{"id":1400,"date":"2003-07-15T18:16:24","date_gmt":"2003-07-15T18:16:24","guid":{"rendered":"http:\/\/elluxconsultoria.com.br\/?p=1400"},"modified":"2020-03-25T08:54:53","modified_gmt":"2020-03-25T11:54:53","slug":"gestao-ambiental-empresarial-tendencias","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/elluxconsultoria.com.br\/?p=1400","title":{"rendered":"A Influ\u00eancia da Gest\u00e3o Ambiental na Competitividade Empresarial: Fatos, Rumos e Tend\u00eancias"},"content":{"rendered":"
<\/p>\n
Uma reflex\u00e3o sobre quais os resultados da influ\u00eancia da gest\u00e3o ambiental na competitividade no setor eletro-eletr\u00f4nico. Artigo publicado e apresentado no Encontro Nacional sobre Gest\u00e3o Empresarial e Meio Ambiente.<\/p>\n
RESUMO<\/b>
\nO antigo paradigma de que investir na gest\u00e3o ambiental representa custos e reduz a competitividade empresarial
\nest\u00e1 em cheque. Partes interessadas poderosas est\u00e3o se envolvendo e gerando modifica\u00e7\u00f5es significativas no
\npanorama: clientes, financiadores e acionistas, dentre outras.
\nEst\u00e1 nascendo um novo panorama de rela\u00e7\u00f5es, demandas, instrumentos e respostas aos problemas ambientais,
\nmais abrangente, mais integrado ao neg\u00f3cio e ao social (p.ex. o chamado \u201ctripple bottom line\u201d, trip\u00e9 socialecon\u00f4mico e ambiental), e inserido em todas as componentes do neg\u00f3cio.
\nMuitos autores e pesquisadores est\u00e3o estudando meios de provar a validade do novo paradigma, ou refutar o
\nantigo, ou definir alguma situa\u00e7\u00e3o intermedi\u00e1ria, onde investir em meio ambiente auxilia nos fatores
\ncompetitivos dependendo de circunst\u00e2ncias espec\u00edficas. Neste \u00faltimo contexto se insere o presente artigo. Ser\u00e3o
\ndiscutidos os principais estudos e correntes envolvidas frente ao paradigma definido, procurando mostrar as
\nferramentas e dados emergentes, tais como o Dow Jones Sustainability Index (e outros crit\u00e9rios para
\ninvestimentos \u201c\u00e9ticos\u201d), os casos e a matriz de correla\u00e7\u00e3o entre gest\u00e3o ambiental e competitividade empresarial
\npropostos por Elkington (2002), considerado o autor do conceito do \u201ctripple bottom line\u201d.
\nPALAVRAS CHAVES<\/b>
\nGest\u00e3o ambiental, desempenho ambiental, sustentabilidade, competitividade empresarial
\n1. INTRODU\u00c7\u00c3O<\/b>
\nO antigo paradigma de que investir na gest\u00e3o ambiental representa custos e reduz a
\ncompetitividade empresarial est\u00e1 em cheque. Profundas modifica\u00e7\u00f5es globais est\u00e3o
\noriginando um novo panorama de rela\u00e7\u00f5es, demandas, instrumentos e respostas aos problemas
\nambientais, mais abrangente, mais integrado ao neg\u00f3cio e ao social. Neste sentido, Elkington
\n(2001) cita:
\n– os mercados ganham espa\u00e7o no campo de agentes e decis\u00f5es econ\u00f4micas\/ sociais, e a
\ncompeti\u00e7\u00e3o se aprofunda entre as empresas;
\n– est\u00e1 ocorrendo uma mudan\u00e7a de valores, privilegiando dentre outros a qualidade (frente \u00e0
\nquantidade), o longo prazo e a solidariedade;
\n– est\u00e1 crescendo o grau de abertura e transpar\u00eancia, em uma sociedade cada vez mais
\nexposta
\n– h\u00e1 uma mudan\u00e7a de enfoque de an\u00e1lises ambientais pontuais para an\u00e1lises de ciclo de vida
\ndos produtos
\nDiante das mudan\u00e7as em andamento, diversos atores passaram a atuar na arena ambiental,
\nal\u00e9m dos tradicionais, como mostra a tabela 1. Percebe-se, pela experi\u00eancia, que a for\u00e7a da
\ninflu\u00eancia \u00e9 diretamente proporcional ao risco envolvido na competitividade do neg\u00f3cio.
\nQuanto maior o envolvimento com os clientes\/consumidores, com a imagem, com a
\ncapacidade de financiamento, com a continuidade dos neg\u00f3cios, maior a import\u00e2ncia atribu\u00edda
\npela empresa.
\nComo partes interessadas \u201cpoderosas\u201d t\u00eam se interessado pela gest\u00e3o ambiental, prev\u00ea-se uma
\ngrande mudan\u00e7a na perspectiva empresarial. Mas como relacionar a gest\u00e3o ambiental e
\ncompetitividade? Como mostrar para a grande maioria dos grupos dirigentes empresariais o
\nque parece intuitivo? No pr\u00f3ximo cap\u00edtulo, procuraremos reunir parte dos estudos
\ndesenvolvidos neste sentido.
