Gestão Ambiental em Cadeias de Fornecimento

Gestão Ambiental em Cadeias de Fornecimento – novembro/2001

Requisitos ambientais no pós-consumo de cliente para fornecedor e derivados de demandas dos consumidores estão alterando as relações entre os elos das cadeias de custódia. Neste artigo são explorados estas mudanças recentes, assim como ilustrados os casos da cadeia do “agribusiness” e a automobilística.

1. INTRODUÇÃO A dinâmica dos mercados globalizados tem mostrado recentemente que a competição empresarial tende a ocorrer cada vez mais no nível das cadeias produtivas e não apenas no nível das unidades de negócio (Pires, 2001). Novos padrões de interrelacionamento entre clientes e fornecedores são vislumbrados: busca de parcerias de longo prazo (com relações ganha-ganha), maior confiança versus requisitos contratuais passados (rigorosos e burocráticos, de modo a coibir comportamentos oportunistas), por outro lado, assiste-se a um aumento dos requisitos qualificadores (certificação), redução da base de fornecedores. Percebe-se, ainda, uma maior interação horizontal ao longo da cadeia, e uma maior preocupação de todos os elos com os atendimento dos requisitos dos consumidores finais. Dentre os requisitos definidos aos fornecedores ao longo da cadeia, tem crescido sobremaneira aqueles derivados de demandas ambientais de consumidores e dos diversos públicos. Ressalte-se, por exemplo, a adoção da Norma ISO 14001 como modelo para fornecedores.
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2 No entanto, apesar de ganhar importância, percebe-se que os requisitos ambientais na cadeia de fornecimento dificilmente poderão ser caracterizados como requisitos ganhadores de pedido, mas sim como qualificadores para fornecimento. Neste artigo serão explorados os diferentes movimentos na cadeia de fornecimento quanto aos requisitos ambientais, exemplificando especificamente nas cadeias automobilística e do agribussiness .
2. MOVIMENTOS AMBIENTAIS E SUA INFLUÊNCIA SOBRE A CADEIA DE
FORNECIMENTO Um modelo genérico para mapeamento da cadeia de fornecimento pode ser ilustrado na figura 1, avaliando-se a magnitude média dos impactos ambientais representados por cada elo.

Atividades extrativas mineração, petróleo, exploração de madeira, pesca, etc. – com alto potencial de impacto ao meio ambiente Atividades agropecuárias – agricultura, florestal, pecuária com alto potencial de impacto ao meio ambiente Atividades industriais podem contemplar os vários estágios de transformação de materiais podem representar de alto (p.ex. siderurgia) a baixo (montagem de equipamentos eletrônicos) potencial de impacto ambiental Atividades de distribuição desde a saída da fabricação até o varejo, passando pelos grandes distribuidores normalmente representam baixo potencial de impacto ambiental, com exceção do transporte de materiais perigosos.

Serviços este setor pode representar altos impactos ambientais, em alguns casos (p.ex. construção civil, destinação de resíduos, fornecimento de energia elétrica) Consumo dependendo do tipo de produto, a fase de consumo pode representar a maior parte dos impactos ambientais do ciclo de vida (p.ex. eletrodomésticos, caminhões) A preocupação recente com o impacto ambiental de produtos tem contribuido para ampliar o debate para além das fronteiras de certos processos industriais (como siderurgia, químico, etc.). Alguns produtos são responsáveis por grandes impactos em nível mundial, como o automóvel (p.ex. poluição do ar nas grandes cidades, pneus/resíduos/peças gerados após o uso), produtos químicos perigosos, produtos clorados (como os CFC s, considerados responsáveis pela diminuição da camada de ozônio), etc. Como consequência desta preocupação podem ser notados pelo menos 3 movimentos na arena ambiental, ilustrados na figura 2 e discutidos a seguir.

1) demandas dos consumidores e da legislação A crescente conscientização dos consumidores sobre as questões ambientais tem originado uma série de demandas que incidem inicialmente sobre o elo da distribuição e comércio, permeando todos as etapas da cadeia de fornecimento. Alguns exemplos ilustrativos são:

