Corrupção, Fraude e Compliance – Pesquisa 2016 da PWC

A edição 2016 da pesquisa global bianual da consultoria PwC sobre Crimes Econômicos aponta que a fatia de companhias que se declararam vítimas de crimes econômicos caiu de 27% (2014) para 12% (2016). O estudo, que contou com 211 empresas que responderam o questionário no País, não inclui a Petrobras, alvo de investigação da operação Lava Jato. Este índice de Crimes Econômicos relatados pelas empresas brasileiras é um dos menores entre os 115 países incluídos no estudo (a média mundial foi de 36% em 2016, com queda de 1% no período), e vem caindo há cinco anos, sendo que em 2016 o recuo foi maior.

Lei Anticorrupção

Possíveis razões podem ter a ver com a nova Lei Anticorrupção, com a onda de escândalos econômicos, com a Operação Lava Jato, com a melhoria dos sistemas/ programas/políticas de compliance das organizações, mas também podem estar relacionados à redução da eficácia em sua detecção… Investigações mais profundas devem ser feitas para entender estes dados…

3 tipos de crimes

Os 3 tipos de crimes mais comuns no Brasil são:

  1. Roubo de ativos – 65% (similar à média mundial de 64% – maior crime global);
  2. Fraude em compras – 58% (muito maior do que a média mundial, de 23% – quarto maior crime global), com grande crescimento desde a última pesquisa (44% em 2014, o maior índice do mundo);
  3. Suborno e corrupção – 23% (próximo à média mundial de 24% – terceiro maior crime global).

Gestão de Compliance

Outros dados levantados indicam a necessidade de aprofundamento dos sistemas de gestão de compliance:

  • O terceiro maior crime global é o crime cibernético (32%), muito maior do que a média brasileira (15%), o que segundo os autores do estudo pode representar falhas de detecção destes eventos, uma vez que a pesquisa global de 2016 específica sobre este tema pela PwC aponta aumento da incidência no Brasil e no mundo;
  • Mais de 15% dos participantes da pesquisa no Brasil e no mundo desconhecem a existência de um programa formal de ética e compliance;
  • 22% dos respondentes no mundo nunca realizaram uma avaliação de riscos de fraude (no Brasil este número é de 17%);
  • 58% dos crimes econômicos são cometidos no Brasil por agentes internos (no mundo são 46%).
  • Nas fraudes internas, 87% dos criminosos brasileiros estão em cargos de gerência executiva ou intermediária (no mundo são 51%). Como no Brasil o fraudador ocupa um nível hierárquico mais alto em relação à média mundial, ele tem autonomia para cometer crimes econômicos envolvendo cifras maiores: 27% das companhias brasileiras que foram vítimas de crimes econômicos tiveram prejuízos financeiros entre US$ 1 milhão e US$ 5 milhões (na média global, 9% das companhias registraram perdas dessa magnitude, sendo os demais relatos de valores menores).

Alguns infográficos com os principais resultados da pesquisa

Michel Epelbaum – diretor da Ellux Consultoria

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