Revisões de Fim de Ano

Revisões de Fim de Ano – Parte II

Artigo publicado na Revista “O Setor Elétrico” – Janeiro de 2016 – Ano 10 – Edição 119.

  • Nesta coluna o autor faz uma reflexão e mostra pesquisas com os atuais sucessos e retrocessos mundiais em relação ao meio ambiente.

Chegamos ao fim deste ano difícil, de recessão econômica, política e ética, de crises e decepções. Ficamos entre o mar de lama moral e o físico (do rompimento de barragens de rejeitos em Minas Gerais, que atingiu o Espírito Santo quando escrevi esta coluna).

Mas, no apagar das luzes, é possível identificar alguns pontos positivos, algumas lanternas de esperança para o novo ano:

– Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODSs) – talvez a maior luz de todas, avançando em um horizonte de 15 anos para que a sustentabilidade seja abraçada de vez (resumimos os ODSs na coluna anterior e retomaremos futuramente);

– Aquecimento global – chegou a Conferência sobre o Aquecimento Global (COP21, Paris, final de novembro) – os sinais positivos para um acordo um pouco mais ambicioso foram se tornando mais fortes ao longo do ano. Vamos avaliar os resultados.

– Corrupção e integridade – a gestão de integridade e ética, e de seus riscos consequentes, se mostra cada vez necessária, com mais compromissos, investimentos e ferramentas disponíveis para “compliance” nas organizações – Pró-ética, Pacto Global da ONU, ISO 19600, DSC 10000, Guia do Instituto Ethos (Integridade, Prevenção e Combate à Corrupção) e outros servem de suporte para melhorar o desempenho nesta área;

– Normas ISO de gestão – quero chamar a atenção nesta coluna para a publicação da revisão das consagradas normas ISO 9001 e 14001, ocorridas em setembro, com três anos de transição da certificação. Também para o desenvolvimento da norma ISO 45001 para sistemas de gestão de saúde ocupacional e segurança, prevista para publicação em outubro de 2016. Cabe ainda mencionar a elevação de “status” da atual CEE 116 (Comissão de Estudo Especialde Gestão de Energia), responsável pela revisão da ISO 50001 no Brasil, para o permanente CB 116 (Comitê Brasileiro de Gestão e Economia de Energia), reforçando a sua importância e amplitude de trabalho.

Sobre a revisão das normas ISO 9001 e 14001, alguns pontos resultaram da adoção do Anexo SL das Diretivas ISO – Estrutura de Alto Nível (que padroniza títulos de tópicos, texto principal, termos comuns e definições fundamentais), para melhorar a compatibilidade e alinhamento entre todas as normas de sistemas de gestão ISO (veja os principais a seguir):

– revisão do ciclo de gestão PDCA (P – planejamento; D – suporte e operação; C – avaliação de desempenho; A – melhoria);

– reforço do elemento “Liderança”, com maior envolvimento da alta direção;

– inclusão de novo requisito sobre o contexto da organização para identificar e alavancar oportunidades para o benefício da organização, e reforço das necessidades e expectativas das partes interessadas;

– simplificação da documentação: “documentos” e “registros” são agrupados em “informação documentada”, e a necessidade e abrangência de procedimentos/manual formais são definidas pela organização.

As principais mudanças específicas da ISO 9001 são:

– Maior ênfase na geração de valor e resultados para a organização e seus clientes, bem como na mentalidade de riscos;

– Introdução de requisito relacionado à gestão do conhecimento;

– Reforço dos requisitos relacionados a controle sobre processos/produtos/serviços providos externamente e gestão de mudanças.

As principais mudanças específicas da ISO 14001 são:

– Maior ênfase na gestão ambiental estratégica e a inserção dela no contexto mais amplo da sustentabilidade econômica, ambiental e social.

– Ampliação do comprometimento da organização com iniciativas proativas (além da prevenção da poluição) para proteger o meio-ambiente como o uso sustentável dos recursos, mitigação e adaptação às mudanças climáticas, proteção da biodiversidade etc.;

– Maior ênfase na melhoria contínua do desempenho ambiental – por exemplo reduzir as emissões, efluentes e resíduos;

– Reforço da exigência atual para gerenciar os aspectos ambientais no ciclo de vida, sobre bens e serviços adquiridos, e uso/tratamento/disposição final dos produtos (mas não exige avaliação completa do ciclo de vida do produto);

– Ampliado e reforçado o processo de comunicação, demandando uma estratégia de comunicação… Leia mais!

As previsões não são boas para 2016, mas vamos em frente! Pensamento positivo!

Boa passagem e bom descanso/férias!

Autor Michel Epelbaum

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