\n2. REVIS\u00c3O BIBLIOGR\u00c1FICA<\/b>
\nMuitos autores, pesquisadores e entidades est\u00e3o estudando meios de provar a validade do
\nnovo paradigma, ou refutar o antigo, ou definir alguma situa\u00e7\u00e3o intermedi\u00e1ria, onde investir
\nem meio ambiente auxilia nos fatores competitivos dependendo de circunst\u00e2ncias espec\u00edficas.
\nV\u00e1rias institui\u00e7\u00f5es est\u00e3o procurando correlacionar as atividades da gest\u00e3o ambiental com o
\nvalor agregado \u00e0 gest\u00e3o empresarial (p.ex. WBCSD \u2013 \u201cWorld Bussiness Council for
\nSustainable Development\u201d, GEMI \u2013 \u201cGlobal Environmental Management Initiative\u201d),
\nPNUMA \u2013 Programa das Na\u00e7\u00f5es Unidas para o Meio Ambiente, e WRI \u2013 \u201cWorld Resources
\nInstitute\u201d).<\/p>\n
Centenas de autores t\u00eam demonstrado correla\u00e7\u00f5es positivas entre o desempenho ambiental
\n(particularmente os investimentos em preven\u00e7\u00e3o da polui\u00e7\u00e3o e eco-efici\u00eancia) e os resultados
\nempresariais em alguns par\u00e2metros (SustainAbility\/UNEP, 2001). No entanto, alguns autores
\ndiscordam da generaliza\u00e7\u00e3o da estrat\u00e9gia \u201cganha-ganha\u201d, afirmando que n\u00e3o h\u00e1 evid\u00eancias
\nsatisfat\u00f3rias amplas para justific\u00e1-la em todos os casos. Alguns autores afirmam, ainda, que os
\nganhos empresariais podem ser positivos dependendo de fatores ligados \u00e0s suas atividades,
\nsitua\u00e7\u00e3o setorial e de mercado.
\nUm resumo dos principais autores pesquisados \u00e9 apresentado a seguir.
\nPorter (1995) \u2013 tem estudado a influ\u00eancia de requisitos legais mais restringentes sobre a
\ncapacidade de inova\u00e7\u00e3o ambiental, afirmando que existe um aumento de efici\u00eancia
\nprodutiva (estrat\u00e9gia \u201cganha-ganha\u201d) e podem ser gerados produtos \u201cverdes\u201d de valor
\nsuperior com ganhos de rentabilidade para os fabricantes;
\nPalmer et al. (1995) \u2013 mostrou que os programas de redu\u00e7\u00e3o da polui\u00e7\u00e3o nas empresas,
\nainda que tenham resultado em um menor custo da conformidade legal, n\u00e3o geraram
\nretornos positivos;
\nWaley & Whitehead (1994) \u2013 argumenta que empresas que acreditaram na estrat\u00e9gia
\n\u201cganha-ganha\u201d e investiram na preven\u00e7\u00e3o da polui\u00e7\u00e3o n\u00e3o obtiveram o retorno esperado.
\nPara eles, as situa\u00e7\u00f5es de ganho para as empresas s\u00e3o raras e ser\u00e3o ofuscadas pelo custo
\ntotal do seu programa ambiental. No seu entender, as corpora\u00e7\u00f5es deveriam manter o foco
\ndos investimentos ambientais naqueles \u00edtens que resultam em valor agregado aos
\nacionistas, mais do que em voluntariamente liderar a busca da excel\u00eancia ambiental,
\natingir a conformidade legal, redu\u00e7\u00e3o de emiss\u00f5es ou redu\u00e7\u00e3o de custos;
\nKaragozoglu & Lindell (2000) \u2013 testaram as hip\u00f3teses da estrat\u00e9gia \u201cwin-win\u201d, chegando
\n\u00e0 conclus\u00e3o de que em certas condi\u00e7\u00f5es externas e internas o efeito da gest\u00e3o ambiental
\nproativa \u00e9 positivo, por\u00e9m de um ponto de vista puramente financeiro, sugere a busca de
\num balan\u00e7o entre as medidas ambientais e as expectativas do mercado, afirmando que um
\ndesempenho ambiental superior n\u00e3o necessariamente levar\u00e1 a uma vantagem competitiva
\nambiental.
\nFreeman (1992) \u2013 defende a id\u00e9ia de que \u00e9 poss\u00edvel obter grandes ganhos ambientais
\nalterando-se a forma de produ\u00e7\u00e3o. No entanto, mesmo que o processo produtivo j\u00e1 tenha
\nalcan\u00e7ado alguns ganhos ambientais pontuais e muito pequenos, a incorpora\u00e7\u00e3o de
\nobjetivos ambientais, de fato, no desenvolvimento de novas tecnologias ainda ter\u00e1 de se
\ndifundir sobremaneira para abranger todo o sistema econ\u00f4mico, utilizando inova\u00e7\u00f5es
\nradicais.
