volume contribui significativamente para a prote\u00e7\u00e3o do meio ambiente”;<\/p>\n (2) Detergentes – “biodegrad\u00e1veis”;<\/p>\n (1) L\u00e2mpada comum de uso residencial – logotipo de certifica\u00e7\u00e3o ISO 14001 na embalagem do produto”;<\/p>\n (1) Hotel – “o primeiro eco-resort da Am\u00e9rica do Sul com ISO 14001<\/strong>“; “o planeta terra agradece!”;<\/p>\n (4) Fabricante de alum\u00ednio \u2013 \u201ca maneira leve de voc\u00ea consumir sem ficar com a consci\u00eancia pesada\u201d. “Nada recicla como o alum\u00ednio, ningu\u00e9m recicla como a empresa X.”.<\/p>\n (4)11 rede de fast food – folheto das bandejas com exemplos de cidadania.<\/p>\n (2) Outras empresas refor\u00e7am sua imagem e propaganda atrav\u00e9s da m\u00eddia: determinadas ind\u00fastrias qu\u00edmicas multinacionais – revista de variedades; empresa fabricante de a\u00e7o – TV e folheto nos supermercados; outra empresa fabricante de a\u00e7o – revista t\u00e9cnica; outra fabricante de a\u00e7o \u2013 jornal; empresa fabricante de alum\u00ednio – revista de variedades; Montadoras – caminh\u00f5es com \u00edndice x% de pe\u00e7as recicl\u00e1veis \u2013 concession\u00e1rias. 7. CONCLUS\u00d5ES<\/b><\/p>\n Diante dos dados discutidos, a conclus\u00e3o obtida \u00e9 a de que o “Marketing e Produtos Verdes” sustentados por um gerenciamento ambiental<\/strong> permanente, integrado \u00e0 gest\u00e3o estrat\u00e9gica e sustentado por forte comprometimento gerencial representa um fator competitivo de peso, particularmente para aqueles setores sens\u00edveis do ponto de vista ambiental, como relatado na tabela 3.<\/p>\n Os benef\u00edcios obtidos que permitem levar a esta conclus\u00e3o s\u00e3o: aumenta a produtividade dos recursos;<\/p>\n atende a requisitos de compra de clientes\/consumidores de segmentos espec\u00edficos (p.ex. autope\u00e7as, servi\u00e7os industriais, produtos de limpeza, produtos finais com embalagens n\u00e3o recicl\u00e1veis, etc.);<\/p>\n melhora a imagem da empresa, e possibilita melhor relacionamento com os clientes\/consumidores e comunidade;<\/p>\n aumenta potencial de vendas em segmentos onde o consumidor clama por produtos “verdes” (ex: produtos de limpeza, alimentos org\u00e2nicos);<\/p>\n possibilita o desenvolvimento de novos mercados e uma segmenta\u00e7\u00e3o mais efetiva;<\/p>\n possibilita o reposicionamento de produtos, tornando-os mais atrativos junto ao segmento-alvo;<\/p>\n agrega valor a certos segmentos atrav\u00e9s de produtos e pre\u00e7os diferenciados;<\/p>\n potencializa a otimiza\u00e7\u00e3o do desenvolvimento de novos produtos mais simples, com menos componentes, gerando menos custo adicional p\u00f3s uso ao consumidor<\/p>\n Alguns resultados devem ser ressaltados, a t\u00edtulo de orienta\u00e7\u00f5es para a defini\u00e7\u00e3o de estrat\u00e9gias de “marketing verde”: os mercados mais pr\u00f3ximos do consumidor final e os de preocupa\u00e7\u00e3o ambiental mundial (florestas, CFC’s, efeito estufa, transg\u00eanicos) ser\u00e3o os primeiros a serem visados sob a \u00f3tica de requisitos “verdes”; com o tempo, a “onda verde” vai se desdobrar na cadeia de fornecimento; a conclus\u00e3o de Ottman: “os consumidores comprar\u00e3o produtos verdes que satisfa\u00e7am suas necessidades prim\u00e1rias e que possam ajudar a resolver um problema relacionado\u00a0com o meio ambiente.