Corrupção e Compliance – Pesquisa no Brasil

 

Sistemas de gestão de integridade e compliance

Politicas, programas e sistemas de gestão de integridade e compliance trazem valor para a gestão empresarial, considerando os crescentes riscos, rigor da legislação, penalidades e casos de corrupção que vieram a público.
Apesar de ser referente à set/14, relaciono algumas informações interessantes e “chocantes” sobre compliance e corrupção, oriundas da pesquisa contida no relatório “Lei Anticorrupção – Um retrato das práticas de compliance na era da empresa limpa” (com 124 respondentes de empresas no Brasil – 75% do nível gerencial executivo; apenas 22% pertencentes à área de Compliance):

  • 55% responderam que houve caso de corrupção na empresa!!! (e destes, 50% afirmaram que os casos foram descobertos por meio do canal de denúncias);
  • 57% concordam que corrupção é um custo intrínseco na forma de se fazer negócios no Brasil!!!;
  • 75% investem até R$ 1 milhão/ano em compliance, considerado baixo para o porte das empresas.
  • Pouco mais de 50% das empresas possui um profissional dedicado à área de compliance (nos demais casos o profissional acumula outras funções).
  • Somente 21% tem escopo de atuação completo no sistema/programa de compliance (escopo completo cobre principalmente: declaração de comprometimento da alta direção, políticas/procedimentos internos, avaliação de riscos, treinamento e educação, canais de comunicação interna/externa, monitoramento e auditoria interna/externa, ações sobre violações, reporte para a alta direção e públicos externos, e ações para melhoria da gestão), destacando-se:
  • 65% possuem uma política anticorrupção formalizada, mas só 20% fazem divulgação interna e externa.
  • somente 40% tem um processo de detecção e avaliação dos riscos relativos a atos ilícitos (e destes, metade não tem periodicidade definida).
  • parcela significativa ainda não estabeleceu processos periódicos de reporte interno.
  • 42% afirmaram não avaliar e monitorar riscos de fornecedores/parceiros (e os demais 58% o fazem com abrangência parcial).
  • Apesar das ações mais efetivas citadas serem o treinamento de novos profissionais e análise de reclamações recebidas por meio da ouvidoria, cerca de 50% dos pesquisados não incluem os empregados no treinamento anticorrupção (adicionalmente, somente 26% incluem os parceiros, e 17% incluem os fornecedores).

Para saber mais, consulte o relatório completo do Deloitte.

Michel Epelbaum – diretor da Ellux Consultoria

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