\nReydon et al. (2001) \u2013 comparando os estudos de Porter e Freeman afirmam que o estudo
\nmicroecon\u00f4mico do primeiro autor se aplicou a setores mais din\u00e2micos e competitivos da
\neconomia, dando a entender que se outros setores fossem estudados poderiam n\u00e3o trazer o
\nmesmo tipo de retorno. Freeman, por outro lado, faz um estudo mais abrangente,
\nsugerindo que a ado\u00e7\u00e3o de tecnologias e produtos mais limpos n\u00e3o \u00e9 imediata e
\nnecessariamente vantajosa \u201cper se\u201d, pois o impacto positivo sobre a rentabilidade n\u00e3o \u00e9
\num consenso para toda a economia, e a procura por produtos verdes \u00e9 incipiente em
\nmuitos pa\u00edses.
\nO estudo mais abrangente identificado pelo autor abordando a influ\u00eancia da gest\u00e3o ambiental
\nsobre a competitividade empresarial \u00e9 o efetuado pela UNEP\/SustainAbility (2001), extendido
\nposteriormente para pa\u00edses emergentes (SustainAbility\/IFC\/Ethos, 2003), que mapeia a
\ninflu\u00eancia dos fatores econ\u00f4mico, ambiental e social sobre o desempenho empresarial,
\nconforme descrito no cap\u00edtulo a seguir.
\n3. A MATRIZ DO CASO EMPRESARIAL<\/b>
\nUtilizando v\u00e1rios relat\u00f3rios\/dados existentes e estudos de caso de empresas, o estudo chegou a
\numa matriz-resumo (figura 1) correlacionando 10 dimens\u00f5es do desenvolvimento sustent\u00e1vel
\ncom 10 medidas do sucesso empresarial, contemplando a natureza e o grau de evid\u00eancia da
\ncorrela\u00e7\u00e3o. O estudo se baseou na teoria dos 3 Pilares (\u201cTripple Bottom Line\u201d), desenvolvido
\npor Elkington (2000), que afirma que \u201ca sociedade depende da economia, e a economia
\ndepende do ecossistema global, cuja sa\u00fade representa o pilar derradeiro\u201d. Portanto, o sucesso
\nempresarial deveria extrapolar as medidas financeiras, abrangendo tamb\u00e9m as sociais e
\nambientais.
\nCom rela\u00e7\u00e3o ao desempenho ambiental, as dimens\u00f5es consideradas foram:
\nFoco em gest\u00e3o ambiental em processo \u2013 an\u00e1lise da extens\u00e3o na qual a empresa minimisa
\nquaisquer impactos ambientais adversos associados com os seus processos de produ\u00e7\u00e3o,
\natrav\u00e9s de medidas como, por exemplo, mudan\u00e7as em materiais, equipamentos e pr\u00e1ticas.
\nO resultado da companhia neste quesito pode ser avaliado com informa\u00e7\u00f5es como
\nclassifica\u00e7\u00f5es em crit\u00e9rios padronizados (p.ex. o definido pela empresa Innovest, o
\nEcoValue 21) ou espec\u00edficos, registros de introdu\u00e7\u00e3o de mudan\u00e7as para reduzir o impacto
\nambiental, indicadores e compara\u00e7\u00f5es contra padr\u00f5es de setores industriais
\n(\u201cbenchmarking\u201d);
\nFoco na gest\u00e3o ambiental em produtos – an\u00e1lise da extens\u00e3o na qual a empresa introduziu
\nprinc\u00edpios ambientais atrav\u00e9s do ciclo de vida de seus produtos, atrav\u00e9s de medidas como,
\npor exemplo, desenvolvimento ou re-desenho do \u201cportfolio\u201d de seus produtos e servi\u00e7os
\npara minimisar impactos ambientais adversos (p.ex. iniciativas de responsabiliza\u00e7\u00e3o e
\ncuidado em rela\u00e7\u00e3o aos impactos de seus produtos, \u201cEco-design\u201d) . O resultado da
\ncompanhia neste quesito pode ser avaliado com informa\u00e7\u00f5es como an\u00e1lises de ciclo de
\nvida, registros de introdu\u00e7\u00e3o de produtos mais ecol\u00f3gicos, etc.).