<\/p>\n No futuro, com o maior conhecimento e conscientiza\u00e7\u00e3o, talvez os consumidores estejam dispostos a aceitar maiores substitutibilidades em pre\u00e7o ou conveni\u00eancia”; as empresas v\u00e3o ter de “ser” verdes para conseguirem a credibilidade, transpar\u00eancia e resultados almejados.<\/p>\n As primeiras 100 empresas certificadas em conformidade com a Norma ISO 14001 <\/i>– Revista Meio Ambiente Industrial, Ano IV, No 18, Maio-Junho\/1999; BACKER, Paul de. Gest\u00e3o Ambiental: a Administra\u00e7\u00e3o Verde. <\/i>S\u00e3o Paulo, Ed. Quality Mark, 1995; CAJAZEIRA, J. E. R. – ISO 14001 \u2013 Manual de Implanta\u00e7\u00e3o. <\/i>S\u00e3o Paulo, Ed. Quality Mark, 1997; CHURCHIL, G.; PETER, P. \u2013 Marketing \u2013 Criando Valor para os Clientes, S\u00e3o Paulo, Editora Saraiva, 2000. CODDINGTON, Walter – Environmental Marketing – Positives Strategies For Reaching<\/i> Marketing e Produtos Verdes: Fator Competitivo Para as Empresas?- 2001 Requisitos ambientais no p\u00f3s-consumo de cliente para fornecedor e derivados de demandas dos consumidores est\u00e3o alterando as rela\u00e7\u00f5es entre os elos das cadeias de cust\u00f3dia. Neste artigo s\u00e3o explorados estas mudan\u00e7as recentes, assim como ilustrados os casos da cadeia do \u201cagribusiness\u201d e a automobil\u00edstica. 1.<\/p>\n\n
\n<\/b><\/p>\n3. DESENVOLVIMENTO DE PRODUTOS ECOL\u00d3GICOS<\/b><\/h2>\n
\n
\n<\/b><\/li>\n<\/ul>\n4. O COMPORTAMENTO DO CONSUMIDOR EM RELA\u00c7\u00c3O \u00c0 QUEST\u00c3O\u00a0<\/b>AMBIENTAL<\/b><\/h2>\n
\n<\/b><\/p>\n5 O COMPORTAMENTO DO CLIENTE INDUSTRIAL EM RELA\u00c7\u00c3O \u00c0\u00a0<\/b>QUEST\u00c3O AMBIENTAL<\/b><\/h2>\n
\npolui\u00e7\u00e3o = inefici\u00eancia => reduz produtividade de recursos => reduz competitividade<\/b><\/p>\n
\nprocesso<\/b> economia de materiais aumento do rendimento do processo menores perdas de tempo em paradas de m\u00e1quinas convers\u00e3o de res\u00edduos em formas com valor econ\u00f4mico menor consumo de energia menores custos de estocagem de material e de manuseio economias advindas de condi\u00e7\u00f5es mais seguras no ambiente de trabalho elimina\u00e7\u00e3o\/redu\u00e7\u00e3o dos custos das atividades envolvidas com as tecnologias -fim de-linha (disposi\u00e7\u00e3o de res\u00edduos, tratamento de efluentes, etc.) melhorias no produto como consequ\u00eancia secund\u00e1ria de melhorias no processo<\/p>\n
\n<\/b><\/p>\n
\n<\/b><\/p>\n
\n<\/b><\/p>\n
\n<\/b><\/p>\n
\n<\/b><\/p>\n8. BIBLIOGRAFIA<\/b>
\n<\/i><\/h2>\n
\nThe Green Consumer. <\/i>USA, Mc Graw-Hill, 1993
\nFiat estende sua pol\u00edtica ambiental <\/i>– Revista Controle da Qualidade, Ano IX, No 82, Mar\u00e7o\/1999, p. 78-81; FRAUSE, B.; COLEHOUR, J. The Environmental Marketing Imperative: Strategies\u00a0<\/i>For Transforming Environmental Commitment Into A Competitive Advantage. <\/i>Chicago, Probus Publishing Company, 1994; INMETRO – Levantamento das Empresas Certificadas ISO 1400. <\/i>Julho\/1999; KAPLAN, R. S.; NORTON, D. P. The Balanced Scorecard<\/i> KINLAW, Dennis C. – Empresa Competitiva e Ecol\u00f3gica. – Estrat\u00e9gias e Ferramentas<\/i>
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