produtos transgênicos a preocupação com os alimentos transgênicos abrange todos os agentes da cadeia, levando a uma necessidade de segmentação por tipo de consumidor: os que não querem transgênicos e os demais. produtos orgânicos cresce a procura pelos chamados produtos orgânicos (sem agrotóxicos, hormônios, etc.) produtos verdes cresce o mercado verde, caracterizado por produtos com algum diferencial ecológico (p.ex. materiais biodegradáveis, recicláveis, não oriundos de espécies em extinção, com pouca embalagem, de materiais não tóxicos e que não afetam os ecossistemas, de origem de florestas plantadas, etc.). Dados mostravam em meados da década de 90 que os produtos verdes representavam cerca de 40% dos produtos novos lançados nos EUA, nas áreas de saúde, beleza, artigos para animais de estimação, produtos domésticos e de lavanderia (Giordano, 2000). É crescente também o número de diplomas legais com o espírito de adotar controles sobre os impactos ambientais de produtos. Alguns exemplos são: legislação de vários países sobre o automóvel a legislação da Califórnia adotando metas de produção de carros com zero emissões (p.ex. carros elétricos); a legislação alemã e da Comunidade Européia sobre a índices de reciclagem de partes do automóvel no pós-uso legislação brasileira sobre pneus (Resolução CONAMA 258/99), pilhas e baterias (Resolução CONAMA 257/99, alterada pela Resolução CONAMA 263/99) adotam-se metas de coleta e destinação dos produtos usados após o uso, sob responsabilidade do fabricante legislação sobre controle e eliminação de certas substâncias perigosas diversos países definem listas de produtos controlados e proibidos (tais como alguns cancerígenos, ascaréis, CFC s, certos agrotóxicos, asbestos/amianto), além dos cuidados no manuseio e transporte legislação sobre biodegradabilidade de detergentes legislação sobre embalagens de produtos, como na Alemanha (limitação da quantidade de embalagens) legislação sobre especificação de teor de enxofre nos óleos combustíveis, visando a redução da poluição do ar legislação sobre eficiência energética de certos produtos (p.ex. lâmpadas) Os requisitos legais também são extensivos, em muitos casos, aos fornecedores /prestadores de serviços das empresas: legislação sobre transporte de cargas perigosas legislação sobre emissão de veículos à diesel (Portaria IBAMA 85/96) legislação sobre destinação de resíduos sólidos legislação sobre recuperação de óleos lubrificantes (Resolução CONAMA 09/93)
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5 É crescente, ainda, o número de selos ecológicos e de categorias de produtos envolvidas, dos mais variados setores. Exemplos reunidos de categorias de produtos com atribuição de selos existentes ou em estudo na Alemanha, Japão, EUA, Canadá, França, Comunidade Européia, Países Nórdicos e Brasil são: eletrodomésticos papéis e celulose couro e calçados cosméticos, sabões e shampoos aerossóis livres de CFC baterias de automóveis e pilhas detergentes e produtos de limpeza lâmpadas e fontes de luz móveis de madeira, inclusive para escritórios embalagens produtos florestais tintas, vernizes e revestimentos produtos têxteis (como lençois, camisetas, roupas) computadores pessoais, maquinas copiadoras, impressoras e fax-símiles fraldas para bebês filtros de café adesivos, colas e selantes materiais de construção, concreto, tijolos e materias de pavimentação óleos combustíveis e lubrificantes fluidos corretivos tintas, toner e cartuchos de impressoras/copiadoras fornos à lenha barcos telefones celulares pneus turismo tubos de água e esgoto produtos feitos de plásticos, borrachas e papéis reciclados sistemas de compostagem residencial giz serviços fotográficos e de litografia filmes plásticos garrafas retornáveis abrasivos instalações de lavagem de veículos sistemas de água de vasos sanitários sistemas de controle de chuveiros produtos para dedetização