\nAs principais conclus\u00f5es deste estudo foram:
\no ju\u00edzo geral \u00e9 de que o desempenho do desenvolvimento sustent\u00e1vel corporativo tem<\/b>
\num impacto positivo no sucesso empresarial, e o foco estrat\u00e9gico nele est\u00e1 alinhado<\/b>
\ncom a raz\u00e3o de ser das empresas<\/b>
\nDas 10 medidas do sucesso empresarial, o valor da marca e a reputa\u00e7\u00e3o <\/b>\u00e9 a que
\naparentemente est\u00e1 mais positivamente correlacionada <\/b>com o desempenho do
\ndesenvolvimento sustent\u00e1vel corporativo
\nDas 10 dimens\u00f5es do desempenho do desenvolvimento sustent\u00e1vel, a gest\u00e3o<\/b>
\nambiental em processos \u00e9 a amparada pelo mais forte caso empresarial<\/b>
\nRela\u00e7\u00f5es positivas entre o desempenho do desenvolvimento sustent\u00e1vel e os resultados
\nfinanceiros verific\u00e1veis s\u00e3o amparadas por pesquisas dos casos empresariais
\nO caso empresarial \u00e9 mais forte quando medidas m\u00faltiplas do sucesso empresarial s\u00e3o
\nconsideradas, levando a uma necessidade de buscar uma vis\u00e3o mais hol\u00edstica da gest\u00e3o
\nO caso empresarial \u00e9 mais forte quando companhias incorporam o desempenho do
\ndesenvolvimento sustent\u00e1vel no \u00e2mago da estrat\u00e9gia empresarial
\nO caso empresarial tem uma tend\u00eancia de se tornar mais forte nos pr\u00f3ximos anos,<\/b>
\nbaseado nas tend\u00eancias atuais<\/b>
\nNo entanto, deixa claro que o debate continua, e somente parte das respostas foi obtida. Neste
\nsentido, a maior lacuna consiste na falta de medidas consistentes para avaliar o desempenho
\ndo desenvolvimento sustent\u00e1vel corporativo. Al\u00e9m disto, ressalta que uma vez que muitos
\ndados foram fornecidos por empresas, existe uma tend\u00eancia de enaltecer os melhores casos e
\nn\u00e3o relatar outros, o que poderia causar uma distor\u00e7\u00e3o nos resultados.<\/p>\n
Este estudo foi adaptado para verificar a influ\u00eancia dos fatores da sustentabilidade no sucesso
\nempresarial em pa\u00edses emergentes, analisando 240 casos em 176 companhias, resultando na
\nmatriz da figura 2.
\nOs principais resultados obtidos s\u00e3o:
\nPara pequenas e m\u00e9dias empresas<\/b>, a \u00eanfase est\u00e1 na redu\u00e7\u00e3o de custos, embora elas
\ntamb\u00e9m se beneficiem com receitas mais altas e maior acesso ao mercado, especialmente
\npor meio de produtos e servi\u00e7os ecol\u00f3gicos.
\nEmpresas nacionais e companhias multinacionais <\/b>com sede em mercados emergentes
\nobt\u00eam vantagens em todas as \u00e1reas, especialmente com a redu\u00e7\u00e3o de custos proporcionada
\npelo aperfei\u00e7oamento dos processos ambientais.
\nMultinacionais estrangeiras <\/b>(sediadas em pa\u00edses desenvolvidos, mas atuando em
\nmercados emergentes) tamb\u00e9m usufruem de mais benef\u00edcios intang\u00edveis, como a redu\u00e7\u00e3o
\nde riscos e o desenvolvimento do capital humano.
\nEmpresas exportadoras <\/b>que adotam padr\u00f5es e sistemas de gest\u00e3o de sustentabilidade
\nampliam seu acesso aos mercados e \u00e0s vezes conseguem oferecer pre\u00e7os maiores em seus
\nprodutos.<\/p>\n
As empresas que se concentram no mercado interno <\/b>s\u00e3o as que t\u00eam mais chance de se
\nbeneficiar com o desenvolvimento da economia e da comunidade locais, o que fortalece
\nsua credibilidade e pode levar a um aumento de ganhos.
\nNa maioria das regi\u00f5es<\/b>, o ponto mais significativo \u00e9 a ecoefici\u00eancia – redu\u00e7\u00e3o de custos
\nderivada de melhor gest\u00e3o ambiental. Aparentemente, o sul da \u00c1sia constitui uma
\nexce\u00e7\u00e3o: as evid\u00eancias mais significativas do \u201cbusiness case\u201d <\/i>apontam para um aumento
\nde receitas por meio do crescimento econ\u00f4mico local e do desenvolvimento comunit\u00e1rio,
\nresultando em melhor reputa\u00e7\u00e3o.
\nEssas diferen\u00e7as geogr\u00e1ficas tamb\u00e9m variam de acordo com os diferentes contextos de
\nneg\u00f3cios nessas \u00e1reas.
\nAs melhores oportunidades de ganho empresarial identificadas pelo estudo s\u00e3o apresentadas a
\nseguir, ressaltando que 4 delas se relacionam \u00e0 gest\u00e3o ambiental:<\/p>\n
Economizar custos reduzindo os impactos ambientais (eco-efici\u00eancia) e tratando bem<\/b>
\nos empregados;<\/b>
\n2. Aumentar a receita promovendo melhorias ambientais (produtos ecol\u00f3gicos que<\/b>
\npossibilitam um pre\u00e7o \u201cpremium\u2019 e recupera\u00e7\u00e3o de res\u00edduos) <\/b>e beneficiando a economia
\nlocal;
\n3. Reduzir riscos <\/b>por meio do engajamento dos interessados (stakeholders<\/i>);
\n4. Melhorar a reputa\u00e7\u00e3o incrementando a efici\u00eancia ambiental;<\/b>
\n5. Desenvolver o capital humano <\/b>com uma gest\u00e3o de recursos humanos mais eficiente;
\n6. Facilitar o acesso ao capital <\/b>com uma melhor governan\u00e7a;
\n7. Criar outras oportunidades <\/b>promovendo o desenvolvimento da comunidade e lan\u00e7ando<\/b>
\nprodutos que n\u00e3o prejudiquem o meio ambiente (nichos de mercado ecol\u00f3gico, como<\/b>
\nenergia renov\u00e1vel, tecnologias de controle da polui\u00e7\u00e3o, etc.)<\/b>.
\nComparando-se um estudo ao outro, percebeu-se que enquanto as empresas de mercados
\nemergentes est\u00e3o ainda muito focalizadas na redu\u00e7\u00e3o de custos e em aumento de receitas no
\ncurto prazo, aquelas dos paises desenvolvidos tem grande foco em interesses mais intang\u00edveis,
\ncomo o valor da marca e quest\u00f5es relativas \u00e0 reputa\u00e7\u00e3o da organiza\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m disto, o
\ninvestimento na comunidade \u00e9 encarado como custo fixo nos paises desenvolvidos, enquanto
\nque nos paises emergentes eles se mostram importantes para a redu\u00e7\u00e3o de riscos e
\nperpetuidade empresarial (SustainAbility\/IFC\/ETHOS, 2003).
\n4. NOVOS MODELOS E FERRAMENTAS<\/b>
\nA press\u00e3o e expectativas destas partes interessadas est\u00e3o levando a mudan\u00e7as significativas no
\ngerenciamento ambiental e na ado\u00e7\u00e3o de novos modelos e ferramentas de gest\u00e3o, sempre no
\nsentido das mudan\u00e7as globais em andamento.
\nMuitos nomes e modelos surgiram em torno da necessidade de ampliar o espectro da gest\u00e3o
\nsobre o meio ambiente e responsabilidade social, tais como responsabilidade social
\ncorporativa, desenvolvimento sustent\u00e1vel e investimentos socialmente respons\u00e1veis. Na
\nTabela 2 \u00e9 apresentado um panorama dos novos modelos e ferramentas, a partir das partes
\ninteressadas tradicionais e emergentes.
\nO modelo \u201cTripple Bottom Line\u201d \u2013 Tr\u00eas Pilares est\u00e1 dentre aqueles que ganham mais
\nnotoriedade. Segundo pesquisa da consultoria PwC, 68% das grandes empresas
\nmultinacionais da Europa (98 entrevistadas) e 41% das companhias norte-americanas (153
\nentrevistadas) est\u00e3o expandindo seus relat\u00f3rios corporativos para incluir informa\u00e7\u00f5es sobre os
\ntr\u00eas pilares econ\u00f4mico, social e ambiental, a fim de influenciar as partes interessadas e os
\nmercados globais de capital. (PwC, 2002).
\nO modelo AA 1000, lan\u00e7ado no Reino Unido pelo ISEA-\u201cInstitute of Social and Ethical
\nAccountability\u201d em 1999, objetiva assegurar a qualidade da responsabilidade social e \u00e9tica,
\nambiental e econ\u00f4mica, aprimorando a auditoria e relato, integrando \u00e0s ferramentas existentes
\n(como os sistemas de gest\u00e3o ISO 14001, SA 8000, o Balanced Scorecard e Modelos de
\nExcel\u00eancia como o PNQ no Brasil), buscando o envolvimento maior das diversas partes
\ninteressadas, no sentido de um caminho para o desenvolvimento sustent\u00e1vel.
\nOutro modelo em desenvolvimento \u00e9 o Projeto SIGMA \u2013 \u201cSustainability – Integrated
\nGuidelines for Management\u201d, lan\u00e7ado em 1999 pela BSI (\u201cBritish Standard Institution\u201d, a
\nmesma que elaborou as normas usadas como refer\u00eancias para o desenvolvimento das
\nconhecidas ISO 9001, ISO 14001 e OHSAS 18001) e outras associa\u00e7\u00f5es, com o suporte do
\nDepartamento de Com\u00e9rcio e Ind\u00fastria do Governo do Reino Unido. Este Projeto \u00e9 o primeiro
\ndeste tipo a congregrar no mesmo sistema de gest\u00e3o normas correlates existentes como ISO
\n14001, ISO 9001 e AA1000, para abranger a gest\u00e3o da sustentabilidade. Ele \u00e9 compat\u00edvel com
\nos principais modelos e ferramentas, por\u00e9m concentra a aten\u00e7\u00e3o no balan\u00e7o entre os capitais
\nnatural, social, humano, manufaturado e financeiro.