sistemas de resfriamento materias de madeira livres de formaldeidos (para uso residencial) queimadores de gás, aquecedores produtos com energia solar, coletores solares vidros e janelas extintores soldas marcadores de texto escova de dente fitas de áudio e video sacos e containers latas detectores de gás gasolina Parte desta preocupação tem se refletido numa visão ampliada dos impactos ambientais, não somente nos processos de fabricação, mas abrangendo o uso dos produtos, o pós-uso dos produtos, assim como uma balanço dos impactos desde o berço ao túmulo: a chamada análise de ciclo de vida. Esta é uma ferramenta desenvolvida na década de 70 para fazer um balanço dos impactos ambientais nas várias fases, por tipo de impacto, possibilitando avaliar as fases e impactos mais críticos. Recentemente, a ISO criou um grupo de desenvolvimento de normas para análise de ciclo de vida, dentro da série ISO 14000 (normas ISO 14040, 14041, 14042 e 14043). Desta maneira, podem ser tomadas decisões para melhoria do projeto do produto, adoção de requisitos a fornecedores e orientações/gestões sobre os impactos do uso e pós-uso dos produtos. 2) Responsabilização dos fabricantes pelos resíduos pós-uso dos produtos Diversos movimentos evidenciam a tendência de que o conceito da responsabilização dos fabricantes pela destinação dos resíduos gerados após o uso do produto passe a vigorar: Legislação brasileira sobre coleta de pneus usadas (Resolução CONAMA 258/99) Legislação brasileira sobre recolhimento de pilhas e baterias gastas (Resolução CONAMA 257/99, alterada pela Resolução CONAMA 263/99) Projeto de Lei 2007/87 (Dep. Cunha Bueno) estabelece, entre outros pontos, a obrigatoriedade de recompra pelas indústrias em geral, das embalagem não biodegradáveis que acondicionam seus produtos Projeto de Lei 3333/92 (Dep. Fábio Feldman) estabelece a Política Nacional de Resíduos Sólidos, determinando princípios como o da responsabilização pelos resíduos gerados no pós-consumo
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7 Projeto de Lei 531/95 (Dep. José Janene) estabelece a responsabilidade pela destinação de vasilhames de agrotóxicos para os fabricantes Projeto de Lei 2272/96 (Dep. José Carlos Vieira) estabelece que as embalagens de cerveja deverão ser no mínimo 80% de vasilhames retornáveis Projeto de Lei 1645A/96 (Senador Ernandes Amorim) estabelece a responsabilidade pela destinação de vasilhames de agrotóxicos para os fabricantes Política Estadual de Resíduos Sólidos (SP) estabelece como princípio a responsabilização do gerador pelos resíduos do pós-consumo e pelos danos causados Projeto de Lei 2949/97 (Dep. Eduardo Jorge) estabelece a necessidade de reciclagem dos automóveis Projeto de Lei 3750/97 (Dep. Fernando Gabeira) estabelece a responsabilização pela destinação final das embalagens plásticas os fabricantes de bebidas, óleos, cosméticos, produtos de higiene e de limpeza 3) Requisitos voluntários de setores e empresas ambientalmente comprometidas Diversos setores e empresas de grande visibilidade quanto aos seus potenciais impactos ambientais estão assumindo suas responsabilidades, e extendendo suas políticas a seus fornecedores de produtos e serviços: o setor químico, envolvido no Processo Atuação Responsável, requisita de seus prestadores de serviço a adesão aos princípios do programa; diversas empresas estão adotando a ISO 14001 como modelo de gestão ambiental, onde um dos quesitos é a definição de requisitos ambientais a seus fornecedores. Os principais requisitos envolvem desde a evidência do cumprimento da legislação básica, licenciamento ambiental, até a exigência da implementação e certificação pela própria ISO 14001 diversas empresas mundiais adotaram os princípios da Carta Empresarial para o Desenvolvimento Sustentável, da Câmara de Comércio Internacional (1991), que solicita a extensão deste compromisso aos fornecedores e prestadores de serviços Uma pesquisa da Revista Banas Ambiental, em conjunto com a empresa de consultoria SETEC, traça um perfil da questão ambiental e a cadeia de suprimentos. A pesquisa envolveu a resposta a questionário de 63 empresas, (principalmente 12 do setor de autopeças/automobilístico, 10 do setor de serviços, 9 do ramo eletro-eletrônico, 7 do setor químico-petroquímico, 4 referente a alimentos/bebidas), sendo 22% com mais de 500 funcionários, 39% de 101 a 500 funcionários e 39% com menos de 100 funcionários. Os principais resultados evidenciam que: somente 28% das empresas não pretende se certificar pela Norma ISO 14001.

61% dos clientes dos respondentes fazem exigências ambientais às empresas que responderam aos questionários 58% dos respondentes fazem exigências ambientais a seus fornecedores 47% das empresas respondentes consideram risco alto e médio de perder o cliente por não atender aos requisitos ambientais os principais requisitos sobre processos de fornecedores envolvem: o baixo consumo de energia o proibição de certos componentes químicos o baixa geração de efluentes o baixa emissão de fumaça os principais requisitos sobre produtos de fornecedores envolvem: o embalagens recicláveis o baixo consumo de energia o proibição de certos componentes químicos o baixa geração de resíduos o baixa emissão de fumaça os principais tipos de requisitos aos fornecedores são: o cumprir a legislação o certificação ISO 14001 o ter todas as licenças/documentação em dia
3. NOVOS RELACIONAMENTOS NA CADEIA DE FORNECIMENTO Diante destes movimentos na cadeia, novos relacionamentos estão se desenvolvendo para suprir as novas necessidades ambientais identificadas. Dentre eles, podem ser destacados: parcerias dos fabricantes com os distribuidores para recolhimento de resíduos após o uso (p.ex. Motorola) parcerias entre fabricantes concorrentes para desenvolver soluções para resíduos ambientais comuns (p.ex. coleta de pneus) maior colaboração no projeto do produto entre montadores e fornecedores de componentes (p.ex. motores e peças de automóveis, no desenvolvimento de novas fontes de energia) colaboração dos agentes da cadeia para redução dos impactos ambientais no ciclo de vida (p.ex. automobilístico) desenvolvimento de fornecedores por clientes comprometidos (p.ex. Scania desenvolvimento dos fornecedores para implementar a ISO 14001)
4. GESTÃO AMBIENTAL NA CADEIA AUTOMOBILÍSTICA
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9 O levantamento realizado por Epelbaum & Aguiar (2001) evidenciou uma forte inserção dos requisitos ambientais na cadeia automobilística, que abrange tanto os requisitos sobre processos como sobre produtos. Os três movimentos identificados neste artigo são encontrados no setor. Alguns requisitos legais aplicáveis são apresentados na tabela 1 (extraída de Epelbaum & Aguiar).