\nO setor financeiro v\u00eam aderindo progressivamente \u00e0 preocupa\u00e7\u00e3o com a gest\u00e3o ambiental e
\nsocial, atrav\u00e9s dos investimentos chamados \u201c\u00e9ticos\u201d. Diversas ferramentas surgiram para
\nmensurar o impacto sobre o resultado empresarial e premiar as empresas mais comprometidas
\ncom os tr\u00eas pilares, dentre as quais citamos:
\nFTSE4Good (bolsa de Londres) \u2013 foi criado um \u00edndice que procura mensurar o
\ndesempenho em responsabilidade social de um conjunto de empresas, de forma a facilitar
\na escolha por investidores preocupados com esta quest\u00e3o. Dentre os crit\u00e9rios selecionados
\nest\u00e3o:
\no a\u00e7\u00f5es em dire\u00e7\u00e3o ao desenvolvimento sustent\u00e1vel
\no desenvolvimento de rela\u00e7\u00f5es positivas com as partes interessadas
\no apoio e pr\u00e1tica de direitos humanos mundiais
\nO conjunto de empresas selecionadas vem das inclusas nos \u00cdndices FTSE All-Share,
\nFTSE Developed Europe, FTSE US e FTSE Developed, excluindo-se os neg\u00f3cios
\nconsiderados n\u00e3o \u00e9ticos (como tabaco\/fumo, cadeia produtiva de armas nucleares ou
\noutros tipos de armas, usinas nucleares e seus fornecedores).
\nUm ponto interessante a comentar \u00e9 que os lucros obtidos com as licen\u00e7as do \u00edndice v\u00e3o
\npara a UNICEF por um per\u00edodo determinado.
\nDJSI (Dow Jones Sustainability Index, da bolsa de Nova York e SAM-Sustainability
\nAsset Management) \u2013 foi desenvolvido um \u00edndice que procura mensurar o desempenho de
\num conjunto de 1100 empresas avaliadas (sendo 370 na Am\u00e9rica do Norte, 600 na Europa
\ne 130 na \u00c1sia), de mais de 50 setores produtivos, nos tr\u00eas pilares (econ\u00f4mico, ambiental e
\nsocial), de forma a facilitar a escolha por investidores preocupados com esta quest\u00e3o,
\nbaseados nos crit\u00e9rios da tabela 3. Excluiram-se do \u00edndice os neg\u00f3cios considerados n\u00e3o
\n\u00e9ticos (como tabaco, bebidas alco\u00f3licas, jogos e armas).<\/p>\n
A componente ambiental representa 20% do peso do DJSI. Vale ressaltar que 40% do
\npeso deste \u00edndice se refere a crit\u00e9rios espec\u00edficos de cada setor produtivo. O DJSI inova
\nneste sentido, efetuando compara\u00e7\u00f5es setoriais. Tomando o exemplo do setor
\nautomobil\u00edstico, a Volkswagen foi considerada a de melhor desempenho em
\nsustentabilidade, seguida da BMW, Daimler-Chrysler, Ford e Renault.
\nAs empresas e os question\u00e1rios s\u00e3o verificados mundialmente atrav\u00e9s da empresa PwC.
\nAlgumas conclus\u00f5es foram destacadas pelos organizadores do DJSI no relat\u00f3rio de
\natualiza\u00e7\u00e3o de 2002:
\no Mais relat\u00f3rios de sustentabilidade est\u00e3o sendo emitidos pelas companhias, no
\nconceito dos tr\u00eas pilares
\no Muitos grupos empresariais est\u00e3o crescentemente integrando a sustentabilidade em
\nseus neg\u00f3cios
\no Setores produtivos mais sens\u00edveis e expostos (como qu\u00edmico, minera\u00e7\u00e3o,
\nautomotivo, energia e farmac\u00eautico) apresentaram melhor desempenho em
\nsustentabilidade
\no Foram evidenciadas diferen\u00e7as regionais na abordagem e desempenho em
\nsustentabilidade
\no Foi evidenciado que o crescimento do DJSI foi maior do que o do Dow Jones
\nconvencional, o que contribuiria com mais um fator que as empresas com melhor
\ndesempenho em sustentabilidade tamb\u00e9m obt\u00e9m um melhor desempenho
\nempresarial.
\nVemos um avan\u00e7o nos requisitos ambientais tamb\u00e9m no setor de seguros. Com a expectativa
\nda entrada em vigor da diretiva europ\u00e9ia sobre riscos e passives ambientais (que vem sendo
\ndiscutida h\u00e1 10 anos), os requisitos se tornar\u00e3o mais rigorosos e abrangentes gradualmente,
\nem 5 anos, especialmente para os setores mais potencialmente impactantes, na Europa e fora
\ndela. O objetivo desta diretiva \u00e9 assegurar que solos contaminados sejam efetivamente
\ndescontaminados no futuro e que a biodiversidade seja protegida na Europa. A Comiss\u00e3o
\nEurop\u00e9ia estima que cerca de 300 mil s\u00edtios contaminados j\u00e1 foram caracterizados como
\ncontaminados ou potencialmente contaminados, e que os custos para a sua descontamina\u00e7\u00e3o
\nestar\u00e3o entre US$ 50 e 100 bilh\u00f5es. Neste sentido, novas press\u00f5es e ferramentas est\u00e3o em
\ncurso para as empresas.
\n5. CONCLUS\u00d5ES<\/b>
\nAs press\u00f5es por prote\u00e7\u00e3o ambiental s\u00e3o crescentes de v\u00e1rios setores da sociedade, por\u00e9m cada
\nvez mais s\u00e3o oriundas de partes interessadas que afetam contundentemente o desempenho
\nempresarial (p.ex. como comprova o interesse do mercado financeiro, e a import\u00e2ncia da
\nreputa\u00e7\u00e3o e da marca). Neste sentido, a resposta das corpora\u00e7\u00f5es dever\u00e1 incorporar
\nprogressivamente no cerne da gest\u00e3o do neg\u00f3cio as considera\u00e7\u00f5es ambientais: na gest\u00e3o de
\nprodutos e marketing, cadeia de valor, rentabilidade e mensura\u00e7\u00e3o dos resultados
\nempresariais, e gest\u00e3o de pessoas, dentre outros. Tais press\u00f5es parecem ser mais eficazes do
\nque t\u00eam sido todas as exig\u00eancias das partes interessadas tradicionais (p.ex. legisla\u00e7\u00e3o
\nambiental).
\nOs esfor\u00e7os de gest\u00e3o ambiental, na maioria dos casos, representou um \u201cesverdeamento\u201d aos
\nprocessos produtivos, por\u00e9m ainda est\u00e1 longe de atingir a raz\u00e3o de ser empresarial. O conceito
\nde cadeia de valor introduzido por Porter (1985) considerou muito superficialmente as
\nquest\u00f5es ambientais, assim como a reengenharia. Com a amplia\u00e7\u00e3o dos chamados
\n\u201cstakeholders\u201d, com a amplia\u00e7\u00e3o da preocupa\u00e7\u00e3o com o ciclo de vida, com a amplia\u00e7\u00e3o da
\npreocupa\u00e7\u00e3o ambiental para os chamados 3 pilares, com o maior anseio por transpar\u00eancia,
\ncada empresa ter\u00e1 de passar por uma reavalia\u00e7\u00e3o de sua cadeia de valor, com bases mais
\nprofundas, considerando a sustentabilidade como crit\u00e9rio.
\nConsiderando a mudan\u00e7a de valores dos consumidores, a concorr\u00eancia crescente observada na
\nmaioria dos mercados e a maior exposi\u00e7\u00e3o \u00e0 m\u00eddia, os aspectos de meio ambiente estar\u00e3o cada
\nvez mais inseridos na agenda de competitividade, o que j\u00e1 ocorre atualmente em muitos
\nsetores. Os \u00edndices e gradua\u00e7\u00f5es de avalia\u00e7\u00e3o ambiental (ou de sustentabilidade) poder\u00e3o ser
\nusados com o tempo como diferenciadores para a opini\u00e3o p\u00fablica, investidores e outras partes.
\nNeste sentido, a correla\u00e7\u00e3o causa-efeito dos fatores de gest\u00e3o ambiental com os resultados e
\nbenef\u00edcios empresariais ser\u00e1 um indispens\u00e1vel balizador. Estudos como o da SustainAbility\/
\nUNEP servir\u00e3o de refer\u00eancia para que cada empresa reavalie seus sistemas de gest\u00e3o e os
\nresultados obtidos. Normas de refer\u00eancia como a AA1000 e Projeto SIGMA ser\u00e3o priorizadas
\npara promover a reorienta\u00e7\u00e3o da cadeia de valor para refletir melhores oportunidades e reduzir
\nriscos.
\nEsta vis\u00e3o proporcionada ainda tem muitas partes faltantes do quebra-cabe\u00e7a:
\nH\u00e1 muitas c\u00e9lulas da matriz de sustentabilidade com pouca evid\u00eancia de correla\u00e7\u00e3o, o que
\nn\u00e3o significa que ela n\u00e3o exista
\nA vis\u00e3o setorial foi pouco estudada, pois estamos falando de sistemas produto-mercado
\nextremamente diferentes, e que tem suas peculiaridades, ocasionando respostas muito
\ndistintas do \u201cbussiness case\u201d. Evid\u00eancias desta necessidade setorial podem ser vistas no
\nsetor automobil\u00edstico e eletro-eletr\u00f4nico, dentre outros. No setor automobil\u00edstico, os
\nrequisitos das montadoras para as autope\u00e7as (p.ex. certifica\u00e7\u00e3o ISO 14001) s\u00e3o globais,
\ncrescentes e diferentes do de outros setores (Epelbaum & Aguiar, 2001). Al\u00e9m disto, as
\ndemandas relativas a melhorias ambientais do autom\u00f3vel, como reciclabilidade e redu\u00e7\u00e3o
\nde emiss\u00f5es atmosf\u00e9ricas, tornam os requisitos ambientais extensivos \u00e0 cadeia produtiva.