Um resumo das principais questões ambientais e dos impactos sobre as montadoras, sistemistas e indústrias de autopeças é apresentado na tabela 2. Na tabela 3 é elaborado resumo dos elos da cadeia automobilística e dos principais quesitos ambientais que a permeiam. Nelas são ilustrados os três movimentos identificados.

5. GESTÃO AMBIENTAL NO SISTEMA AGRO-INDUSTRIAL A relação entre os sistemas agro-industriais e o meio ambiente é de completa interdepedência, sendo necessário um cuidado mais amplo para manter a sustentabilidade de certos agro-negócios (Giordano, 2000). Além de cumprir com os requisitos legais crescentes, cresce o incentivo para a adoção de práticas conservacionistas pelos agentes, inclusive sinais oriundos dos consumidores e a adoção da certificação/selos verdes (Giordano, 2000). Dentre as questões ambientais mais críticas associadas ao meio rural, temos: degradação do solo uso da água conservação da biodiversidade Na agro-indústria, as questões ambientais tradicionais passam pela geração de efluentes e resíduos, e pelo incômodo causado pelo odor de certos processos (p.ex. curtume, torrefação de café, fabricação de celulose, etc.). No entanto, os três movimentos verificados estão acrescentando novos elementos ambientais, permeando a definição de requisitos na cadeia: produtos naturais e a agricultura orgânica demanda de alimentos mais saudáveis pelos consumidores preocupação com a origem dos alimentos, quanto à presença de elementos transgênicos preocupação com os resíduos gerados no pós-uso (p.ex. embalagens de bebidas, agrotóxicos, etc.).
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12 Um resumo dos quesitos ambientais na cadeia agro-industrial, adaptado de Giordano, contemplando os três movimentos, é apresentado na tabela 4.

6. CONCLUSÕES Os três tipos de movimentos ambientais identificados ao longo das cadeias tem levado à adoção crescente de requisitos que permeiam todos os seus elos. Tais requisitos devem levar a: novos padrões de relacionamento entre os agentes, tanto na cooperação para obtenção de soluções comuns como nas relações entre clientes e fornecedores ampliação do custo total de aquisição dos produtos pelo acréscimo dos custos da destinação de resíduos no pós-uso crescimento dos mecanismos de atribuição de certificação e selos independentes para prover confiança, em detrimento dos requisitos contratuais ou de auditorias para coibir comportamentos oportunistas esverdeamento das cadeias de fornecimento, desde a fase de consumo até as fases iniciais de produção.
BIBLIOGRAFIA Banas-Setec. Pesquisa sobre a questão ambiental e a cadeia de suprimentos. Banas Ambiental, Ano III, no. 13, Agosto de 2001, p. 40-43 Epelbaum, Michel; Aguiar, Alexandre. A influência da gestão ambiental na
competitividade na cadeia automobilística. VI ENGEMA Encontro Nacional sobre Gestão Empresarial e Meio Ambiente, São Paulo, Novembro de 2001 Giordano, Samuel Ribeiro. Gestão ambiental no sistema agroindustrial in Economia e Gestão dos Negócios Agroalimentares, Guazzelli, São Paulo, 2000 Marinho, B. L.; Neto, J. A. Gestão da cadeia de fornecedores e acordos de
parcerias in Manufatura Classe Mundial: conceitos, estratégias e aplicações, Atlas, São Paulo, 2001 OECD. Eco-labelling: actual effects of selected programmes, 1997 Pires, Sílvio R. I. Gestão da cadeia de suprimentos e suas implicações no
planejamento e controle da produção in Manufatura Classe Mundial: conceitos, estratégias e aplicações, Atlas, São Paulo, 2001 Viegas, Márcio. ISO 14040: a série ISO 14000 chega à análise de ciclo de vida

 

Autor: Michel Epelbaum

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