\nTais requisitos sobre os produtos tamb\u00e9m foram evidenciados no setor eletro-eletr\u00f4nico,
\ncom demandas fortes que devem reorientar nos pr\u00f3ximos anos a cadeia de valor e os
\nprocessos\/produtos, como o projeto para desmontagem e coleta de res\u00edduos dos produtos
\n(Epelbaum & Aguiar, 2002). Neste sentido, a avalia\u00e7\u00e3o de sustentabilidade efetuada para
\no DJSI se mostra mais alinhado com uma vis\u00e3o setorial espec\u00edfica
\nN\u00e3o h\u00e1 uma demonstra\u00e7\u00e3o das correla\u00e7\u00f5es entre as dimens\u00f5es da matriz de
\nsustentabilidade (p.ex. de que maneira o valor para o acionista, receitas e efici\u00eancia
\noperacional est\u00e3o correlacionados)
\nA matriz do valor empresarial da SustainAbility\/UNEP apresenta fracas evid\u00eancias da
\ninflu\u00eancia dos fatores ambientais de produtos sobre o resultado empresarial, o que n\u00e3o
\ncorresponde aos resultados obtidos nas avalia\u00e7\u00f5es na cadeia automobil\u00edstica e no setor
\neletro-eletr\u00f4nico (Epelbaum & Aguiar, 2001 e 2002). Neste sentido, nos parece que
\nmuitas evid\u00eancias ainda dever\u00e3o ser obtidas para chegar a correla\u00e7\u00f5es mais precisas.
\nQuanto aos novos modelos e ferramentas, pecebe-se uma mudan\u00e7a significativa em
\nandamento, que deve se consolidar em alguns anos. A sustentabilidade baseada nas dimens\u00f5es
\necon\u00f4mica, social e ambiental parece se afirmar, e cada vez mais inserida nas decis\u00f5es cr\u00edticas
\naos neg\u00f3cios.
\nREFER\u00caNCIAS BIBLIOGR\u00c1FICAS<\/b>
\nBSI. The SIGMA guidelines.United Kingdom, <\/i>Maio 2003.
\nDow Jones; SAM. Dow Jones Sustainability Indexes \u2013 Annual Review 2002, sep. 2002
\nELKINGTON, John. Canibais com Garfo e Faca. S\u00e3o Paulo, Makron Books, 2001.
\nEPELBAUM, Michel; AGUIAR, Alexandre. A Influ\u00eancia da Gest\u00e3o Ambiental na
\nCompetitividade na Cadeia Automobil\u00edstica. VI Encontro Nacional sobre Gest\u00e3o
\nEmpresarial e Meio Ambiente, Nov\/01, S\u00e3o Paulo.
\nEPELBAUM, Michel. ISO 14001: o esperado e o obtido, riscos e oportunidades. VI
\nEncontro Nacional sobre Gest\u00e3o Empresarial e Meio Ambiente, Nov\/01, S\u00e3o Paulo.
\nEPELBAUM, Michel; AGUIAR, Alexandre. A Influ\u00eancia da Gest\u00e3o Ambiental na
\nCompetitividade Empresarial Setorial no Brasil: o Caso do Setor Eletro-Eletr\u00f4nico.
\nNISAM, Universidade de S\u00e3o Paulo, 2002
\nKARAGOZOGLU, Necmi; LINDELL, Martin. Environmental Management: testing the
\nwin-win model. In: Journal of Environmental Planning and Management. <\/i>Abingdon, v.
\n43, pp. 827-829, November, 2000
\nPORTER, M. Vantagem Competitiva. Rio de Janeiro, Campus, 1985
\nPWC. Management Barometer, Sep. 2002
\nREYDON, Bastiaan P.; CAVINI, Regina A.; ESCOBAR, H\u00e9ctor E. A Competitividade
\nVerde Enquanto Estrat\u00e9gia Verde Resolve o Problema Ambiental?. In: VI Encontro
\nNacional sobre Gest\u00e3o Empresarial e Meio Ambiente, Nov\/2001, S\u00e3o Paulo
\nSCHAPIRO, Stacy. E.U. Proposes Mandatory Pollution Liability Coverage
\nBusiness Insurance; Chicago; Aug 26, 2002
\nS\u00edtios na Internet: <\/i>www.gemi.org, www.wbcsd.org, www.sustainability.com,
\nwww.wri.org, www.unep.org, www.ethos.org.br, www.accountability.org, www.ftse.com,
\nwww.sustainability-indexes.com
\nSUSTAINABILITY; UNEP. Buried Treasure \u2013 Uncovering the Bussiness Case for
\nCorporate Sustainability. 2001
\nSUSTAINABILITY; IFC; ETHOS. Criando Valor \u2013 O Bussiness Case para
\nSustentabilidade em Mercados Emergentes. 2003
\nWALLEY, Noah & WHITEHEAD, Bradley. \u201cIt\u2019s not easy being green\u201d. In: Harvard
\nBussiness Review. Boston, v. 72, pp.37-50, May-June, 1994<\/p>\nAutor: Michel Epelbaum<\/h3>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"
A Influ\u00eancia da Gest\u00e3o Ambiental na Competitividade Empresarial: Fatos, Rumos e Tend\u00eancias \u2013 \/2003 Uma reflex\u00e3o sobre quais os resultados da influ\u00eancia da gest\u00e3o ambiental na competitividade no setor eletro-eletr\u00f4nico. Artigo publicado e apresentado no Encontro Nacional sobre Gest\u00e3o Empresarial e Meio Ambiente. RESUMO O antigo paradigma de que investir na gest\u00e3o ambiental representa<\/p>\n